Entries tagged with “”.


Viagens internacionais

Em discurso no parlamento de Israel (Knesset) que foi aplaudido de pé, o presidente Lula defendeu uma solução negociada dos conflitos no Oriente Médio, notadamente entre palestinos e israelenses, e a participação de novos atores nas conversações de paz na região, além da renovação da ONU para que a instituição possa ter mais representatividade e “um papel mais ativo na busca da paz”.

O presidente brasileiro citou por duas vezes o físico Albert Einstein para reforçar seus argumentos. Na primeira citação, um chamado para que todos os envolvidos nas conversações sobre a paz procurem alternativas:

“Não se pode fazer a mesma coisa, dia após dia, e esperar resultados diferentes”, disse Lula, que discursou após o presidente do Knesset, Reuven Rivlin; o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu; e a líder da oposição em Israel, Tzipi Livni. O presidente Shimon Peres também estava presente, mas não fez discurso.

A segunda citação veio ao final do discurso:

A paz não pode ser mantida pela força. Somente pode ser alcançada pelo entendimento.

Lula lembrou sua trajetória de sindicalista e de como sempre procurou resolver os conflitos por meio do diálogo, “ainda quando ele parecia ingênuo, tarefa impossível”.

Ouça a íntegra do discurso do presidente Lula.

Lula lamentou que esforços como o da Conferência de Annapolis, nos Estados Unidos (realizada em 2007), tenham sido desperdiçado e lembrou que na ocasião o Brasil reiterou sua posição sobre a coexistência necessária entre israelenses e palestinos e de repúdio ao terrorismo, “praticado sob qualquer pretexto, e por quem quer que fosse”:

Essa postura se faz mais necessária agora, quando assistimos a uma paralisaçao das negociações e iniciativas unilaterais que as dificultam, como o anúncio da construção de residências em Jerusalém às vésperas do reinício de uma rodada de negociações. O impasse agrava a deterioração das condições de vida nos territórios palestinos ocupados. Mas também alimenta fundamentalismos de todos os lados e coloca no horizonte conflitos mais sangrentos ainda.

A estabilidade no Oriente Médio, afirmou o presidente Lula, não garante a paz apenas na região, mas em todo o mundo, e por isso é preciso abrir um “círculo virtuoso” de negociações na região, em busca de valores mais elevados. “A história recompensará os que seguirem este caminho”, disse.

Bandeira de Israel Clique na bandeira para ver todos os posts da viagem a Israel.

Comente!

Lula, ao lado de dona Marisa, cumprimenta o presidente de Israel, Shimon Peres, em Jerusalém. (foto: Ricardo Stuckert/PR)

Lula, ao lado de dona Marisa, cumprimenta o presidente de Israel, Shimon Peres, em Jerusalém. (foto: Ricardo Stuckert/PR)

Viagens internacionaisMais do que fortalecer a relação política e comercial entre Brasil e Israel, a missão do governo brasileiro no Oriente Médio é falar de paz, afirmou o presidente Lula durante discurso realizado na manhã desta segunda-feira (horário de Jerusalém, cinco horas a mais que o de Brasília) em visita à residência oficial do presidente de Israel, Shimon Peres. Lula afirmou que o Brasil tem uma história de paz exemplar e que é muito importante o envolvimento de mais pessoas nas negociações entre israelenses e palestinos. Lula reafirmou ao presidente israelense sua vontade de contribuir para o processo de paz.

É importante que se ouça mais gente, que se envolva mais gente e que se converse um pouco mais. A arte da política é a arte de vencer as coisas que parecem impossíveis. A política é a única ciência que não tem limite, porque quando as coisas parecem impossíveis de acontecer, elas acontecem. (…) Não existe uma única palavra e um único motivo que justifique a guerra, mas existem milhões de palavras e milhões de gestos que justificam a paz.

Conheça aqui mais detalhes sobre a viagem do presidente ao Oriente Médio.

Shimon Peres discursou primeiro e disse que a visita do presidente brasileiro representa “uma esperança de paz”. Disse ainda que Lula deu um novo sentido à democracia, elogiando os avanços sociais e econômicos no Brasil.

Após os discursos realizados na entrada da residência oficial do presidente israelense, Shimon Peres e Lula almoçaram e depois seguiram para o hotel King David onde participaram do seminário empresarial Brasil-Israel: Livre Comécio e Oportunidades de Negócios, que contou ainda com a participação do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, e empresários brasileiros e israelenses.

Bandeira de Israel Clique na bandeira para ver todos os posts da viagem a Israel.

[11] Comentários

Viagens internacionaisO Brasil vai se posicionar como interlocutor na busca pela paz no Oriente Médio. Esse é um dos principais objetivos do presidente Lula que inicia, no próximo sábado (13/3), visita oficial a Israel, Palestina e Jordânia. A informação é do porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach, ao detalhar as atividades da primeira viagem oficial de um presidente brasileiro àquela região.

Ouça a entrevista do porta-voz, Marcelo Baumbach.


De acordo com a agenda, o primeiro compromisso oficial do presidente Lula acontece na segunda-feira (15/3) com o presidente de Israel, Shimon Peres. Depois, Lula participa de seminário empresarial no qual pretende reforçar o fluxo comercial entre os dois países. Na mesma data, Lula se encontra com a líder da oposição Tzipi Livni. À tarde, o brasileiro reúne-se com representantes da sociedade civil israelense e palestina em Jerusalém Oriental. Lula visita o parlamento (Knesset) israelense e terá audiência com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

No dia seguinte, o presidente visitará o Museu do Holocausto (Yad Vashem) e, num bosque ao lado do museu, participa da cerimônia de plantio de árvore. A terça-feira contempla encontro com a delegação da Universidade Hebraica, audiências a Amos Oz e ao ex-primeiro ministro Ehud Olmert. À tarde, a comitiva se desloca para Belém, quando está previsto encontro com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, e encerramento de seminário empresarial Brasil-Palestina.

Na quarta-feira (17/3), ainda segundo a agenda, Lula segue para Ramalá onde vista escola beneficiada por projeto de cooperação brasileiro. Está prevista também visita ao Mausoléu de Yasser Arafat, assinaturas de atos e declaração à imprensa. Ao término das atividades na Palestina, a delegação segue para Amã, na Jordânia. Naquele país, Lula terá encontro privado com o rei Abdullah II e a rainha Rania da Jordânia.

No último dia da visita (18/3), Lula será recebdo pelo presidente do Senado jordaniano, Taher Masri, e se reunirá com o primeiro-ministro Samir Rifai. Em seguida, Lula participa do encerramento do seminário empresarial Brasil-Jordânia. Após o compromisso, a delegação retorna para o Brasil. De acordo com o porta-voz do governo brasileiro, as reuniões empresariais terão foco nos segmentos de infraestrutura, energia, farmacêutico e agronegócio.


Comente!

(Trecho do programa de rádio veiculado nesta segunda-feira em que o presidente Lula fala de sua futura agenda de visita a países do Oriente Médio. Vídeo: Ricardo Stuckert/PR)

Nos últimos 15 dias, o Brasil teve o privilégio de receber os principais líderes do Oriente Médio -- os presidentes Shimon Peres de Israel, Mahmoud Abbas da Autoridade Palestina e Mahmoud Ahmadinejad do Irã, que chegou ao Brasil nesta segunda-feira (23/11). Nas conversas com esses líderes, a mensagem que o presidente Lula tem passado é sempre a do diálogo:

Aquelas pessoas estão cansadas de guerra, estão cansadas de morte, estão cansadas de ataques. Então, é preciso encontrar um jeito. Não adianta alguém ficar pensando que é melhor do que o outro, não adianta ninguém ficar acusando ninguém. É preciso olhar um pouco o passado, mas pensar no futuro, e o futuro tem que ser de paz.

Clique aqui para ouvir a íntegra do programa:

Para ler, clique aqui.

Segundo o presidente, é preciso encontrar um caminho do meio para fazer a paz, envolvendo outros países e negociadores para discutir o assunto. Para Lula, quem deveria estar negociando é a ONU:

É preciso que a gente encontre um ponto de equilíbrio que possa permitir que haja paz no Oriente Médio. Eu acho que quem deveria estar negociando eram as Nações Unidas. A ONU deveria estar negociando, estabelecer com os países qual é o critério, qual é a base para fazer o acordo e fazer o acordo, e viver tranquilo porque o mundo precisa de paz, o Oriente Médio precisa de paz.


Comente!

(Íntegra do discurso do presidente Lula no Palácio Itamaraty, por ocasião da visita do presidente de Israel, Shimon Peres, ao Brasil.)

A paz no Oriente Médio e a reconciliação entre israelenses e palestinos só serão alcançadas pelo diálogo e pela negociação, com ambas as partes tendo que fazer concessões difíceis. O recado foi dado pelo presidente Lula nesta quarta-feira (11/11) após encontro com o presidente de Israel, Shimon Peres -- ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 1994.

Lula reafirmou que o Brasil repudia todos os atos de terrorismo, praticados sob qualquer pretexto, por quem quer que seja. “O radicalismo – venha de onde vier – não pode ter direito de veto sobre o entendimento”, afirmou.

Sabemos que são altos os custos para se alcançar uma reconciliação duradoura. Mas certamente israelenses e palestinos não devem temer os sacrifícios da paz.

Para ouvir o discurso do presidente Lula, clique aqui:


[29] Comentários