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A semana em imagens (29/5 a 4/6)
Posted by robertocordeiro under Cerimônias, desenvolvimento
Na avaliação da presidenta Dilma, o futuro já chegou para o Brasil e o Uruguai
Posted by magda under desenvolvimento

Presidenta Dilma Rousseff e o presidente do Uruguai, José Mujica, durante declaração à imprensa, em Montevidéu. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Os governos do Brasil e do Uruguai reativarão, até o fim de 2011, a conexão ferroviária entre os dois países, nos trechos Santana do Livramento – Cacequi (RS) e Rivera – Montevidéu, e irão acelerar as obras da ponte sobre o Rio Jaguarão. A informação é da presidenta Dilma Rousseff, que concedeu declaração à imprensa ao lado presidente do Uruguai, José Mujica, nesta segunda-feira (30/5), em Montevidéu, onde realiza visita oficial.
Dilma Rousseff afirmou que Brasil e Uruguai seguirão adiante com os grandes projetos de integração física, logística e energética, fundamentais para o desenvolvimento da região fronteiriça, num esforço de “criar uma sinergia de desenvolvimento entre o norte do Uruguai e o sul do Brasil”. Segundo a presidenta, os governos darão prioridade também aos trabalhos de dragagem, sinalização e balizamento para a implantação da hidrovia Uruguai-Brasil, utilizando a Lagoa Mirim como portal de entrada e de escoamento “em prol do desenvolvimento integrado econômico e social” da região.
Ouça abaixo íntegra da declaração à imprensa concedida pela presidenta Dilma Rousseff, durante visita de Estado ao Uruguai:
Na área de inovação, ciência e tecnologia, a presidenta deu ênfase à implantação da TV digital no Uruguai, que adotou o modelo nipo-brasileiro, e citou acordos bilaterais nos campos da biotecnologia, nanotecnologia, tecnologias da informação e telecomunicações. “Tais esforços incorporarão importante vertente educacional”, completou. Disse, ainda, que Brasil e Uruguai adotaram – a partir do encontro em Montevidéu – um plano de ação conjunto para a massificação do acesso à internet em banda larga.
“Nos nossos países o futuro já começou”, defendeu a presidenta.
Quanto à cooperação em temas sociais, Dilma Rousseff comunicou a assinatura do memorando de entendimento na área de habitação e planejamento urbano, por meio do qual o Brasil irá compartilhar a experiência do programa Minha Casa, Minha Vida. Além disso – continuou a presidenta – foi firmado acordo relativo à segurança pública, que estabelece base jurídica para iniciativas de cooperação entre os países.
Outro ponto importante da reunião, segundo a presidenta brasileira, foi a criação de marco jurídico para o aumento do intercâmbio bilateral de energia elétrica. Pelo acordo firmado, os países contarão com o suprimento adicional da linha de transmissão de 500 kV que será construída entre San Carlos e Candiota, com conclusão prevista para 2013.
“As decisões tomadas nesta visita consolidam o que nós acreditamos ser uma relação estratégica entre o Brasil e o Uruguai. Uma relação estratégica que deve olhar para o futuro (…). Temos o orgulho de poder dizer que somos uma das regiões que mais crescem no mundo”, disse.
Multipolaridade – O encontro entre os presidentes do Brasil e Uruguai foi oportunidade para se discutir o quadro internacional “extremamente complexo”, avaliou a presidenta Dilma Rousseff. Ela citou os vinte anos de criação do Mercosul e os avanços da Unasul “em prol da integração regional, da paz, estabilidade e segurança da América do Sul”.
Frisou, entretanto, a necessidade de um mundo multipolar, “no qual as responsabilidades dos Estados, grandes ou pequenos, sejam determinadas pela contribuição de cada um à paz, ao diálogo e à cooperação, e não pelo seu potencial de afirmação pela força ou pela ameaça do uso da força”.
“Coincidimos [Brasil e Uruguai] em nossa visão comum de um mundo multipolar e inclusivo”, frisou.
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Brasil e Uruguai assinam acordos com foco em infraestrutura e ciência e tecnologia
Posted by magda under desenvolvimento
Presidenta Dilma Rousseff, acompanhada do presidente do Uruguai, José Mujica, é recebida pela Guarda de Honra do Palácio Santos, em Montevidéu. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Durante viagem a Montevidéu nesta segunda-feira (30/5), a presidenta Dilma Rousseff e o presidente do Uruguai, José Mujica, assinaram 16 termos de cooperação bilateral. Os acordos são na área de infraestrutura, saúde, educação, cultura, conservação do patrimônio, segurança pública, assistência humanitária, defesa civil, ciência, tecnologia e inovação, entre outros.
A presidenta chegou à capital uruguaia no fim da manhã e teve, como primeiro compromisso, a visita às futuras instalações do Centro de Desenvolvimento de Conteúdos e TV Digital do Laboratório Tecnológico do Uruguai (Latu), onde foi recebida pelo presidente Mujica. Em dezembro do ano passado o Uruguai adotou o padrão de televisão digital nipo-brasileiro. Durante a visita, os presidentes assinaram ainda um convênio de apoio técnico para implantação da televisão digital no Uruguai e de expansão da banda larga no período 2011-2015.
Presidenta Dilma Rousseff visita a sala do Centro de Desenvolvimento e Conteúdo da TV Digital do Laboratório Tecnológico do Uruguai. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Em janeiro deste ano, após participar da cerimônia de posse da presidenta Dilma Rousseff, o presidente Mujica reuniu-se com a presidenta brasileira, quando concordaram em manter encontros bilaterais periódicos.
Essa é a terceira viagem internacional da presidenta Dilma e a segunda a um país sul-americano. No final de janeiro, Dilma Rousseff esteve em Buenos Aires, capital argentina, para uma visita de Estado e, em abril, na China, onde além de se reunir com o presidente Hu Jintao participou da Cúpula dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
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No Uruguai, assinaturas de acordos e memorandos de entendimentos
Posted by robertocordeiro under desenvolvimento

Na Base Aérea de Brasília, presidenta Dilma Rousseff se despede do vice-presidente Michel Temer. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A presidenta Dilma Rousseff faz, nesta segunda-feira (30/5), visita oficial ao Uruguai. A presidenta embarcou hoje pela manhã na Base Aérea de Brasília com destino a Montevidéu para dar continuidade ao diálogo com o presidente José Mujica sobre temas de interesse comum.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), além de examinarem assuntos da agenda global e regional, os dois presidentes discutirão o andamento dos principais projetos da agenda bilateral. Ainda segundo o Itamaraty, receberá atenção prioritária dos presidentes o conjunto de iniciativas e obras de infra-estrutura que pretendem criar novo dinamismo no processo de desenvolvimento integrado do norte uruguaio e da metade sul do Rio Grande do Sul, em particular a construção de uma nova ponte sobre o Rio Jaguarão, a reativação da interconexão ferroviária e a implantação da Hidrovia Uruguai-Brasil.
Ainda na área de infraestrutura, conforme nota do MRE, os mandatários examinarão as possibilidades de cooperação em energia e a construção da linha de transmissão elétrica entre os dois países. Durante a visita, também será criado um novo mecanismo para coordenar a cooperação em ciência, tecnologia e inovação.
Na agenda da visita está prevista a assinatura de acordos e memorandos de entendimento sobre iniciativas que já se encontram em andamento e novas áreas que ampliarão o horizonte temático do relacionamento bilateral. Os acordos incluem ciência e tecnologia, cooperação para a instalação de laboratórios de conteúdos de tv digital e aplicações interativas no Uruguai, um plano de ação conjunto relativo à massificação do acesso à internet em banda larga e diversos documentos nas áreas de cultura, saúde, segurança pública e habitação.
O Brasil consolidou-se nos últimos anos como principal destino das exportações uruguaias e o principal fornecedor do Uruguai. Em 2010, o intercâmbio bilateral ultrapassou os US$ 3 bilhões, o que representou um aumento 19,4% em relação ao ano anterior. O intercâmbio comercial foi equilibrado, com aproximadamente o mesmo valor de US$ 1,5 bilhão tanto de exportações para o Uruguai quanto de importações provenientes do país vizinho.
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Presidenta Dilma viaja ao Uruguai no próximo dia 30
Posted by magda under desenvolvimento

Presidenta Dilma Rousseff recebeu, no início do ano, o presidente do Uruguai, José Mujica, em audiência no Palácio do Planalto. Foto: Roberto Stuckert Filho (2/1/11)/PR
A presidenta Dilma Rousseff confirmou que viajará a Montevidéu na próxima segunda-feira (30/5), em visita de Estado ao Uruguai, segundo informou o porta-voz da Presidência da República, Rodrigo Baena, nesta terça-feira (24/5).
A presidenta se reunirá com o presidente daquele país, José Mujica, ocasião em que tratarão de temas da agenda global e de interesse bilateral. Destaque para o desenvolvimento integrado do Norte do Uruguai e a Metade Sul do Rio Grande do Sul; a construção de ponte sobre o rio Jaguarão; interconexão ferroviária e implantação de hidrovia entre Brasil e Uruguai.
Outros temas de interesse entre os dois países, que serão pauta de discussão, são a cooperação em energia e possível construção de linha de transmissão elétrica e a criação de laboratório de TV digital. O Uruguai anunciou, recentemente, a opção pelo modelo nipo-brasileiro para a implantação da TV digital no país.
O comércio bilateral entre Brasil e Uruguai atingiu a soma de US$ 3 bilhões em 2010, número 20% superior ao de 2009. Segundo o porta-voz, a balança comercial entre os dois países é equilibrada.
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Presidenta Dilma viaja ao Uruguai no próximo dia 30
Posted by magda under desenvolvimento

Presidenta Dilma Rousseff recebeu, no início do ano, o presidente do Uruguai, José Mujica, em audiência no Palácio do Planalto. Foto: Roberto Stuckert Filho (2/1/11)/PR
A presidenta Dilma Rousseff confirmou que viajará a Montevidéu na próxima segunda-feira (30/5), em visita de Estado ao Uruguai, segundo informou o porta-voz da Presidência da República, Rodrigo Baena, nesta terça-feira (24/5).
A presidenta se reunirá com o presidente daquele país, José Mujica, ocasião em que tratarão de temas da agenda global e de interesse bilateral. Destaque para o desenvolvimento integrado do Norte do Uruguai e a Metade Sul do Rio Grande do Sul; a construção de ponte sobre o rio Jaguarão; interconexão ferroviária e implantação de hidrovia entre Brasil e Uruguai.
Outros temas de interesse entre os dois países, que serão pauta de discussão, são a cooperação em energia e possível construção de linha de transmissão elétrica e a criação de laboratório de TV digital. O Uruguai anunciou, recentemente, a opção pelo modelo nipo-brasileiro para a implantação da TV digital no país.
O comércio bilateral entre Brasil e Uruguai atingiu a soma de US$ 3 bilhões em 2010, número 20% superior ao de 2009. Segundo o porta-voz, a balança comercial entre os dois países é equilibrada.
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A oportunidade para Brasil e Venezuela reafirmarem a parceria na América do Sul
Posted by robertocordeiro under Cerimônias, desenvolvimento

Professor Marco Aurélio Garcia destacou a importância da visita do presidente Hugo Chávez, da Venezuela, ao Brasil. Foto: Rafael Alencar/PR
A visita do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, a Brasília, nesta terça-feira (10/5), é observada como sendo o momento de reafirmação da parceria comercial e política. A avaliação foi feita pelo assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, professor Marco Aurélio Garcia, em entrevista ao Blog do Planalto, à Agência Brasil e à NBRTV. De acordo com o professor Marco Aurélio, o encontro entre Chávez e a presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, retoma a rotina de reuniões bilaterais iniciadas no governo do ex-presidente Lula.
Marco Aurélio frisou que depois da Argentina, a Venezuela representa o segundo mercado comercial brasileiro na América do Sul. Além dos investimentos aqui no Brasil, segundo informou, existem negócios de empresas brasileiras naquele país de cerca de US$ 20 bilhões. São obras nos setores energético, construção civil, petroquímico e rodoviário.
Assista a íntegra da entrevista do assessor Marco Aurélio Garcia
No campo político, segundo o assessor, há o propósito da consolidação da Unasul -- União de Nações Sul-Americanas -- bem como assegurar o ingresso da Venezuela no Mercosul. Marco Aurélio informou também que em julho a presidenta Dilma Rousseff retribuirá a visita de Chávez ao participar, em Caracas, da Cúpula da América Latina e Caribe (Calc).
Na conversa, Marco Aurélio avaliou também a viagem da presidenta Dilma, no próximo domingo, ao Paraguai, quando participa das comemorações do bicentenário daquele país. Para o assessor especial da Presidência da República, “será a oportunidade para a presidenta encontrar os colegas” dos demais países sul-americanos.
No dia 23 de maio, a presidenta irá ao Uruguai, concluindo desta forma o “circulo Mercosul”. Em Montevidéu, conforme destacou, serão tratados temas de cooperação de fronteira e tecnológicos.
Marco Aurélio também destacou três importante momentos na agenda internacional da presidenta Dilma Rousseff nestes primeiros cinco meses de governo. Segundo ele, a visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em março; o périplo da presidenta brasileira à China no mês passado e a recente missão da Alemanha liderada pelo presidente Christian Wulff, na semana passada, ao Brasil, mostram a reafirmação do fortalecimento da parceria com os principais países que mantêm corrente comercial.
O assessor contou também sobre os projetos de cooperação científica e tecnológica da presidenta Dilma Rouseff, bem como da meta de oferta de bolsas de estudo no exterior que beneficiariam 100 mil estudantes em cursos de graduação.
Durante a entrevista, Marco Aurélio disse também que o Brasil poderá retomar a relação com Honduras. Isso porque há um cenário que permitirá essa posição. O assessor disse que o Brasil aguardava um gesto daquele país e que tal fato aconteceu, mas explicou que ainda existem algumas questões que necessitam ser melhor debatidas. Ele reconheceu também como importantes as participações dos presidentes Chávez (Venezuela) e Juan Manuel Santos (Colômbia) no que diz respeito aos avanços em Honduras.
Marco Aurélio foi indagado também sobre a vaga do Brasil como membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas e a morte do líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden. Marco Aurélio explicou que a ONU deve compreender que o referido conselho deve contar com a participação de países que venham a representar todos os continentes.
Enquanto isso, ele mostrou-se mais prudente ao tratar do tema Bin Laden. Segundo ele, o governo brasileiro não irá opinar sobre o assunto. “Não queremos ser uma agência de certificação internacional”, concluiu.
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Primeiro dia de trabalho da nova presidente tem sete audiências bilaterais
Posted by jorge under Agenda, desenvolvimento
O primeiro dia de trabalho da presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto foi dedicado a sete audiências a autoridades internacionais que estiveram na cerimônia de posse, ontem, em Brasília (DF). Após as reuniões bilaterais, o novo ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, repassou aos jornalistas detalhes dos assuntos tratados nos encontros. De acordo com o chanceler brasileiro, o incremento das parcerias entre Brasil e os países representados foi destaque nas conversas.
A primeira da série de reuniões, realizadas no Palácio do Planalto, foi com o Príncipe Felipe de Astúrias. De acordo com Patriota, ele entregou à presidente uma correspondência do rei Juan Carlos. Em seguida, Dilma Rousseff recebeu o presidente do Uruguai, José Mujica, e os dois concordaram em manter as reuniões trimestrais que já vinham sendo realizadas. Segundo Patriota, o Uruguai estuda a possibilidade de adotar o sistema nipo-brasileiro para televisão digital.
O aumento do fluxo comercial entre Brasil e Coreia do Sul norteou a conversa de Dilma com o primeiro-ministro Kim Hwang-Sik. “Na conversa foi manifestado o desejo do equilíbrio do comércio, bem como estabelecer acordo de comércio entre a Coreia e o Mercosul”, declarou Patriota.
Os investimentos de empresas portuguesas no Brasil e os voos regulares da TAP foram os destaques do encontro com o primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates. De acordo com o ministro Patriota, a entrada de Portugal no Conselho de Segurança da ONU, fato ocorrido ontem (1/1), pode ajudar ser bom para o Brasil na instituição.
“Foi abordada a política externa portuguesa e o fato de ter o Brasil como parceiro estratégico”, contou Patriota ao explicar também que na audiência se tratou da economia europeia e a cooperação bilateral.
Em seguida, a presidente Dilma teve reunião com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e depois o primeiro vice-presidente de Cuba, José Ramón Machado Ventura. A série de encontros foi concluída com o ex-primeiro-ministro do Japão Taro Aso. “A presidenta Dilma agradeceu Taro Aso pelo acordo previdenciário firmado com o Japão que beneficia cidadãos brasileiros”, disse Patriota.
O ministro das Relações Exteriores comentou ainda a decisão do ex-presidente Lula de não extraditar o italiano Cesare Battisti, lembrando aos jornalistas que o embaixador da Itália esteve na posse da presidente Dilma.
Patriota deixou o Palácio do Planalto às pressas e seguiu para o Palácio Itamaraty para cerimônia de transmissão de cargo. O chanceler ocupa o posto em substituição a Celso Amorim.
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Divergências entre países é a razão de existir do Mercosul
Posted by jorge under desenvolvimento
A divergência entre os países que integram o Mercosul é a própria razão de existir do bloco econômico, que analisa conjuntamente o interesse soberano apresentado por cada país e faz concessões aqui e ali, “para que a gente possa construir um consenso comum de interesse coletivo de todos os países”, afirmou o presidente Lula em entrevista coletiva nesta sexta-feira (17/12) após sessão plenária da 40ª Cúpula do Mercosul, realizada em Foz do Iguaçu (PR). Sempre haverá um país com interesses diferentes do outro, disse Lula ao responder pergunta da repórter Tânia Monteiro, do jornal O Estado de S. Paulo sobre a intenção da Argentina em sobretaxar alguns produtos brasileiros.
“O Mercosul não é um convento. Isso aqui não é um encontro de freiras. Isso aqui é um encontro de chefes de Estado, de países soberanos, que sempre vão ter divergências. Sempre haverá um país com interesses diferentes do outro, tentando não prejudicar o outro, mas defender a sua soberania, os seus interesses de desenvolvimento, os seus interesses de se industrializar, os seus interesses de ter acesso a ciência e tecnologia. Sempre vai haver.”
Lula reafirmou que a relação entre os países do Mercosul é bem sucedida e certamente melhor do que a dos Estados Unidos com a China ou da Alemanha com a França. “Aqui no Mercosul somos muito mais unidos e muito mais compreensivos e temos muito mais necessidades. A divergência faz parte do processo democrático do Mercosul”, disse o presidente brasileiro, que participou da coletiva ao lado do presidente do Paraguai, Fernando Lugo, que assumiu hoje a presidência Pro-Tempore do Mercosul.
O presidente Lula pediu desculpas aos presentes pela pressa, porque tinha que voltar logo a Brasília (DF) para participar da cerimônia de diplomação da presidente eleita Dilma Rousseff. Ele ainda respondeu outra pergunta, sobre a indicação de seu nome para a direção da ONU, feita pelo presidente Evo Morales, da Bolíva. Lula agradeceu a lembrança e disse que só poderia ver a indicação “como um gesto de cortesia”, reafirmando sua posição contra a ideia:
“Eu só posso compreender a indicação como um gesto de cortesia do meu companheiro Evo Morales (Bolívia). Essa coisa a gente não reivindica, não pede, a gente não articula. Eu acho que a ONU precisa ser dirigida por algum técnico competente da ONU, não pode ter um político forte na ONU porque ele não pode ser maior que os presidentes dos países, e eu fico meio preocupado porque se virar moda presidente de país presidir a ONU, daqui a pouco os Estados Unidos está disputando além do Conselho de Segurança também o controle da ONU, e aí tudo ficará mais difícil.”
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Divergências entre países é a razão de existir do Mercosul
Posted by jorge under desenvolvimento
A divergência entre os países que integram o Mercosul é a própria razão de existir do bloco econômico, que analisa conjuntamente o interesse soberano apresentado por cada país e faz concessões aqui e ali, “para que a gente possa construir um consenso comum de interesse coletivo de todos os países”, afirmou o presidente Lula em entrevista coletiva nesta sexta-feira (17/12) após sessão plenária da 40ª Cúpula do Mercosul, realizada em Foz do Iguaçu (PR). Sempre haverá um país com interesses diferentes do outro, disse Lula ao responder pergunta da repórter Tânia Monteiro, do jornal O Estado de S. Paulo sobre a intenção da Argentina em sobretaxar alguns produtos brasileiros.
“O Mercosul não é um convento. Isso aqui não é um encontro de freiras. Isso aqui é um encontro de chefes de Estado, de países soberanos, que sempre vão ter divergências. Sempre haverá um país com interesses diferentes do outro, tentando não prejudicar o outro, mas defender a sua soberania, os seus interesses de desenvolvimento, os seus interesses de se industrializar, os seus interesses de ter acesso a ciência e tecnologia. Sempre vai haver.”
Lula reafirmou que a relação entre os países do Mercosul é bem sucedida e certamente melhor do que a dos Estados Unidos com a China ou da Alemanha com a França. “Aqui no Mercosul somos muito mais unidos e muito mais compreensivos e temos muito mais necessidades. A divergência faz parte do processo democrático do Mercosul”, disse o presidente brasileiro, que participou da coletiva ao lado do presidente do Paraguai, Fernando Lugo, que assumiu hoje a presidência Pro-Tempore do Mercosul.
O presidente Lula pediu desculpas aos presentes pela pressa, porque tinha que voltar logo a Brasília (DF) para participar da cerimônia de diplomação da presidente eleita Dilma Rousseff. Ele ainda respondeu outra pergunta, sobre a indicação de seu nome para a direção da ONU, feita pelo presidente Evo Morales, da Bolíva. Lula agradeceu a lembrança e disse que só poderia ver a indicação “como um gesto de cortesia”, reafirmando sua posição contra a ideia:
“Eu só posso compreender a indicação como um gesto de cortesia do meu companheiro Evo Morales (Bolívia). Essa coisa a gente não reivindica, não pede, a gente não articula. Eu acho que a ONU precisa ser dirigida por algum técnico competente da ONU, não pode ter um político forte na ONU porque ele não pode ser maior que os presidentes dos países, e eu fico meio preocupado porque se virar moda presidente de país presidir a ONU, daqui a pouco os Estados Unidos está disputando além do Conselho de Segurança também o controle da ONU, e aí tudo ficará mais difícil.”
