Apesar de a prática do racismo ser crime inafiançável, no Brasil isso não funciona. Para inverter essa situação é necessário maior consciência por parte da população. Assim destacou o presidente Lula em discurso na Praça Castro Alves em evento comemorativo ao Dia Nacional da Consciência Negra. Lula disse que não foi vítima de racismo: Mas sofri muito preconceito por ser pobre e nordestino.

Lula, que entregou 30 títulos de posse de terra para integrantes de comunidades quilombolas, informou que o Incra tem 1,4 mil comunidades na fila para serem beneficiadas. Por isso, ele pregou que em 2010 possa comemorar a data -- que será feriado nacional -- numa praia na Bahia em que marcará a entrega de 200 ou 400 títulos de propriedades aos quilombolas.

Ele enfatizou que às vezes o cidadão “pratica o racismo de forma muito sutil, muito subjectiva. que as vezes parece não ser racismo, mas é racismo”, disse.
O presidente lembrou que são minorias chefes de seção de fábricas negros ou gerentes de bancos negros, por exemplo. “Já sofri muito preconceito por ser pobre e nordestino. E acho que ainda tem preconceito. Mas hoje não dou mais bola porque venci os preconceituosos e virei presidente da República desse País. A gente não vai vencer o preconceito lamentando, mas enfrentando, discutindo, debatendo, seja no local de trabalho, na igreja, no clube. Um homem ou uma mulher não pode ser medido pela cor, mas pelo carácter afirmou.

O presidente condenou a violência contra o negro e explicou que durante o seu governo tem atuado para assegurar as cotas para os estudantes negros. Disse também que o Prouni, muito criticado pela mídia, permite que universitários negros tenham condições de pagarem os estudos e, como resultado, o País terá mais profissionais negros como médicos, dentistas, etc e tal. Ao concluir, Lula citou a participação do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, um simbolo de resistência pela paz no Oriente Médio.


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O Brasil entra na fase de aproveitar os resultados conquistados a partir da superação da crise financeira internacional. Como consequência, a população deixa de lado a máxima de que somos o País do futuro e entra no clima de que “o futuro é agora”. Essa foi a tônica do pronunciamento do presidente Lula, nesta sexta-feira (20/11), no pátio da Ford em Camaçari, na Bahia, ocasião em que foi apresentado, pelo board da montadora, o plano de investimento no Brasil.

No pronunciamento, Lula explicou as medidas adotadas pelo governo que fez frente à onda que assolou os mercados internacionais e traçou um paralelo com o governo dos Estados Unidos: “Em março começamos a bater recorde de produção enquanto o companheiro Obama não havia conseguido isso nos Estados Unidos.”

E Lula enfatizou que as medidas adotadas surtiram efeitos e, um dos exemplos citados, foi o montante disponível de crédito no Banco do Brasil de R$ 380 bilhões, o equivalente ao volume que o País tinha em 2003. “Um País capitalista sem poupança e sem crédito não funciona”, disse. O presidente assegurou também que o BNDES tem uma carteira de contratos, este ano, bastante superior ao montante financeiro à disposição do mercado em 2004.

O presidente explicou que o crédito consignado foi uma alavanca no período mais crítico do abalo financeiro mundial. Numa decisão de governo, o consignado permitiu injeção de dinheiro para a população e a folha de pagamento tornou-se a garantia aos bancos. “Se tem alguém que paga em dia é o povo pobre. O patrimônio mais sagrado é o seu próprio nome e sua honra”, assegurou arrancando aplausos.

Ele contou sobre o Bolsa Família e lamentou as críticas que recebeu de opositores. Naquela ocasião, diziam que em vez de dinheiro para as famílias carentes, o governo deveria investir em obras. “Eu sei que a ponte é importante, mas o povo não come cimento. O povo come feijão e aroz. Era preciso primeiro dar comida”, disse.

Lula lamentou o fato de o setor automobilístico ter feito demissões em massa nos primeiros meses da crise e assegurou que, somente neste ano, 1,3 milhão de brasileiros estarão inseridos no mercado de trabalho. Ao concluir o discurso, o presidente contou os resultados do programa Luz Para Todos e que na oportunidade da visita a Salvador constatou numa família baneficiada com a energia elétrica: “A mãe ascendia e apagava a luz para ver o filho dormindo.”


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Lula e o Mahmoud Abbas, no Museu da Misericórdia, em Salvador Foto: Ricardo Stuckert/PR

Uma das mais fortes características culturais do Brasil é a mistura, a miscigenação do povo. Historicamente gente dos quatro cantos do mundo convive numa boa por aqui. Agora, aproveitando essa qualidade, o Brasil vai ajudar a construir pontes entre os povos do Oriente Médio, derrubando os muros existentes.

Em declaração conjunta hoje após encontro com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, no Museu da Misericórdia, em Salvador, Lula defendeu que a paz entre palestinos e israelenses depende da criação de um Estado Palestino forte e sem restrições. Ele está certo de que o entendimento não virá com exclusão e isolamento, como acontece hoje, e afirmou que o Brasil sempre estará ao lado de quem quer dialogar em busca de soluções. Confira:

Para Lula a paz no Oriente Médio interessa a toda a humanidade, e é uma minoria radical, baseada em dogmas seculares, quem fomenta os desentendimentos entre os povos do Oriente Médio. Segundo o presidente, se for feita uma pesquisa de opinião pública internacional esta será a conclusão. E se esse desejo é latente não há motivo algum para que o conflito perdure. Confira a declaração:

Para resolver a situação não é preciso encontrar soluções mágicas. Lula afirma que o caminho é conhecido. Para ele o desenvolvimento da região é o antídoto para o radicalismo, e por isso defendeu o fomento de investimentos na região, lembrando da Cúpula América do Sul-Países Árabes (ASPA), criada em 2005.

Em sua fala Lula reafirmou que o governo brasileiro defende a interrupção imediata de qualquer novo assentamento por parte de Israel no território palestino. Sobre o tema, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, explicou que há uma série de resoluções da ONU que rege essa questão, mas lamentou o desrespeito por parte de Israel. Abbas tratou também para que a facção Hamas assine o acordo proposto pelo Egito.

O presidente também destacou o simbolismo da recepção de Mahmoud Abbas, defensor dos direitos palestinos, acontecer no Dia Nacional da Consciência Negra, que também celebra a tolerância. Lembrou que a relação entre árabes e brasileiros é de longa data, sustentada por vínculos humanos, traços afetivos de cooperação e amizade. Durante o encontro foi assinado acordo de cooperação técnica entre Brasil e Palestina.


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Enquanto o processo de paz no Oriente Médio tiver a liderança apenas dos Estados Unidos não se alcançará o acordo entre os países envolvidos nos constantes conflitos naquela região. A avaliação foi feita pelo presidente Lula nesta sexta-feira (20/11) em entrevista às emissoras de rádio Excelsior AM e Metrópole FM, em Salvador. Para o presidente, é preciso que a ONU participe deste processo de paz. Na sua avaliação, a ONU tem que ter uma posição que contemple o pensamento do ano de 2010 e não ficar com postura de 1940, quando foi criada.

Ouça aqui a íntegra da entrevista:

Na entrevista, Lula falou sobre a liderança do Brasil em movimentos internacionais, destacou as ações do governo para que o País superasse a crise financeira mundial e defendeu a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República. O presidente explicou que o embate com as lideranças sindicais que defendem o fim do fator previdenciário vai ser resolvido por meio de acordo.

Lula disse que ao término do mantado irá atuar em movimentos que visem melhorias aos países daAmérica Latina e do continente africano. O presidente lembrou ainda das obras tocadas pelo governo federal e comentou a disputa para o governo da Bahia em 2010.


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Os presidentes Mahmoud Abbas e Lula em encontro no Palácio do Ondina, em Salvador. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Os presidentes Mahmoud Abbas e Lula em encontro no Palácio de Ondina, em Salvador. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Hoje é dia de festa em Salvador. A cidade será palco da maior comemoração do Dia Nacional da Consciência Negra, data de morte de Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, e contará com a presença do presidente Lula, que chegou ontem à capital baiana. A data faz parte da luta pela valorização da cultura afro-brasileira e respeito às diferenças. Clique aqui para ver a programação de atividades em 757 cidades brasileiras.

Se quiser assistir a festa ao vivo pela NBR clique aqui.

Na noite de ontem (19/11), Lula se reuniu com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, no Palácio de Ondina, residência oficial do governo da Bahia, para um jantar. Na manhã desta sexta-feira (20/11), Lula e Abbas terão reunião de trabalho no Museu da Misericórdia, para conversar sobre a paz entre palestinos e israelenses e a criação de um Estado Palestino. O Brasil quer participar do diálogo de busca da paz, conforme manifestou Lula durante encontro com Shimon Peres na semana passada, em Brasília. Após a reunião privada, os presidentes Lula e Abbas vão assinar atos e conversar com a imprensa.

À tarde (17h30) o presidente vai ao ato público de comemoração do Dia Nacional da Consciência Negra, na Praça Castro Alves. A escolha do local não foi uma coincidência. O poeta Castro Alves ficou conhecido como “poeta dos escravos” por denunciar e condenar as injustiças que os negros sofriam no Brasil.

Confira aqui alguns poemas de Castro Alves.

Além de ver shows de artistas locais, o presidente Lula vai assinar 30 decretos para a titulação de comunidades de quilombos de 14 estados. A relação das comunidades está disponível aqui. Também será lançado o Selo Quilombola, marca para os produtos artesanais criados por comunidades de remanescentes de quilombos como forma de agregar identidade cultural e valor econômico ao que produzem.


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Sorte, todo mundo quer ter. Mas para descobrir o petróleo da camada Pré-sal, desenvolver o biodiesel e ver programas sociais como o Luz Para Todos obterem sucesso é preciso aliar sorte à competência e decisão política para fazer pesquisa e investimentos nos setores necessários, afirmou o presidente Lula nesta quinta-feira (19/11) durante cerimônia de ampliação da Refinaria Potiguar Clara Camarão (RPCC) e implantação da unidade de produção de gasolina de Guamaré (RN).

“Não diga que foi sorte do Lula, foi incompetência deles”, disse o presidente, num recado direto aos adversários que menosprezam as conq‭uistas do governo. Conquistas que transformam as regiões mais pobres do País. Lula destacou o programa Luz Para Todos, que atingiu este mês no Rio Grande do Norte 50 mil ligações elétricas.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

Confira também a entrevista exclusiva concedida pelo presidente hoje de manhã à rádio Clube de Natal, na qual falou sobre as obras de ampliação da refinaria Clara Camarão, em Guamaré (RN) e sua importância para o País neste momento que se descobre novas reservas de petróleo, para que o Brasil possa exportar derivados de petróleo. Lula falou também sobre a segunda fase do PAC (2011-2015), os investimentos previstos para o Nordeste em 2010 (em educação, saúde, agricultura familiar), o interesse do mundo pelo Brasil, a Copa do Mundo de 2014, a vida como ex-presidente, as eleições em 2010 e até sobre futebol.

Ministro Edison Lobão (Minas e Energia), presidente Lula e governadora Wilma de Faria com funcionários da refinaria Clara Camarão. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Ministro Edison Lobão (Minas e Energia), presidente Lula e governadora Wilma de Faria com funcionários da refinaria Clara Camarão. Foto: Ricardo Stuckert/PR

No Brasil, o programa já beneficiou 10,7 milhões de brasileiros, que reconquistaram a dignidade e cidadania, e agora podem buscar um futuro melhor para suas famílias. Segundo pesquisa feita pelo Ministério de Minas e Energia, a primeira coisa que 83% dos beneficiados pelo Luz Para Todos fazem é comprar uma televisão -- e isso ajuda a dinamizar a economia local.

O presidente Lula falou também ao público que acompanhava a cerimônia sobre as escolas técnicas e universidades criadas durante o seu governo -- 214 escolas técnicas (sete delas no Rio Grande do Norte) e 14 universidades até 2010 -- e fez questão de frisar que todo o investimento feito na refinaria Clara Camarão não ignora a importância de se preservar o meio ambiente. Lembrou o compromisso assumido na abertura da Assembléia-Geral da ONU, em setembro deste ano, quando anunciou que o Brasil reduziria o desmatamento em 80% na Amazônia até 2020.

Segundo Lula, a proposta que o Brasil levará para a reunião da ONU sobre clima, que acontece em dezembro em Copenhague (Dinamarca) é “a maior e melhor proposta apresentada por um país emergente” e que o Brasil mesmo não tendo obrigação de apresentar uma proposta, o fez para mostrar ao mundo que está preparado para discutir a questão seriamente, com números e metas ousadas.

Também discursaram o prefeito de Guamaré, Auricélio Teixeira; a governadora do Rio Grande do Norte, Wilma de Faria; o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli; e o ministro Edison Lobão (Minas e Energia).


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O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, apresentou proposta para construção de monotrilho ligando o aeroporto de Congonhas, o estádio do Morumbi, além das estações do Metrô São Judas e Vila Sônia (linha 4). Serão necessários R$ 1,082 bilhão do governo federal para as obras, que facilitarão a mobilidade da população da capital paulista.

A montagem dessa infraesturutra tem por objetivo atender demanda de infraestrutura de uma das 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014. A equipe do governo federal tem recebido todos os projetos e os submeterá ao crivo do presidente Lula. A expectativa é de que na primeira quinzena de dezembro o governo bata o martelo sobre os projetos apresentados. No próximo dia 24 de novembro acontecerá reunião com representantes das cidades de Salvador e Natal.


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(Entrevistas com os ministros Orlando Silva, do Esporte, e Luiz Barreto, do Turismo, e o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda)

O projeto de reforma do estádio Mineirão apresentado nesta quinta-feira (19/11) em Brasília pelo prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, e representantes do governo de Minas Gerais fortalecem a candidatura da cidade na disputa para ter o direito de abrir a Copa do Mundo de 2014, afirmou o ministro do Esporte, Orlando Silva. Ele e os ministros Paulo Bernardo (Planejamento), Luiz Barreto (Turismo) e Márcio Fortes (Cidades) participaram hoje da reunião setorial promovida pela Casa Civil para avaliar o cronograma das obras de infraestrutura das cidades-sede da Copa do Mundo de 2014.

“Em dezembro vamos assinar o compromisso para que tudo fique transparente, para que a sociedade possa cobrar”, explicou o ministro do Turismo, Luiz Eduardo Barreto. Segundo ele, as obras do Mineirão devem estar concluídas até junho de 2013 para que possa receber jogos da Copa das Confederações. “Por isso, o Mineirão deve estar pronto até junho de 2013.”


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