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A presidenta Dilma conversa com o governador mineiro, Antonio Anastasia, sobre a parceria entre governo federal e Minas Gerais. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

O primeiro encontro oficial entre a presidenta Dilma Rousseff e o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, nesta sexta-feira (21/1), no Palácio do Planalto, serviu para reforçar a parceria entre o governo federal e o estado mineiro. Esta posição foi manifestada por Anastasia, em entrevista coletiva após o encontro, quando afirmou que assim como o governo federal necessita do estado, o estado também precisa do governo federal. O governador explicou também que a interlocução seguirá o mesmo modelo daquele que vinha ocorrendo no governo do ex-presidente Lula.

“Foi uma reunião muito boa. Uma visita de cortesia à presidenta Dilma, quando pudemos tratar de assuntos importantes para Minas Gerais”, disse o governador.

Antonio Anastasia explicou que uma parte da audiência serviu para apresentar o relato das enchentes ocorridas no Sul do estado. Segundo ele, 82 municípios naquela região foram atingidos e cerca de mil casas destruídas. Porém, conforme explicou, os danos são menores se comparados à tragédia ocorrida no estado do Rio. Mesmo assim, Minas Gerais pediu a liberação de R$ 250 milhões para fazer frente aos prejuízos. O relatório já foi encaminhado ao Ministério da Integração Nacional, a quem caberá equacionar o pedido.

O governador mineiro disse que já tinha conversado por telefone com a presidenta Dilma e que, na oportunidade, expôs as dificuldades em função das chuvas. Na avaliação de Anastasia, Minas teve pouco impacto porque a região atingida estava melhor preparada. Agora, o estado irá aguardar as providências do governo federal para a reconstrução de moradias e outros prédios públicos e privados destruídos.

“O importante agora é que o sol volte a brilhar”, afirmou.

Anastasia contou também que na audiência tratou de investimentos em projetos de infraestrutura. Ele citou como exemplo obras para a Copa do Mundo 2014 e o metrô de Belo Horizonte além da fábrica de ureia em Uberaba, no Triângulo mineiro. O governador disse também que convidou a presidenta Dilma para a cerimônia comemorativa ao Dia de Tiradentes, em 21 de abril, que acontece tradicionalmente na cidade histórica de Ouro Preto. Segundo o governador, a presidenta confirmou participação na solenidade e o informou sobre a abertura de um escritório da Presidência da República em Belo Horizonte.

Indagado por jornalistas sobre se foi conversado, na audiência, sobre a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), o governador explicou que o tema não teve a abordagem, mas ele assegurou ser defensor de uma reforma tributária mais ampla. Ao concluir a entrevista, Anastasia avaliou como sendo positiva a administração da presidenta Dilma nestes 21 dias de mandato.

“A gente torce para que tudo dê certo”, disse ao se despedir dos jornalistas no Palácio do Planalto.


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Ao receber, em Salvador, a Grã-Cruz da Ordem Dois de Julho – Libertadores da Bahia, o presidente Lula prestou homenagem aos heróis brasileiros que ajudaram o País a conquistar sua independência, lembrando de nomes como Tiradentes, Joana Angélica, Gregório de Matos, Maria Quitéria, Zumbi dos Palmares e Carlos Marighella. Lula disse que os tempos mudaram e que hoje não é preciso mais combater a tirania com armas – agora, temos a democracia e o desenvolvimento:

A luta pela afirmação de nossa independência e pela consolidação de nossa soberania contudo permanece. Nossas armas agora são a democracia e o desenvolvimento. E a participação cada vez maior de todos os segmentos da população nos momentos decisivos que fazem parte da conquista da auto-determinação nacional.”

Lula disse que muitos heróis nacionais foram esquecidos e tidos como bandidos, e que é preciso resgatar suas histórias e lutas, reconhecendo o que fizeram pelo País e seu povo. Uma forma seria o ensino dos hinos de cada estado nas escolas, para que as pessoas passem a “acreditar e a viver um pouco da história daqueles que morreram e muitas vezes a gente nem foi educado para saber que eles existiram”. Elogiou o hino oficial da Bahia cantado durante a cerimônia e lembrou que as populações dos estados do Acre e do Rio Grande do Sul cantam com orgulho seus hinos.

Criticou ainda o tratamento que se dá a muitos heróis nacionais, considerando-os apenas como vítimas, quando deveriam ser tratados como heróis – um equívoco histórico, afirmou:

“Nós ficamos às vezes martelando muito mais no castigo a quem matou do que em enaltecer a imagem das pessoas que morreram acreditando numa coisa. Vamos pegar por exemplo o Gregório Bezerra que foi arrastado pelas ruas de Recife. Ao invés de nós ficarmos querendo saber quem arrastou Gregório Bezerra, nós precisamos valorizar o significado do sacrifício a que ele foi submetido. Poderíamos pegar Marighella que é aqui desta terra. Ao invés da gente ficar querendo condenar eternamente o Fleury, vamos valorizar as razões pelas quais Marighella fez o que fez. E assim a gente iria construindo mais heróis neste País. Iríamos construindo mais gente que pudesse servir de exemplo. E eu acho que isso é um equívoco histórico que foi incutido na nossa cabeça pela doutrina da elite dominante – e que nós aceitamos.”

Para o presidente Lula, mais do que reconhecer os méritos de seu governo, a honraria recebida em Salvador simboliza os avanços coletivos de toda uma nação, “que consolida a cada dia a independência de imensos segmentos de seu povo”.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

Após a cerimônia, Lula concedeu rápida entrevista coletiva, na qual comentou o fato de ter se emocionado durante entrevista ao Jornal da Record – veja aqui. Para ele, não há como não se emocionar ao saber que 34 milhões de brasileiros chegaram à classe média, que 21 milhões de brasileiros deixaram a extrema pobreza e que mais de 13 milhões de brasileiros saíram das trevas, graças ao programa Luz para Todos.

“Eu estou chegando ao final do meu mandato e fico pensando nas coisas que aconteceram na minha vida e que aconteceram na vida do povo brasileiro. Eu acho que houve uma mudanca qualitativa no País e que somente o tempo vai se encarregar de fazer aqueles que quiseram ser cegos durante o governo e não enxergar, enxergar o que aconteceu. (…) Não tenho vergonha de chorar – muito menos de rir.”

Ouça aqui a íntegra da entrevista coletiva:


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Presidente Lula discursa na Praça Tiradentes, em Ouro Preto (MG), durante lançamento do PAC Cidades Históricas. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula discursa na Praça Tiradentes, em Ouro Preto (MG), durante lançamento do PAC Cidades Históricas. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Preservar o patrimônio histórico das cidades não é uma ação apenas de recuperar monumentos e praças, mas um importante investimento de desenvolvimento urbano, econômico e social do município, garantindo melhor qualidade de vida à população. Não adianta recuperar se não houver um processo de incremento do turismo, para gerar renda e empregos, afirmou o presidente Lula em seu discurso hoje em Ouro Preto (MG) durante o lançamento do PAC das Cidades Históricas. Saiba mais aqui sobre o programa.

No placo montado na Praça Tirandentes, a principal da cidade, Lula falou para um público formado por estudantes locais, prefeitos e secretários de Turismo de várias cidades do País. Disse que gostaria de ver cada cidade história como um centro de pequenos empreendedores para que suas economias sobrevivam sozinhas.

Veja aqui o discurso do presidente em Ouro Preto (MG):

Para ouvir o discurso, clique aqui:

O PAC Cidades Históricas vai investir na revitalização e recuperação do patrimônio histórico em 173 cidades de todo o País, com investimento previsto de R$ 890 milhões até 2012 -- R$ 140 milhões dos quais só este ano. Além do presidente Lula, participaram do lançamento do programa o prefeito de Ouro Preto, Ângelo Oswaldo; o governador de Minas Gerais, Aécio Neves; os ministros Dilma Roussef (Casa Civil), Juca Ferreira (Cultura) e Fernando Haddad (Educação), prefeitos e secretários de cidades da região e autoridades locais.


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