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Presidentes Lula e Mahmoud Abbas (Palestina) em entrevista coletiva concedida na sede da Autoridade Nacional Palestina (ANP) em Ramala, na Cisjordânia. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Viagens internacionaisA divergência dos Estados Unidos em relação à construção de 1.600 casas em Jerusalém Oriental por parte de Israel pode ser um “momento mágico” para o processo de acordo de paz entre palestinos e israelenses, afirmou o presiente Lula nesta quarta-feira (17/3) em entrevista coletiva realizada na Muqata, sede da Autoridade Nacional Palestina (ANP) em Ramala, na Cisjordânia, após inaugurar uma rua chamada Brasil e depositar flores no mausoléu em memória de Yasser Arafat, líder palestino morto em 2004. Segundo o presidente brasileiro, a irritação pública dos americanos, históricos aliados de Israel na região, pode ser a chave na construção do acordo.

“Os assentamentos devem parar sob o risco de apagar a chama da esperança”, disse Lula, reafirmando o engajamento do Brasil em tornar realidade o sonho da paz no Oriente Médio. Sua vista a Ramala, afirmou, é demonstração inequívoca desse compromisso. Sem a paz, avisou Lula, palestinos continuarão sem fronteiras e Israel continuará se sentindo ameaçada dentro das suas.

“Volto ao Brasil mais otimista de quando cheguei aqui”, afirmou Lula, lembrando que estamos vivendo um começo de uma nova era nas relaçõs entre Israel e Palestina, devido ao desejo cada vez mais forte de todo o mundo em encontrar a solução para o conflito.

Ouça a íntegra da entrevista coletiva concedida pelo presidente Lula:

Para ler a transcrição, clique aqui.

O presidente da ANP, Mahmoud Abbas, agradeceu novamente o esforço brasileiro em contribuir com as negociações e pediu apoio do presidente Lula para que o cerco ao território palestino Gaza seja anulado. Afirmou ainda que a visita de Lula à Palestina fez o seu povo se sentir mais “esperançoso e com gana para lutar pela paz”.

Presidente LUla e a prefeita de Ramala, Janet Mikhail, durante inauguração da rua Brasil. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente LUla e a prefeita de Ramala, Janet Mikhail, durante inauguração da rua Brasil. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Antes da coletiva, Lula participou do descerramento da placa da rua Brasil, que fica em frente à sede da ANP em Ramala, e depositou flores no Mausoléu de Yasser Arafat -- que fica no interior da sede. Durante a solenidade de inauguração da rua, Lula ouviu emocionado o coro de “olê, olê, olê, olá, Lula, Lula!” cantando por dezenas de palestinos e brasileiros que compareceram ao local. No curto discurso que fez (ouvir aqui), lembrou que é fundador de um partido político que “desde seu início tem solidariedade com o povo palestino” e disse estar muito orgulhoso pela visita a Ramala e por ver uma rua da cidade com o nome do Brasil. “Esse gesto sinaliza o carinho que povo palestino tem pelo Brasil.”

Ao final da cerimônia, Lula foi cercado pelos populares, que queriam tocá-lo e tirar fotos. Recebeu um lenço palestino (kaffyeh) , semelhante ao usado por Yasser Arafat e, ao lado da primeira-dama Marisa Letícia, caminhou até o mausoléu do líder palestino.

Presidente Lula e rei Abdullah II em cerimônia realizada em Amã, Jordânia. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula e rei Abdullah II em cerimônia realizada em Amã, Jordânia. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Após a visita a Ramala, Lula segui para Amã, na Jordânia, onde foi recebido pelo rei Abdullah II e a rainha Rania. À noite, um jantar será oferecido ao presidente brasileiro no Palácio Real em Amã.

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Presidentes Lula e Mahmoud Abbas (Palestina) em entrevista coletiva concedida na sede da Autoridade Nacional Palestina (ANP) em Ramala, na Cisjordânia. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Viagens internacionaisA divergência dos Estados Unidos em relação à construção de 1.600 casas em Jerusalém Oriental por parte de Israel pode ser um “momento mágico” para o processo de acordo de paz entre palestinos e israelenses, afirmou o presiente Lula nesta quarta-feira (17/3) em entrevista coletiva realizada na Muqata, sede da Autoridade Nacional Palestina (ANP) em Ramala, na Cisjordânia, após inaugurar uma rua chamada Brasil e depositar flores no mausoléu em memória de Yasser Arafat, líder palestino morto em 2004. Segundo o presidente brasileiro, a irritação pública dos americanos, históricos aliados de Israel na região, pode ser a chave na construção do acordo.

“Os assentamentos devem parar sob o risco de apagar a chama da esperança”, disse Lula, reafirmando o engajamento do Brasil em tornar realidade o sonho da paz no Oriente Médio. Sua vista a Ramala, afirmou, é demonstração inequívoca desse compromisso. Sem a paz, avisou Lula, palestinos continuarão sem fronteiras e Israel continuará se sentindo ameaçada dentro das suas.

“Volto ao Brasil mais otimista de quando cheguei aqui”, afirmou Lula, lembrando que estamos vivendo um começo de uma nova era nas relaçõs entre Israel e Palestina, devido ao desejo cada vez mais forte de todo o mundo em encontrar a solução para o conflito.

Ouça a íntegra da entrevista coletiva concedida pelo presidente Lula:

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O presidente da ANP, Mahmoud Abbas, agradeceu novamente o esforço brasileiro em contribuir com as negociações e pediu apoio do presidente Lula para que o cerco ao território palestino Gaza seja anulado. Afirmou ainda que a visita de Lula à Palestina fez o seu povo se sentir mais “esperançoso e com gana para lutar pela paz”.

Presidente LUla e a prefeita de Ramala, Janet Mikhail, durante inauguração da rua Brasil. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente LUla e a prefeita de Ramala, Janet Mikhail, durante inauguração da rua Brasil. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Antes da coletiva, Lula participou do descerramento da placa da rua Brasil, que fica em frente à sede da ANP em Ramala, e depositou flores no Mausoléu de Yasser Arafat -- que fica no interior da sede. Durante a solenidade de inauguração da rua, Lula ouviu emocionado o coro de “olê, olê, olê, olá, Lula, Lula!” cantando por dezenas de palestinos e brasileiros que compareceram ao local. No curto discurso que fez (ouvir aqui), lembrou que é fundador de um partido político que “desde seu início tem solidariedade com o povo palestino” e disse estar muito orgulhoso pela visita a Ramala e por ver uma rua da cidade com o nome do Brasil. “Esse gesto sinaliza o carinho que povo palestino tem pelo Brasil.”

Ao final da cerimônia, Lula foi cercado pelos populares, que queriam tocá-lo e tirar fotos. Recebeu um lenço palestino (kaffyeh) , semelhante ao usado por Yasser Arafat e, ao lado da primeira-dama Marisa Letícia, caminhou até o mausoléu do líder palestino.

Presidente Lula e rei Abdullah II em cerimônia realizada em Amã, Jordânia. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula e rei Abdullah II em cerimônia realizada em Amã, Jordânia. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Após a visita a Ramala, Lula segui para Amã, na Jordânia, onde foi recebido pelo rei Abdullah II e a rainha Rania. À noite, um jantar será oferecido ao presidente brasileiro no Palácio Real em Amã.

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Presidente Lula deposita flores em mausoléu de Yasser Arafat. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Presidente Lula deposita flores em mausoléu de Yasser Arafat. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Viagens internacionais

O presidente Lula segue com agenda de trabalho na Palestina. Agora pela manhã, em Ramalá, Lula participou da cerimônia de inauguração da Rua Brasil. Em seguida, o presidente brasileiro depositou flores no Mausoléu de Yasser Arafat, na sede da presidência da Autoridade Nacional Palestina (ANP).

A agenda contempla assinatura de atos e declaração à imprensa, quando conclui a visita oficial à Palestina. À tarde (Amã, Jerusalém e Tel Aviv têm fusos horários de mais cinco horas em relação a Brasília), Lula segue para Amã (Jordânia), última etapa da visita ao Oriente Médio.

Lula se encontra com o rei Abullah II e a rainha Rania. À noite, o presidente comparece ao Palácio Basman para jantar oferecido pelo rei da Jordânia.

A visita oficial ao Oriente Médio iniciou no último fim de semana em Israel. Lula é o primeiro presidente brasileiro a cumprir viagem oficial àquela região.

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Viagens internacionaisO Brasil vai se posicionar como interlocutor na busca pela paz no Oriente Médio. Esse é um dos principais objetivos do presidente Lula que inicia, no próximo sábado (13/3), visita oficial a Israel, Palestina e Jordânia. A informação é do porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach, ao detalhar as atividades da primeira viagem oficial de um presidente brasileiro àquela região.

Ouça a entrevista do porta-voz, Marcelo Baumbach.


De acordo com a agenda, o primeiro compromisso oficial do presidente Lula acontece na segunda-feira (15/3) com o presidente de Israel, Shimon Peres. Depois, Lula participa de seminário empresarial no qual pretende reforçar o fluxo comercial entre os dois países. Na mesma data, Lula se encontra com a líder da oposição Tzipi Livni. À tarde, o brasileiro reúne-se com representantes da sociedade civil israelense e palestina em Jerusalém Oriental. Lula visita o parlamento (Knesset) israelense e terá audiência com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

No dia seguinte, o presidente visitará o Museu do Holocausto (Yad Vashem) e, num bosque ao lado do museu, participa da cerimônia de plantio de árvore. A terça-feira contempla encontro com a delegação da Universidade Hebraica, audiências a Amos Oz e ao ex-primeiro ministro Ehud Olmert. À tarde, a comitiva se desloca para Belém, quando está previsto encontro com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, e encerramento de seminário empresarial Brasil-Palestina.

Na quarta-feira (17/3), ainda segundo a agenda, Lula segue para Ramalá onde vista escola beneficiada por projeto de cooperação brasileiro. Está prevista também visita ao Mausoléu de Yasser Arafat, assinaturas de atos e declaração à imprensa. Ao término das atividades na Palestina, a delegação segue para Amã, na Jordânia. Naquele país, Lula terá encontro privado com o rei Abdullah II e a rainha Rania da Jordânia.

No último dia da visita (18/3), Lula será recebdo pelo presidente do Senado jordaniano, Taher Masri, e se reunirá com o primeiro-ministro Samir Rifai. Em seguida, Lula participa do encerramento do seminário empresarial Brasil-Jordânia. Após o compromisso, a delegação retorna para o Brasil. De acordo com o porta-voz do governo brasileiro, as reuniões empresariais terão foco nos segmentos de infraestrutura, energia, farmacêutico e agronegócio.


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