Na entrevista concedida aos jornalistas que cobriam a cerimônia de assinatura de termos de compromisso para construção de quadras esportivas escolares cobertas e unidades de educação infantil do PAC 2 e doação de bicicletas e capacetes escolares do programa Caminho da Escola, a presidenta Dilma Rousseff foi indagada sobre a suspensão do kit anti-homofobia.
A presidenta ressaltou que o governo defende a educação e luta contra as práticas homofóbicas, mas que “não vai ser permitido a nenhum órgão do governo fazer propaganda de opções [orientações] sexuais”.
“Agora o governo pode, sim, fazer uma educação de que é necessário respeitar a diferença e que você não pode exercer práticas violentas contra aqueles que são diferentes de você.”
Dilma Rousseff informou que não assistiu aos vídeos, apenas a “um pedaço na televisão”, e que o governo revisará essa questão.
“Um pedaço que eu vi na televisão, passado por vocês, eu não concordo com ele. Agora, esta é uma questão que o governo vai revisar. Não haverá autorização para esse tipo de política, de defesa de A, B, C ou D. Agora, nós lutamos contra a homofobia.”
Em seguida, o ministro da Educação, Fernando Haddad, concedeu entrevista que teve por finalidade dar detalhes sobre os programas de construção das quadras esportivas e das creches, bem como a doação de bicicletas. Porém, o tema que dominou a entrevista foi o kit anti-homofobia.
Presidente Lula quer incentivos para a retomada do mercado cinematográfico brasileiro. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O incentivo para que empresários invistam na construção de novas salas de cinema e que ocorra um processo de desconcentração destas salas nas periferias das cidades ou fora dos grandes centros urbanos. Essa foi a tônica da defesa do presidente Lula, nesta quarta-feira (23/6), ao lançar o projeto “Cinema perto de você”, do Ministério da Cultura e da Agência Nacional de Cinema (Ancine). A cerimônia ocorreu no município de Luziânia (GO), distante 70 quilômetros de Brasília porque, segundo Lula, a cidade tem o perfil exato daquilo que o governo federal pretende alcançar com o programa. Na cerimônia, o presidente assinou uma Medida Provisória (MP) que assegura incentivos para a expansão dos cinemas país afora.
“É preciso fazer um mapeamento para identificar as causas que levaram a este problema sem ar de lamentação.”
Lula explicou ser necessário, nessa questão, que o poder público sinalize aos investidores a importância de oferecer mais salas de projeções, sem a cobrança de ISS e ICMS, e que os cinemas possam ser um ponto de atração do público. Que motive o cidadão deixar sua casa, enfrentar o transporte e pagar pelo ingresso para assistir ao filme. Para o presidente, essa conjugação de fatores poderá retomar o mercado cinematográfico brasileiro.
Ele contou que o filme “Cinema Paradiso” espelhou um pouco sua história. Nos anos 60, assistia fitas projetadas nas paredes de pequenos comércios e o áudio tinha pouca qualidade. “Quando assisti ao filme Cinema Paradiso, eu chorei. A história daquele menino era um pouco a minha história”, explicou.
Naquela época, conforme contou, ia ao cinema de terno e gravata que era emprestado pelo amigo Cláudio. Lula tratava o amigo com carinho, pois acreditava que se ele ficasse zangado pegaria a roupa de volta. O presidente fez questão de narrar estas dificuldades, inclusive com um pouco de nostalgia, para mostrar a plateia que se concentrava em Luziânia aquilo que é necessário fazer neste momento para a retomada deste mercado.
Ele acredita que a televisão foi outro fator que tirou o público das salas de projeções. Para o cidadão, o conforto da casa com um aparelho de televisão à frente assistindo novela ou outro programa é incentivo para não ir ao cinema. E, conforme assinalou, o controle remoto diminuiu ainda mais as chances de assistir filmes nos telões. Porém, ele aposta na inversão desta situação. Lula pediu também que a MP a ser encaminhada ao Congresso Nacional seja aprovada ainda este ano.
Presidente Lula quer incentivos para a retomada do mercado cinematográfico brasileiro. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Os empresários brasileiros de entretenimento foram incentivados nesta quarta-feira (23/6) pelo presidente Lula a investir na construção de novas salas de cinema para ajudar no processo de desconcentração dessas salas nas periferias das cidades ou fora dos grandes centros urbanos, durante lançamento do projeto “Cinema perto de você”, do Ministério da Cultura e da Agência Nacional de Cinema (Ancine). A cerimônia ocorreu no município de Luziânia (GO), distante 70 quilômetros de Brasília porque, segundo Lula, a cidade tem o perfil exato daquilo que o governo federal pretende alcançar com o programa. Na cerimônia, o presidente assinou uma Medida Provisória (MP) que assegura incentivos para a expansão dos cinemas país afora.
“É preciso fazer um mapeamento para identificar as causas que levaram a este problema sem ar de lamentação.”
Lula explicou ser necessário que o poder público sinalize aos investidores a importância de oferecer mais salas de projeções sem a cobrança de ISS e ICMS, e que os cinemas possam ser um ponto de atração para o público, motivando o cidadão a deixar sua casa, enfrentar o transporte e pagar pelo ingresso para assistir ao filme.
Lula contou que o filme “Cinema Paradiso” espelhou um pouco sua história. Nos anos 60, assistia fitas projetadas nas paredes de pequenos comércios e o áudio tinha pouca qualidade. “Quando assisti ao filme Cinema Paradiso, eu chorei. A história daquele menino era um pouco a minha história”, explicou.
Naquela época, conforme contou, ia ao cinema de terno e gravata que era emprestado pelo amigo Cláudio. Lula tratava o amigo com carinho, pois acreditava que se ele ficasse zangado pegaria a roupa de volta.
O presidente acredita que a televisão foi outro fator que tirou o público das salas de projeções. Para o cidadão, o conforto da casa com um aparelho de televisão à frente assistindo novela ou outro programa é incentivo para não ir ao cinema. E, conforme assinalou, o controle remoto diminuiu ainda mais as chances de uma pessoa assistir filmes nos telões. Porém, Lula aposta na inversão dessa situação – para isso confia na na aprovação ainda este ano da MP a ser encaminhada ao Congresso Nacional.
O lançamento da TV Brasil Internacional é a realização de um sonho por permitir mostrar ao mundo a grandeza do Brasil e a qualidade do seu povo, e não apenas os piores momentos do País como muitas vezes ocorre nas TVs comerciais, afirmou o presidente Lula durante a cerimônia realizada nesta segunda-feira (24/5) no Palácio Itamaraty, em Brasília. E o início das transmissões dos programas da TV Brasil para o exterior é mais um passo para provar que é possível fazer uma TV pública de qualidade e republicana, “que não seja nem ‘chapa branca’ mas que também não seja oposição a priori”, afirmou Lula. “Nós queremos uma TV pública que possa mostrar o Brasil lá fora como ele é.”
O presidente Lula gostou de saber que o início das transmissões internacionais da TV Brasil será para 49 países africanos, pela similaridade entre brasileiros e os povos da África. E lamentou o fato de que provavelmente não poderá ver, como presidente, o início das transmissões da TV pública brasileira para os países da América Latina, que ocorrerá num segundo momento. O presidente Lula teria uma conversa ao vivo, online, com o presidente de Moçambique, Armando Guebuza, mas o líder africano acabou enviando uma mensagem gravada, por ter outros compromissos no horário do evento.
Lula lembrou que muitos não acreditavam que seria possível ter uma TV pública brasileira, mesmo dentro do governo, mas a consolidação da TV Brasil prova que eles estavam enganados. E criticou quem pensou que ela seria usada para falar bem do seu governo. “Eu não queria uma televisão para falar bem do Lula, eu queria uma televisão para falar bem desse País”, disse.
Conversamos com Tereza Cruvinel, presidente da EBC, que afirma: “A TV Brasil Internacional é uma conquista da comunicação pública no Brasil”:
O ministro Franklin Martins (Comunicação Social) também lembrou em seu discurso os críticos que afirmavam que a TV Brasil seria usada como instrumento de propaganda. “O debate a esse respeito já avançou, a maioria já não diz isso”, afirmou, elogiando a maturidade da TV Brasil, que tem inovado nas contratações, parcerias e organização de sua grade de programação. Segundo Franklin, a quantidade de novidades apresentadas mostra a importância do acerto da criação da TV pública brasileira forte, para tirar o enorme atraso que havia no País, que sempre fez uma televisão de qualidade, mas sempre comercial, nunca pública. “Eu sei quanto custa dar cada passo a frente, porque a estrutura herdada pela EBC é uma estrutura com duas culturas diferentes, uma cultura do passado, muitas pessoas não têm a cultura da TV pública, é difícil. Mas quando eu olho e vejo, eu digo: ’se avançou extraordinariamente’”, avaliou o ministro.
A ênfase da programação da TV Brasil Internacional para a África será de conteúdos informativos e culturais brasileiros, ajustados ao fuso horário de Angola (quatro horas a mais em relação ao horário de Brasília). Segundo a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o canal internacional divulgará informações sobre o Brasil, sua cultura, povo, riquezas e oportunidades, atendendo à demanda feita pela comunidade de brasileiros emigrados na 2ª Conferência de Brasileiros no Mundo, em outubro de 2009, para que a programação da TV pública fosse oferecida no exterior. O Brasil tem hoje mais de três milhões de brasileiros que vivem em outros paises.
Haverá ainda, na grade africana, três programas criados especialmente para o canal internacional: o Conexão Brasil, que situa a posição do Brasil em relação a grandes temas mundiais; o Brasileiros no Mundo, voltado para as comunidades de emigrados, e o Fique Ligado, uma agenda cultural para os brasileiros que vivem no exterior.
Segundo a EBC, em breve a TV Brasil Internacional estará disponível nos Estados Unidos, paises da América Latina, Japão e Europa.
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