Ao relembrar emocionado as dificuldades vivenciadas no passado, como por exemplo quando morava na Vila Carioca, em São Paulo, na década de 1950, em uma casa que sofria constantes enchentes, o presidente Lula deu uma mensagem de otimismo e esperança às 208 famílias que receberam nesta quarta-feira (8/9) apartamentos do PAC Urbanização na cidade de Contagem (MG), região metropolitana da Belo Horizonte.
O que aconteceu comigo acontece com muita gente pobre neste país. Mas o que eu estou vendo aqui hoje é um processo extraordinário de reparação das condições de vida da sociedade brasileira. A gente só vence se a gente não se desesperar, se a gente não desacreditar, se a gente acreditar que é possível vencer as barreiras.
Lula reafirmou o compromisso do seu governo em investir em infraestrutura, saneamento básico, tratamento de água e esgoto e sustentabilidade ambiental. “É este país que nós precisamos construir para não permitir que o país continue a ser o que era há algum tempo”, disse ele durante o discurso. O presidente afirmou ainda estar feliz com o anúncio da Caixa Econômica Federal de já ter contratado 625 mil casas do programa Minha Casa, Minha Vida. “Esse programa é um milagre. A gente não tinha hábito de fazer casas no Brasil, e com o Minha Casa, Minha Vida assumimos o compromisso de fazer 1 milhão. Se Deus quiser, até o fim do ano vamos contratar 1 milhão de casas, o que é algo inédito neste país e, a partir do ano que vem quem estiver governando o Brasil vai contratar 2 milhões de casas para as pessoas mais pobres”, previu.
Ouça aqui a íntegra do discurso:
Os 208 apartamentos entregues em Contagem fazem parte do projeto de intervenção para requalificação urbana e ambiental no vale do Ribeirão Arrudas. As unidades são de dois e três quartos, com piso em cerâmica e pintura em látex. Neste empreendimento, serão construídos 42 blocos de 16 apartamentos, sendo 38 blocos do PAC Urbanização, no valor de R$ 29 milhões, e quatro blocos pelo Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social, com valor de R$ 3 milhões. O vale do Ribeirão Arrudas terá ainda contenções, retificações e interceptor de esgoto, com redes de drenagem, abastecimento de água e de coleta de esgoto sanitário.
Ver a transformação de uma grande favela em um bairro com apartamentos dignos para seus moradores é “uma coisa sagrada”, porque é mais uma conquista da parte mais pobre da sociedade, afirmou o presidente Lula nesta terça-feira (31/8) em inauguração de 240 unidades habitacionais em Paraisópolis, na zona sul da capital paulista, como parte do Programa de Urbanização de Favelas do PAC. “O dia de hoje é o dia de consagração, porque vocês estão conquistando mais um pedaço do direito que há tanto tempo vocês vêm brigando”, afirmou o presidente ao público que acompanhava a solenidade.
Lula afirmou ainda que agora os moradores dos prédios de luxo existentes em torno de Paraisópolis não terão mais vergonha quando olharem para baixo, porque não verão mais pessoas morando em barracos, mas “em apartamentos dignos de pessoas que trabalham e dignos de pessoas que querem construir sua cidadania”. O presidente disse ainda que sabe que quanto mais o governo fizer para os setores mais pobres da sociedade, mais essas pessoas aprenderão a exigir mais. “É assim que a gente vai fortalecendo a qualidade de vida da sociedade”, disse ele.
Ouça aqui a íntegra do discurso:
Em vez de retirar os mais pobres dos lugares onde moram e mandá-los para locais distantes da cidade, a orientação agora é dar condições dignas para elas pernamecerem onde já moram:
Aqui estamos afirmando que os pobres são tão brasileiros quanto qualquer outro brasileiro rico e têm o direito de morar no lugar que ocuparam. A gente é que tem que trazer para cá os benefícios.
E a construção de bons apartamentos para a população de Paraisópolis é apenas o começo, afirmou Lula, que observou algumas pessoas mostrando placas reivindicando creches e hospital para a região. “Nós que somos governantes não temos que achar ruim. Cada vez que a gente vê uma placa dessa, a gente tem que voltar para casa e pensar: ‘É, eu ainda tenho que fazer mais um pouco para poder melhorar a vida das pessoas”, afirmou.
O presidente Lula saiu do evento um pouco antes do previsto para poder visitar seu recém nascido neto no hospital São Luiz, na Vila Olímpia.
Um dos mais emocionados e felizes com o lançamento do projeto turístico na comunidade Santa Marta, nesta segunda-feira (30/8) era o presidente da Associação de Moradores local, José Mário Hilário. Ele nasceu e se criou no morro Dona Marta, e diz orgulhoso que é também onde está criando sua filha. Ele agradeceu ao presidente Lula -- “que já é um amigo da comunidade”, observou -- por ajudar a resgatar a dignidade dos moradores do Santa Marta. “É dar dignidade para esse povo, para que não tenham vergonha de dizer que moram aqui no Santa Marta e para que não tenham vergonha de trazer seus amigos na sua casa”, disse o líder comunitário.
José Mário lembrou aos presentes como a pacificação da comunidade começou, em novembro de 2008. Segundo ele, a nova ocupação tinha clara diferença de outra realizada em 1999, pelo Bope -- unidade de operações especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro. “Hoje posso falar com certeza de que é um projeto que veio para transformar a vida dos moradores aqui do Santa Marta. É um projeto que veio permitir que o Estado viesse ocupar um lugar que ele nunca deveria ter deixado de ocupar em 70 anos.”
Presidente Lula descerra placa de inauguração do projeto de urbanização de favelas nas bacias dos córregos Cabaças e Segredo, em Campo Grande (MS). Foto: Domingos Tadeu/PR
A grande motivação para o presidente Lula ir a Campo Grande (MS) nesta terça-feira (24/8) inaugurar projeto de urbanização de favelas foi o fato dele próprio ter morado décadas atrás em bairros em São Paulo que alagavam e causavam todo tipo de problema – principalmente de saúde – , afirmou ele durante discurso. “Essas coisas eu conheço e por isso temos colocado muito dinheiro em saneamento básico, para minimizar o sofrimento do povo deste País”, disse Lula, lembrando que investir na coleta e tratamento de esgoto é investir em saúde preventiva da população. “Estamos aprendendo a cuidar deste País.”
O presidente reafirmou que em seu governo não falta dinheiro para quem apresenta bons projetos. “Se tiver projeto que seja factível, o dinheiro aparece”, disse Lula, para quem há hoje um processo de reparação para compensar os últimos 50 anos de “desgovernos” que o País sofreu. Foi nesse periodo que áreas impróprias para moradias foram sendo irregularmente ocupadas, com anuência de governantes, gerando problemas para a maioria das grandes cidades brasileiras. Segundo Lula, ainda há tempo para evitar que o mesmo aconteça em Campo Grande – mas para isso é preciso evitar os erros do passado:
Quando é uma pessoa, a gente pode tirar. Quando são duas, a gente pode tirar. Mas quando se transformam em mil pessoas, em duas mil pessoas, já é um problema social de monta e fica muito mais difícil você mexer com isso. (…) A atual geração de prefeitos está tentando consertar as coisas que foram feitas erradas durante tantos e tantos anos neste País.”
O Ministério das Cidades, criado em 2003 pelo governo Lula, é uma resposta às reivindicações da sociedade por tratamento adequado a questões importantes como habitação, saneamento, transporte público, regularização fundiária e segurança no trânsito, atendendo ainda ao Estatuto da Cidade e à Constituição Federal, que previu em 1988 um capítulo sobre desenvolvimento urbano. Para executar políticas nessas áreas, o Ministérios conta com quatro secretarias, afirma o ministro Márcio Fortes: a Nacional de Habitação, a de Saneamento Ambiental, de Programas Urbanos e Transporte e Mobilidade Urbana.
Márcio Fortes é o entrevistado da edição desta terça-feira (27/4) do programa 7 Anos em 7 Minutos e nela explica como muitas ações de seu ministério foram incorporadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), ganhando assim a agilidade necessária para atender as demandas nas áreas de habitação, saneamento e transporte público.
Para o futuro temos agora o PAC 2, que vai reforçar as ações que o PAC 1 previu, em habitação e saneamento, e vai ampliar essas ações, de modo que nós tenhamos na política de desenvolvimento urbano uma integração das ações. Ou seja, não é só ter a casa, habitação, saneamento, mas também com integração com transportes e regularização fundiária.
As cerca de 60 milhões de pessoas que integram hoje o Bolsa Família serão, até 2022, integradas à cadeia produtiva e consumidora do Brasil, ajudando assim a formar o grande mercado interno do País. Essa é uma das principais metas do Plano Brasil 2022, planejamento estratégico que está sendo elaborado pelo governo e que foi apresentado à imprensa nesta terça-feira (27/4) em Brasília por Samuel Guimarães, da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República. O Plano Brasil 2022 prevê ainda ações em saneamento básico, mobilidade urbana e distribuição de renda, e tem como meta um Brasil sem analfabetismo, desmatamento e pobreza absoluta no ano do bicentenário da independência do País.
Conheça aqui mais detalhes sobre o Plano Brasil 2022 e suas metas.
“Distribuir para crescer e crescer a taxas elevadas para que o nível de bem-estar dos brasileiros aumente”, afirmou Guimarães durante o encontro com a imprensa. Ele pretende entregar o documento final ao presidente Lula no dia 30 de junho. O material está sendo elaborado em parceria com todos os ministérios e personalidades acadêmicas, ex-ministros, organizações de classe, centrais sindicais e governos estaduais.
Ouça aqui a íntegra da entrevista com Samuel Guimarães, da SAE:
Samuel Guimarães lembrou durante a apresentação do Plano Brasil 2022 que, hoje, 27% dos brasileiros não têm esgoto sanitário básico e a capacidade de produção dos trabalhadores está prejudicada pela precariedade do transporte público nas cidades. Para melhorar a mobilidade nas cidades brasileiras, Guimarães afirmou que o Plano Brasil 2022 prevê a triplicação da rede de metrôs.
O titular da SAE afirmou ainda que o fim na diferença de renda entre homens e mulheres está entre as metas do Plano. “Hoje, temos uma diferença de 40% nos salários dos homens em relação ao das mulheres, que já são maioria em muitos cursos superiores. A igualdade salarial precisa acontecer em 2022”, disse ele.
Presidente Lula e o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, durante abertura da 5ª Sessão do Fórum Urbano Mundial – O Direito à Cidade: Unindo o Urbano Dividido. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Um administrador público hoje deve ter como prioridades projetar cidades que garantam boa qualidade de vida a seus habitantes e reparar os desmandos do passado que permitiram que muitas cidades se transformassem em grandes favelas, afirmou o presidente Lula durante discurso na abertura da 5ª Sessão do Fórum Urbano Mundial -- O Direito à Cidade: Unindo o Urbano Dividido, realizada no Rio de Janeiro nesta segunda-feira (22/3).
Nós estamos neste momento da história brasileira provando que é possível construir um novo País e é possível construir uma nova política urbana para os países em desenvolvimento.
Lula pediu que os convidados à cerimônia visitassem o Rio de Janeiro para ver o que está sendo feito nas favelas da cidade em termos de urbanização, “investimentos em saneamento básico e habitação como nunca foi feito antes”, disse. Se antes os governos preferiam gastar recursos em obras mais visíveis, como viadutos, hoje a prioridade é outra: garantir que crianças possam brincar descalça nas ruas sem ter que pisar em esgoto a céu aberto.
Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente no Rio de Janeiro:
As boas práticas políticas podem garantir também a contenção do inchaço das grandes cidades, fazendo com que muitas pessoas retornem ao campo, graças a políticas de financiamento da agricultura familiar e de assentamento no campo, afirmou Lula.
O presidente brasileiro convidou os presentes a compartilharem as boas experiências em suas respectivas cidades e países -- “nós todos queremos aprender com vocês como fazer mais”.
A coisa mais barata e mais simples que um governo tem que fazer é cuidar da parte mais pobre da população. Essa é uma experiência rica que temos acúmulo e que gostaríamos de discutir com vocês.
Presidente Lula visitou o novo Complexo Esportivo da Rocinha e afirmou sonhar em ver um jovem da comunidade conquistando medalha nos Jogos Olímpicos do Rio em 2016. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Se em algum momento da história do Rio de Janeiro a Rocinha foi motivo de vergonha para a cidade, isso mudou graças ao empenho dos governos federal, estadual e municipal para investir em melhorias para a comunidade, afirmou o presidente Lula nesta segunda-feira (8/3) em cerimônia de inauguração de obras de urbanização do PAC no local, que incluem um Complexo Esportivo, Clínica da Família, Centro de Tratamento da Tuberculose, Centro Psicossocial e Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas.
Lula afirmou estar orgulhoso por ver o que o governador Sérgio Cabral Filho e o prefeito Eduardo Paes estão fazendo no Rio de Janeiro e que esse tipo de parceria só traz benefícios à cidade.
Não basta governar com a cabeça, é preciso colocar o coração para a gente poder governar e atender a maioria do povo brasileiro. (…) Eu saio daqui com uma certeza absoluta de que a Rocinha, se em algum momento da história do Rio de Janeiro, foi motivo de vergonha, eu saio daqui com a convicção de que a Rocinha hoje é motivo de orgulho para o governador, para o prefeito, para o presidente da República e para o povo brasileiro.
O presidente Lula também criticou a imprensa por não gostar de falar de obras inauguradas. “Coisa boa não interessa, o que interessa é desgraça.” Confira:
Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente durante cerimônia na Rocinha:
O que as pessoas precisam no Brasil, afirmou Lula, é oportunidade e por isso seu governo tem se esforçado em levar educação, esporte, emprego e saúde “para construir homens e mulheres de bem nesse País”.
Veja o vídeo institucional das obras inauguradas na Rocinha nesta segunda-feira:
Lula também externou seu sonho de ver alguns dos jovens da Rocinha participando dos Jogos Olímpicos do Rio em 2016 e conquistando medalhas para o Brasil, quem sabe até dando ao País sua primeira medalha de ouro no futebol olímpico.
Imagina que coisa extraordinária. Quem sabe Zico, a molecada que você vai ver treinando aqui (no Centro Esportivo) possa conquistar uma medalha olímpica no futebol, que o Brasil ainda não conseguiu, apesar do Zico, do Sócrates, do Falcão, do Pelé, do Garrincha, do Ronaldão, do Ronaldinho, do Romário, do Bebeto.
O presidente Lula cumpre agenda de trabalho, nesta segunda-feira (8/3), no Rio de Janeiro. Pela manhã, Lula concede entrevista à emissora de rádio Melodia FM e, em seguida, participa de cerimônia de inauguração de obras de urbanização do PAC na Rocinha – Complexo Esportivo da Rocinha, Clínica da Família, Centro de Tratamento da Tuberculose, Centro Psicossocial e Unidade de Pronto Atendimento 24h (UPA).
À tarde, Lula estará em Itaboraí para cerimônia de assinatura de contratos para implantação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Às 18 horas, na Estação de Ferro Leopoldina, está prevista participação do presidente no evento comemorativo ao Dia Internacional da Mulher: Mais Autonomia, Mais Cidadania e Menos Violência para as Mulheres.
Os setores da sociedade que defendiam um Estado fraco, frágil e omisso “quebraram a cara”, afirmou o presidente Lula em entrevista concedida às emissoras de rádio Globo e Transamérica, logo ao chegar a Governador Valadares (MG). Segundo Lula, o mercado não atende às pessoas mais pobres do País, cabendo ao Estado suprir essa demanda.
Durante quase uma hora de conversa, o presidente comentou as medidas tomadas pelo governo para enfrentar, com sucesso, a crise financeira mundial, lembrando que houve demissões em massa nos Estados Unidos e Europa, enquanto que o Brasil terminou 2009 gerando quase um milhão de postos de trabalho.
Par ouvir a íntegra da entrevista, clique aqui:
Segundo Lula, o Brasil encontrou seu caminho, investindo pesadamente em infraestrutura – recuperação de portos, ferrovias e rodovias, além de usinas hidrelétricas e gasodutos. Falou também sobre obras de unidades habitacionais e reurbanização de comunidades carentes, e deu destaque aos investimentos feitos no setor educacional.
“Estamos fazendo uma revolução no ensino médio brasileiro”, afirmou o presidente, lembrando que em seus oito anos de governo construirá mais escolas técnicas (214) do que todas feitas 1909 e 2002 (140). Lula voltou a defender o PAC, afirmando que o programa foi “a salvação da lavoura”, e disse que irá comprometer o Orçamento da União com o PAC 2, que vai de 2011 a 2015. Ele enfatizou que seguirá viajando País afora até o último minuto de 2010 inaugurando obras ou vistoriando os empreendimentos em construção no território nacional.
Na conversa, Lula queixou-se dos partidos de oposição que, por falta de propostas concretas, “não têm como competir”. Segundo o presidente, “ficam tentando impedir que o outro time jogue”. O presidente acha que os opositores “ficaram felizes” quando ele teve crise de hipertensão por acreditarem que diminuiria o ritmo de trabalho. “Vou continuar viajando até o último minuto. Até lá a festa é minha. Na manhã do dia seguinte penso passar o cargo para quem de direito. Vou fazer força para ‘fazer’ a minha sucessora”, disse ao explicar que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o acompanhará nas viagens enquanto puder pois ela é a responsável pelas obras em curso no país.
Na entrevista, o presidente afirmou que, na medida do possível, manterá os secretários executivos como substitutos dos ministros que deixarão o governo para se candidatarem em 2010. Segundo Lula, trata-se de uma solução mais viável para permitir a continuidade do funcionamento da máquina administrativa. Para o presidente, colocar no cargo alguém que não esta familiarizado com as respectivas pastas poderia dificultar os avanços dos projetos em curso no âmbito do governo federal.
Todo o conteúdo desse blog é originalmente do Blog do Planalto e está licenciado sob a CC-by-sa-2.5, exceto quando especificado em contrário e nos conteúdos replicados de outras fontes.