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Independentemente da continuação do processo de discussão entre Venezuela e Colômbia, o governo brasileiro vai trabalhar para reconstruir a relação diplomática entre os dois países, porque ambos são importantes na relação da América do Sul e na relação com o Brasil. A afirmação foi feita pelo presidente Lula em entrevista coletiva concedida juntamente com o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, após visita às obras de terraplanagem da subestação de Villa Hayes da linha de transmissão de Itaipu, no Paraguai.

Lula afirmou que teve uma relação “extraordinária” com o presidente Álvaro Uribe nos últimos oito anos e espera ter também com o novo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, acrescentando que espera que o próximo presidente do Brasil mantenha a sua visão da importância da integração da América do Sul. Lula se reunirá com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, no próximo dia 6/8, e com o presidente colombiano, Álvaro Uribe, no dia seguinte (7/8), bem como com o presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos.

Meu único interesse é que Venezuela e Colômbia entendam a importância que um país tem para o outro, o tamanho da fronteira que os dois países têm, o que representa o fluxo de comércio na balança comercial entre os dois países. E exatamente por isso, eu acho que eles têm que construir a volta à relação da diplomacia, à volta à tranquilidade, para que os dois países possam crescer, se desenvolver, gerar empregos.

Lula reafirmou que nunca deu palpite algum sobre a questão das Farc, “porque é um problema da Colômbia”, mas sobre a relação entre Venezuela e Colômbia, tem interesse como membro da Unasul, que os dois países “tenham a maior convivência harmônica possível, porque os dois países precisam uns dos outros”.

Sobre as críticas de certos setores da oposição no Brasil ao financiamento brasileiro das obras da linha de transmissão no Paraguai e ao aumento do pagamento pelo Brasil ao Paraguai pela cessão da energia que vem de Itaipu, o presidente Lula afirmou que “qualquer brasileiro de juízo perfeito, que não tenha má-fé, que pense na América do Sul, precisa saber que o grande ganhador, do ponto de vista do desenvolvimento econômico com Itaipu, até agora, foi o Brasil”.

O que nós estamos fazendo, neste momento, é dando ao Paraguai a oportunidade de ele poder se desenvolver e utilizar os 5 mil megawatts ou 6 mil megawatts a que ele tem direito, utilizando essa energia, trazendo para cá indústrias, trazendo para cá mais agricultura, trazendo para cá mais desenvolvimento. É isso que nós estamos fazendo. Eu acho que, em vez de alguém perguntar se existe algum brasileiro pagando alguma coisa pelo custo da linha de transmissão, nós deveríamos nos perguntar o quanto nós ganhamos não tendo essa linha de transmissão até agora. Então, é preciso que a gente tenha noção de que a economia maior, que a grande economia do Brasil, que trabalha, segundo dado do Banco Mundial, para ser a quinta economia do mundo até 2016, tenha que estender a mão a seus companheiros da América do Sul que têm mais necessidades, para que eles possam crescer igual ou mais do que o próprio Brasil. Acho que dinheiro jogado fora, que trouxe prejuízo ao Brasil, foi a quantidade de dinheiro que nós pagamos de juros da dívida externa brasileira durante mais de 20 anos. E eu era um dos que mais reclamavam. Graças a Deus, nós não só não pagamos mais como agora temos que receber pelo que nós emprestamos ao FMI.


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O presidente Lula disse, em entrevista coletiva no Palácio Itamaraty, após a visita do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, que a Oi permanecerá sendo uma empresa nacional. Ele fez esta afirmação ao ser indagado sobre o processo de negociação envolvendo a operadora de telefonia e o grupo Portugal Telecom. No entanto, o presidente brasileiro explicou que o governo não pretende interferir nesta etapa dos entendimentos pois deve-se respeitar a soberania das empresas.

O que posso garantir é que enquanto for presidente a Oi será uma empresa nacional.

Lula explicou que setores do governo, como por exemplo o BNDES, acompanham o desenrolar dos entendimentos. O banco tem participação acionária na empresa. “Depende se for feito um bom negócio para o Brasil”, disse Lula ao enfatizar por diversas vezes que o momento é deixar que os grupos conversem e que ele não pretende emitir qualquer tipo de sinal em função das empresas terem papéis negociados nas bolsa de valores.

O estremecimento das relações entre a Venezuela e a Colômbia foi outro tema abordado pelos jornalistas. O presidente explicou que não enxerga qualquer conflito entre os dois países. Lula disse que, na próxima semana, estará na Venezuela, quando pretende conversar com o presidente Hugo Chávez, e no dia seguinte comparecerá à posse do nove presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos. Além disso, ele vai se reunir com Alvaro Uribe, atual presidente colombiano.

Temos que ter paciência. Temos que esperar que o presidente Santos tome posse. Venezuela e Colômbia são duas grandes potências econômicas. O tempo é de paz e não de guerra.

Lula também foi indagado sobre a dificuldade de empresários que tiveram prejuízos com as chuvas nos estados de Pernambuco e Alagoas de obterem empréstimos. Lula disse que soube do fato e imediatamente solicitou providências ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, e ao BNDES. Ele enfatizou que não faltará dinheiro para recuperar os estragos causados naqueles dois estados. O presidente cometou também sobre a convocação feita pelo treinador da seleção brasileira, Mano Menezes, e o processo de renovação do futebol brasileiro.

Ouça o trecho do discurso do presidente Lula:


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Ou fazemos a integração da produção, do trabalho, da educação e da saúde para todos, ou a integração será a da ilegalidade, do crime do tráfico de drogas e de armas, afirmou o presidente Lula em seu discurso no encerramento do seminário Brasil-Paraguai: Perspectivas de Comércio e Investimentos na Fronteira, realizado nesta segunda-feira (3/5) em Ponta Porã (MS). Lula voltou a defender o aprofundamento do Mercosul como poderoso instrumento de integração da América do Sul, sendo necessário para isso avançar na eliminação da dupla cobrança da tarifa externa comum e atuar pela plena incorporação da Venezuela ao bloco.

Ao Brasil interessa a prosperidade e a estabilidade de nossos vizinhos. Não nos convém ser uma ilha de prosperidade num oceano revolto. Nossa cooperação será fundamental para derrotar a criminalidade, tenha ela a cara que tiver.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

Lula destacou o simbolismo de se realizar a reunião na fronteira entre Paraguai e Brasil e citou a Declaração Conjunta de 25 de julho de 2009 que reafirma a centralidade de Itaipu como fator de integração entre os dois países. Segundo o presidente brasileiro, “demos mais um passo nessa direção ao definir os mecanismos para a construção da linha de transmissão entre a margem direita de Itaipu e a cidade de Villa Hayes. Isso permitirá que o Paraguai utilize a energia que lhe cabe na produção global de Itaipu para sua industrialização e bem estar de sua população”.

A regulamentação do Regime de Tributação Unificada também foi defendida, para atrair mais investimentos produtivos do Brasil ao Paraguai e dar maior equilíbrio à balança comercial entre os dois países. O comércio bilateral, lembrou Lula, foi 60% superior neste primeiro trimestre de 2010 em relação ao mesmo período do ano passado, num claro sinal de recuperação da atividade comercial entre os dois países.


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Os presidentes Fernando Lugo e Lula se cumprimentam na fronteira entre Paraguai e Brasil, em Ponta Porã (MS). Foto: Ricardo Stuckert/PR

Os presidentes Fernando Lugo e Lula se cumprimentam na fronteira entre Paraguai e Brasil, em Ponta Porã (MS). Foto: Ricardo Stuckert/PR

Ou fazemos a integração da produção, do trabalho, da educação e da saúde para todos, ou a integração será a da ilegalidade, do crime do tráfico de drogas e de armas, afirmou o presidente Lula em seu discurso no encerramento do seminário Brasil-Paraguai: Perspectivas de Comércio e Investimentos na Fronteira, realizado nesta segunda-feira (3/5) em Ponta Porã (MS). Lula voltou a defender o aprofundamento do Mercosul como poderoso instrumento de integração da América do Sul, sendo necessário para isso avançar na eliminação da dupla cobrança da tarifa externa comum e atuar pela plena incorporação da Venezuela ao bloco.

Ao Brasil interessa a prosperidade e a estabilidade de nossos vizinhos. Não nos convém ser uma ilha de prosperidade num oceano revolto. Nossa cooperação será fundamental para derrotar a criminalidade, tenha ela a cara que tiver.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

Para ler a transcrição do discurso, clique aqui.

Lula destacou o simbolismo de se realizar a reunião na fronteira entre Paraguai e Brasil e citou a Declaração Conjunta de 25 de julho de 2009 que reafirma a centralidade de Itaipu como fator de integração entre os dois países. Segundo o presidente brasileiro, “demos mais um passo nessa direção ao definir os mecanismos para a construção da linha de transmissão entre a margem direita de Itaipu e a cidade de Villa Hayes. Isso permitirá que o Paraguai utilize a energia que lhe cabe na produção global de Itaipu para sua industrialização e bem estar de sua população”.

A regulamentação do Regime de Tributação Unificada também foi defendida, para atrair mais investimentos produtivos do Brasil ao Paraguai e dar maior equilíbrio à balança comercial entre os dois países. O comércio bilateral, lembrou Lula, foi 60% superior neste primeiro trimestre de 2010 em relação ao mesmo período do ano passado, num claro sinal de recuperação da atividade comercial entre os dois países.


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A Caixa Econômica Federal (CEF), principal alavanca do programa Minha Casa, Minha Vida no Brasil, vai levar o projeto para os bairros de Caracas, capital da Venezuela, e de lá ampliá-lo para outras cidades do país vizinho. O assunto foi tratado nesta quarta-feira (28/4) na reunião ampliada realizada no Palácio Itamaraty entre Brasil e Venezuela, com a participação dos respectivos presidentes -- Lula e Hugo Chávez. O presidente brasileiro aproveitou o encontro para explicar detalhes do programa habitacional brasileiro e apresentar um balanço das unidades habitacionais já contratadas na Caixa.

Após a reunião, a presidente da CEF, Maria Fernanda Ramos Coelho, conversou com o Blog do Planalto e explicou a “exportação” do Minha Casa, Minha Vida para a Venezuela.

Outro projeto a ser implantado naquele país é a automação bancária. A Caixa utilizará a experiência brasileira de atendimento ao cidadão em casas lotéricas. Deste modo, amplia-se a universalização da rede do sistema financeiro, por exemplo, sem a necessidade de abrir novas agências bancárias. Maria Fernanda explica que esse movimento na Venezuela faz parte do seu projeto de internacionalização da instituição.


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O equilíbrio da balança comercial entre Brasil e Venezuela foi um dos pontos defendidos, nesta quarta-feira (28/4), pelo presidente Lula durante cerimônia de assinatura de atos de cooperação com o presidente Hugo Chávez. E este ponto será concretizado, afirmou, quando a refinaria Abreu e Lima entrar em operação no estado de Pernambuco. A planta é empreendimento conjunto entre a Petrobras e a PDVSA que deve estar a pleno vapor em 2012. Aproveitando a reunião entre os presidentes Lula e Hugo Chávez (Venezuela), o Blog do Planalto entrevistou com exclusividade o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, que contou sobre os planos da Abreu e Lima e o acordo de GNL (Gás Natural Liquefeito).

Na conversa, Gabrielli tratou também dos investimentos que a estatal terá em 2010, bem como a comparação do volume de recursos aplicado em 2009 e aquilo que será feito neste ano. Além disso, a Brasken firmou acordo com a Pequiven para compra de nafta petroquímica para também ajudar no equlíbrio comercial dos dois países. Em 2007 foi firmado acordo que agora é ampliado para construção de duas empresas mistas no complexo industrial Anzoátegui: Propilsur e Poliamérica.

Em 2008, o fluxo de comércio Brasil-Venezuela ficou em US$ 5,7 bilhões, com uma grande vantagem para as indústrias brasileiras que, naquele ano, exportaram US$ 5,1 bilhões. As importações brasileiras atingiram US$ 538,5 milhões. No ano passado, quando a crise financeira internacional se intensificou, a balança chegou aos US$ 4,2 bilhões, com US$ 3,6 bilhões referentes às vendas externas e US$ 581,6 milhões de importações. No primeiro trimestre de 2010, a corrente de comércio mostra uma recuperação, mas os negócios ainda são mais vantajosos para as empresas nacionais que exportaram US$ 777,6 milhões. De janeiro a
março, as importações da Venezuela atingiram US$ 237 milhões, consequência do aumento da compra de nafta petroquímica da PDVSA pela Brasken.


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Reunião ampliada bilateral entre Brasil e Venezuela realizada no Palácio Itamaraty, em Brasília, com os presidentes Lula e Hugo Chávez. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Reunião ampliada bilateral entre Brasil e Venezuela realizada no Palácio Itamaraty, em Brasília, com os presidentes Lula e Hugo Chávez. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Pela importância estratégica que representam para a América do Sul, Brasil e Venezuela estão fadados a se relacionarem cada vez mais e a contribuírem decisivamente para a integração do continente, promovendo o desenvolvimento e a justiça social nos países da região. “É irreversível a relação Venezuela-Brasil”, afirmou o presidente Lula para seu colega Hugo Chávez, da Venezuela, após cerimônia realizada nesta quarta-feira (28/4) no Palácio Itamaraty, em Brasília, para assinatura de 20 atos de cooperação entre os dois países.

Lula aproveitou também para criticar os que não acreditavam no Mercosul e queriam a construção da Alca (acordo de livre comércio com os Estados Unidos) e defender a parceria com a Venezuela, país estratégico na região pela quantidade de enorme de matéria-prima, petróleo e gás que possui, e também outros países da região, porque só assim, disse o presidente brasileiro, será possível atingir o desenvolvimento que todos querem e precisam.

Todos nós vamos ter que construir políticas de associação entre todos os países da América do Sul. Não existe possibilidade da gente se desenvolver se não houver a firme convicção, qualquer que seja o dirigente na América do Sul, de que a integração é a possibilidade do nosso crescimento econômico.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente Lula:

Para ler a transcrição do discurso, clique aqui.

Presidente Hugo Chávez, da Venezuela, recebeu uma camisa da Seleção Brasileira de presente do presidente Lula durante cerimônia de assinatura de atos realizada no Palácio Itamaraty, em Brasília. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Hugo Chávez, da Venezuela, recebeu uma camisa da Seleção Brasileira de presente do presidente Lula durante cerimônia de assinatura de atos realizada no Palácio Itamaraty, em Brasília. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Brasil e Venezuela entenderam, afirmou Lula, que devem se comportar como um só grande povo para tomar conta de um grande país, que é a América do Sul. “Mas muita gente não aceita isso com facilidade, o normal é que fôssemos subordinados a uma grande potência”, criticou o presidente brasileiro, lembrando a Chavez que foi muito criticado por apostar nessa parceria com países sulamericanos – e também com os países da África.

Segundo Lula, muita gente ainda não se deu conta da força das relações Brasil-Venezuela. No entanto, os acordos de cooperação assinados hoje e a abertura de escritórios em Caracas (capital venezuelana) de instituições brasileiras como Ipea, Caixa Econômica Federal e Embrapa, deixam claro que essa parceria terá vida longa e próspera.

O Brasil durante 500 anos se desenvolveu apenas na sua costa marítima, porque era a submissão aos colonizadores, depois aos Estados Unidos. Não se pensava no desenvolvimento interno do Brasil, ou muito menos da América do Sul. Mas o Brasil está mudando.

Os presidentes Lula e Hugo Chávez ainda têm dois outros encontros este ano para reuniões bilaterais. O primeiro será realizado em 3 de agosto, anunciou Lula, para fiscalizar os acordos assinados hoje. O segundo será realizado a princípio em dezembro.


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A partir da descoberta do petróleo na camada do Pré-sal, a Petrobras decidiu investir pesado no segmento com a construção de refinarias, plataformas e navios, com recursos próprios ou com financiamentos de parcerios estrangeiros, em todo o País. É o Brasil buscando sua independência na produção de petróleo e gás e também dando maior qualidade ao produto final, agregando valor que pode gerar mais divisas ao País pela exportação. A avaliação foi feita pelo presidente Lula nesta segunda-feira (8/3) durante cerimônia de assinatura de contratos de implantação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí (RJ).

O presidente disse que a visita ao Comperj teve por objetivo “ver como as coisas estão funcionando”, porque como costuma dizer, “é o olho do dono que engorda o porco”. Segundo Lula, o complexo petroquímico em Itaboraí é bastante simbólico para o País:

Esse complexo aqui em Itaboraí é mais que um complexo. É a retomada das decisões fundamentais de investir em refinaria e no polo petroquímico deste País. Há cinco anos atrás, se dependessemos da vontade da Petrobras, não teríamos mais refinaria no Brasil. Nós passamos a discutir, não com imposição, mas com a necessidade de fazermos mais refinarias. Vários estados queriam refinarias. Eu disse a todos os governadores que iria levar refinaria ao estado que conseguisse parceiros.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

O único projeto que avançou, no entanto, foi a parceria da Petrobras com a estatal venezuela PDVSA para construir uma refinaria em Pernambuco. Com a descoberta do Pré-sal, tudo mudou e o governo passou a investir em empreendimentos em outros estados (Ceará, Rio Grande do Norte, Maranhão).

Sem falar em investimentos na adequação de refinarias já existentes como a Reduc (Duqe de Caxias, RJ), Repar (Paraná) e Mauá (SP). Além disso, a construção de navios e plataformas conta com 65% a 70% de equipamentos nacionais.


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Blog do Planalto na COP15O papel do Brasil de liderança entre os países em desenvolvimento, a reunião das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, o combate à pobreza, o desmatamento na Amazônia, a exploração do petróleo na camada pré-sal e a diferença de estilos entres o presidentes Lula e Hugo Chávez (Venezuela) foram alguns pontos da entrevista exclusiva, concedida por escrito, pelo presidente Lula aos jornais Politiken (Dinamarca) e Dagbladet (Noruega), publicada nesta quinta-feira (17/12).

Lula diz-se muito feliz em participar da conferência em Copenhague. Ele retorna à cidade dinamarquesa após a vitória brasileira na reunião do COI que escolheu o Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos em 2016.

“Copenhague para mim é sinônimo de felicidade, porque foi aí que vivi um dos momentos mais emocionantes de toda a minha vida, com a escolha do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Mas o momento de euforia já passou e há várias semanas começamos o trabalho de preparação para receber os Jogos. A questão do combate ao narcotráfico e ao crime organizado na cidade, que não é um problema exclusivo do Rio ou do Brasil, está entre os temas que merecem nossa atenção. Sempre reconhecemos a existência dele ao longo da campanha, e o Comitê Olímpico Internacional aprovou as formas inovadoras que o governo do Rio está adotando para enfrentar a violência. Essas formas, que têm o apoio do governo federal, não se limitam à repressão policial, e procuram levar cidadania e serviços públicos aos moradores das comunidades pobres ameaçadas pelo narcotráfico. As Olimpíadas darão outro impulso a esse esforço porque têm um apelo poderoso que motivará a juventude a buscar a inclusão social também por meio do esporte.”

Leia aqui a íntegra da entrevista.


A entrevista enfocou também questões políticas como, por exemplo, a capacidade de Lula transferir votos para a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, candidata à sucedê-lo na Presidência da República. “Acredito que venceremos as eleições porque temos uma candidata de grande qualidade. Ela conhece muito bem o governo, tem sensibilidade social, grande capacidade de liderança e de gestão da máquina pública, contará com uma aliança de partidos forte em todos os estados, e na campanha vai demonstrar que é a mais preparada para governar o País. Por isso, vejo as perspectivas eleitorais com muito otimismo, e recebo com alegria, mas com os pés no chão, os índices de aprovação da população”, afirmou.

E Lula prosseguiu: “Na política, a questão de transferência de votos é sempre motivo de polêmica, não é ciência exata. Mas o fato é que este governo tem um conjunto de realizações que mudou para melhor a vida da maioria dos brasileiros, que tem credibilidade e um projeto claro capaz de ampliar ainda mais essas conquistas. Por isso, nas próximas eleições, estou convencido de que não será nada fácil a tarefa dos candidatos de oposição, até porque os partidos de alguns deles governaram o Brasil até 2002 e os resultados que têm para mostrar deixam muito a desejar.”

Enquanto isso, o Christian Science Monitor e  o Huffington Post, dos EUA, publicaram, na quarta-feira (16/12), artigo do presidente Lula. O texto tem o título: É hora de “arrumar a casa” em Copenhague. Lula enfatiza que “o momento de agir é agora. Não podemos desperdiçar de novo a chance oferecida por Copenhague. O custo de qualquer novo atraso apenas aumentará ainda mais um legado que já é trágico, e que precisa ser enfrentado sem demora”.


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(Os presidentes Lula e Hugo Chávez falam com exclusividade ao Blog do Planalto sobre a importância do projeto desenvolvido pela empresa brasileira Embrapa para o plantio de soja na região de El Tigre, na Venezuela. Vídeo: Ricardo Stuckert/PR)

O nome do projeto agrário visitado pelo presidente Lula sexta-feira, em El Tigre, na Venezuela, é uma homenagem ao militar, político, jornalista e escritor José Inácio de Abreu e Lima, nascido em Recife (PE) em 1794 e considerado um dos heróis da independência venezuelana, tendo lutado ao lado de Simón Bolívar. Saiba mais aqui sobre Abreu e Lima.

Na Biblioteca Ayacucho, do governo venezuelano, é possível baixar o livro Utopismo Socialista (1830-1893), uma antologia de textos dos principais representantes do socialismo utópico da América Latina. Além de Abreu e Lima, traz textos de Esteban Echeverría, Domingo Faustino Sarmiento, Santiago Arcos Arlegui e Flora Tristán, entre outros.


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