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O governo trabalha para colocar à disposição de estudantes linhas de financiamento para universidades privadas. A novidade foi apresentada pelo presidente Lula, na noite da última terça-feira (18/8), em evento realizado em Petrolina, sertão de Pernambuco. Para uma plateia de universitários, o presidente revelou que existe um estudo com esta finalidade. Os primeiros detalhes dizem que o valor devido terá uma correção a taxa de 3,4% ao ano e, após a conclusão do curso, o aluno terá carência de 18 meses e poderá saldar a dívida em até 16 anos.

Lula compareceu ao campus da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) para cerimônia de inauguração do complexo administrativo e do centro de convivência do Campus Petrolina e das obras do campus de Ciências Agrárias. Segundo revelou o presidente, a proposta foi apresentada pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, que disse à época: “Presidente, se a gente conseguir criar esse programa, vai ter muito americano com inveja dos brasileiros, porque será o programa de financiamento mais sofisticado que se tem conhecimento e com maior tempo para as pessoas pagarem”.

O presidente Lula destacou ainda que nos dias atuais os jovens têm dificuldades de acesso aos empréstimos bancários, em maior escala, pela exigência de fiador. Ele contou que o candidato pede o aval a um amigo e a resposta mais comum é que ele precisa consultar a mulher e, no dia seguinte, responde de modo negativo. Ou quando solicita para uma mulher, ela diz que vai consultar o marido e retorna com outra negativa sobre o pedido de fiança.

Então, nós queremos criar um fundo garantidor, assumido pelo próprio governo, para a gente fazer financiamento para jovem pobre que queira estudar. Este jovem vai pagar quanto de juro, Fernando? 3,4% ao ano, este jovem vai ter… durante o momento em que ele está estudando, ele não paga nada; depois que ele se formar, ele tem acho que um ano e meio de carência e, depois, ele tem 16 anos para pagar esse dinheiro que ele tomou emprestado para se formar. Bem, se ele, em algumas áreas – eu vou falar de uma só, na área da saúde –, se formar e ele for prestar serviço, um serviço público, em uma região que mais necessita, sobretudo no SUS, a cada ano que ele trabalhar desconta um pouco daquilo que ele ia pagar, portanto, ele pode até não pagar nada do estudo que ele se formou.

Durante a cerimônia, o presidente Lula foi convidado pelo reitor da Univasf, José Weber Macedo, para comparecer no ano que vem à universidade para dar uma aula inaugural. Ao encerrar o discurso, Lula confirmou que retornará a Petrolina, em 2011, para conversar com os universitários.


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São histórias como a do jovem Geílson Ribeiro de Lima, cuja entrevista ao Blog do Planalto você pode conferir no post anterior, que deixam realizado o presidente Lula, segundo o próprio afirmou durante visita às obras da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Petrolina (PE). Geílson, ex-engraxate, é um dos milhares de brasileiros que conseguiram vaga na universidade graças ao Programa Universidade Para Todos (ProUni), explicou Lula em seu discurso.

Quando vejo a história do Geílson, eu me sinto realizado. Porque tudo começou com uma discussão de como a gente iria facilitar a entrada de jovens na universidade. (…) Por conta dessa discussão surgiu o Prouni, que já colocou 704 mil jovens na universidade brasileira, e 118 mil já se formaram.

Para ouvir o discurso, clique aqui:

Lula, que se comprometeu a voltar à Univasf para dar a aula-magna aos alunos da instituição, reafirmou o caráter de seu governo, que não discrimina prefeitos e governadores de acordo com os respectivos partidos político. “Não é assim que funciona a minha cabeça republicana”, disse o presidente, lembrando que sofreu muito preconceito e ofensas até chegar à Presidência da República e que por isso mesmo não seria “pequeno como eles foram comigo”.

Segundo o presidente, o povo está mais esperto hoje, não aceita mais sem questionar a opinião de quem aparece na TV. Os brasileiros aprenderam a pensar com sua própria consciência, disse, ganhando assim mais maturidade política.

Muitas vezes as pessoas do lado de lá diz uma coisa e acontece outra coisa do lado de cá. Ninguém é mais tonto. Quando alguém tenta fazer uma sacanagem qualquer, o blog ‘taí’ para todo mundo ver, o twitter ‘taí’ pra todo mundo ver. Ninguém mais consegue repetir o que fizeram comigo em 1989, ninguém consegue mais. O povo ‘tá’ esperto, o povo aprendeu.


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Geílson Ribeiro da Silva tinha tudo para ser apenas mais um na estatística de jovens humildes. Quando criança e adolescente, vendia picolé e engraxava sapatos pelas ruas de Ouricuri, município do sertão pernambucano, distante 213 quilômetros de Petrolina. Mas era grande o seu desejo de cursar uma universidade e isso o fez mudar radicalmente seu destino. Saiu de casa e foi para Petrolina, onde tempos depois começou a frequentar as aulas da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf).

“O estudo é uma forma de retribuir aos meus pais”, disse emocionado ao lado da mulher Mariana Rodrigues, da filha Maria Clara e da mãe Francisca Ferreira da Silva, que veio especialmente para ver o filho discursar para o presidente Lula na cerimônia desta terça-feira (17/8) que marca a inauguração do complexo administrativo do centro de convivência do campus Petrolina, bem como das obras do campus de Ciências Agrárias da Univasf.

Geílson diz que tem muito a agradecer ao presidente Lula pela criação da universidade, que atualmente lhe concede um estágio no Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI). Seu sonho agora é poder retribuir sendo professor da Univasf, ensinando a outros jovens tudo o que aprendeu.

Mesmo sabendo que setor de Tecnologia da Informação abre os horizontes, o jovem sequer tem planos de deixar Petrolina. Quer ser feliz com a família e seguir no trabalho na cidade que o acolheu e lhe deu oportunidade de viver com a ajuda de custo de R$ 367,00 e mais o auxílio transporte.


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EntrevistasCom as obras de infraestrutura tocadas pelo governo federal, o Nordeste brasileiro vive um período de ouro. A avaliação foi feita pelo presidente Lula, nesta terça-feira (17/8), durante entrevista a emissoras de rádio de estados nordestinos. Para o presidente, as oportunidades criadas nos nove estados do Nordeste permitirão que dentro dos próximos dez anos a região esteja transformada. Lula apontou também um outro fenômeno: o processo de migração dos nordestinos para as regiões Sul e Sudeste se inverte. Agora, os nordestinos estão retornando para suas cidades de origem e, com isso, buscam investir em negócios.

Instigados pelos radialistas, o presidente respondeu a questões como críticas de políticos de oposição o governo federal sobre investimentos na região. Segundo Lula, um levantamento comparativo com os últimos 30 anos irá concluir que o seu governo destinou mais recursos para a região se somados os recursos destinados por seus antecessores. Atualmente, além da Ferrovia Transnordestina, estão em curso o canal do rio São Francisco, a Ferrovia Norte-Sul, dentre outros empreendimentos. Na próxima sexta-feira, a Petrobras deve concluir as negociações para as obras da refinaria no Ceará. Lula defendeu também um estaleiro para aquele estado.

Ouça aqui a íntegra da entrevista:

No Piauí, Lula acredita na possibilidade de uma reserva de gás igual a encontrada no Maranhão. O presidente informou que o rio Parnaíba deve contar com a construção de usinas hidrelétricas. “Eu acho que as coisas estão indo bem. Nos próximos 10 anos, quem vier para o NE não vai reconheçe-lo de tão bonito que ele vai ficar”, disse.

O presidente queixou-se do aparelho fiscalizador do Estado que impede a realização de obras [por parte do governo federal e informou que após as eleições irá trabalhar na conclusão de um marco regulatório. Segundo ele, se o então presidente Juscelino Kubstichek viesse a construir Brasília nos dias atuais enfrentaria problemas para tocar as obras.

Na mesma entrevista, Lula acusou a oposição de acabar com a CPMF como vingança. “O nosso adversário está com dificuldades. As vezes fica tentando dizer coisa. Na área de saúde, essas pessoas esquecem para se vingar não de mim, mas do povo pobre acabaram com a CPMF. Tiraram por pura vingança”, disse.

Em seguida, afirmou que durante seus dois mandatos deu o mesmo tratamento para governantes de situação e de oposição. Depois, comentou que desde os anos 80, quando atuou como dirigente sindical na região do ABC paulista até os dias atuais nunca verificou placas nas empresas anunciando contratação de mão de obra. “O Brasil está se consolidando com economia estável e crescente. É um processo que não tem retorno. Não tem volta”, afirmou.

Após a entrevista, Lula seguiu para Salgueiro, no sertão pernambucano. Lá, ele visita canteiro de obras da Ferrovia Transnordestina e fábrica de dormentes e brita, além de inaugurar campus do Instituto Federal do Sertão de Pernambuco. No início da noite, Lula retorna a Petrolina para inaugurações de prédios da Univasf  (Universidade Federal do Vale do São Francisco).


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Para fazer frente à crescente demanda por mão de obra, o Instituto Federal do Sertão Pernambucano preparou o curso de edificações de olho nas obras da Ferrovia Transnordestina, empreendimento de 1.728 quilômetros que passará pelos estados de Pernambuco, Piauí e Ceará. O objetivo do instituto é dar uma profissão aos jovens de Salgueiro, um dos municípios mais carentes do interior pernambucano.

O ponto de partida será dado na terça-feira (17/8), quando o presidente Lula inaugura o campus do instituto, visita o canteiro de obras da Aliança Transnordestina e da maior fábrica de dormentes da América Latina. Pela manhã, no Aeroporto de Petrolina – distante 270 quilômetros de Salgueiro – Lula concede entrevista para emissoras de rádio locais e no fim da tarde, na mesma cidade, inaugura um prédio da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf).

O reitor do instituto federal, Sebastião Rildo, conversou com o Blog do Planalto, explicando o processo de expansão dos cursos técnicos no estado. Ele disse que há cinco anos, o instituto tinha 650 alunos. Atualmente, 3.680 cidadãos buscam aprender uma profissão nas salas da institutição. A procura pelos cursos técnicos, segundo Rildo, permitirá a construção de mais três campi na região.

Se por uma lado, jovens e adultos estão buscando aperfeiçoamento profisional, por outro, os dados divulgados por técnicos do governo sobre a ampliação da malha ferroviária impressionam. Os analistas Marcelo Calado e Bruno Marques, do Ministério dos Transportes, informaram que somente a Transnordestina oferecerá 10 mil empregos. De acordo com estudos da Sudene, ao longo dos 123 municípios de três estados, a ferrovia irá gerar 550 mil oportunidades de trabalho diretas e indiretas.

Além disso, o governo tem um plano para ampliar a malha ferroviária dos atuais 28 mil quilômetros para 50 mil quilômetros até o ano 2025. Em setembro, sairá o edital para a construção da Ferrovia Oeste-Leste. Existem também as obras da Ferrovia Norte-Sul. Todos os empreeendimentos permitirão a interligação com portos brasileiros, reduzindo o custo do transporte, atualmente com forte influência no modal rodoviário.


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