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A partir do próximo mês, os 45 hospitais federais universitários passarão a contar com recursos da ordem de R$ 100 milhões para reestruturação e revitalização. A medida é parte do entendimento entre os Ministérios da Saúde e da Educação anunciado durante reunião com o presidente Lula e 59 reitores de universidades federais, em Brasília. De acordo com a assessoria do ministro José Gomes Temporão (Saúde), o dinheiro será repassado pelo Fundo Nacional de Saúde, dentro do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Federais (REHUF).

Até o final deste ano, segundo a Saúde, outros R$ 200 milhões devem ser destinados aos hospitais universitários. A portaria que autoriza o repasse desse novo recurso pelo Ministério da Saúde foi publicada nesta terça-feira (20/7) no Diário Oficial da União. Esse valor deve ser incorporado aos contratos de metas estabelecidos entre os gestores estaduais e municipais com os respectivos hospitais.

“Esta liberação de recursos financeiros é um passo importante no sentido de garantir o fortalecimento da rede federal dos hospitais de ensino”, afirmou Temporão, lembrando que os hospitais beneficiados são importantes para o atendimento de média e alta complexidade (consultas, exames, cirurgias e tratamento em especialidades que exigem maior complexidade) em todo o País. “Além disso, são centros de formação de especialistas em saúde e centros qualificados de realização de pesquisas no campo da saúde e da medicina”, ressaltou o ministro.

O REHUF foi instituído em 27 de janeiro deste ano por Decreto Presidencial. Tem como objetivo criar as condições materiais e institucionais para que os hospitais universitários possam desempenhar plenamente suas funções em relação às dimensões de ensino, pesquisa e extensão, além da dimensão da assistência à saúde.

Os hospitais universitários desempenham as funções de centros de referência de média e alta complexidade para a rede pública de serviços de saúde. No REHUF, o financiamento dos hospitais universitários federais é partilhado entre as áreas de saúde e de educação, num sistema de pactuação global que ainda inclui o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. O programa serve para instituir mecanismos adequados de financiamento, progressivamente, até 2012.


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Os 59 reitores das universidades federais rasileiras bconquistaram, nesta segunda-feira (19/7), poderes para gerir os orçamentos e contratar profissional técnico sem passar pelo crivo do Ministério da Educação. Esta antiga reivindicação foi atendida pelo presidente Lula em cerimônia da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) realizada no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília. Em discurso, o presidente explicou que em certo momento chegou a indagar o ministro da Educação, Fernando Haddad, sobre o motivo de os seus antecessores não terem atendimento a demanda dos reitores.

“No fundo, talvez tenha sido o medo de vocês trazerem ideias novas. De pedirem mais dinheiro. Mas conseguimos quebrar preconceitos,” disse Lula ao assegurar que um governante não pode administrar o país sentado numa cadeira no gabinete.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

O presidente disse que, com a iniciativa de ouvir os diversos segmentos que representam a sociedade brasileira, foi possível conquistar muitos avanços. Além de ter se reunido oito vezes com os reitores das universidades federais desde 2003, Lula também participou de oito marchas dos prefeitos.

Assim conseguimos avançar em todos os segmentos da sociedade brasileira. Não é possível um governante achar que pode governar o País sentado numa cadeira. É preciso olhar a pessoas. Saber o que elas têm para dizer.

De acordo com o presidente, as conquistas dos reitores transformaram-se num direito que não deve ser mudado por quem o suceder na Presidência da República. Ele também contou sobre as conferências nacionais realizadas em seu governo que tiveram por princípio o debate de questões de interesse dos mais diversos setores da sociedade.

Aproveitando a reunião com os reitores, o Ministério da Saúde anunciou a liberação, por meio de portaria, de R$ 100 milhões para os hospitais universitários. O Ministério da Educação anunciou que dentro de 30 dias o presidente Lula terá uma reunião com os reitores dos institutos federais.


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Visivelmente emocionado com a presença de 218 formandos em medicina que estudaram com bolsas do ProUni, o presidente Lula afirmou estar diante da foto de sua vida (ver vídeo acima), em cerimônia realizada nesta quarta-feira (30/6) em Brasília. Os jovens presentes, que se formaram superando preconceitos e todo tipo de obstáculo, são grande motivo de orgulho para qualquer governante, disse Lula durante o evento, que marcou o início do seminário Perspectivas Profissionais na Área de Saúde, realizada em Brasília.

Muitos criticaram o ProUni, afirmando que o programa nivelaria por baixo a educação brasileira, num preconceito injustificável, criticou o presidente, lembrando que uma avaliação feita pelo Ministério da Educação comprovou que alunos do ProUni tinham desempenho superior a outros estudantes universitários em 15 áreas avaliadas. “Eles foram precocemente rejeitados por uma parte preconceituosa da elite brasileira”, criticou o presidente.

Não sei se até o dia 1º de janeiro vamos ter outra fotografia mais bonita do que essa para justificar a nossa passagem pelo governo. Porque o Brasil historicamente foi governado e pensado para atender uma pequena parcela da sociedade. Dava-se de barato que uma parte da sociedade tinha direitos e que poderiam fazer curso de doutorado, de graduação e de mestrado, e outra parte que estava predestinada a terminar o ensino fundamental, com muito custo fazer o secundário, e muito mais custo ainda arrumar um emprego.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

Um dos formandos presentes era Sara, do Pará, que vai ser formar médica no final do ano. O presidente contou aos presentes um pouco da história de Sara, que desde os três anos de idade queria ser médica e que enfrentou muitos problemas, financeiros e de saúde, para conseguir realizar seu sonho de infância. Lula elogiou a força de vontade de Sara que, segundo o presidente, afirmou: “Nós provamos que somos capazes, basta ter oportunidade. Agora eu quero retribuir o que o Brasil fez por mim.”

O presidente Lula lembrou que o Brasil foi um dos últimos países da América Latina a ter uma universidade e teve vários presidentes que passaram seu mandato inteiro sem investir em uma única universidade -- porque educação era considerado ‘gasto’ em vez de ‘investimento’, frisou Lula. Hoje, educação é prioridade de governo e assim foi possível chegar a números expressivos. “Em oito anos, eu, o Fernando Haddad (ministro da Educação) e o Zé Alencar (vice-presidente) já somos os que mais fizemos universidades federais neste País (ver aqui) “, lembrou o presidente, citando também o recorde de escolas técnicas criadas no Brasil durante o seu governo (ver aqui).

Isso tudo só aconteceu porque proibimos o uso da palavra gasto ao falar de educação. Dinheiro para educação deveria ser tratado como investimento, porque dá bom retorno ao País, estamos qualificando e preparando gente, para disponibilizar ao País inteligência, e não tem preço que pague isso.

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Desde sua criação, em 2005, o ProUni ofereceu 700 mil bolsas em todas as áreas do conhecimento para jovens com renda familiar de até três salários mínimos por pessoa, selecionados por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Neste ano, formar-se-ão os primeiros 425 alunos de cursos de Medicina que estudaram com bolsas do ProUni.

O Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, está ampliando a residência médica em especialidades e regiões identificadas como de alta relevância e com carência na oferta, para atender à população no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Ao optar por uma das especialidades e buscar a residência médica entre os programas que os Ministérios começaram a financiar neste ano, esses futuros médicos terão a possibilidade de prestar relevantes serviços à saúde pública brasileira.

Os objetivos do Seminário são aproximar a oferta da demanda; sensibilizar os futuros médicos para as perspectivas, possibilidades, desafios e relevância da atuação no SUS; avançar no processo de mudança da formação e do trabalho em saúde, na direção do fortalecimento do SUS; e estabelecer um cadastro desses profissionais e a eventual aproximação entre eles e os gestores de municípios remotos em que faltam médicos para atender à população.


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Se alguém pensa que o governo federal vai se deixar deslumbrar com os números do PIB divulgados terça-feira (8/6) pelo IBGE está redondamente enganado, afirmou o presidente Lula em discurso realizado nesta quarta-feira (9/6) em Natal durante inauguração de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas e entrega de ambulâncias do SAMU 192 em Natal, no Rio Grande do Norte. O crescimento do País em ritmo chinês, conforme observaram os jornais, e a geração de mais de 2 milhões de novos empregos este ano devem ser tratados com humildade, disse Lula.

A gente tem que tratar isso com muita humildade. A gente não pode sair por aí batendo bumbo não. A gente tem que continuar trabalhando com seriedade. Se alguém pensa que por conta das eleições eu vou rasgar nota de R$ 5, pode tirar o cavalo da chuva. Porque eu sei o que eu passei para chegar até aqui. Eu sei o que tentaram fazer comigo em 2005. Eu sei quantos torciam para que eu não desse certo neste País. Agora, com a ajuda de vocês, essas pessoas vão ter que aceitar algumas coisas.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

Lula afirmou que o Brasil tem se beneficiado das muitas parcerias formadas entre governo federal, prefeituras e governos estaduais, garantindo melhorias à vida da população. Os investimentos feitos em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e no SAMU são bons exemplos disso, afirmou. O Rio Grande do Norte, por exemplo, contará com 77 ambulâncias do SAMU 192 que cobrirá 95% das necessidades do estado, e terá 10 UPAs. “Quando o presidente da República fica brigando com o governador ou prefeito, sabe quem é que ganha? Ninguém”, disse ele, garantindo à prefeita de Natal, Micarla de Sousa -- que cobrou investimentos em drenagem e saneamento básico em sua cidade -- que se projetos forem apresentados, ela terá o dinheiro necessário para financiar as obras. “Porque a gente sabe que cada real que a gente investe em saneamento básico, a gente está economizando três, quatro reais em saúde.”

Segundo o Ministério da Saúde, o Samu/192 já foi universalizado em quatro unidades da Federação: Acre, Distrito Federal, Santa Catarina e Sergipe. Em todo o país circulam atualmente 1.488 ambulâncias, beneficiando 55,2% da população. Outras 2.312 foram adquiridas, sendo 1.100 já distribuídas. Até o final do ano serão 3.800 unidades entregues.

De acordo com o Ministério da Saúde, desde o início de 2009 já são 46 novos serviços de pronto-atendimento em funcionamento no país, contando com a UPA de Natal e iniciativas estaduais. A previsão é que até agosto deste ano mais 45 unidades sejam inauguradas. No ano passado, o governo federal autorizou a construção de 393 UPAs no país, com um investimento total de R$ 774,6 milhões. Até o fim do ano, serão 500 UPAs, totalizando mais R$ 1 bilhão de investimento.


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Selo do programa 7 anos em 7 minutosO grande mérito dos últimos sete anos do governo foi equilibrar o trabalho desenvolvido nos campos econômico, político e social, permitindo ao País alcançar um melhor equilíbrio na prosperidade de suas empresas e cidadãos. A avaliação é do vice-presidente José Alencar, que participou da série 7 Anos em 7 Minutos, destacando ainda o trabalho realizado nas relações exteriores.

O Brasil é hoje outro País, conhecido e respeitado no mundo inteiro, graças a essas idas do presidente Lula, às missões levadas por ele, que é um governo realmente abençoado porque trouxe ao Brasil condições de ocupar o lugar que lhe cabe naturalmente no concerto internacional.

O vice-presidente da República lembra que quase 25 milhões de brasileiros deixaram a pobreza absoluta nos últimos anos graças às ações empreendidas pelo governo, que tem como uma de suas prioridades o desenvolvimento social. Mas para isso, afirma, é preciso ter uma economia forte, próspera e independente.

Porque é através dessa prosperidade econômica é que vamos alcançar dias melhores para todos. Por isso o governo aplaude o desenvolvimento da indústria, do comércio, da agricultura. Tudo isso, 90 e tantos por cento, operado pelo setor privado. Mas isso não significa que não pertença ao País, porque a empresa é um bem da comunidade, seja ela pequena, média, grande, gigantesca, estatal, privada, cada uma delas é uma fração da economia. Então se nós queremos uma economia próspera, forte e independente para que se alcancem os objetivos sociais, é preciso que suas frações o sejam. Então o governo tem aplaudido a prosperidade empresarial como meio para alcançar o bem comum.

José Alencar destaca ainda o cuidado que o governo teve na preparação de seus recursos humanos, investindo pesadamente em escolas técnicas federais, universidades e extensões universitárias por todo o País, lembrando que tanto ele quanto o presidente Lula não têm diplomas.

Outro ponto importante a ser priorizado pelo governo para atingir os objetivos sociais é a manutenção do poder de compra da moeda brasileira, avalia o vice-presidente. Para isso, foi dada atenção especial ao controle da inflação, por meio do equilíbrio orçamentário e a responsabilidade fiscal.

Responsabilidade fiscal significa responsabilidade orçamentária, orçamento equilibrado. Esse é realmente o trabalho sério que se desenvolve no combate à inflação. Por isso tenho me preocupado muito com as taxas de juros básicas do Brasil. Porque elas tem nos levado a uma rubrica pesadíssima no orçamento de despesa da União. A rubrica mais pesada do orçamento.


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bom dia, MinistroAssim que for aprovado no vestibular ou no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o estudante brasileiro poderá acessar o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), afirmou o ministro Fernando Haddad (Educação) no programa Bom Dia, Ministro desta quinta-feira (15/4) em que conversou com âncoras de emissoras de rádio de todo o País. O Fies financia a graduação de quem não tem condições de pagar o curso. Em todo o Brasil estão ativos 351 mil contratos, no valor de R$ 3,6 bilhões. Para ampliar o acesso aos estudantes, o ministério baixou os juros de 9% para 3,4% ao ano e estabeleceu prazo para amortização de três vezes o tempo da graduação.

Haddad destacou ainda durante a entrevista o desenvolvimento pelo MEC de um programa para proporcionar literatura adequadad para adultos que estão em fase de alfabetização, além do trabalho que o Ministério vem fazendo para expandir as universidades federais e as escolas técnicas por todo o País.

Ouça aqui a íntegra do programa.


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O presidente respondeO eixo do mercado de trabalho no Brasil deu uma guinada e regiões mais carentes estão também contratando mão-de-obra. Isso ocorre graças aos investimentos que o governo vem fazendo em áreas mais pobres do País, afirmou o presidente Lula na coluna semanal O Presidente Responde desta terça-feira (13/4), em resposta à indagação do zelador de condomínio de São Paulo, José Zilmar Miranda: “Não está na hora de regionalizar a colocação de pessoas no mercado de trabalho?”:

Mais do que na hora, José. Mas isso já está acontecendo, graças aos investimentos que estamos fazendo nas regiões mais pobres, para equilibrar o desenvolvimento do país. Não apenas em grandes obras estruturantes, mas também em universidades, escolas técnicas e programas de qualificação profissional. Veja que de 2003 a 2009, os empregos com carteira assinada no Brasil cresceram 41%. E em praticamente todos os estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste o crescimento foi bem acima da média.

Para ler a íntegra da coluna, clique aqui.

O pecuarista de Goiânia (GO) Luiz Humberto de Oliveira Guimarães quis saber o motivo de no Brasil o produtor rural ser, segundo ele, marginalizado. O presidente afirmou que isso não ocorre, embora admita a existência de preconceito por parte de alguns setores da sociedade.

Mas é uma visão equivocada, que precisa ser esclarecida. Nós, do governo, sabemos muito bem o quanto sua atividade é fundamental para a eliminação da fome, o aumento das exportações e para o desenvolvimento do nosso País.

A terceira questão da semana foi apresentada por Michel Augusto Siqueira, impressor de Franca (SP), sobre a diferença comparativamente entre Brasil e Índia, em números no orçamento de cada país em pesquisas cientificas. Lula afirmou que o assunto é tão importante que motivou o governo a lançar o Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional 2007-2010.

Os recursos federais para a execução do PACTI neste período são de R$ 41,2 bilhões, metade dos quais no âmbito do Ministério da Ciência e Tecnologia e suas agências. Destacam-se também recursos oriundos do BNDES e dos ministérios da Saúde, Educação, Minas e Energia e da Agricultura. Nos três primeiros anos, foram investidos cerca de R$ 30 bilhões, quase 70% do total. No campo de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), o Brasil investiu 0,9% do PIB em 2004 e em 2008 já tinha aumentado para 1,09% do PIB. A Índia ficou abaixo do Brasil, investindo em P&D 0,89% do PIB em 2008. Os cálculos são da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Os nossos investimentos já estão rendendo frutos: em 2008, nós ultrapassamos a Rússia e a Holanda no número de artigos publicados em revistas científicas. Precisamos continuar avançando para alcançar um ciclo de desenvolvimento econômico sustentável e duradouro.


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Selo do programa 7 anos em 7 minutosAo expandir e interiorizar a presença federal nos municípios brasileiros, levando novos campi de universidades e institutos federais para todas as regiões do País, o Ministério da Educação está também expandido o horizonte educacional da juventude brasileira, que tem assim um acesso mais democrático e direto à universidade. A avaliação foi feita pelo ministro Fernando Haddad no 18ºprograma da série 7 Anos em 7 Minutos que o Blog do Planalto publica nesta quarta-feira (31/3).

Essa capilaridade do MEC permite ao jovem, sem migrar para os grandes centros, para as capitais, ter acesso à educação superior na sua região. Nós também temos a Universidade Aberta do Brasil, que está em mais de 550 municípios, com a previsão de chegar a 720 até o final de 2010. Nós estamos construindo um sistema federal de educação profissional e de educação superior que expande como nunca o horizonte da nossa juventude, que vai poder pensar a sua formação a partir de um novo paradigma de acesso mais democrático, mais direto à universidade, que inclusive conta com recursos adicionais para assistência estudantil, porque se é verdade que o acesso precisa ser garantido, de outro lado nós temos que garantir a permanência e a conclusão dos estudos -- um desafio enorme para um País que relegou por um século, pelo menos, a educação a um segundo plano.

Haddad afirma que, se fosse apontar um diferencial do governo Lula em relação aos anteriores em relação à educação, seria a “visão sistêmica” que teve da educação. Destaca ainda a multiplicação dos recursos de sua pasta, que passaram de R$ 18 bilhões em 2003 para R$ 53 bilhões em 2010, permitindo ao Ministério da Educação promover inúmeras ações e programas de sucesso, como o Fundeb.

Foi dada atenção especial também, afirma Haddad, à valorização do professor -- por isso os grandes investimentos no ensino superior, para melhorar a formação deles e, assim, melhorar também a educação básica do País.

Só é possível enfrentar o desafio da educação básica, com a valorização do magistério, se nós abrirmos para a entrada dos professores da educação básica. Ou seja: se nós não investirmos na educação superior, nós não teremos uma educação básica de qualidade.

Veja aqui nosso infográfico sobre escolas técnicas no País.

E confira aqui o infográfico sobre a expansão das universidades.


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O presidente respondeA distribuição da renda do petróleo entre estados e municípios brasieiros, a disponibilidade de vagas nas universidades federais para pessoas de famílias com renda de até três salários mínimos e a criação de uma lei que permite a idosos viajar de graça pelo País foram os temas das perguntas da coluna O Presidente Responde desta semana, respondidas pelo presidente Lula.

Para ler a coluna na íntegra, clique aqui.

Da aposentada Vanda Cáceres Gonçalves, de Campo Grande (MS), veio a sugestão para que o governo acompanhasse mais de perto como governos estaduais e prefeitos gastam a renda do petróleo. Lula lembrou que foram enviados ao Congresso projetos para definir o marco regulatório da exploração do Pré-sal, o regime de partilha e o fundo social, assuntos mais importantes do que a divisão dos royalties, que deveria ser discutida mais tarde.

Decidimos deixar a fórmula da divisão dos royalties para mais tarde. Mas esta questão foi a primeira a ser debatida no Congresso. Começaram a disputar o pirão antes mesmo da pescaria. Diante das divergências cada vez mais agudas, o governo federal aceitou perder recursos para favorecer um acordo, fechado com líderes partidários, governadores dos estados produtores e outros governadores. Mas, na hora H, prevaleceu o enfrentamento. Volto a dizer: o momento não é apropriado para essa discussão. Nós não podemos deixar que as paixões momentâneas influenciem decisões que devem valer por décadas. Eu espero que o Congresso, passadas as eleições, saiba encontrar uma solução que contemple todos os estados. Sobre os recursos dos royalties, acho que estados e municípios não devem gastar com custeio. A prioridade deve ser a educação.

Saliel Lopes Pereira, vigilante de Aracruz (ES), sugeriu que as universidades federais fossem destinadas apenas a pessoas de famílias com renda de até três salários mínimos, afirmando: “É injusto um filho de juiz ou médico, que estudou em escola particular, disputar uma vaga com quem estudou em escola pública.” O presidente Lula afirmou que o conceito de educação pública não faz separação por nível de renda e explicou os critérios adotados hoje:

Nosso trabalho tem sido o de construir as condições para que os mais pobres tenham mais acesso ao ensino público. Estamos criando, em oito anos, 14 novas universidades e 105 novas extensões universitárias. Dobramos o número de vagas de ingresso nas universidades, que passaram de 113 mil, em 2003, para 227 mil, em 2009. Criamos o ProUni, que concede bolsas para 596 mil jovens de famílias carentes cursarem faculdades particulares. Além do mais, o Enem praticamente eliminou o vestibular convencional, cheio de armadilhas para quem não tinha condições de frequentar cursinhos.

O repórter fotográfico de Ribeirão Preto (SP) Firmino Luciano Píton, de Ribeirão Preto (SP), questionou o presidente sobre a implantação da lei para que idosos possa viajar de graça pelo país. Lula lembrou ao leitor que esse direito está garantido pelo Estatudo do Idoso e que todas as empresas de transporte rodoviário interestadual têm que reservar dois assentos gratuitos em cada ônibus para os idosos. E deu o caminho das pedras para quem tiver o seu direito desrespeitado:

Quando a empresa se negar a respeitar a lei, o idoso deve fazer sua reclamação nos postos da Agência Nacional de Transportes Terrestres nos terminais rodoviários ou pelo telefone 0800-610300. Além disso, o governo federal criou, há três anos, em parceria com operadoras de turismo, o programa Viaja Mais Melhor Idade, que oferece pacotes com descontos de 50% em 2 mil hotéis nos períodos de baixa temporada. Só no ano passado, foram vendidos 180 mil pacotes. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 0800-7707202.


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O Brasil voltou a acreditar no Brasil. E mais do que isso: está trabalhando como nunca tornar essa confiança em desenvolvimento para o País. Em entrevista concedida ao programa Pampa Boa Noite, da TV Pampa Porto Alegre (RS), e veiculada na noite de sexta-feira (5/2), o presidente Lula conversou durante cerca de meia hora sobre os projetos que estão mudando a cara do Brasil e dando cada vez mais projeção ao País no cenário internacional. A chave do sucesso, segundo o presidente, é a parceria com governadores e prefeitos e a firme decisão de se investir em áreas estratégicas como infraestrutura e educação.

Falou também da crise de hipertensão que o fez cancelar viagem a Davos, onde receberia um prêmio, e da importância do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A entrevista foi dividida em quatro partes. Veja abaixo os vídeos, com um resumo de cada trecho.

Parte 1

No início da entrevista, Lula contou detalhes da noite (27/1) em que se sentiu mal em Recife (PE), pouco antes de viajar para Davos (Suíça), onde receberia o prêmio Estadista Global 2009 no Fórum Econômico Mundial. Garantiu que sua saúde está em perfeita ordem e que continuará trabalhando. Conversou também sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e os empregos e renda que vem gerando pelo País.:

Na verdade ele permitiu que o governo assumisse outra vez a responsabilidade de gerenciar os investimentos de infraestrutura no Brasil. Nós tivemos um período de investimento em infraestrutura no governo Juscelino Kubitschek, depois tivemos um outro no governo Geisel, depois tivemos quase que uma paralisia de investimentos em infraestrutura, ou seja, ficava por conta do potencial do Estado ou ficava às vezes por conta de um dinheiro que sobrava no governo federal. Mas não tinha, depois do governo Geisel, um planejamento em infraestrutura. E nós então resolvemos fazer o PAC que era para gente assumir um compromisso público com o Brasil, assumir compromisso de governo e nós então lançamos o PAC em janeiro de 2007.

Parte 2

A conversa nesta segunda parte da entrevista abordou iniciativas na educação, como a construção de universidades e escolas técnicas e criação de programas como o Prouni, e a importância de se manter investimentos nos estados para evitar que sofram retrocesso em seu desenvolvimento.

Parte 3

Neste trecho da entrevista, Lula falou sobre segurança pública, a necessária boa relação com governadores e prefeitos, e os investimentos feitos na Petrobras, que permitiram que fossem encontradas jazidas de petróleo na camada Pré-sal. Comentou também o bom momento do País e como isso tem ajudado no fortalecimento da auto-estima do brasileiro, que já fala de igual para igual com qualquer outra nação do mundo.

Lula relembrou um episódio ocorrido em uma reunião do G8 na cidade francesa de Evian, como exemplo da nova postura adotada pelo Brasil diante de outros países:

Quando eu fui a primeira vez a Evian (França) [em reunião do G8], estavam sentados o Celso Amorim (ministro das Relações Exteriores), o (então) secretário-geral da ONU, Kofi Annan, e eu. Eu tinha chegado, fui na mesa, tinha cumprimentado todo mundo que estava lá, e fui sentar. Aí quando chegou o Bush, todo mundo levantou. Aí eu falei para o Celso (Amorim): ‘A gente não vai levantar. E ele vai vir aqui do mesmo jeito. Ele cumprimentou todo mundo que estava em pé e foi lá na nossa mesa, cumprimentou e sentou lá. Um gesto pequeno mas é um gesto que você tem que fazer para mostrar que você não é subalterno, você não é inferior. Você é igual. Você é chefe de um estado igual o Bush é, igual o Sarkozy (presidente da França) é, a Angela Merkel (chanceler da Alemanha) é, o Zapatero (primeiro ministro da Espanha) é.

Parte 4

O intenso trabalho feito para trazer os Jogos Olímpicos de 2016 para o Brasil foi um dos temas desta última parte da entrevista. “O Brasil vai ganhando as coisas porque trabalha”, afirmou o presidente Lula. “O Brasil voltou a acreditar no Brasil.” Lula falou também sucessão presidencial e para o governo estadual no Rio Grande do Sul. Mais uma vez ressaltou a importância de se trabalhar em parceria com estados e municípios:

Pergunte para qualquer governador. Pergunte para o José Serra (SP), pergunte para o Eduardo Braga do Amazonas, escolha… o Jarbas Vasconcelos (PE), que é minha oposição no Senado e foi governador durante quatro anos, se em algum momento faltou dinheiro para eles. (…) Se o governo federal continuar com essa prática de trabalhar junto com os estados, eu digo o seguinte: em dez anos a gente muda definitivamente a cara desse País. Aí o Brasil será quinta potência mundial, a quarta. Daqui há 20 anos a gente vai ouvir falar muito deste País. E eu espero estar vivo para ver tudo isso acontecer.


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