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O ex-governador Leonel Brizola costumava dizer que, sem mobilização popular, não há desenvolvimento em países como o Brasil, e que é o povo organizado que construirá o desenvolvimento brasileiro. Pois o político gaúcho ficaria feliz em ver que é justamente isso que ocorre atualmente no País, com geração recorde de empregos, aumento real dos salários e participação ativa dos trabalhadores na elaboração de políticas públicas, afirmou o presidente Lula nesta quinta-feira (18/11) ao inaugurar um Centro de Referência do Trabalhador que leva o nome de Brizola.

Essa construção (do desenvolvimento) está felizmente acontecendo nos dias de hoje. E esse centro, que com toda justiça homenageia Brizola, expressa o vigor e a permanência dos ideais dos trabalhadores brasileiros.

O Centro de Referência do Trabalhador Leonel Brizola tem como objetivo preservar a memória do trabalho no Brasil e expandir o conhecimento sobre o tema, servindo de referência para pesquisas e projetos sobre o trabalho e o trabalhador do Brasil. O Centro inaugurado hoje conta com uma biblioteca, uma sala informatizada para consulta digital, dois auditórios, uma área para estudos, além de um espaço denominado Cine Trabalhador.

O presidente Lula afirmou durante sua participação no evento que havia muita coisa em comum entre ele e Brizola, bem como entre o PT e o PDT -- “quem acompanhou a relação PT-PDT e Lula-Brizola pela imprensa certamente não tem noção e não tem compreensão de quantas coisas nós tínhamos em comum. Muitas vezes o que aparecia era só a divergência”, disse, lembrando que teve o prazer de conviver não apenas com Brizola mas também com dois outros gigantes políticos do País: Miguel Arraes (PSB) e João Amazonas (PC do B).

Durante seu discurso, lembrou de alguns casos curiosos de sua relação com Brizola, como o dia em que foi pedir o apoio do ex-governador no segundo turno das eleições de 1989 e quando visitou o túmulo do presidente Getúlio Vargas em São Borja (RS). Veja os vídeos:

Brizola apresenta Lula a Getúlio Vargas

Lula pede o apoio de Brizola nas eleições presidenciais de 1989


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Uma homenagem diferente marcou o início da tarde do presidente Lula. Nesta sexta-feira (22/10), o presidente ganhou de presente um caminhãozinho de plástico, brinquedo de número 1 bilhão produzido pela indústria brasileira no governo Lula. A surpresa foi oferecida por Synésio Batista da Costa, presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq).

“Esse aqui já tem endereço certo”, disse Lula, não revelando, entretanto, para quem dará o brinquedo. Ele disse ainda que é uma alegria ganhar um presente, uma vez que seu primeiro “presente” na vida foi comprado por ele mesmo – uma bicicleta usada, quando tinha 17 anos de idade. “Então agora, ao completar ’39 anos de idade’, eu ganho um carrinho”, brincou.

Lula ressaltou que seu governo é defensor do livre comércio e trabalha para que a balança comercial brasileira seja a mais diversificada possível.

Nós não queremos criar obstáculo para a importação, não se trata disso. Trata-se apenas de que esse livre comércio funciona bem desde que as empresas brasileiras não sejam prejudicadas por um tratamento desigual, sobretudo quando se constata que há uma certa guerra cambial no mundo e que nós precisamos não apenas preservar nossos empregos e nossos salários, mas as nossas empresas para que elas continuem crescendo.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente durante a solenidade:

Lula afirmou ainda que a indústria de brinquedo deve se preparar para o Natal, já que, segundo dados do IBGE divulgados ontem, o Brasil tem a menos taxa de desemprego dos últimos tempos (6,2%), taxa considerada como de “pleno emprego” segundo parâmetros internacionais.

A entrega do brinquedo foi uma forma simbólica de agradecer o presidente Lula pelo apoio dado á indústria por meio de políticas públicas de seu governo, como explicou Synésio Batista: “Nós pegamos o brinquedo de número 1 bilhão e presenteamos o presidente reconhecendo os avanços que houve em seu governo e acima de tudo reconhecendo o tratamento que o governo Lula deu à indústria de brinquedo, resolvendo alguns dos nossos problemas e ajudando na competição”, afirmou o empresário.

Segundo a Abrinq, o setor conta com 406 fábricas, 26 mil empregados e 15 mil pontos de distribuição no país, para atender um público estimado de 55 milhões de crianças brasileiras de até 14 anos, além dos mercados da Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Equador, Colômbia, Venezuela, Estados Unidos e Europa. A indústria nacional de brinquedos passou de um faturamento anual de R$ 1 bilhão em 2003 para R$ 1,5 bilhão em 2010.


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O presidente respondeO rendimento do FGTS, a regularização de terras na Amazônia e a possibilidade de redução de impostos para manter a economia aquecida foram os temas da coluna O Presidente Responde publicada em diversos jornais do País nesta terça-feira (13/7). As perguntas foram enviadas por leitores de São Paulo e Rio de Janeiro.

O programador de produção Domingos Santos, de São Paulo (SP), questionou o baixo rendimento do FGTS no governo Lula. O presidente explicou que para aumentar a remuneração das contas do trabalhador, seria preciso aumentar os juros dos empréstimos para a habitação. Com isso, afirmou Lula, a compra da casa própria seria dificultada. Mas uma solução foi encontrada, disse o presidente:

A solução encontrada para melhorar os rendimentos, foi a criação do Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS), que permite ao trabalhador aplicar até 30% dos recursos da sua conta vinculada. O FI-FGTS é aplicado em infraestrutura, como os setores de energia, rodovias, portos, ferrovias e hidrovias. No primeiro ano de funcionamento, o rendimento bruto foi de 10%, bem acima do rendimento normal do FGTS, que é da Taxa Referencial mais 3%. Com isso, está sendo possível melhorar o rendimento dos recursos do Fundo, sem prejudicar aqueles que estão realizando o sonho da casa própria.

O aposentado João Roberto dos Santos, de Volta Redonda (RJ), criticou o governo por permitir que a Amazônia “seja entregue inteiramente à iniciativa privada, a partir do loteamento de suas terras”, sendo corrigido pelo presidente Lula, que explicou o que vem sendo feito na região:

Com a colaboração de estados, municípios e da sociedade civil, estamos implementando o Programa Terra Legal, que faz a titulação de ocupações constituídas desde os anos 70, época em o governo federal incentivava a migração de colonos de outras regiões para a Amazônia. Cerca de 250 mil famílias, que viviam e produziam num limbo de ilegalidade, receberão seus títulos. Serão regularizadas as posses constituídas até dezembro de 2004 e apenas as pequenas e médias. As ocupações maiores que um módulo fiscal serão tituladas contra pagamento. O Programa Terra Legal beneficia também cerca de 300 mil famílias das centenas de cidades que surgiram nas áreas de fronteira agrícola da Amazônia.

Lula listou os muitos benefícios da regularização fundiária promovida pelo governo: devolve a cidadania a produtores, combate a grilagem, reduz drasticamente os conflitos e a violência fundiária e contribui decisivamente para a redução do desmatamento. “Devido à regularização e outras medidas que adotamos, o desmate da Amazônia caiu de 27,7 mil km², em 2004, para apenas 7 mil km², no ano passado”, exemplificou.

Já o estudante de Direito Márcio Penedo da Costa, do Rio de Janeiro (RJ), perguntou se não era possível diminuir, ou mesmo eliminar, alguns impostos, para manter a economia do País mais aquecida. Lula explicou ao leitor que o Brasil hoje está numa posição intermediária entre os países mais desenvolvidos, que têm carga tributária ainda mais elevada que a brasileira (cerca de 50%) e países mais pobres da África, Caribe e América Latina, que têm carga baixa (inferior a 15%). Em 2009, a carga tributária brasileira foi de 34%. Os países com mais carga tributária oferecem serviços de qualidade à sua população, enquanto que os de carga baixa ficam sem recursos para adotar políticas sociais. A arrecadação no patamar existente hoje no Brasil é decisiva, afirmou Lula, para que “o Estado possa atuar para reduzir as desigualdades sociais, fazer os investimentos necessários em Educação, Saúde, Segurança e atacar as deficiências de infraestrutura”.

Veja, Márcio, os recursos dos impostos são usados nos programas de transferência de renda, como Bolsa Família; em subsídios para compra de moradia, pelo Minha Casa, Minha Vida; no Luz para Todos; e há uma infinidade de obras espalhadas pelo país. Desta forma, o País melhorou e, é bom lembrar, entraram na classe média nada menos que 31 milhões de brasileiros, entre 2003 e 2008. Ao mesmo tempo, a economia brasileira está aquecida e reagiu muito bem às medidas tomadas para enfrentar a crise. No ano passado, por exemplo, o País criou 995 mil novos empregos, enquanto países mais ricos perderam 16 milhões. Para este ano, estamos prevendo mais 2,5 milhões de novos empregos e um crescimento do PIB superior a 6,5%. Esses indicadores só são possíveis graças à maneira como estamos aplicando os recursos dos impostos recolhidos.


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Presidente Lula discursa na comemoração do Dia do Trabalhador promovida pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Na sua última atividade em comemoração ao 1º de Maio neste sábado, o presidente Lula participou do evento promovido pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC em São Bernardo do Campo (SP), onde afirmou que o sucesso do seu governo e os prêmios que ganha de publicações estrangeiras não são méritos exclusivos seus:

Enquanto alguns setores criticam o governo, ganhamos prêmios do Le Monde, do El Pais e agora da revista Time, e isso não é mérito meu: nós só conseguimos fazer porque no coração de cada homem e de cada mulher tem um ‘lulinha’ escondido trabalhando.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

Lula se referiu ao Paço Municipal de São Bernardo do Campo (SP), onde foi realizado o evento, como o local onde se conseguiu mudar a história do Brasil.

“Não quero ser presunçoso, mas a verdade é que enquanto a classe operaria não fez as greves no ABC, a gente não conquistou a democracia neste País. Foi a da Scania em 78 e depois tantas outras, na Ford, na Mercedes, na Volkswagen, na Brastemp, que a gente conseguiu criar uma consciência politica”, afirmou o presidente, lembrando ainda que naquele ano o ABC inteiro tinha um vereador de esquerda apenas para representar os trabalhadores e que hoje, tem representação nas prefeituras de São Bernardo, Diadema, Mauá, Osasco e Guarulhos. “Aprendemos que temos o papel não só de reivindicar mas de dirigir”, disse ele.

Sobre a posse do Sindicato empresarial da indústria automobilística, ocorrida ontem (sexta-feira, 30/4), Lula trouxe o dado de que nesse primeiro quadrimestre, o Brasil passou a Alemanha e se tornou o quarto maior produtor de automóveis do mundo, e que a indústria vai investir, até 2015, R$ 15 bilhões gerando emprego e renda para o povo brasileiro. “É essa novidade politica que estamos vendo acontecer nesse País”, finalizou.


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Infográfico: Thiago Melo

Entre 2003 e os primeiros três meses de 2010, o Brasil gerou um total de 12,4 milhões de novos postos de trabalho. Motivos de sobra para se comemorar o Dia do Trabalhador neste 1º de maio. Os trabalhadores também comemoram o aumento do salário mínimo, que vem ganhando força nesses últimos sete anos – o valor que era de R$ 200 em 2002 passou para R$ 510 este ano.

Preparamos o infográfico acima para dar aos leitores do Blog do Planalto detalhes da expansão do emprego nas cinco regiões brasileiras. Destaque para o número de empregos criados no setor de construção civil na região Nordeste (143.449), que só ficou atrás da região Sudeste (404.089). No geral, foi a região Sudeste que mais gerou empregos no período, 4.964.737 vagas. O Ministério do Trabalho prevê a criação de 2,5 milhões de novos empregos em 2010, o que seria recorde na história do Brasil.


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