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Wed 19 May 2010
Posted by robertocordeiro under Petrobrás

No seminário, o ministro Paulo Bernardo disse que os cortes no orçamento não representam uma freada. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Na segunda palestra do seminário Brasil: aliança para a nova economia global, que se realiza no Casino Madri, na capital da Espanha, o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, explicou que medidas de cortes no orçamento da União não devem ser interpretadas como uma freada, mas em algo para permitir que o país siga seu rumo sem maiores problemas.
“Não queremos voar além daquilo que planejamos”, assegurou Bernardo para plateia de investidores espanhóis.
O ministro enfatizou que um dos pontos importantes na economia brasileira é o comportamento do mercado interno. O aumento das vendas permtiu o crescimento industrial com impacto na geração de empregos. Bernardo informou que o ministro do Tabalho, Carlos Lupi, no começo da semana revisou a previsão de oferta dos postos de trabalho para 2,5 milhões de vagas a serem criadas em 2010.
Numa outra frente, o governo fez uma avaliação sobre os setores industriais que mais buscam linhas de crédito junto ao BNDES. A liderança fica com o segmento de petróleo e gás. Isso aumentou o desembolso do BNDES que, no ano passado, chegou a cerca de R$ 130 bilhões. Os recursos são público e privado para infraestrutura.
Bernardo contou também das dificuldades enfrentadas pelo governo federal quando decidiu lançar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Os obstáculos levaram a um período razoável de maturação dos projetos e, por este motivo, o presidente Lula decidiu colocar em prática a segunda etapa do plano para que o seu sucessor não perca tempo na elaboração dos projetos.
O ministro brasileiro elencou também uma série de atividades que podem merecer a atenção dos investidores. No segundo semestre, por exemplo, o governo pretende licitar o TAV [Trem de Alta Velocidade] com investimentos de R$ 34 bilhões. O trem ligará Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas.
O seminário prosseguiu com um painel que teve a participação dos presidentes do BNDES, Luciano Coutinho, e do Bradesco, Luiz Trabuco. Coutinho explicou que o setor de petróleo e gás é o maior demandante por linhas de crédito. Já o executivo do Bradesco assegurou que o Brasil vive um momento inédito. Isso se dá por meio da valorização da cidadania. Ele explicou que o país possui bônus que poucos países do mundo tem.
“O bônus da inclusão social permite que pobres sejam transformados em consumidores, fato que não podemos ignorar”, justificou.
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Tags: Ásia e Europa, bndes, Bradesco, Casino Madri, El, Espanha, investimentos, Luiz Trabuco, País, Valor Econômico, Viagens
Wed 19 May 2010
Posted by robertocordeiro under Uncategorized

Ministro Guido Mantega mostrou o cenário favorável para investimentos no Brasil. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Na palestra de abetura do seminário Brasil: Aliança para a Nova Economia Global, promovido pelos jornais El País e Valor Econômico em Madri, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, mostrou que o cenário econômico é favorável para investimentos no Brasil. Para o ministro, serão os países que integram o chamado Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) quem despontarão na economia mundial. Este bloco, ainda de acordo com Mantega, responderá por dois terços da economia mundial.
O crescimento econômico se deve à nova política econômica que o presidente Lula implantou no país. Saímos de uma média modesta de 2,5% do PIB para 4% e agora caminhamos a taxas acima de 5%.
Mantega iniciou a conferência nesta quarta-feira (19/5) para uma plateia de investidores espanhóis analisando o cenário da economia mundial. Segundo ele, a crise econômica que assolou a Europa a partir da Grécia “pode se prolongar um pouco mais”. Para Mantega, a crise “é mais de confiança”. Já nos Estados Unidos a economia parece estar se recuperando de forma mais rápida, avaliou. No Brasil, não há mais crise, disse ele, “apenas reflexos que não comprometem o crescimento do Brasil”.
Porém, os países que vão liderar o crescimento nos próximos anos são a China (9,7%), a Índia (7,7%), a Rússia (5,5%) e o Brasil que, numa visão mais conservadora do Ministério da Fazenda, estará com crescimento de 5,5%. Claro que aqui na plateia temos pessoas que apostam num crescimento acima de 6%.
Mantega disse que foi criado no Brasil um circulo virtuoso de crescimento. Um dos pontos importantes foi a política industrial elaborada pelo governo sob orientação do presidente Lula. O ministro disse também do auxílio dos bancos públicos para financiar os investimentos no país. Associado a isso, de acordo com ele, há a atuação de empresas, como por exemplo a Petrobras, que tem contratos para construção de plataformas, além dos investimentos em portos, rodovias e ferrovias.
O ministro brasileiro destacou também as oportunidades a partir do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que permitiram a destinação de recursos para setores de infraestrutura. “O Brasil que tinha um crescimento modesto em infraestrutura e passou a ter grandes obras. Em todo o Brasil temos grandes obras. Como TAV [Trem de Alta Velocidade], duas grandes hidrelétricas, refinarias de petróleo. Além disso temos pela frente a Copa do Mundo 2014 e as Olimpíadas 2016 que exigem grandes investimentos”, afirmou.
Ele também apresentou o cenário do mercado de capitais que crsceu muito nos últimos anos. “Até 2008, o valor na Bovespa multiplicou-se por dez e chegou R$ 1,3 trilhão em transações por ano. O mercado de capitais brasileiro é transparente. Além disso, estamos lançando um novo ciclo na construção civil no Brasil. Era muito modesta. No passado era 3% do PIB, enquanto aqui na Espanha é de 30%. Podem ver o volume de financiamento como cresceu. Lançamos o programa de construção de um milhão de casas num primeiro momento e mais dois milhões de casas num segundo programa”, explicou.
O importante é que todo o crescimento não é atabalhoado. Não é como no passado que crescia por meio do estímulo do aumento da dívida e da inflação. (…) Hoje crescemos com a dívida pública diminuindo e a inflação sob controle. A inflação deu um aumento por causa das chuvas, o que teve impacto na agricultura, mas é ciclico. Não há nenhum descontrole inflacionário.
Ele destacou que as reservas cambiais do Brasil estão na ordem de US$ 250 bilhões e a dívida líquida chega a 30% do PIB. Isso permitiu, segundo ele, que o Brasil viesse a participar do esforço do FMI [Fundo Monetário Internacional]. Esse conjuto de fatores possibilitará que o Brasil alcance o posto de quinta ou quarta economia mundial “se essa política implantada pelo presidente Lula for mantida”.
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Wed 19 May 2010
Posted by robertocordeiro under Uncategorized

O presidente Lula cumpre o última dia da viagem à Espanha participando de seminário sobre investimentos espanhóis no Brasil. Promovido pelos jornais El País e Valor Econômico, o encontro é a oportunidade de uma avaliação dos recursos destinados por grupos locais no território brasileiro. Antes, Lula se encontrou com diretores e editores do grupo Prisa, que publica El País, para uma conversa durante café da manhã.
No fim da tarde, a delegação brasileira viaja para Lisboa, onde cumpre agenda até amanhã (20/5). A passagem por Madri foi muito bem avaliada pela equipe do presidente brasileiro. Ontem (18/5), Lula teve encontros bilaterais com os presidentes da França, Nicolas Sarkozy, e da Grécia, Carolos Papoulias, e com o primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, um dos responsáveis pelo acordo de produção de energia nuclear com o Irã.
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Sun 16 May 2010
Posted by robertocordeiro under Uncategorized

Manifestantes marcharam pela Porta do Sol, em Madri. Foto Roberto Cordeiro/Blog do Planalto

Enquanto lideranças sindicais e organizações não-governamentais promoveram, neste domingo (16/5), uma marcha em Madri contra a crise financeira mundial que ainda tem reflexos em países europeus, o Brasil ganhou destaque no jornal El País, um dos mais influentes periódicos da Espanha. Na edição de hoje, um caderno especial traz as vantagens de investimentos no Brasil. A publicação tem uma reportagem com o presidente Lula sob o título: El Estado tranquilo. Destaca também que em 2009 o país passou a formar parte do seleto grupo de nações com crédito junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

El País e o jornal brasileiro Valor Econômico promovem, na próxima quarta-feira (19/5), o seminário com foco nos possíveis investimentos no Brasil. O evento será aberto pelo ex-minstro de Economia da Espanha, Carlos Solchaga, e pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Estão previstos paineis com temas: oportunidades de investimentos, fontes de financiamento e marco institucional e as perspectivas espanholas no Brasil. O programa contempla também palestras com o ex-presidente do governo espanhol Felipe González e, no encerramento, conferência com o presidente Lula.
Porém, a programação na capital da Espanha começa amanhã (17/5) com a chegada do presidente brasileiro prevista para 17h10 no Aeroporto Internacional de Madri. Lula participará da Cumbre União Européia, América Latina e Caribe. Mais de 60 chefes de Governo e de Estado estão sendo aguardados para a reunião.
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Mon 3 May 2010
Munido de dados sobre a economia retirados do noticiário brasileiro das últimas semanas, o presidente Lula defendeu nesta segunda-feira (4/5), durante solenidade em comemoração aos 10 anos do jornal Valor Econômico, a política de seu governo de dar ênfase às relações Sul-Sul e ao comércio regional, que vem garantindo aumento nas exportações e fortalecendo o País contra crises econômicas como a que recentemente atingiu todo o mundo.
Lula destacou que as exportações em abril cresceram quase 20% em relação ao mesmo período do ano passado e que, mesmo com a política externa adotada, as vendas para os Estados Unidos cresceram mais do que a expansão alcançada por economias que têm acordos de livre comércio com os americanos. O Brasil, disse, desbravou uma nova geografia comercial e isso não pode ser ignorado.
Ao mesmo tempo, porém, o comércio com a África passou de U$ 6 bilhões para US$ 17 bilhões anuais. No Mercosul, saltamos de US$ 11 bilhões em 2002 para US$ 29 bilhões. O que esses dados mostram é que a ênfase Sul-Sul e o comércio regional não cabem mais no espaço pequeno do preconceito ideológico, nem podem ser tratados superficialmente numa gincana de retórica eleitoral. A participação dos países em desenvolvimento em nossas exportações cresceu de 42% para mais de 54% em números brutos. Esses números não são números frios. Estamos falando de receitas, empregos e incentivos. Qualquer analista razoavelmente isento admite que a crise consolidou uma nova geografia comercial, pioneiramente desbravada pelo Brasil desde 2003.
O presidente citou ainda outras conquistas de seu governo, como a queda no desemprego nas regiões metropolitanas brasileiras, que é o menor dos últimos 12 anos, e a taxa recorde de expansão da indústria paulista no primeiro trimestre do ano – 18,2%. “Repito, não se trata de propaganda eleitoral: todas essas informações foram coletadas do noticiário econômico das últimas semanas”, disse.
Ouça aqui a íntegra do discurso:
Segundo Lula, as notícias sobre o Brasil mudaram porque o País se tornou hoje um dos que mais crescem no mundo. A sustentabilidade e durabilidade de um ciclo de crescimento não se deve a um “automatismo de mercado” nem a uma “fórmula aritmética”, afirmou, mas sim ao “papel efetivo da democracia” que tem a capacidade de aperfeiçar e corrigir os rumos da sociedade.
Os veteranos do jornalismo econômico talvez tenham a lembrança de algum outro momento de convergência tão favorável de indicadores e perspectivas. Mas dificilmente terão na memória um outro ciclo de desenvolvimento mais equilibrado do que o atual
Lula lembrou ainda que o Brasil terá colheita recorde em 2010, com 145 milhões de toneladas, tornando o País a terceira agricultura mais produtiva do planeta e o terceiro maior exportador de alimentos do mundo. Com o crescimento do País, será preciso investir em energia limpa, barata e segura, afirmou o presidente, e por isso o governo decidiu fazer a hidrelétrica de Belo Monte, “com todas as cautelas ambientais desejáveis”.
Tags: agricultura, América do Sul, África, balança comercial, Belo Monte, comércio exterior, cooperação Sul-Sul, crescimento econômico, crise econômica mundial, democracia, Discursos, economia, energia, Estados Unidos, exportações, Mercosul, sustentabilidade, Valor Econômico