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A Agroindústria vive um grande momento no cenário nacional, registrando um crescimento de 4,7% em 2010, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além da expansão do setor, a safra nacional de grãos teve destaque nessa evolução e a produção de 2010 somou cerca de 149,5 milhões de toneladas, o equivalente a 11,6% a mais que em 2009.

Acreditando no bom desempenho do setor, Wagner Rossi, ministro da Agricultura, afirmou que a produção de grãos deve registrar um novo recorde na safra de 2010/2011, atingindo a marca de 153 milhões de toneladas produzidas. O ministro enfatizou que os produtores podem esperar pelo retorno de seu investimento no setor e por um ano rentável, graças à valorização das commodities:

“O produtor é competente, resistente, capaz de superar crises. Produzimos a um custo baixo, um alimento de qualidade e o colocamos no mercado a um preço justo.”

Rossi lembrou ainda que o segmento do arroz, apesar de estar em alta, ainda é comercializado abaixo do preço mínimo sugerido pelo governo e que lançou duas medidas para apoio ao cultivo do grão, que tem como objetivo elevar a produção em 10%, 12,8 milhões de toneladas.

Wagner Rossi acredita que esses números positivos representam um desafio para que o Brasil continue produzindo alimentos para todo o mundo: “Hoje, com os preços das commodities agrícolas mais altos e com crises produtivas em alguns países, a produção nacional passou a ter uma grande importância para ajudar a equilibrar o suprimento de alimentos para todo o mundo.”

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revela que o aumento da produtividade no setor pode ser atribuído à ampliação dessa área de plantio em 3,1%. Atualmente, o Brasil conta com 48,6 milhões de hectares para cultivo de grãos e, com o aumento, chegaria a 48,8 milhões de hectares.

Segundo a Conab, a evolução do setor deveu-se ao aumento da área de cultivo combinado a fatores climáticos, em especial “à menor influência do fenômeno La Niña sobre as culturas, onde a má distribuição das chuvas foi menos prejudicial à produtividade”.

Máquinas agrícolas – O bom momento do setor pode ser verificado no movimento das concessionárias que vendem máquinas agrícolas. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) o ano de 2010 já foi o melhor deste 1976 para o setor. A expectativa é de repetir o mesmo volume de vendas em 2011.

No ano passado, as vendas de máquinas agrícolas cresceram 23,8% na comparação 2009. Foram comercializadas 68,5 mil unidades. Entre as máquinas agrícolas nacionais, o crescimento das vendas no mercado brasileiro foi de 26,1% na comparação com 2009. Já as vendas de máquinas agrícolas importadas recuaram 49,5%.


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O pequeno agricultor brasileiro contará com os recursos necessários para manter as lavouras em ritmo de produção. A garantia foi dada pelo presidente Lula em discurso por ocasião do II Encontro Nacional da Agricultura Familiar, em Feira de Santana (BA). Segundo o presidente, os interessados nas linhas de crédito do Pronaf [Programa Nacional da Agricultura Familiar] podem comparecer numa agência do Banco do Brasil, onde serão atendidos de forma mais simplificada e sem burocracia. Segundo ele, apenas em 2010 estão disponíveis R$ 16 bilhões no âmbito do Pronaf.

Muita gente não vai ao Pronaf porque não sabe. Não faltará dinheiro para o pequeno ficar um pouco maior e produzir os alimentos que comemos. Não precisam de gravata. Podem ir como eu estou. Antigamente era mais fácil emprestar para quem chegava lá com charutão. Isso mudou e precisa mudar muito mais.

O presidente pediu que as entidades que representam os agricultores prestem mais informações para que eles busquem estas linhas de crédito. Lula enfatizou que desse modo será possível acabar com a fase do arado e transformar o processo de produção de alimentos com a utilização de máquinas modernas. Um fato importante, segundo Lula, foi o aumento da venda de tratores. Dados da indústria confirmam que foram comercializados 30 mil tratores nos últimos meses.

Isso é que salvou a indústria de trator nesse país. Já está em 30 mil e eu quero que chegue a 50 mil. É melhor o agricultor sentar num tratorzinho, ligar e produzir mais. Colocar mais comida sobretudo na mesa dos mais pobres. Isso eu acho extraordinário.

Ele iniciou o discurso de improviso explicando que quando participou do primeiro encontro da agricultura familiar, em 2004, afirmou que “a única coisa que não queria perder no final do meu mandato era o direito de encontrar com vocês”. Lula avaliou também a expansão da agricultura familiar que até pouco tempo abrangia apenas os estados da região Sul do país. Atualmente, a agricultura familiar está fortalecida em 19 estados. Lula disse que estava muito alegre em participar da cerimônia e, quando observou que a coordenadora geral da Fetraf, Elizângela Araújo, derramava algumas lágrimas disse que esta semana, durante entrevista a Rede Record, também chorou.

Pode chorar sem vergonha. Esse dia fui fazer uma entrevista e chorei. Não tenho vergonha de chorar. Feliz do país no dia em que o governante chorar das coisas.. da relação com o seu povo.

Ainda no discurso, o presidente divulgou números sobre empréstimo do Banco do Nordeste, bem como a importância de assegurar o acesso aos pobres a estes recursos. Falou para os agricultores sobre os resultados do programa Luz para Todos e o volume de dinheiro disponível para a população. Lula disse também como o governo enfrentou a crise financeira iniciada no quarto trimestre de 2008. Ele informou que, ao término do mandato, irá percorrer o Brasil, além de países da América Latina e da África transmitindo as experiências adquiridas nos oito anos de mandato. Um dos exemplos, segundo ele, será a agricultura familiar.


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