Viajar de trem pelo País é o sonho de muitos brasileiros e está cada vez mais próximo de se tornar realidade. Projetos como o Trem de Alta Velocidade entre Rio de Janeiro e São Paulo e investimentos em ferrovias com a Norte-Sul podem ajudar o Brasil a ter uma malha ferroviária respeitável nos próximos anos. A região Centro-Oeste, por exemplo, poderá ganhar um ramal de passageiros ligando as capitais Brasília (DF) e Goiânia, em trecho que seria ligado à ferrovia Norte-Sul. Estudos nesse sentido já estão em andamento pela Valec, estatal responsável pela construção de ferrovias no País, afirmou Bernardo Figueiredo, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), na terceira parte da entrevista exclusiva concedida ao Blog do Planalto. Confira as partes anteriores da entrevista clicando no selinho deste post.
Bernardo Figueiredo explicou que a conclusão da Norte-Sul abre espaço também para o transporte de passageiros por trens. Segundo ele, a malha férrea representa 80% do investimento e as composições, 20%. Deste forma, com as linhas disponíveis, basta apenas que grupos econômicos entrem no empreendimento. O objetivo é promover a interligação de Brasília com a Norte-Sul e, por sua vez, permitir um ramal ligando a capital federal ao Rio de Janeiro. “É um eixo muito denso e com uma demanda muito forte. Será possível conectar Brasília à Norte-Sul com um custo baixo”, explicou, lembrando que o modelo de transporte ferroviário no Brasil existe desde o século 19, mas nunca foi posto em prática pelos governantes. Foi resgatado por decisão política do governo Lula.
Na conversa, o diretor-geral da ANTT conta também que a agência reguladora apresentou ao governo federal proposta de adiamento do leilão do Trem de Alta Velocidade (TAV) para abril de 2011 por achar que existem outros grupos que podem entrar na disputa, tornando o processo ainda mais competitivo. Figueiredo explicou ainda que a decisão não vai atrasar as obras do ‘trem-bala’ e que a agência reguladora pretende equacionar questões referentes à licença ambiental nos próximos cinco meses. Segundo o executivo, o trem-bala deverá entrar em operação em 2016, quando ocorrerá os Jogos Olímpicos na cidade do Rio de Janeiro. Para Figueiredo, o trem-bala será um divisor de águas no setor ferroviário de passageiros do País. Com o empreendimento, os aeroportos internacionais do Rio (Galeão), São Paulo (Guarulhos-Cumbica) e Campinas (Viracopos) ficarão mais atraentes e terão melhor aproveitamento. O de Campinas, por exemplo, poderá receber voos internacionais com os passageiros se deslocando para São Paulo e Rio de Janeiro por meio do ‘trem-bala’.
Na próxima quarta-feira (22/12), a última parte da série especial sobre ferrovias abordará a herança que a presidente Dilma Rousseff vai receber a partir do dia 1 de janeiro de 2011.
Trecho da ferrovia Norte-Sul no município de Colinas (TO) visitado pelo presidente Lula este ano. Foto: Edsom Leite/Ministério dos Transportes
Na semana passada, durante cerimônia de encerramento da 36ª Reunião Ordinário do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), no Palácio do Planalto, Lula comemorou o fato de o Brasil ter hoje três das principais obras no mundo em ferrovias -- Norte-Sul, Oeste-Leste e Transnordestina. O orgulho não é para menos. Os três projetos representam milhares de quilômetros de desenvolvimento e integração para o País, além de emprego e renda para milhares de trabalhadores, e terão continuidade no governo Dilma Rousseff, a partir de 2011, por representarem novos tempos para o Brasil em termos de transporte de carga, facilitando e barateando o seu custo.
Nesta segunda parte de nossa série especial sobre ferrovias, falaremos sobre essas três grandes obras ferroviárias que formam, nas palavras de Bernardo Figueiredo, diretor-geral da Agência Nacional de Transporte Terrestres (ANTT), uma ‘espinha dorsal de peixe’ pelo País. Confira a segunda parte da entrevista com Figueiredo, em que detalha os três projetos.
Com extensão de 2.254 quilômetros -- ligando o Porto de Itaqui, no Maranhão, ao município de Estrela d’Oeste, em São Paulo -- a ferrovia Norte-Sul se destaca no plano nacional de expansão da malha férrea nacional. Seu traçado foi retomado pelo governo do presidente Lula como prioridade no incremento do transporte nacional. Agora em dezembro será entregue o trecho até Anápolis (GO) e dado o início das obras entre a cidade goiana e Estrela d’Oeste (SP). Obra do PAC, a ferrovia teve R$ 5,02 bilhões em investimentos até o final deste ano e terá mais R$ 1,5 bilhão a partir de 2011 para entrar em operação em 2012.
Outro projeto considerado essencial para dar uma nova cara à malha ferroviária brasileira é a Ferrovia de Integração Oeste-Leste, que começa a sair do papel ainda este mês. Para tanto o presidente Lula reservou em sua agenda uma data para participar da cerimônia de início das obras dos 1.490 quilômetros da linha férrea que ligará o porto privado de Ilhéus (BA) ao município de Figueirópolis (TO). As obras da Oeste-Leste já deveriam estar sendo tocadas há meses, mas a falta de licença ambiental para as obras no porto de Ilhéus atrasaram os planos.
Já a Transnordestina, sempre muito citada pelo presidente Lula em seus discursos, não só por sua importância estratégica no modal viário do País mas também como geradora de empregos e renda no Nordeste, terá um total de 1.728 quilômetros de extensão, cortando os estados de Pernambuco, Piauí e Ceará. O investimento total previsto no projeto é de R$ 4,45 bilhões.
Na próxima quarta-feira (15/12), o Blog do Planalto traz o terceiro post da série sobre Ferrovias, com mais uma parte da entrevista com Bernardo Figueiredo, da ANTT, sobre os estudos da Valec para viabilizar o trem de passageiros entre Brasília e Goiânia, um sonho antigo na região Centro-Oeste. Figueiredo explica também os motivos que levaram o governo a adiar para abril de 2011 o leilão do Trem de Alta Velocidade (TAV), ligando as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas.
Um País plural, multi-étnico, renovado, com economia sólida, US$ 250 bilhões de reservas e muitos investimentos em infraestrutura em andamento está de portas abertas para os investimentos de empresários europeus. “Nem os ingleses estão fazendo a quantidade de ferrovias que estamos fazendo no País”, afirmou o presidente Lula no encerramento do IV Fórum Empresarial Brasil-União Europeia, realizado nesta quarta-feira (14/7) em Brasília, que contou com a participação também de Herman van Rompuy, presidente do Conselho Europeu, e José Manuel Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia.
Lula convidou os empresários europeus a aproveitarem as muitas oportunidades de negócio que o Brasil oferece, reafirmando sua satisfação com a parceria estratégica que há hoje entre as economias brasileira e da União Européia. “Temos um potencial extraordinário de crescimento, temos muitas afinidades”, disse.
Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:
Lula começou seu discurso lembrando do início de sua vida política, quando brigava e negociava com empresários europeus que tinham fábricas no Grande ABC paulista, na década de 1970, e das viagens que fez para países europeus para negociar acordos sindicais. O presidente brasileiro disse ter a exata noção da importância do investimento do capital europeu no Brasil e no Mercosul e acha que essa relação pode ser ampliada e aprofundada.
Lula explicou aos presentes detalhes do bom momento que o Brasil vive atualmente – que aliás poucos acreditaram que fosse possível, observou – e também a importância dos programas sociais, como o Luz para Todos, para o desenvolvimento da micro economia brasileira, que vem revolucionando o País. São essas políticas de transferência de renda, afirmou o presidente brasileiro, que têm ajudado as classes mais baixas consumirem mais, o que só beneficia o Brasil. “Dê um pouquinho a quem não tem nada que esse pouquinho vira um prato de comida, uma meia, um sapato, um tênis”, disse Lula, que fez uma provocação aos presentes: perguntou se eles sabiam qual unidade da lanchonete MacDonald’s que mais vendia no mundo. “Não é a de Nova York, de Londres ou de Frankfurt, é a de Itaquera, na zona leste de São Paulo!”, respondeu ele mesmo. As políticas sociais de seu governo ajudaram a fazer o dinheiro circular pela economia, disse.
Lula recebe Barroso Durão no Palácio Itamaraty. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Lula afirmou, nesta quarta-feira (14/7), durante entrevista coletiva no Palácio Itamaraty, em Brasília, que citou o nome da ex-ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, na cerimônia de lançamento do edital para a construção Trem de Alta Velocidade (TAV) realizada ontem (13/7), como ”reconhecimento histórico” por seu trabalho para tornar viável o projeto do trem-bala interligando o Rio de Janeiro a Campinas (SP). Ele explicou que tinha expectativa de que na ocasião uma outra autoridade fizesse o reconhecimento em público e, como isso não ocorreu, tomou a iniciativa.
“O dado concreto é que você sabe que foi ela quem fez todo o trabalho. Há dois meses as críticas eram que ninguém tinha interese no projeto”, afirmou Lula ao explicar que não teve interesse, com a iniciativa, de desafiar a Justiça eleitoral. Em seguida disse ao presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, que quando ele estiver no Brasil para a Copa do Mundo 2014 vai poder viajar num dos trechos do trem-bala.
Na entrevista, Lula também comemorou a decisão de Cuba em libertar presos políticos. O acordo com o governo de Raúl Castro foi intermediado pela Igreja Católica.
“Com relação aos presos de Cuba, fiquei tão feliz quanto fiquei quando fui solto da cadeia em maio de 1980″, afirmou o presidente brasileiro. Ele afirmou que sempre que houver oportunidade para interceder em favor de cidadãos que estejam encarcerados irá fazê-lo. Contou o exemplo da cidadã francesa que estava presa em Teerã (Irã) e que conseguiu libertá-la num acordo com o governo iraniano.
José Manuel Durão também louvou a decisão cubana. Em seguida, o líder da União Europeia explicou seu otimismo em relação a acordos que envolvam produtos agrícolas do Mercosul. O mesmo posicionamento foi colocado pelo presidente Lula.
Aliás, a reunião Brasil-União Europeia, conforme destacou o presidente brasileiro, teve por finalidade produzir ajustes em 21 áreas de comum interese entre as nações. Após a reunião que contou com a participação do presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, ocoreram asinaturas de atos nos setores de aviação civil, bioenergia e diplomático.
Depois, Lula, Durão e Rompuy fizeram pronunciamento à imprensa seguida de entrevista. Na declaração, o presidente Lula detalhou os acordos firmados.
Já estamos colhendo resultados. Concluímos as negociações do Acordo Brasil-EURATOM em matéria de fusão nuclear, que permitirá avanços na realização de pesquisas conjuntas em área energética do futuro. A celebração de acordo sobre segurança da aviação abrirá os céus da Europa para produtos aeronáuticos brasileiros e – tenho certeza – para projetos conjuntos nesse setor estratégico. Queremos construir uma aliança para combater a pobreza na América Latina e na África.
Leia aqui a íntegra da declaração à imprensa do presidente Lula.
E o Brasil vai entrar para o clube dos países que têm o ‘trem bala’, transporte de alta velocidade que dará à população mais uma opção de qualidade para se deslocar pelo País. O edital de concorrência do projeto que ligará Campinas (SP) ao Rio de Janeiro (RJ), passando por São Paulo, foi lançado hoje em Brasília pelo presidente Lula e atraiu o interesse inicial de sete países.
Preparamos o infográfico acima para você ter mais detalhes do projeto. Outras informações podem ser obtidas na página oficial do empreendimento.
Empresas de pelo menos sete países entraram no páreo para a construção do Trem de Alta Velocidade (TAV) ligando Rio de Janeiro a Campinas (SP), num trecho de 511 quilômetros. O edital com as regras da disputa do empreendimento foi lançado nesta terça-feira (13/7) pelo governo federal, em concorrida cerimônia realizada no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília. Um dos principais dispositivos do edital é o valor máximo da tarifa fixado em R$ 0,49 por quilômetro na classe econômica. Além do edital, o presidente Lula assinou projeto de lei que institui a Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade (ETAV), estatal vinculada ao Ministério dos Transportes encarregada da gestão dessa modalidade de transporte ferroviário.
“Quero agradecer aos países que acreditaram neste projeto. De fazer com que o Brasil ofereça ao povo as boas qualidades de transporte que os países desenvolvidos já oferecem”, destacou o presidente Lula em seu discurso. Compareceram à cerimônia representantes dos governos do Canadá, Alemanha, China, Coreia do Sul, Espanha, França e Japão. As empresas estrangeiras poderão formar consórcios para disputar as obras do TAV brasileiro.
O projeto do TAV vem sendo alinhavado desde o ano de 2007, quando foi incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Lula lembrou que foram muitas as reuniões para discutir o projeto. Nelas muitas vezes apareceu o temor de alguns integrantes do governo de que nenhuma empresa se interessaria pelo TAV, mas o lançamento do edital hoje comprova que aqueles que defenderam a realização do projeto estavam certos.
Após lançado o edital, os grupos interessados têm até o dia 29 de novembro de 2010 para retirarem o documento contendo as regras da disputa. Os pedidos de esclarecimentos complementares podem ser apresentados até o dia 1º de novembro de 2010, seja por meio eletrônico no site da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ou por correspondência protocolada na sede da ANTT. Além disso, a garantia da proposta do grupo na disputa está fixada em R$ 340 milhões e pode ser paga em dinheiro, títulos da dívida pública, seguro-garantia ou fiança-bancária.
O julgamento das propostas econômicas prevê a conjugação de atendimento à totalidade das exigências contidas no edital e a oferta do menor valor de tarifa-teto. Caso ocorra empate nestes quesitos, “será classificada em primeiro lugar a proponente que comprovar na fase de pré-qualificação técnica maior tempo de operação comercial no sistema de trem de alta velocidade”. O leilão ocorrerá em sessão pública, em 16 de dezembro, às 11h, na sede da BM&F – Bovespa, em São Paulo.
O Brasil sabe quais são suas prioridades em termos de infraestrutura e está tomando medidas concretas para adequar o País às necessidades que virão nos próximos anos, principalmente por conta de eventos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, afirmou o presidente Lula nesta terça-feira (13/7) durante o lançamento do edital de concorrência do projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV) no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília. Participaram da cerimônia diversos ministros e representantes de sete países interessados nas obras, entre outros. O presidente comemorou o interesse de outros países e afirmou que o Brasil está preparado para entregar essa e outras obras antes dos Jogos Olímpicos de 2016.
Grande parte da infraestrutura que estamos fazendo, nós queremos que ela esteja pronta até as Olimpíadas de 2016. Eu acho plenamente possível a gente inaugurar essas obras até 2016.
Vocês viram que terminou a Copa do Mundo na África do Sul agora e já começam aqueles a dizer “cadê os aeroportos dos brasileiros? Cadê os estádios brasileiros? Cadê os corredores de trem? Cadê os metrôs?”, como se nós fossemos um bando de idiotas que não soubéssemos fazer as coisas e não soubéssemos definir as nossas prioridades.
Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:
Lula afirmou que o Brasil vive um momento excepcional, em que há um excesso de oferta de obras e falta de gente para tocá-las. No setor de transportes, por exemplo, citou grandes empreendimentos como as ferrovias Transnordestina e a Norte-Sul, que há anos estavam paradas ou avançando lentamente, e que agora finalmente estão com seus projetos em andamento como deveria ser. Lembrou ainda que o Brasil tinha parado de fabricar trilhos e dormentes, mas que vai retomar essa produção graças às muitas obras do sistema ferroviário para passageiros e carga que o País tem hoje. Com tudo isso, será possível enfim dotar o País de um sistema intermodal de transporte, que há décadas é prometido e só agora vem sendo realizado.
“O que queremos fazer neste País é uma espinha dorsal com ligação de ferrovias com um sistema intermodal de transporte, com boas rodovias, boas ferrovias, boas hidrovias. Isso está em curso, não é mais promessa. Está comprometido no PAC 1 e no PAC 2.”
A secretária executiva do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Miriam Belchior, apresentou nesta terça-feira (27/4) uma série de oportunidades de negócios do mercado brasileiro a um grupo de 45 empresários alemães liderado pelo ministro da Economia e Tecnologia da Alemanha, Rainer Brüderle. Entre os projetos apresentados estão obras do PAC 2 e para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Um dos projetos que despertou o interesse dos empresários alemães foi o Trem de Alta Velocidade (TAV) entre Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas.
Amanhã (28/4), esses empresários visitarão em São Paulo sedes de empresas alemãs, a Câmara de Comércio Brasil-Alemanha e o Parque Ibirapuera, onde o ministro alemão vai inaugurar a exposição “Iniciativas de Exportação, Energias Renováveis e Eficiência Energética“. Na sexta-feira (30/4), o ministro Brüderle participa de um evento sobre construção de estádios, segurança e infra-estrutura e se encontrará com representantes do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Presidente Lula e o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, se encontraram em Washington e assinaram acordos bilaterais. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Lula recebeu nesta segunda-feira (12/4), na embaixada do Brasil em Washington, os primeiros-ministros da Itália, Japão e Turquia para discutir a assinatura de acordos bilaterais e grandes projetos como o Trem de Alta Velocidade entre o Rio de Janeiro e Campinas (SP).
Com o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, foram assinados acordos bilaterais que envolvem cooperação jurídica, troca de tecnologia militar de defesa e cooperação nos setores do turismo, esporte, saúde e geração de energia.
Com o primeiro-ministro do Japão, Yukio Hatoyama, a conversa foi sobre investimentos japoneses na malha ferroviária brasileira. Os japoneses demonstraram interesse na construção do Trem de Alta Velocidade (TAV) ligando o Rio de Janeiro a Campinas. O dia de trabalho do presidente Lula foi marcado também por reunião com o primeiro-ministro da Turquia, Recep Erdogan.
Nesta terça-feira (13/4), na capital norte-americana, Lula participará da Cúpula de Segurança Nuclear, juntamente com 42 chefes de Estado e de Governo. O encontro é uma iniciativa do presidente americano, Barack Obama, e contará também com a participação de representantes de quatro organizações internacionais. A reunião discutirá a cooperação internacional na área de proteção física de material e instalações nucleares e de combate ao terrorismo nuclear.
Segundo nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), o governo brasileiro considera a segurança nuclear fundamental para se impulsionar o uso pacífico da energia nuclear, concorrendo para sua aceitação pública, e para a prevenção de acidentes e atentados radiológicos.
O Brasil, lembra o MRE, tem “sólida legislação no campo da segurança nuclear e do combate ao terrorismo, sendo parte das principais convenções internacionais nas matérias”.
A modelagem do edital e o cronograma para a construção do trem de alta velocidade que vai ligar o Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas foram apresentados esta manhã ao presidente Lula pelo Ministério dos Transportes em reunião realizada na Sala de Reuniões do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).
Durante a reunião ficou definido que na próxima semana o edital será publicado para consulta pública por um mês. Em janeiro será realizada audiência pública para que a população opine sobre o projeto. Em fevereiro o edital final será publicado e a previsão é que em maio as propostas sejam abertas.
O modelo de licitação levará em conta a menor tarifa e a transferência de tecnologia. É de interesse do governo federal que participem do processo todas as empresas que buscaram informações sobre o projeto – demonstraram esse interesses empresas japonesas, coreanas, chinesas, alemãs, francesas e italianas.
Na segunda parte da reunião, o assunto debatido foi o panorama geral e as previsões de entrega das obras de diversas ferrovias, como a Norte-Sul, a Transnordestina, a Ferronorte e a Leste-Oeste.
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