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A indústria sucroalcooleira brasileira está de parabéns pelo desenvolvimento de uma agroenergia de qualidade e competitiva internacionalmente, mas precisa investir ainda mais para melhorar as condições de trabalho no campo, até mesmo como estratégia de negócio, já que adversários comerciais poderão usar essa brecha para barrar o avanço da indústria nacional. Em discurso feito na abertura da 18ª Feira Internacional da Indústria Sucroalcooleira (Fenasucro) e da 8ª Feira de Negócios e Tecnologia da Agricultura da Cana-de-Acúcar (Agrocana), em Sertãozinho (SP), o presidente Lula afirmou que é preciso mostrar ao mundo que os avanços conquistados pela indústria brasileira vão além do etanol, chegando também à qualidade de vida dos trabalhadores:

A liderança conquistada tecnologicamente pela nossa agroenergia deve agora vencer o desafio de associar ao etanol brasileiro o selo da sustentabilidade e o primado da justiça social.

Lula elogiou o amadurecimento do setor sucroalcooleiro brasileiro, que soube superar desconfianças que tinha do governo para estabelecer uma relação sadia, de lealdade, e disse que também tinha dúvidas sobre o comportamento dos empresários do setor. Mas hoje ambos os lados aprenderam a conviver harmoniosamente, para o bem do País – o governo estabelecendo o etanol como diretriz para a matriz energética brasileira e os empresários desenvolvendo e entregando o combustível do século 21, ajudando assim o País a cumprir metas de emissão de gases do efeito estufa.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

O presidente afirmou que o País avançou significativamente, em 2009, rumo à sustentabilidade e à justiça social na indústria sucroalcooleira, lembrando a instituição do zoneamento agro-ecológico da cana-de-açúcar, que vetou a instalação de novas usinas e plantações em áreas de vegetação nativa, sejam elas na Amazônia, no Pantanal, na Caatinga, no Cerrado ou em remanescentes da Mata Atlântica, sem que o setor perdesse mercado ou produtividade.

O setor sucroalcooleiro nada perdeu. E o todo o Brasil ganhou com isso. Preservamos nossas riquezas naturais. E o etanol continua a dispor de, pelo menos, 70 milhões de hectares ociosos no interior da fronteira agropecuária.

Outro passo importante, disse Lula, foi o lançamento pelo governo federal, em junho do ano passado, do Compromisso Nacional para Aperfeiçoar as Condições de Trabalho na Cana-de-Açúcar, em que representantes do setor sucroalcooleiro, dos trabalhadores e do governo, discutiram medidas para melhorar as relações de trabalho, reconhecidamente duras, predominantes nos canaviais brasileiros. Como resultado, o fórum eliminou a prática da terceirização da mão-de-obra, que prejudicava cerca de 500 mil trabalhadores brasileiros.

Rompeu-se assim um preconceito feito de descrédito e desconhecimento mútuos. Uma avenida de entendimento se abriu e através dela podemos –eu diria, devemos – ir além, buscando cada vez mais a superação de desequilíbrios seculares que, injustificadamente, contrapunham a atividade sucroalcooleira à justiça social.


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O tema principal do encontro entre o presidente Lula e o primeiro-ministro britânico Gordon Brown foi a questão climática e a reunião da ONU sobre clima que acontece em Copenhague em dezembro. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O tema principal do encontro entre o presidente Lula e o primeiro-ministro britânico Gordon Brown foi a questão climática e a reunião da ONU sobre clima que acontece em Copenhague em dezembro. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Em conversa com jornalistas ontem à noite (4/11), na chegada ao hotel Dorchester, em Londres, após o encontro que teve com o primeiro-ministro britânico Gordon Brown, o presidente Lula afirmou que o Brasil vai ‘afinado’ para a reunião da ONU sobre clima (COP 15), marcada para dezembro em Copenhague (Dinamarca), com todos os representantes do seu governo “falando a mesma língua”. Lula destacou ainda o firme propósito brasileiro de ajudar na construção de um número que seja factível em relação à redução das emissões globais de gases do efeito estufa. A idéia, disse Lula, é construir uma proposta conjunta de todos os países:

O que pode acontecer de pior em Copenhague é a sociedade mundial perceber que os líderes não estão assumindo a responsabilidade pela gravidade do problemas que o mundo criou nestes últimos anos.

Lula disse que pretende ir à reunião de Copenhague caso todos os líderes mundiais também decidam ir – Gordon Brown e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, já confirmaram presença.

A conversa com os jornalistas também tratou da manutenção da paz entre os países da América do Sul e a violência no Rio de Janeiro.

Clique aqui para ouvir a íntegra da entrevista:

Para ler, clique aqui.

O presidente Lula afirmou que representantes de seu governo “vão ter que falar a mesma língua e os mesmos números” em relação à proposta brasileira em Copenhague, porque se trata de proposta de governo. Ele frisou que o compromisso assumido por ele em setembro, durante a Assembléia Geral da ONU, de redução interna de 20% da emissão de gases do efeito estufa até 2020, será mantido.

Lula fez questão de destacar que o Brasil levará “os números do Brasil para consigo mesmo” e que assumirá o compromisso de não impor esses números para a comunidade internacional. A idéia é apresentar em Copenhague os compromissos que o Brasil está assumindo – em relação ao desmatamento da Amazônia, o zoneamento agroecológico, o biodiesel – e construir então uma proposta conjunta, global, para a questão do clima.

Na reunião com o primeiro-ministro Gordon Brown, Lula pediu que fosse indicado o interlocutor britânico para fazer a interface com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, sobre o tema das mudanças climáticas. Ficou acertado também, segundo o presidente brasileiro, contatos telefônicos com outros líderes mundiais num processo de mobilização para fechar um acordo em Copenhague.


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O Blog do Planalto continua no evento de lançamento do Zoneamento Agroecológico da Cana-de-Açúcar (ZAE Cana), na sede da Embrapa, em Brasília, e de lá traz mais informações. Clique abaixo e confira:

ATUALIZAÇÃO:

O evento foi encerrado há poucos instantes, com pronunciamento final da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef. Confira:

Veja o vídeo institucional exibido durante o lançamento do ZAE Cana:


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