O presidente Lula faz um balanço da viagem ao continente africano no programa de rádio “Café com o Presidente” dessa segunda-feira (12/7). A visita oficial a seis países (Cabo Verde, Guiné Equatorial, Quênia, Tanzânia, Zâmbia e África do Sul) foi classificada como sendo a oportunidade de saldar uma dívida histórica do Brasil para com a África. O presidente explicou que a Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária] vem desenvolvendo estudos para melhorar a qualidade do solo da savana africana, tornando-o um terreno fértil para produção de alimentos.
O Brasil tem dívida histórica com os africanos, e nós achamos que como essa dívida não pode ser paga com dinheiro, ela é paga com solidariedade, com gestos políticos e com ajuda.
Ouça abaixo a íntegra do programa Café com o Presidente.
Lula fez o percurso pelo continente com uma delegação de empresários brasileiros. Segundo ele, em diversas oportunidades foram realizados seminários que tiveram por objetivo incrementar o comércio bilateral. O presidente explicou que as áreas de interesse passam por energia elétrica, construção civil, além da exploração de minas de minério de ferro e plantio de cana de açucar. Lula informou que ao deixar a Presidência da República pretende promover troca de experiência com os países da América Latina, Caribe e África.
Eu tenho que aproveitar o acúmulo dos acertos que nós tivemos em política social no Brasil – e que são muitos – para que a gente possa trocar experiências com os países, por exemplo, da América Central, com os países da América do Sul, com os países do Caribe e com a África. Obviamente que nós queremos é que as pessoas conheçam o que nós estamos fazendo, para adaptar, em função da realidade deles, os programas do jeito que eles entenderem que devam colocar em prática. Eu não estou a fim de levar cartilha pronta para ninguém. Eu estou a fim de dizer: olha, no Brasil nós fizemos assim e “assado” e deu certo. Então, eu penso que o acúmulo de experiências que nós vamos ter ao deixar a Presidência da República do Brasil não pode ficar apenas para nós, brasileiros, sabermos. É preciso que a gente faça com que o mundo saiba que é possível a gente construir um outro mundo.
Os presidentes Lula e Jakaya Mrisho Kikwete (Tanzânia) conheceram nesta quarta-feira o projeto Moatize, da Vale. Implementado em Moçambique, onde a empresa começa a produzir carvão a partir de janeiro de 2011, o projeto tem como objetivo suprir o mercado siderúrgico brasileiro com a matéria-prima.
Em entrevista exclusiva ao Blog do Planalto, o presidente da Vale, Roger Agnelli, que integra a comitiva do governo brasileiro, afirmou que a África é uma oportunidade enorme para os empresários brasileiros:
Em 10 anos será um continente diferente. O mundo vai precisar da África. A África está no meio dos dois mundos. Oriente e Ocidente. As empresas brasileiras têm que vir para cá e investir. A África é o futuro em recursos naturais, assim como o Brasil e a América do Sul são o presente.
Agnelli afirmou ainda que a participação do presidente Lula no incentivo para que grupos brasileiros invistam no mercado africano tem sido de enorme importância. Ele citou como exemplo o fato de o presidente brasileiro ter intercedido junto ao governo da Tanzânia para que a Vale possa explorar uma mina de ferro que será colocada em licitação. A Vale também irá ampliar seus negócios na Zâmbia.
O projeto Moatize teve início em 2009. Num primeiro momento, segundo Agnelli, a empresa retirou os moradores do local onde existe a mina e os abrigou numa vila especialmente construída pela Vale. O projeto prevê investimentos no valor de US$ 1,3 bilhão e, quando estiver em operação, terá capacidade de produzir 11 milhões de toneladas de carvão por ano.
Este é o maior investimento em carvão da empresa no mundo e deve gerar cerca de três mil empregos em Moçambique na fase de construção, a maioria de trabalhadores locais, e 1,5 mil postos de trabalho quando começar a operar.
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Um dos pontos altos da viagem do presidente Lula à África tem sido a receptividade com que vem sendo recebido em cada país visitado. No desembarque no Aeroporto Internacional Julius Nyerere, em Dar es Salaam, capital da Tanzânia, a delegação brasileira despertou a curiosidade e alegria da população. Lula chegou à Tanzânia num feriado local e assim as ruas foram tomadas de pessoas, que se aglomeravam por onde o presidente brasileiro passava.
Lula cumprimenta populares em sua chegada à Dar es Salaam, capital da Tanzânia. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Ao chegar ao Palácio do Governo, onde se reuniu com o presidente Jakaya Mrisho Kikwete, a comitiva passou por um corredor coberto por tapete vermelho. Nas laterais, populares em trajes nas cores verde e amarela saudavam os integrantes da delegação brasileira. Na porta principal do palácio, o presidente Lula ergueu o braço de Kikwete. Em seguida, tocou um tambor típico do país.
Lula toca tambor típico na Tanzânia. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Da Tanzânia, o presidente brasileiro seguiu para Lusaca, capital da Zâmbia, sendo recebido pelo presidente Rupiah Bwezani Banda. Novamente, foi recepcionado com mais festa e danças tribais. Na quinta-feira (8/7), Lula tem encontro bilateral no Palácio Presidencial em Lusaca, com assinatura de atos. Depois será agraciado com a Ordem Águia da Zâmbia. Após a cerimônia, Lula e comitiva voltarão para o hotel, para participar do encerramento do seminário empresarial Brasil-Zâmbia.
No final do dia, Lula seguirá para a África do Sul.
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O presidente Lula anunciou, durante visita à Tanzânia, que o governo brasileiro irá agilizar os entendimentos para o perdão da dívida de US$ 246 milhões deste país, contraída nos anos 80. A notícia, divulgada em discurso do presidente brasileiro feito na abertura da Feira Internacional de Comércio de Dar es Salaam, capital do país, foi bem recebida pelo presidente Jakaya Mrisho Kikwete. Para Kikwete, essa dívida adquirida pela Tanzânia teve por finalidade construir uma rodovia.
Outro país a ter a dívida com o Brasil perdoada foi Cabo Verde – US$ 5,1 milhões – ver aqui. “Se o Brasil pode emprestar dinheiro para o FMI, o Brasil pode perdoar a dívida da Tanzânia”, afirmou o presidente brasileiro.
Presidente Lula discursa na abertura do seminário empresarial Brasil-Tanzânia. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Durante o seminário empresarial Brasil-Tanzânia, Lula afirmou que as indústrias devem investir na Tanzânia, mas contratando mão-de-obra local. A Vale, que já atua em diversos países africanos, tem projeto que exploração de uma mina de carvão e a Petrobras assinou acordo de produção do etanol. Lula considera estratégica a localização da Tanzânia na África, o que facilitaria a atuação do Brasil em outros países da região.
Num mundo globalizado, a disputa é cada vez mais acirrada. É necessário bater de porta em porta. E a Tanzânia tem demonstrado segurança jurídica para os investidores. O século 21 será o século dos países que não creceram no século 20. Será o século da América Latina e Caribe. Será também o século da África.
Ouça aqui a íntegra do discurso:
Para Lula, é fundamental para o Brasil criar novos mercados e a África se apresenta como um mercado extraordinário. Lula citou como exemplo a participação das classes D e E no aquecimento do consumo brasileiro. Segundo frisou, foram os mais pobres das regiões Norte e Nordeste brasileiras que impulsionaram as vendas da indústria não deixando o país entrar na crise financeira mundial de 2008 iniciada pelo mercado imobiliário dos Estados Unidos.
Já na Feira Internacional de Comércio em Dar es Salaam, Lula afirmou que há uma excelente oportunidade de produção de alimentos no continente africano. A Embrapa, por exemplo, vem fazendo importante trabalho no sentido de transferir tecnologia para alguns países do continente, melhorando assim a produção local.
“Quando o mundo necessitar de alimentos, a África será a resposta. E o Brasil esta disposto a ajudar”, afirmou Lula, que da Feira Internacionlal seguiu para o Palácio do Governo, onde se reuniu com o presidente Kikwete e participou de cerimônia de assinatura de atos sobre formação de diplomatas e a parceria entre os dois países na produção de etanol.
Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente Lula na feira:
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Até o último dia do governo, o presidente Lula irá trabalhar para que as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) sejam concluídas, segundo ele mesmo afirmou em entrevista coletiva concedida nesta terça-feira (6/7) aos jornalistas que acompanham sua viagem pela África na saída do hotel em Dar es Salaam, na Tanzânia. Lula voltou a descartar notícias de que se licenciaria do cargo para ajudar na campanha da candidata do PT à sua sucessão:
“Se tivesse que deixar o governo, o faria para ser candidato. Mas isso não vai ocorrer. Serei presidente até o último minuto do dia 31 de dezembro”, afirmou. Lula brincou com os jornalistas, lembrando que a eleição de 3 de outubro próximo será a primeira sem que a cédula eleitoral tenha seu nome como candidato. “Vocês vão sentir saudades. Desde 1989, nunca viram uma cédula que não tivesse o nome do Lula. Será muito mais fácil para o eleitor acertar o voto”, disse.
O presidente saiu do hotel em Dar es Salaam para assistir ao jogo entre Holanda e Uruguai, na Copa do Mundo da África do Sul, na casa do embaixador do Brasil na Tanzânia, Francisco Luz. Lula assegurou que a Copa o fez sofrer, porque acreditava na vitória da Seleção Brasileira. Mais uma vez Lula lamentou os gols sofridos para a Holanda e foi enfático ao afirmar que o torcedor não deve responsabilidar o treinador.
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Presidente Lula passa as tropas em revista durante sua chegada a Dar es Salaam, capital da Tanzânia. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Várias manifestações de danças tribais e grupos musicais marcaram a calorosa recepção ao presidente Lula, além de autoridades e empresários brasileiros, no Aeroporto Internacional Julius Nyerere, em Dar es Salaam, capital da Tanzânia. No aeroporto, Lula foi recebido pelo presidente Ali Mohamed Shein.
Depois, num pequeno palanque, o presidente brasileiro participou de cerimônia de desfile da tropa da Guarda Presidencial e depois se aproximou de um grupo que cantava e dançava com cobras. No caminho até o hotel, populares se juntaram nas avenidas da cidade para assistir o comboio da comitiva brasileira. No hotel, mais grupos musicais e exibições de dança.
Presidente Lula observa apresentação de grupo folclórico da Tanzânia. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Lula desembarcou em Dar es Salaam no final da tarde desta terça-feira (6/7) para cumprir a quarta etapa da viagem que faz pelo continente africano. Amanhã, quarta-feira (7/7), Lula participa da abertura do Seminário Empresarial Brasil-Tanzânia. Depois visita a Feira Internacional de Comércio de Dar es Salaam, onde visitará o pavilhão brasileiro. Às 11 horas (5 horas no horário de Brasília), o presidente Lula seguirá para o Palácio Presidencial para reunião com o presidente Jakaya MrishoKikwete, com reunião ampliada seguida de assinatura de atos.
Após almoço, Lula se desloca para o Aeroporto Internacional e embarca para Lusaca, capital da Zâmbia, quinto país a receber o presidente brasileiro.
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O presidente Lula desembarcou ontem à noite em Nairóbi, capital do Quênia, para a terceira escala no continente africano. As atividades começam às 10h (4h pelo horário de Brasília) com chegada à State House. Ele segue diretamente para encontro privado com o presidente do Quênia, Mwai Kibaki, que terminará com cerimônia de assinatura de atos no próprio palácio.
A segunda etapa do compromisso neste país refere-se à cerimônia de encerramento do Seminário Empresarial Brasil-Quênia. O presidente Lula chegou a Nairóbi com empresários brasileiros interessados em investir no continente africano. Após o encerramento do seminário, será servido almoço como parte da congratulação.
Às 16h20 (horário local) a delegação brasileira segue viagem para Dar es Salaam, capital da Tanzãnia, quarto país que integra o roteiro da visita do presidente Lula. Do Aeroporto Internacional Julius Nyerere, a comitiva se desloca para o hotel e retoma os compromissos amanhã (7/7) neste país africano.
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Com o objetivo de reforçar as relações bilaterais do Brasil com países africanos, o presidente Lula embarca nesta sexta-feira (2/7) para a África, onde visitará seis países – Cabo Verde, Guiné Equatorial, Quênia, Tanzânia, Zâmbia e África do Sul. Veja nosso infográfico:
Infográfico: Thiago Melo
O primeiro compromisso do presidente brasileiro no continente africano é abertura da Cúpula Brasil-Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que será realizada no sábado (3/7) na Ilha do Sal, em Cabo Verde. No domingo (4/7), ainda em Cabo Verde, Lula participará de reunião bilateral com o presidente de Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanha.
Desde o início do governo do presidente Lula, a prioridade conferida à África passou a ser política de Estado, respaldada por ações concretas. Com base nas suas experiências bem-sucedidas, o Brasil deseja ser parceiro dos países daquele continente em projetos de desenvolvimento. A reunião deverá criar oportunidades para a cooperação para o desenvolvimento, investimentos e financiamento de projetos em campos como agricultura, infraestrutura e energias renováveis.
O segundo país africano a ser visitado pelo presidente Lula será a Guiné Equatorial, onde participará na segunda-feira (5/7) da cerimônia de abertura do Encontro Empresarial Brasil-Guiné Equatorial. Depois do evento, Lula se encontrará com o presidente do país africano, Teodoro Obiang Mguema Mbasogo.
Da Guiné Equatorial, o presidente brasileiro viajará para Nairóbi, capital do Quênia, onde terá encontro privado na terça-feira (6/7) com o presidente Mwai Kibaki, e assinará atos de cooperação. Às 12h30min, participa de da sessão de encerramento do Seminário empresarial Brasil-Quênia.
Segundo Baumbach, “a visita do presidente Lula ao Quênia se inscreve nos esforços mútuos de aprofundamento do relacionamento bilateral, marcado, de um lado, pela convergência de posições no cenário internacional e, de outro, por amplo potencial de cooperação em áreas específicas”.
Lula parte para Dar es Salaam, na Tanzânia, às 16h da terça-feira (6/7), participando no dia seguinte de cerimônia de abertura do Encontro Empresarial Brasil-Tanzânia. Visitará ainda o pavilhão brasileiro da Feira Internacional de Comércio de Dar es Salam e se encontrará com o presidente da Tanzânia, Jakaya Mrisho Kikwete. Após assinatura de atos e almoço, Lua seguirá para Lusaca, na Zâmbia, onde será recebido pelo presidente Rupiah Bwezani Banda. É a primeira visita oficial de um chefe de Estado brasileiro à Zâmbia.
Na quinta-feira (8/7), Lula e Banda terão encontro privado às 9 horas e participarão de reunião ampliada e cerimônia de assinatura de atos. Lula participará ainda do seminário empresarial Brasil-Zâmbia.
O presidente Lula chega à África do Sul na tarde de quinta-feira (8/7), onde participará em Pretória da cerimônia de lançamento do Emblema Oficial da Copa do mundo da Fifa Brasil 2014. A cerimônia oficial de chegada será realizada no dia seguinte, sexta-feira (9/7), a partir das 9 horas, seguida de encontro privado com o presidente Jacob Zuma, reunião ampliada e cerimônia de assinatura de atos.
Lula e a primeira-dama Marisa Letícia visitarão, acompanhados do presidente sul-africano e esposa, o Isivivane Memorial, monumento em memória aos mortos nas lutas pela humanidade e pela liberdade (no Freedom Park). Às 17h15min, Lula participa do lançamento da campanha internacional turística para o Brasil 2014. Às 19h30min, o presidente da África do Sul oferece jantar de Estado em homenagem ao Presidente Lula.
No sábado (10/7), Lula participará do Fórum Empresarial África do Sul-Brasil e, à noite, estará presente ao jantar oferecido pelo presidente sul-africano por ocasião da Cerimônia de Encerramento da Copa do Mundo 2010.
No domingo (11/7), o presidente Lula comparecerá à final da Copa do Mundo, retornando ao Brasil na manhã de segunda-feira (12/7) – chegando a Brasília por volta das 15h30.
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