Nesta segunda-feira (3/10), em Bruxelas, na Bélgica, a presidenta Dilma Rousseff inicia sua agenda de trabalho em encontro com o primeiro-ministro Yves Leterme, às 14h30 (9h30 no horário de Brasília).
Em seguida, às 15h30 no horário local (10h30 em Brasília), Dilma Rousseff participa de declaração à imprensa.
Às 20h (15h em Brasília), a presidenta Dilma participa de jantar oferecido pelo presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e pelo presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.
A presidenta Dilma Rousseff deverá cumprir agenda de trabalho em Nova York, Estados Unidos, nos próximos dias. Prevista para ocorrer entre 17 e 23 de setembro, a missão presidencial tem como objetivo a participação de Dilma Rousseff no debate geral da 66ª sessão da Assembleia Geral da ONU – onde será a primeira mulher a abrir o debate, tarefa que cabe tradicionalmente ao Brasil. Ainda nos EUA, a presidenta participará de eventos promovidos pelas Nações Unidas e instituições privadas e de encontros bilaterais com chefes de Estado e de Governo.
O anúncio foi feito pelo porta-voz da Presidência da República, Rodrigo Baena, em briefing concedido à imprensa no Palácio do Planalto, nesta quinta-feira (15/9). De acordo com Baena, a partida da comitiva presidencial em direção a Nova York deve ocorrer no próximo sábado (17/9), com chegada prevista para o domingo (18/9).
O primeiro evento de que Dilma Rousseff participa, na segunda-feira (19/9), é a abertura da Reunião de Alto Nível sobre Doenças Crônicas Não-Transmissíveis. Segundo Baena, a reunião pretende tratar da prevenção e do controle de doenças não-transmissíveis em todo o mundo, em especial dos países em desenvolvimento. Ainda na segunda, a presidenta marca presença no Colóquio de Alto Nível sobre Participação Política de Mulheres.
Na terça-feira, a presidenta Dilma mantém encontros bilaterais com os presidentes dos Estados Unidos da América, Barack Obama, e do México, Felipe Calderón. No mesmo dia, participa do lançamento da Parceria para o Governo Aberto, iniciativa multilateral que visa a assegurar os compromissos dos governos junto aos cidadãos. O último compromisso do dia é um jantar em que a presidenta recebe o Prêmio por Serviço Público, oferecido pelo Woodrow Wilson International Center for Scholars. A premiação é concedida a líderes que tenham trabalhado em prol do aprimoramento da qualidade de vida em seus países e fora deles.
O dia seguinte começa com audiência concedida ao Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e com a abertura do Debate Geral da 66ª Assembléia-Geral das Nações Unidas. Na parte da tarde, a presidenta participa de outros dois encontros bilaterais, com o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, e com o presidente da França, Nicolas Sarkozy.
A missão presidencial termina com a participação de Dilma Rousseff em duas Reuniões de Alto Nível, no dia 22. A primeira é sobre Segurança Nuclear e tem como pano de fundo o acidente de Fukushima. O evento será voltado para discussões sobre como elevar o comprometimento político com o aprimoramento da segurança nuclear e sobre preparação contra desastres nucleares. A segunda reunião é sobre Diplomacia Preventiva. À noite, a comitiva presidencial parte para Brasília, com previsão de chegada para a manhã de sexta-feira (23/9).
Em telefonema no início da tarde desta sexta-feira (9/9), o presidente venezuelano, Hugo Chávez, convidou a presidenta Dilma Rousseff a realizar visita oficial à Venezuela ainda este ano. Segundo o porta-voz da Presidência da República, Rodrigo Baena, a presidenta aceitou o convite e a viagem deve ser marcada para antes da Cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), prevista para os dias 2 e 3 de dezembro.
Os presidente se congratularam sobre o acordo entre a Petrobras e estatal venezuelana do petróleo, PDVSA, sobre a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. O acordo fixa o cronograma de obras e a liberação dos recursos que viabilizam a sociedade entre as duas petrolíferas para a construção da refinaria. O presidente Chávez disse que o acordo potencializa a integração energética entre os dois países, dadas as possibilidades ainda existentes na área de gás e petroquímica.
A presidenta Dilma Rousseff agradeceu carta enviada por Hugo Chávez por ocasião do Dia da Independência do Brasil e perguntou, ainda, sobre seu estado de saúde. Em resposta, o presidente venezuelano disse que se recupera bem, informou Rodrigo Baena.
Em junho deste ano, a presidenta Dilma Rousseff recebeu o presidente eleito do Peru, Ollanta Humala, no Palácio do Planalto. Foto: Roberto Stuckert Filho/Arquivo/PR
A presidenta Dilma Rousseff embarca nesta quarta-feira (27/7) para Lima, no Peru, onde participará, na quinta-feira, das cerimônias de posse do presidente Ollanta Humala. No dia 9 de junho deste ano, Humala foi recebido pela presidenta brasileira apenas quatro dias após ser eleito.
“O Brasil foi o primeiro país a ser visitado pelo presidente eleito, em clara sinalização da importância que confere às relações com o Brasil”, afirmou o porta-voz da Presidência da República, Rodrigo Baena.
Ao final do encontro em junho, Humala afirmou que o Brasil é um exemplo exitoso de governo a ser seguido e citou a estabilidade econômica e os projetos de inclusão social e combate à miséria. Ao longo da campanha presidencial, ele afirmou, em diversos momentos, ter o Brasil como referência em matéria de desenvolvimento econômico com redução da desigualdade social.
Desde 2003, Brasil e Peru têm trabalhado para a aproximação dos dois países. Naquele ano, foi assinado o Acordo de Complementação Econômica Mercosul-Peru (ACE-58), além do início da cooperação no Sistema de Vigilância da Amazônia e das negociações para o financiamento da Rodovia Interoceânica.
Trocas comerciais – Em 2010, o comércio bilateral atingiu a marca de US$ 2,92 bilhões, com superávit brasileiro. Neste ano, entre janeiro e junho, a balança comercial alcançou a marca de US$ 1,79 bilhão, o que representa um aumento de 42,5% em relação ao mesmo período do ano passado.
Os Brasil tem exportado para o Peru, principalmente, óleos crus de petróleo, veículos diesel e produtos semimanufaturados de ferro e aço. Os principais produtos da pauta exportadora do Peru para o Brasil são os cátodos de cobre, minérios de zinco e prata.
Presidenta Dilma Rousseff e o presidente do Uruguai, José Mujica, durante declaração à imprensa, em Montevidéu. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Os governos do Brasil e do Uruguai reativarão, até o fim de 2011, a conexão ferroviária entre os dois países, nos trechos Santana do Livramento – Cacequi (RS) e Rivera – Montevidéu, e irão acelerar as obras da ponte sobre o Rio Jaguarão. A informação é da presidenta Dilma Rousseff, que concedeu declaração à imprensa ao lado presidente do Uruguai, José Mujica, nesta segunda-feira (30/5), em Montevidéu, onde realiza visita oficial.
Dilma Rousseff afirmou que Brasil e Uruguai seguirão adiante com os grandes projetos de integração física, logística e energética, fundamentais para o desenvolvimento da região fronteiriça, num esforço de “criar uma sinergia de desenvolvimento entre o norte do Uruguai e o sul do Brasil”. Segundo a presidenta, os governos darão prioridade também aos trabalhos de dragagem, sinalização e balizamento para a implantação da hidrovia Uruguai-Brasil, utilizando a Lagoa Mirim como portal de entrada e de escoamento “em prol do desenvolvimento integrado econômico e social” da região.
Ouça abaixo íntegra da declaração à imprensa concedida pela presidenta Dilma Rousseff, durante visita de Estado ao Uruguai:
Na área de inovação, ciência e tecnologia, a presidenta deu ênfase à implantação da TV digital no Uruguai, que adotou o modelo nipo-brasileiro, e citou acordos bilaterais nos campos da biotecnologia, nanotecnologia, tecnologias da informação e telecomunicações. “Tais esforços incorporarão importante vertente educacional”, completou. Disse, ainda, que Brasil e Uruguai adotaram – a partir do encontro em Montevidéu – um plano de ação conjunto para a massificação do acesso à internet em banda larga.
“Nos nossos países o futuro já começou”, defendeu a presidenta.
Quanto à cooperação em temas sociais, Dilma Rousseff comunicou a assinatura do memorando de entendimento na área de habitação e planejamento urbano, por meio do qual o Brasil irá compartilhar a experiência do programa Minha Casa, Minha Vida. Além disso – continuou a presidenta – foi firmado acordo relativo à segurança pública, que estabelece base jurídica para iniciativas de cooperação entre os países.
Outro ponto importante da reunião, segundo a presidenta brasileira, foi a criação de marco jurídico para o aumento do intercâmbio bilateral de energia elétrica. Pelo acordo firmado, os países contarão com o suprimento adicional da linha de transmissão de 500 kV que será construída entre San Carlos e Candiota, com conclusão prevista para 2013.
“As decisões tomadas nesta visita consolidam o que nós acreditamos ser uma relação estratégica entre o Brasil e o Uruguai. Uma relação estratégica que deve olhar para o futuro (…). Temos o orgulho de poder dizer que somos uma das regiões que mais crescem no mundo”, disse.
Multipolaridade – O encontro entre os presidentes do Brasil e Uruguai foi oportunidade para se discutir o quadro internacional “extremamente complexo”, avaliou a presidenta Dilma Rousseff. Ela citou os vinte anos de criação do Mercosul e os avanços da Unasul “em prol da integração regional, da paz, estabilidade e segurança da América do Sul”.
Frisou, entretanto, a necessidade de um mundo multipolar, “no qual as responsabilidades dos Estados, grandes ou pequenos, sejam determinadas pela contribuição de cada um à paz, ao diálogo e à cooperação, e não pelo seu potencial de afirmação pela força ou pela ameaça do uso da força”.
“Coincidimos [Brasil e Uruguai] em nossa visão comum de um mundo multipolar e inclusivo”, frisou.
Presidenta Dilma Rousseff, acompanhada do presidente do Uruguai, José Mujica, é recebida pela Guarda de Honra do Palácio Santos, em Montevidéu. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Durante viagem a Montevidéu nesta segunda-feira (30/5), a presidenta Dilma Rousseff e o presidente do Uruguai, José Mujica, assinaram 16 termos de cooperação bilateral. Os acordos são na área de infraestrutura, saúde, educação, cultura, conservação do patrimônio, segurança pública, assistência humanitária, defesa civil, ciência, tecnologia e inovação, entre outros.
A presidenta chegou à capital uruguaia no fim da manhã e teve, como primeiro compromisso, a visita às futuras instalações do Centro de Desenvolvimento de Conteúdos e TV Digital do Laboratório Tecnológico do Uruguai (Latu), onde foi recebida pelo presidente Mujica. Em dezembro do ano passado o Uruguai adotou o padrão de televisão digital nipo-brasileiro. Durante a visita, os presidentes assinaram ainda um convênio de apoio técnico para implantação da televisão digital no Uruguai e de expansão da banda larga no período 2011-2015.
Presidenta Dilma Rousseff visita a sala do Centro de Desenvolvimento e Conteúdo da TV Digital do Laboratório Tecnológico do Uruguai. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Em janeiro deste ano, após participar da cerimônia de posse da presidenta Dilma Rousseff, o presidente Mujica reuniu-se com a presidenta brasileira, quando concordaram em manter encontros bilaterais periódicos.
Essa é a terceira viagem internacional da presidenta Dilma e a segunda a um país sul-americano. No final de janeiro, Dilma Rousseff esteve em Buenos Aires, capital argentina, para uma visita de Estado e, em abril, na China, onde além de se reunir com o presidente Hu Jintao participou da Cúpula dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
Presidenta Dilma Rousseff desembarca na Base Aérea de Figo Maduro, em Lisboa, para visita oficial a Portugal. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A presidenta Dilma Rousseff desembarcou na manhã desta terça-feira (29/3), em Lisboa, para visita oficial de dois dias a Portugal. Às 10h (6h pelo fuso de Brasília), o avião da Força Aérea Brasileira (FAB) fez pouso na Base Aérea de Figo Maduro.
Em seguida, a presidenta Dilma e demais integrantes de sua comitiva seguiram em comboio para Coimbra. Lá estão previstas atividades no início da tarde, como a visita à Universidade de Coimbra.
Às 16h30 (12h30 hora oficial de Brasília), a presidenta visita o Museu Nacional Machado de Castro, concluindo assim, de acordo com agenda oficial, os primeiros compromissos em solo português.
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Manifestantes marcharam pela Porta do Sol, em Madri. Foto Roberto Cordeiro/Blog do Planalto
Enquanto lideranças sindicais e organizações não-governamentais promoveram, neste domingo (16/5), uma marcha em Madri contra a crise financeira mundial que ainda tem reflexos em países europeus, o Brasil ganhou destaque no jornal El País, um dos mais influentes periódicos da Espanha. Na edição de hoje, um caderno especial traz as vantagens de investimentos no Brasil. A publicação tem uma reportagem com o presidente Lula sob o título: El Estado tranquilo. Destaca também que em 2009 o país passou a formar parte do seleto grupo de nações com crédito junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI).
El País e o jornal brasileiro Valor Econômico promovem, na próxima quarta-feira (19/5), o seminário com foco nos possíveis investimentos no Brasil. O evento será aberto pelo ex-minstro de Economia da Espanha, Carlos Solchaga, e pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Estão previstos paineis com temas: oportunidades de investimentos, fontes de financiamento e marco institucional e as perspectivas espanholas no Brasil. O programa contempla também palestras com o ex-presidente do governo espanhol Felipe González e, no encerramento, conferência com o presidente Lula.
Porém, a programação na capital da Espanha começa amanhã (17/5) com a chegada do presidente brasileiro prevista para 17h10 no Aeroporto Internacional de Madri. Lula participará da Cumbre União Européia, América Latina e Caribe. Mais de 60 chefes de Governo e de Estado estão sendo aguardados para a reunião.
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O presidente Lula concedeu entrevista aos jornalistas, no Hotel Four Seasons, antes de embarcar para o Brasil. Na oportunidade, Lula fez uma avaliação da primeira viagem oficial de um presidente da República do Brasil ao Oriente Médio. Segundo Lula, mais do que a equação dos conflitos naquela região, o Brasil “está discutindo a paz no mundo”. E complementou: “Não queremos que se repita o Iraque. O Brasil tem história e disposição para fazer o jogo. E vamos fazer porque todos querem que o Brasil participe.”
Lula iniciou a avaliação da viagem dizendo que a visita ao Oriente Médio “para mim era uma coisa que precisava ter sido feita há mais tempo, mas as coisas acontecem quando tem a construção que envolve as datas de cada país a ser visitado”. O presidente brasileiro voltou a afirmar que a ONU deveria liderar este processo e não o faz por conta do enfraquecimento político do organismo internacional. Então, a organização passa a ser substituída por países que têm relações com os Estados em conflito.
“Na medida em que a ONU não cumpre, o papel fica por conta dos países que têm relações com Israel e com a Palestina”, explicou Lula para assinalar que é importante discutir a situação ouvindo todas as partes interessadas e, deste modo, “fazer o mapeamento de quem pode fazer o quê ou quem pode ajudar quem”.
“Vim aqui. Ouvi muito. Aprendi muito e tem mais gente para ouvir. É preciso que tenhamos disposição de dialogar, mas sem decisões precipitadas”, enfatizou o presidente.
A entrevista do presidente Lula tem pouco 18 minutos duração. O Blog do Planalto publica o vídeo em duas partes. Outro tema abordado foi a decisão da Câmara dos Deputados sobre o modelo de partilha dos royalties de petroleo aos estados e municípios. Segundo Lula, essa questão deve ser tratada pelo Congresso Nacional. Após a entrevista, a comitiva seguiu para o Aeroporto Queen Alia. A chegada na Base Aérea de Brasilia está prevista para 22h40.
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O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, explicou que “a Síria é um interlocutor importante” no acordo de paz no Oriente Médio. Segundo Amorim, que acompanhou o presidente Lula na visita a Israel, Palestina e Jordânia, aquele país deve ser visto dentro de um contexto global. No vídeo produzido pela NBR, Amorim diz que o presidente brasileiro já convidou o presidente da Síria, Bashar al Assad, para uma visita ao Brasil.
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