Entries tagged with “Unasul”.


Foto oficial dos chefes de Estado e Governo da União Sul-Americana de Nações (Unasul). Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Viagens internacionais Após marcar presença na cerimônia de posse do presidente do Peru, Ollanta Humala, a presidenta Dilma Rousseff participou da reunião de cúpula da União Sul-Americana de Nações (Unasul), ontem (28/7), em Lima. Em seu discurso, a presidenta defendeu a integração sul-americana sem que nenhum país “se imponha sobre os demais pelas dimensões do território, de sua população ou pelo tamanho do seu Produto Interno Bruto”.

Dilma Rousseff salientou a necessidade de crescimento com inclusão e chamou a atenção dos demais países para a priorização dos segmentos mais vulneráveis das sociedades. Ela apresentou dados de estudo elaborado pela Cepal, com o apoio da Unasul, que demonstra as taxas mais reduzidas de pobreza e de indigência desde 1990 nos países do bloco: 32,13%. Segundo a presidenta, o fato atribui-se à presença de “governos mais democráticos e representativos das camadas menos favorecidas” e ilustra que avanços foram conquistados, apesar da necessidade crescente de investimentos. Nesse ponto, a presidenta brasileira citou o Plano Brasil sem Miséria, que visa retirar da pobreza extrema 16,2 milhões de pessoas.

“Nós, que temos um compromisso com o combate à pobreza extrema, sabemos que isso requer vultosos investimentos na área social, tendo como objetivo a universalização de serviços essenciais, como os de saúde, educação e previdência. Esse desígnio, eu tenho certeza, orienta as ações dos governos e dos países da região”, disse.



Dilma Rousseff defendeu a realização de reuniões periódicas da Unasul para tratar do enfrentamento da nova etapa da situação internacional, que, segundo ela, “se caracteriza pela não superação, pelos países desenvolvidos, da crise de 2008, de políticas econômicas e de políticas de disputa que colocam o mundo à beira de situações muito precárias”. Ela frisou que os países sul-americanos têm que se defender do “mar de liquidez” que se dirige sobre as economias dos países em desenvolvimento.

“Não podemos incorrer no erro de comprometer tudo o que conquistamos, não porque quiséssemos ou por erros que cometêssemos, mas por conta dos efeitos de uma conjuntura internacional desequilibrada que estamos enfrentando.”

Ouça abaixo íntegra do discurso da presidenta Dilma Rousseff:


Unasul - O bloco é formado por 12 países e tem como objetivo promover a integração regional, política, econômica e social do continente. O encontro no Peru foi a primeira reunião de cúpula da Unasul desde a entrada em vigor do tratado constitutivo do bloco, em março de 2011.

Até agora, dez países já aprovaram a adesão ao bloco em seus parlamentos nacionais: Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Guiana, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela. O Brasil foi o décimo país a fazer a adesão, em julho; a constituição formal do bloco aconteceu automaticamente quando ocorreu a aprovação pelo nono país. Colômbia e Paraguai ainda não aprovaram.

Além da presidenta Dilma, mandatários de outros nove países estiveram presentes. Entre os integrantes do bloco, não participaram apenas os presidentes Hugo Chávez e Fernando Lugo, da Venezuela e Paraguai, respectivamente.


[13] Comentários

Presidenta Dilma Rousseff e o presidente do Uruguai, José Mujica, durante declaração à imprensa, em Montevidéu. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Viagens internacionais Os governos do Brasil e do Uruguai reativarão, até o fim de 2011, a conexão ferroviária entre os dois países, nos trechos Santana do Livramento – Cacequi (RS) e Rivera – Montevidéu, e irão acelerar as obras da ponte sobre o Rio Jaguarão. A informação é da presidenta Dilma Rousseff, que concedeu declaração à imprensa ao lado presidente do Uruguai, José Mujica, nesta segunda-feira (30/5), em Montevidéu, onde realiza visita oficial.

Dilma Rousseff afirmou que Brasil e Uruguai seguirão adiante com os grandes projetos de integração física, logística e energética, fundamentais para o desenvolvimento da região fronteiriça, num esforço de “criar uma sinergia de desenvolvimento entre o norte do Uruguai e o sul do Brasil”. Segundo a presidenta, os governos darão prioridade também aos trabalhos de dragagem, sinalização e balizamento para a implantação da hidrovia Uruguai-Brasil, utilizando a Lagoa Mirim como portal de entrada e de escoamento “em prol do desenvolvimento integrado econômico e social” da região.

Ouça abaixo íntegra da declaração à imprensa concedida pela presidenta Dilma Rousseff, durante visita de Estado ao Uruguai:

Na área de inovação, ciência e tecnologia, a presidenta deu ênfase à implantação da TV digital no Uruguai, que adotou o modelo nipo-brasileiro, e citou acordos bilaterais nos campos da biotecnologia, nanotecnologia, tecnologias da informação e telecomunicações. “Tais esforços incorporarão importante vertente educacional”, completou. Disse, ainda, que Brasil e Uruguai adotaram – a partir do encontro em Montevidéu – um plano de ação conjunto para a massificação do acesso à internet em banda larga.

“Nos nossos países o futuro já começou”, defendeu a presidenta.

Quanto à cooperação em temas sociais, Dilma Rousseff comunicou a assinatura do memorando de entendimento na área de habitação e planejamento urbano, por meio do qual o Brasil irá compartilhar a experiência do programa Minha Casa, Minha Vida. Além disso – continuou a presidenta – foi firmado acordo relativo à segurança pública, que estabelece base jurídica para iniciativas de cooperação entre os países.

Outro ponto importante da reunião, segundo a presidenta brasileira, foi a criação de marco jurídico para o aumento do intercâmbio bilateral de energia elétrica. Pelo acordo firmado, os países contarão com o suprimento adicional da linha de transmissão de 500 kV que será construída entre San Carlos e Candiota, com conclusão prevista para 2013.

“As decisões tomadas nesta visita consolidam o que nós acreditamos ser uma relação estratégica entre o Brasil e o Uruguai. Uma relação estratégica que deve olhar para o futuro (…). Temos o orgulho de poder dizer que somos uma das regiões que mais crescem no mundo”, disse.

Multipolaridade – O encontro entre os presidentes do Brasil e Uruguai foi oportunidade para se discutir o quadro internacional “extremamente complexo”, avaliou a presidenta Dilma Rousseff. Ela citou os vinte anos de criação do Mercosul e os avanços da Unasul “em prol da integração regional, da paz, estabilidade e segurança da América do Sul”.

Frisou, entretanto, a necessidade de um mundo multipolar, “no qual as responsabilidades dos Estados, grandes ou pequenos, sejam determinadas pela contribuição de cada um à paz, ao diálogo e à cooperação, e não pelo seu potencial de afirmação pela força ou pela ameaça do uso da força”.

“Coincidimos [Brasil e Uruguai] em nossa visão comum de um mundo multipolar e inclusivo”, frisou.


[17] Comentários

Viagens internacionaisOs governos federal e do Rio de Janeiro têm, juntos, a força necessária para vencer o crime organizado que desde domingo (21/11) promove atos de violência e vandalismo, afirmou o presidente Lula após participar, nesta sexta-feira (26/11) da sessão de abertura da IV Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), em Georgetown (Guiana). O importante agora, disse, é trabalhar em parceria para garantir paz à população – sempre respeitando a soberania do estado.

O que o Sérgio Cabral [governador do estado do Rio] pedir e estiver dentro da lei podem estar certos de que faremos para ajudar o Rio de Janeiro. Para nós é uma alegria saber que nós temos força para vencer o crime organizado.

Lula explicou aos jornalistas que o governador Cabral vem recebendo todo o apoio por parte do Palácio do Planalto. “O Sérgio Cabral tem facilitado. Ele não tem vergonha. Ele não tem medo. Ele não fica com pequenez de achar que é interferência. Na medida em que ele precisou e pediu ele foi atendido. É assim que tem que ser feito”, disse o presidente, lembrando que as forças federais – inclusive o Exército – vão atuar em apoio às autoridades do estado do Rio.

Em seguida, Lula se deslocou para o Aeroporto Internacional Cheddi Jagan onde embarca num voo para Manaus (AM). Às 18 horas (horário de Brasília), Lula participa de cerimônia de inauguração do parque termelétrico a gás na região Norte Termelétrica de Tambaqui. Depois, tem a inauguração de unidades no Conjunto Habitacional Cidadão XII. Às 23 horas, toma um voo para São Paulo.

Ouça aqui a íntegra da entrevista:


[15] Comentários

Viagens internacionaisO governo federal está em contato direto com o governo do Rio de Janeiro e não medirá esforços para ajudar o estado a combater a onda de violência que já causou a morte de 32 pessoas, afirmou o presidente Lula em entrevista nesta quinta-feira (25/11), em Georgetown (Guiana), onde está para participar de reunião de Cúpula da Unasul. O Ministério da Defesa assinou hoje à noite a diretriz ministerial que garante o envio de 800 homens do Exército para a proteção das áreas que forem ocupadas pela polícia carioca, dois helicópteros da Força Aérea (FAB) e 10 blindados de transporte. Além disso serão fornecidos equipamentos de comunicação entre aeronaves e tropas em solo, além de óculos para visão noturna.

“Não é humanamente explicável que 99% de pessoas de bem, trabalhadoras que querem viver em paz, sejam molestadas do jeito que está no Rio de Janeiro. Portanto, o Rio de Janeiro pode ficar tranquilo que nós estaremos 100% apoiando o Rio de Janeiro e o povo do Rio de Janeiro”, disse o presidente Lula após cerimônia em que foi homenageado na capital da Guiana.

Ouça a entrevista que o presidente Lula concedeu em Georgetown:


[4] Comentários

Viagens internacionaisO Brasil está determinado a trabalhar pela convergência dos processos de integração política e econômica da América do Sul, América Central e Caribe e prioriza, em sua política externa, uma relação baseada na diplomacia da solidariedade e do entendimento entre iguais. Essa foi a tônica do discurso do presidente Lula nesta quinta-feira (25/11), em Georgetown, durante cerimônia em que foi condecorado com a Ordem de Excelência, a mais alta distinção guianesa.

Sempre uso a imagem de que não é possível o Brasil desenvolver-se sem que seus vizinhos também encontrem o caminho da paz e da prosperidade. Nossa empreitada é um trabalho comum. Esse espírito de fraternidade é a base indispensável de uma América do Sul mais unida, próspera e justa.

Os presidentes Lula e Bharrat Jagdeo, da Guiana, em cerimônia realizada em Georgetown que homenageou o presidente brasileiro. Foto: Ricardos Stuckert/PR

O presidente brasileiro fez questão de enfatizar o esforço do Brasil em consolidar “o destino continental da Guiana”, lembrando o avanço dos dois países na relação bilateral. Como exemplo, citou a criação do Comitê de Fronteira, o acordo “Regime Especial Fronteiriço e de Transporte para as Localidades de Bonfim e Lethem”, que será implantado em breve, e a inauguração da ponte sobre o rio Tacutu, primeira ligação física entre os dois países.

Ao presidente guianense, Bharrat Jagdeo, Lula ratificou que é necessário somar esforços e continuar estabelecendo “sólidas pontes de diálogo e cooperação”, para enfrentar com maior êxito os desafios da integração regional. Segundo ele, os dois países devem trabalhar juntos para o fortalecimento da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica e a posição dos países amazônicos nas negociações sobre mudança do clima.

Nesse sentido devemos impulsionar juntos o projeto de integração não só da América do Sul, mas também da América Latina e Caribe. Esperamos contar com apoio da Guiana para iniciar as negociações Mercosul-Caricom, tão logo o bloco caribenho esteja pronto.

Após a cerimônia, o presidente Lula foi homenageado com uma apresentação cultural local e, em seguida, participa de um jantar com os chefes de Estado da Unasul.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente Lula durante a cerimônia:


[25] Comentários

Viagens internacionaisA inclusão de uma cláusula democrática no Tratado Constitutivo da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) é um dos principais assuntos que os chefes de Estado discutirão na próxima sexta-feira (26/11), em Georgetown, na Guiana, durante a IV Cúpula da Unasul. O presidente Lula será um dos principais defensores da inclusão de um protocolo adicional que funcione como um mecanismo para defender as democracias da América do Sul.

O embaixador Antônio Simões, delegado brasileiro na Unasul, explica que a há um consenso a respeito da necessidade da inclusão de uma cláusula que consolide o compromisso da organização com a defesa dos princípios democráticos. “Se alguma democracia estiver ameaçada, a Unasul vai ter um mecanismo de proteção: esse país vai ser suspenso da organização enquanto a democracia não for restabelecida”, disse.

A Cúpula de Georgetown marca o final da presidência pró-tempore do Equador e o início da presidência da Guiana. Além disso, será discutido o nome de quem sucederá Nestor Kirchner na Secretaria-Geral da Unasul. O ex-presidente da Argentina faleceu no último dia 27 de outubro, deixando vago o cargo de Secretário-Geral da organização.

Na opinião do embaixador, direitos humanos também serão pauta central das conversas entre os presidentes, que avaliarão se a Unasul deve ou não ter o seu conselho de direitos humanos. A iniciativa foi lançada pelo Brasil em junho de 2009, como forma de fortalecer a participação de todos os países da América do Sul em reuniões dedicadas ao diálogo e à cooperação em direitos humanos no plano regional.

Essa discussão existe não porque os países não têm interesse em direitos humanos, porque a maioria dos países da Unasul já discutem direitos humanos no espaço de países Mercosul e países associados. Então a ideia que agente tem é de discutir se precisa realmente de um novo âmbito ou se nós vamos tratar isso dentro do âmbito que existe hoje.

A Cúpula discutirá também medidas de fomento à confiança e segurança, aprovadas pelo Conselho de Defesa da Unasul. “São medidas que levam os países a ver o outros como aliados na averbação da ordem democrática, na preservação da paz, na preservação da segurança interna. São medidas que levam os países a trabalhar mais na área da cooperação”, explica Simões.


1 Comentário

Viagens internacionaisA inclusão de uma cláusula democrática no Tratado Constitutivo da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) é um dos principais assuntos que os chefes de Estado discutirão na próxima sexta-feira (26/11), em Georgetown, na Guiana, durante a IV Cúpula da Unasul. O presidente Lula será um dos principais defensores da inclusão de um protocolo adicional que funcione como um mecanismo para defender as democracias da América do Sul.

O embaixador Antônio Simões, delegado brasileiro na Unasul, explica que a há um consenso a respeito da necessidade da inclusão de uma cláusula que consolide o compromisso da organização com a defesa dos princípios democráticos. “Se alguma democracia estiver ameaçada, a Unasul vai ter um mecanismo de proteção: esse país vai ser suspenso da organização enquanto a democracia não for restabelecida”, disse.

A Cúpula de Georgetown marca o final da presidência pró-tempore do Equador e o início da presidência da Guiana. Além disso, será discutido o nome de quem sucederá Nestor Kirchner na Secretaria-Geral da Unasul. O ex-presidente da Argentina faleceu no último dia 27 de outubro, deixando vago o cargo de Secretário-Geral da organização.

Na opinião do embaixador, direitos humanos também serão pauta central das conversas entre os presidentes, que avaliarão se a Unasul deve ou não ter o seu conselho de direitos humanos. A iniciativa foi lançada pelo Brasil em junho de 2009, como forma de fortalecer a participação de todos os países da América do Sul em reuniões dedicadas ao diálogo e à cooperação em direitos humanos no plano regional.

Essa discussão existe não porque os países não têm interesse em direitos humanos, porque a maioria dos países da Unasul já discutem direitos humanos no espaço de países Mercosul e países associados. Então a ideia que agente tem é de discutir se precisa realmente de um novo âmbito ou se nós vamos tratar isso dentro do âmbito que existe hoje.

A Cúpula discutirá também medidas de fomento à confiança e segurança, aprovadas pelo Conselho de Defesa da Unasul. “São medidas que levam os países a ver o outros como aliados na averbação da ordem democrática, na preservação da paz, na preservação da segurança interna. São medidas que levam os países a trabalhar mais na área da cooperação”, explica Simões.


[4] Comentários

A eleição de Néstor Kirchner como presidente da Argentina permitiu que seu país e o Brasil conseguissem superar muitas das barreiras que criavam dificuldades entre as relações de ambos, acabando com o preconceito diplomático e empresarial, afirmou o presidente Lula após prestigiar o velório de Kirchner em Buenos Aires. O ex-presidente argentino morreu na quarta-feira (27/10) vítima de um ataque cardíaco.

O preconceito, às vezes diplomático, o preconceito empresarial, a preocupação que existia na relação entre Argentina e Brasil deixou de existir na medida em que Brasil e Argentina, através do presidente Kirchner e através da minha presidência, descobriram que não eram adversários, a não se no futebol. Que na economia e na política a gente se completava e que Brasil e Argentina tinham um papel extraordinário na integração da América do Sul e da América Latina.

Ouça a íntegra da declaração do presidente Lula feita ontem em Buenos Aires:

Lula ressaltou ainda que o relacionamento entre os dois países, estreitado no governo de Kirchner, foi um “jogo vitorioso”, que resultou na construção da Unasul, do Conselho de Defesa e do Conselho de Combate ao Narcotráfico e que “a relação Brasil e Argentina é a melhor de todos os tempos”.

O presidente brasileiro afirmou que Néstor Kirchner continua governando com a presidente Cristina Kirchner e com povo argentino e a Argentina continuará trilhando o caminho de desenvolvimento e de recuperação de suas políticas sociais:

Eu dizia à companheira Cristina que um homem morre, mas as ideias permanecem. E eu acho que Kirchner foi uma figura que construiu ideias aqui na Argentina e que o legado mais importante que o Kirchner conseguiu foi recuperar a autoestima do povo argentino, o orgulho do povo argentino, o emprego do povo argentino, coisa que estava há duas décadas e meia praticamente perdida… Eu saio daqui triste porque o Kirchner se foi, mas saio daqui feliz porque senti o povo argentino cumprimentando a Cristina com muito orgulho, com muita força e com muito reconhecimento.

O corpo do ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner será levado a Río Gallegos, na província sulista de Santa Cruz, onde ele nasceu e começou sua carreira política, para ser enterrado. A expectativa é que o enterro ocorra por volta do meio dia – 13h de Brasília – desta sexta-feira (29/10), em uma cerimônia privada da família.


[125] Comentários

O presidente Lula divulgou nesta quarta-feira (27/10) mensagem de pesar pelo falecimento do ex-presidente da Argentina, Néstor Kirchner, que ocupava atualmente o cargo de secretário-geral da União das Nações Sul-Americanas (Unasul). A notícia deixou Lula “consternado”, pois considerava Néstor um aliado e amigo.

Foram notáveis o seu papel na reconstrução econômica, social e política de seu país e seu empenho na luta comum pela integração sul-americana. Os brasileiros se associam à dor de nossos irmãos argentinos neste momento amargo.

O presidente falou sobre a morte de Kirchner ao saber da notícia após evento realizado em Itajaí (SC), onde cumpriu agenda hoje. Ouça:

Leia abaixo a íntegra da mensagem do presidente Lula:

O Governo Brasileiro e eu recebemos consternados a notícia da morte de Néstor Kirchner, Secretário-Geral da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) e ex-Presidente da República Argentina. Sempre tive em Néstor Kirchner um grande aliado e um fraternal amigo. Foram notáveis o seu papel na reconstrução econômica, social e política de seu país e seu empenho na luta comum pela integração sul-americana. Os brasileiros se associam à dor de nossos irmãos argentinos neste momento amargo.

Transmito, em nome de meu governo e do povo brasileiro, à Presidente Cristina Fernandez de Kirchner nosso imenso pesar e solidariedade.

Como expressão dos nossos sentimentos, decreto luto oficial por três dias.

Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República Federativa do Brasil


[150] Comentários

Antes de participar da cerimônia de posse do presidente da Colômbia, Lula teve reunião bilateral com o presidente da Guatemala, Álvaro Colom, num hotel em Bogotá. Foto Ricardo Stuckert/PR

Viagens internacionais

O presidente Lula avaliou como sendo importante o atual momento político vivido na América do Sul. Segundo ele, os países vizinhos estão descobrindo a importância do bom convívio. O presidente brasileiro fez as considerações no contexto dos entendimentos que estão em curso entre a Venezuela, a Colômbia e o Equador. Lula afirmou que a participação do presidente equatoriano, Rafael Correa, e do ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, são indicativos da volta à normalidade na região. Dezessete chefes de Estado ou de Governo estão em Bogotá para a cerimônia de posse do presidente eleito Juan Manuel Santos Calderón.

“A tese que o Brasil tem defendido é que a América do Sul não pode jogar fora o século 21 como se jogou o século 20. Quando nós, ao invés de discurtirmos o desenvolvimento da América do Sul, a parceria entre nós, a unificação de empresas, os investimentos recíprocos, ficamos sempre achando que viria da Europa ou dos Estados Unidos a riqueza que nós precisaríamos para sermos uma grande nação. E agora descobrimos que tudo que vier para nos ajudar é importante. Mas, o mais importante será tudo aquilo que a gente puder construir a partir das nossas possibilidades, da nossa realidade. E eu acredito que tanto a Colômbia quanto a Venezuela têm clareza de que é preciso voltar à normalidade. E eu estou otimista com relação a essa realidade.”

Ouça abaixo a íntegra da entrevista do presidente Lula.


Lula iniciou a entrevista com jornalistas brasileiros explicando que enquanto Álvaro Uribe permaneceu na Presidência da Colômbia manteve o melhor relação com o governante. Tanto é assim que fez questão de comparecer, ontem à noite, ao jantar oferecido por Uribe aos chefes de nações que vieram para a cerimônia de transmissão de cargo na Casa de Nariño – sede do governo local. Neste momento, Uribe transfere o comando da Colômbia para o presidente Santos, em evento que ocorre na Praça Bolívar, na capital colombiana.

“Eu não tenho e nunca tive nenhum problema com o presidente Uribe. A relação entre Colômbia e Brasil sempre foi dentro do mais alto nível de respeito e colaboração. Quem me conhece sabe que jamais, por qualquer desentendimento ou malentendido, a gente viria a ter problema com a Colômbia. É o país que tem um fronteira importante com o Brasil e nós queremos continuar com essa boa amizade de progresso e desenvolvimento com a Colômbia. Por isso fiz questão de vir no jantar do presidente Uribe e vir à posse do presidente Santos.”

Diante da insistência do estabelecimento de paz entre os países sul-americano, Lula explicou que a partir desta data as questões referentes aos dois países passam a ser tratadas pelos presidentes Santos e Hugo Chávez. Neste sentido, o presidente brasileiro explicou que ontem (6/8), manteve uma conversa com Chávez na companhia do secretário-geral da Unasul [União das Nações Sulamericanas], Néstor Kirchner, quando percebeu sinais de que as questões devem ser resolvidas a curto prazo.

“Vai ter um novo governo. Daqui a pouco vai ter uma conversa. Daqui a pouco vem outra. Daqui a pouco todo mundo está ficando bem outra vez. E isso é muito importante para a América do Sul. Para a América Latina. E é sobretudo para a Colômbia e a Venezuela. Todo mundo tem pressa. As pessoas precisam comer todo dia. Trabalhar todo dia. Se desenvolver todo dia. Como tem um novo governo, uma nova equipe econômica, sabe, as pessoas pensam diferente.”

Os jornalistas pediram também que o presidente Lula fizesse uma avaliação do desempenho de alguns candidatos que concorrem à sua sucessão no debate promovido pela Rede Bandeirantes. Em tom de brincadeira, ele afirmou ter ficado triste pelo fato de ser a primeira campanha que não participa como candidato à Presidência da República. Em seguida, destacou que o debate foi marcado pela cordialidade dos postulantes e esclareceu que aquilo que contribui para o melhor desempenho deste ou daquele concorrente é a pergunta feita pelo adversário.

O presidente brasileiro também voltou a ser indagado sobre a manifestação de grupos internacionais para que ele não desista de buscar o sinal do Irã que venha encerrar o processo de punição a Sakineh Mohammadi Ashtiani condenada a morrer por apedrejamento por denúncia de adultério. Ele informou que todas as ações que deveriam ser feitas estão em curso, mas aguarda resposta do governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad. Lula disse também que intercedeu em outras ocasiões por cidadãos brasileiros que estão em cárcere ou condenados à morte no exterior. Porém, esclareceu as legislações de cada país devem ser respeitadas.

“Eu estou virando um apelador para qualquer coisa”.

Após a entrevista, Lula seguiu para a cerimônia de posse. Neste sábado, o presidente brasileiro recebeu em reunião bilateral o presidente da Guatemala, Álvaro Colom.

Bandeira da Colômbia Clique na bandeira para ver todos os posts da viagem à Colômbia.

[14] Comentários