Fiel ao legado que recebeu da mãe de sempre prezar as amizades, o presidente Lula prestigiou nesta sexta-feira (22/1) o amigo Antonio Neto, presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Processamento de Dados e Empregados de Empresas de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Sindpd), comparecendo à inauguração da nova sede da instituição na capital paulista. Lula afirmou ser muito agradecido ao movimento sindical brasileiro, porque nos momentos mais difíceis de sua vida teve ao seu lado os sindicalistas do País.
Eu não deixo companheiro no meio da estrada. (…) Eu o considero um grande companheiro porque sempre teve um comportamento de grande companheiro comigo. Por isso não poderia faltar à inauguração desta sede.
Lula elogiou a escolha do nome do ex-presidente Getúlio Vargas para a nova sede, afirmando ser uma forma de resgatar parte da história brasileira. Confira a homenagem que o presidente prestou a Getúlio:
O presidente Lula fez questão também de citar em seu discurso algumas das principais ações feitas por seu governo nos últimos sete anos -- PAC, Luz para Todos, crédito consignado, construção de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) -, que vão mudar a cara do País e facilitar a vida de quem entrar no governo a partir de 2011.
Três inaugurações estão na agenda do presidente Lula nesta sexta-feira (22/1). Em Itapira, ele inaugura às 11h30 a quarta unidade farmacêutica do Laboratório Cristália, que pretende quadruplicar sua produção. Em seguida o presidente segue para Campinas, onde participará de solenidade de inauguração de outro laboratório, o Nacional de Ciência e Tecnologia de Bioetanol (CTBE), que tem como base um estudo encomendado pelo Ministério da Ciencia e Tecnologia (MCT) sobre a possibilidade de o Brasil substituir 10% de toda a gasolina comercializada no mundo por etanol de cana-de-açúcar. O evento será às 15 horas.
O terceiro compromisso do presidente Lula em São Paulo será 1as 19 horas na capital, onde inaugura sede do Sindicato dos Trabalhadores de Processamento de Dados e Empregados de Empresas de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Sindpd). O sindicato foi fundado há 25 anos e atua na defesa dos direitos e interesses dos trabalhadores do setor no estado paulista.
Certo de que o cidadão comum vai se idenficar com o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva no filme Lula, o filho do Brasil, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre, conversou com exclusividade com o Blog do Planalto. Segundo Nobre, Lula é muito maior que a região do ABC. Para o líder sindical, o filme de Fábio Barreto, baseado no livro homônimo de Denise Paraná, vem num momento muito especial.
“Lamentamos que setores da mídia e da elite avaliem o filme como sendo eleitoral. Lula não é candidato a nada em 2010. Lula tem uma vida muito interessante. O mundo tem a aprender com a trajetória dele. Mesmo você sendo pobre, a partir de sua realidade, pode se transformar numa grande liderança. É justo que o presidente Lula tenha a sua trajetória consagrada. O Lula é fruto do movimento sindical organizado”, afirmou.
O filme entra em cartaz em janeiro de 2010. Para o sindicalista, assim como a Índia cultua Manhatman Gandhi, e o povo da África do Sul, Nelson Mandela, o Brasil tem o direito de vislumbrar em Lula um ídolo. Ele explicou que com o objetivo de permitir que o trabalhador brasileiro assista ao filme, alguns ingressos serão custeados pelos sindicatos. “Nada mais justo que o trabalhadores tenham acesso de modo mais barato. Lula é importante para o Brasil, para a América Latina e para o mundo”, assegurou.
O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou que o governo trabalha pela aprovação de uma política de reajuste do salário mínimo no País e, ao mesmo tempo, busca uma solução negociada com as centrais sindicais sobre o mecanismo de reajuste das aposentadorias e pensões dos segurados da previdência social.
“O Brasil está num momento importante de superação da crise internacional, da recuperação de suas receitas e, por isso, achamos que esse não é o momento trazermos esse debate agora. Estou absolutamente convencido que o Congresso é sensível a essa situação do Brasil e sabe a importância de aprovarmos uma política de salário mínimo e que ela seja permanente. Esse é o esforço nosso do governo com o conjunto da base aliada”, disse.
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