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bom dia, MinistroO programa Bom Dia, Ministro desta terça-feira (1/6) contou com a participação da ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, que discutiu dois assuntos que estão hoje na pauta de prioridades do governo federal: o Plano Nacional de Banda Larga e o Plano de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas.

A ministra assegurou que setores que criticam o fato de o governo se valer da estrutura da Telebrás para implantar o serviço o fazem por questões de concorrência neste mercado. Segundo Erenice, as críticas são precipitadas. Conforme destacou, no estudo feito pelo governo ficou evidente que a utilização da estrutura da estatal permitirá que o serviço chegue ao cidadão de forma mais rápida.

O plano foi lançado com horizonte até 2014. O alcance de 40 milhões de novos acessos em banda larga é para cinco anos. Temos meta para 2010 que é alcançar todos as capitais e trabalhar com 100 cidades eleitas para que sejam pilotos.

Ouça aqui a íntegra do programa:

De acordo com a ministra, o governo federal pretende massificar o acesso à internet rápida no país, a preço baixo (R$ 35 por mês) e com velocidade de 512 quilobits por segundo (Kbps). Deste modo, o acesso à banda larga no país deve passar dos atuais 11,9 milhões de domicílios para quase 40 milhões em 2014.

Ja o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas, lançado recentemente, integra as políticas interministeriais com atuação em quatro frentes: prevenção, reinserção social, tratamento aos dependentes e combate ao tráfico em parceria com estados, municípios e sociedade civil. Serão investidos R$ 410 milhões, ainda em 2010, em ações de saúde, assistência social e repressão ao tráfico.

Erenice explicou que o enfrentamento ao consumo de crack se dará “fundamentalmente em duas pontas”. Segundo ela acorrerão “ações de prevenções e a melhoria do sistema de tratamento”do dependente da droga. “Esta é uma droga que o tratamento exige internação. E, na sequência do período hospitalar, tem que haver um acompanhamento do paciente. O processo de recuperação é difícil”, afirmou.


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Pois bem, qual é a minha disposição? É que nós precisamos fazer a inclusão digital, garantindo quemais todo brasileiro, independentemente da origem social, seja ele dono de um bilhão ou dono de um tostão, ele tenha possibilidade de ter acesso à inclusão digital, com computador, banda larga, para ele poder descobrir oportunidades.

Presidente Lula no lançamento do Projeto BH Digital -- Belo Horizonte, 21 de outubro de 2009

Para o Brasil sair dos atuais 12 milhões de domicílios com acesso à internet por banda larga e chegar a 40 milhões até o final de 2014, o governo vai investir quase R$ 13 bilhões no Plano Nacional de Banda Larga, que foi lançado oficialmente nesta quarta-feira (5/5) em Brasília -- clique aqui para ver apresentação. A prioridade neste momento são 15 estados do Nordeste e Sudeste, mais a capital federal, regiões que já contam com anéis de fibra ótica. Outras 100 cidades serão escolhidas para receber os investimentos do plano, com prioridade para locais da administração pública que estejam relacionados à saúde, educação e segurança.

O gerenciamento do Plano Nacional de Banda Larga caberá à Telebrás, que atuará em parceria com as empresas privadas. Segundo Rogério Santana, secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, o plano do governo para implementar a internet banda larga no Brasil reduzirá o custo atual do serviço para no máximo R$ 35 (velocidade de 512 kbps, no mínimo) -- há a opção de um plano mais simples, a R$ 15, que oferecerá velocidade de 512 kbps e limitação de downloads.

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, também presente ao lançamento, comparou o PNBL ao programa Luz para Todos, que levou energia elétrica a mais de 10 milhões de pessoas em todo o Brasil. “Buscamos a cidadania e a competitividade da economia brasileira, que é feita com a inclusão digital”, disse.


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O presidente Lula afirmou, nesta sexta-feira (19/2), que em seu governo não há discriminação partidária quando uma reivindicação é apresentada, seja o prefeito ou governador da base aliada ou não. A explicação do presidente foi dada a jornalistas em entrevista coletiva concedida logo após seu discurso na fábrica de papel e celulose Fibria/Votorantim, em Três Lagoas (MS).

“Você acha estranho que o Presidente da República esteja andando com um prefeito de um partido e um governador de outro? O Presidente da República, no exercício de suas funções, não tem partido. Não tem amigos ou inimigos. Trata da relação institucional com todo mundo. Da forma mais republicana possível. Acabou o tempo da mesquinharia política em que um governador, por ser de um partido político, ia numa cidade e não se encontrava com o prefeito por ser de outro partido político. Um Presidente da República ia num estado e não ia visitar o governador ou não conversava com o prefeito por serem de outros partidos políticos. Esse comportamento levou o Brasil a um atraso quase secular. Não é essa a minha postura. Quando os entes federados trabalham juntos, o resultado é extremamente positivo para o povo. Quando a gente permite a mesquinhez política, o prejudicado é o povo.

Ouça a íntegra da entrevista:

Lula comentou também a aliança política que vem montando com o PMDB. Segundo ele, trata-se de um entendimento político definitivo a nível nacional. Porém, ele reconheceu algumas dificuldades regionais e explicou que, se as questões não forem equacionadas, não subirá em mais de um palanque naquele estado onde existirem divergências partidárias. O presidente acredita que há tempo suficiente para que as direções regionais e nacionais possam resolver as pendências existentes.

O presidente afirmou que a Telebrás -- holding que comandou as companhias estatais de telefonia fixa e móvel no Brasil -- será recuperada. A empresa esteve em processo de liquidação após a privatização das companhias telefônicas em 1998, mas segundo Lula será fortalecida no processo do Plano Nacional de Banda Larga.

O presidente voltou a explicar que não emitirá opinião sobre a questão política do Distrito Federal. Segundo ele, como o assunto vem sendo analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) “o Presidente da República não pode dar palpite”. Ele enfatizou que não comenta nada sobre hipóteses.

Sobre a construção de uma unidade de fertilizantes da Petrobras naquele município, Lula explicou que não tinha condições de comentar o assunto, pois deveria ser motivo de análise da estatal e, por tanto, uma manifestação iria causar reflexo inclusive no mercado acionário internacional. Lula voltou a afirmar que continuará percorrendo o País inaugurando obras até o último minuto do último dia do seu governo. “Se, em algum momento da história, o Presidente da República não viajava porque não tinha obra para inaugurar, era problema dele. Eu vou continuar andando”, disse.


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