Entries tagged with “Sindicato dos Metalúrgicos do ABC”.


João Ferrador, personagem criado pelo jornalista Félix Nunes, antigo companheiro de sindicato do presidente Lula em São Bernardo do Campo.

Durante sua passagem por Campo Grande (MS), esta semana, o presidente Lula teve um encontro histórico com antigos companheiros sindicalistas, entre eles o jornalista Antonio Carlos Félix Nunes (no vídeo, o primeiro da esquerda para a direita, de boné, sem óculos), que editava o jornal Tribuna Metalúrgica no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SP). Félix foi o criador, em 1972, do personagem João Ferrador, que representava a indignação dos metalúrgicos com o governo por meio de bilhetes que enviava a integrantes do alto escalão do governo da época. Também se encontraram com Lula os sindicalistas Bartolomeu Anastácio e Paulo Valentin, além do ex-governador José Orcírio dos Santos.

Na conversa, o presidente Lula lembra de uma vez que saiu para pescar com Félix Nunes e com ele ficou hospedado em uma casa do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, na praia de Picinguaba (SP), e outros ‘causos’.


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Presidente Lula assiste a imagens do tempo em que era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC durante inauguração da TV dos Trabalhadores, em São Bernardo do Campo (SP). Foto: Domingos Tadeu/PR

Depois de acalentar por 30 anos o sonho de ter uma emisora própria, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SP) enfim vê sua TV no ar – a TV dos Trabalhadores (TVT) foi inaugurada nesta segunda-feira (23/8) em São Bernardo do Campo (SP), com a presença do presidente Lula e primeira-dama, ministros e prefeitos da região. Mas a grande luta começa agora, advertiu Lula: convencer o público a assistir a programação.

“Agora é que começa a prova dos nove, é que temos que provar que valeu à pena a gente brigar por 23 anos para ter uma TV”, disse o presidente, lembrando que mais do que competência para conseguir o canal, os trabalhadores terão agora que mostrar competência para produzir informação relevante que interesse à sociedade como um todo e não apenas a uma pequena parcela dela. “É uma TV para os trabalhadores e também para o povo brasileiro.”

Lula defendeu uma maior participação de sindicatos e movimentos sociais na exploração de concessões públicas de TVs no País, tendo suas próprias emissoras, porque essas concessões são “bens de todos os brasileiros, que devem ser distribuídos de modo a contemplar todos os setores de nossa sociedade”, disse.

Concessões que devem ser exploradas, sim, pelas empresas comerciais, mas também pelas empresas públicas e por entidades da sociedade civil organizada. É isso que reza a nossa Constituição. E é isso que está presente em nossas leis. É com a multiplicidade de vozes, afinal, que se executa o canto da democracia plena. E nesta sinfonia não pode – nunca – faltar a voz dos trabalhadores. A inauguração desta emissora gerida pelos trabalhadores dá novo vigor a algo que é sagrado para todos nós: a liberdade de imprensa.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

O presidente lembrou que a imprensa brasileira tem hoje plena liberdade de publicar e veicular, “sem qualquer tipo de ingerência por parte do governo”, e que essa conquista é também da sociedade. Observou ainda que os brasileiros estão cada vez mais conscientes, sabendo distinguir a informação da distorção de fatos – “o que é bom ou mau jornalismo”, frisou. Isso aconteceu, disse Lula, porque a nossa democracia está madura e também porque as fontes de informação são mais acessíveis e plurais.

Com a Internet, milhões de brasileiros passaram a ter a capacidade não só de acessar novos conteúdos, mas também a de se expressar para toda a sociedade. Setores que antes não se viam representados nos meios de comunicação começaram a ter vez e voz. E muitos que antes não podiam ser ouvidos se tornaram importantes personagens da comunicação, emitindo os mais variados pontos de vista e opiniões. Estou certo de que esta pluralidade crescerá ainda mais no futuro, e de que com ela crescerá também nossa democracia. E a estréia da TV dos Trabalhadores é certamente um dos episódios importantes e simbólicos da história recente da nossa República.


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Promover o diplomata, poeta e compositor Vinícius de Moraes ao cargo de Ministro de Primeira Classe (embaixador) é um processo de reparação obrigatória, que não precisa de agradecimento algum por parte da família, disse o presidente Lula durante cerimônia realizada nesta segunda-feira (16/8) no Palácio Itamaraty. Emocionado, Lula disse que “possivelmente, quem teve a atitude de propor a cassação de Vinicius não tenha lido o poema Operário em Construção. Porque se ele tivesse lido, tal como o operário ele havia aprendido a dizer ‘não’ e não teria cumprido a aberração que foi colocar fim à carreira diplomática do Vinicius de Moraes”.

Vinícius foi aposentado compulsoriamente durante a ditadura militar, por meio do Ato Institucional n.º 5 (AI-5), em 1968. A lei sancionada por Lula em junho passado assegura aos atuais dependentes do poeta os benefícios da pensão correspondente ao cargo.

Lula ressaltou a preocupação de seu governo em reparar erros históricos e lembrou do brilhantismo de Vinicius como pessoa, poeta e diplomata:

“Eu tenho dito aos meus companheiros de governo que muitas vezes, no Brasil, nós esquecemos as pessoas que a gente gosta, deixamos de exaltar as pessoas que foram vítimas do período do autoritarismo. Aos poucos, a gente vai esquecendo de transformar os nossos heróis em heróis, porque nós não falamos deles”.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

Durante o evento, a cantora Miúcha interpretou canções de Vinicius ao lado da filha do poeta, Georgiana de Moraes, e da neta Mariana de Moraes, que lembrou emocionada o encontro do presidente com seu avô, 31 anos atrás (1979), quando Vinicius leu, a convite do então presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luiz Inácio da Silva, o poema Operário em Construção -- veja aqui trecho de documentário que mostra a cena.

O poema foi lido durante a cerimônia de hoje pelo professor Eucanaã Ferraz, confira:

Em seu discurso, o presidente ressaltou aos familiares do diplomata que estavam presentes as qualidades de Vinicius não só como poeta e diplomata, mas também em sua vida particular. “Não sabia que era possível um ser humano saber viver como ele soube. Vinicius era um ser superior, e um ser superior, mesmo cassado, continua crescendo. Para mim, ele era sublime”, disse.


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O então presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luiz Inácio Lula da Silva, e o poeta e compositor Vinícius de Moraes, nas comemorações do Primeiro de Maio de 1979, quando Vinícius leu o poema Operário em Construção a pedido de Lula.

Quem já passou por essa vida e não viveu; Pode ser mais, mas sabe menos do que eu; Porque a vida só se dá pra quem se der -- Vinícius de Moraes

Aos olhos atentos de uma multidão de trabalhadores, políticos e intelectuais, Vinícius de Moraes leu, emocionado, o poema “Operário em Construção”, de sua autoria, a convite do então presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luiz Inácio Lula da Silva. “Os seus irmãos que morreram, por outros que viverão, uma esperança sincera cresceu no seu coração…”. Assim como o trecho da poesia lida na missa realizada no Dia do Trabalhador (1° de maio) de 1979, no Paço Municipal de São Bernardo do Campo, foi marco histórico da luta pela democracia no Brasil.

Neste trecho do filme ABC da Greve, de Leon Hirszman, traz o momento exato em que Lula e Vinícius chegam para o evento:

Trinta e um anos depois, o presidente Lula homenageia o poeta, compositor, dramaturgo, jornalista e diplomata brasileiro Vinícius de Moraes, em cerimônia no Palácio Itamaraty, nesta segunda-feira (16/8), com a promoção post mortem ao cargo de Ministro de Primeira Classe da Carreira de Diplomata (embaixador). Vinícius fora aposentado compulsoriamente com o Ato Institucional n.º 5 (AI-5), em 1968. A lei sancionada por Lula assegura aos atuais dependentes do poeta os benefícios da pensão correspondente ao cargo.

Veja aqui o poeta Taiguara recitando o poema Operários em Construção, de Vinícius de Moraes:

Vinícius ingressou na carreira diplomática em 1943. Em 1946, assumiu seu primeiro posto diplomático, o de vice-cônsul do Brasil em Los Angeles, nos Estados Unidos, seguindo depois para outras missões. Em 1964, quando eclodiu a crise em que os militares assumiram o poder no Brasil, Vinícius retornou ao país. Em 1969, foi exonerado.

Eucanaã Ferraz, poeta, professor de literatura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e estudioso da obra de Vinícius, afirma que o ato simboliza uma correção de rumos: “Vinícius foi um grande embaixador, elevou a uma dimensão gigantesca a imagem do Brasil no exterior e é amado pelos brasileiros.” Para Eucanaã, que fará uma homenagem ao poeta na cerimônia desta segunda, ninguém pode tomar o que já era dele. Como o próprio poeta endossou em sua poesia, “não podes dar-me o que é meu”.

Após a cerimônia, será aberta a exposição fotográfica “Vinícius – Embaixador do Brasil”, com fotos de sua atuação como diplomata.


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A garra das mulheres em lutar por seus direitos e as conquistas que obtiveram nos últimos anos foram exaltados pelo presidente Lula nesta quinta-feira (25/3) na abertura do 2º Congresso das Mulheres Metalúrgicas do ABC, realizado no auditório do sindicato da categoria em São Bernardo do Campo (SP) – um “solo sagrado”, afirmou o presidente.

Esse auditório é um solo sagrado porque tudo o que acontece neste País desde 1978 passa pelas discussões nessa categoria e nesse espaço aqui.

O Congresso deste ano é o primeiro em 32 anos, tendo sido idealizado por Lula quando era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Em janeiro de 1978, a 1ª edição teve como principal resultado a criação do Coletivo de Mulheres, hoje denominado Coletivo de Gênero do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Antigamente, as mulheres eram auxiliares do marido. Hoje, mais da metade são chefes de família, têm dupla ou tripla jornada de trabalho, por isso o que vocês aprovarem aqui seja uma caixa de ressonância para o que outras categorias no mundo inteiro saibam o que foi aprovado aqui. Mandem para Nilcéa (Freire, ministra de políticas para as Mulheres) para que a gente possa transformar em lei o que foi aprovado aqui, uma plataforma de luta e de conquista dessas categorias.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente no evento:

Sobre os 180 dias de licença maternidade reivindicados pela categoria, o presidente deu um alerta:

Não podemos permitir que a lei seja proibitiva de contratações de mulheres por isso. Ao ser aprovado, é preciso criar mecanismos que não permitam que se utilize subterfúgios para não contratar as mulheres para trabalhar nas fábricas”. E utilizou ainda uma figura de linguagem: “a gente manda projeto de lei para o Congresso Nacional que parece um pônei, um cavalinho bonito, e sai de lá um camelo, todo deformado – tem de olhar o conjunto da obra pra não sair prejudicado. É um alerta pra vocês.

O presidente destacou que a edição deste ano do Congresso pode marcar uma nova trajetória na vida das mulheres do sindicato, que já teve 26% de mulheres em seus quadros nos anos 80 e que hoje tem 14%, mesmo sabendo que a categoria diminuiu, afirmou o presidente.

Participaram do ato as ministras Dilma Roussef (Casa Civil) e Nilcéa Freire (Secretaria Especial de Políticas para Mulheres), além do prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, entre outras autoridades.


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A garra das mulheres em lutar por seus direitos e as conquistas que obtiveram nos últimos anos foram exaltados pelo presidente Lula nesta quinta-feira (25/3) na abertura do 2º Congresso das Mulheres Metalúrgicas do ABC, realizado no auditório do sindicato da categoria em São Bernardo do Campo (SP) -- um “solo sagrado”, afirmou o presidente.

Esse auditório é um solo sagrado porque tudo o que acontece neste País desde 1978 passa pelas discussões nessa categoria e nesse espaço aqui.

O Congresso deste ano é o primeiro em 32 anos, tendo sido idealizado por Lula quando era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Em janeiro de 1978, a 1ª edição teve como principal resultado a criação do Coletivo de Mulheres, hoje denominado Coletivo de Gênero do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Antigamente, as mulheres eram auxiliares do marido. Hoje, mais da metade são chefes de família, têm dupla ou tripla jornada de trabalho, por isso o que vocês aprovarem aqui seja uma caixa de ressonância para o que outras categorias no mundo inteiro saibam o que foi aprovado aqui. Mandem para Nilcéa (Freire, ministra de políticas para as Mulheres) para que a gente possa transformar em lei o que foi aprovado aqui, uma plataforma de luta e de conquista dessas categorias.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente no evento:

Sobre os 180 dias de licença maternidade reivindicados pela categoria, o presidente deu um alerta:

Não podemos permitir que a lei seja proibitiva de contratações de mulheres por isso. Ao ser aprovado, é preciso criar mecanismos que não permitam que se utilize subterfúgios para não contratar as mulheres para trabalhar nas fábricas”. E utilizou ainda uma figura de linguagem: “a gente manda projeto de lei para o Congresso Nacional que parece um pônei, um cavalinho bonito, e sai de lá um camelo, todo deformado – tem de olhar o conjunto da obra pra não sair prejudicado. É um alerta pra vocês.

O presidente destacou que a edição deste ano do Congresso pode marcar uma nova trajetória na vida das mulheres do sindicato, que já teve 26% de mulheres em seus quadros nos anos 80 e que hoje tem 14%, mesmo sabendo que a categoria diminuiu, afirmou o presidente.

Participaram do ato as ministras Dilma Roussef (Casa Civil) e Nilcéa Freire (Secretaria Especial de Políticas para Mulheres), além do prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, entre outras autoridades.


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