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Ministro Lupi aposta que o país atingirá recorde de geração de emprego em 2010. Foto: Valter Campanato/ABr.

Em outubro deste ano foram criados 1,620 milhão novos postos de trabalho. Como ocorreram 1,415 milhão desligamentos, o saldo líquido ficou em 204,8 mil empregos. No ano, o saldo é de 2,406 milhões da vagas (16,397 milhões de admissões e 13,991 milhões de desligamentos), aumento de 7,29% em comparação com igual período do ano passado. Os números foram divulgados pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED).

“O recorde mostra a pujança do mercado interno brasileiro. A economia continua aquecida e forte. Neste ritmo, com certeza alcançaremos a meta de 2,5 milhões de novos empregos criados em 2010. Com a correção das declarações atrasadas, feita na RAIS (Relação anual de Informações Sociais), certamente vamos ultrapassar este número”, comentou Lupi.

A análise do quadro de vagas por setor indica que o segmento serviços ofereceu 585.317 postos de trabalho, em outubro, e dispensou 499.110 funcionários, com saldo de 86.207 funcionários. Em seguida, o setor comércio abriu 402.063 postos e demitiu 320.716, com saldo de 81.347 vagas.

A indústria de transformação ficou em terceiro lugar no ranking: 321.159 contratações contra 274.236 dispensas e saldo de 46.923 vagas preenchidas. A construção civil abriu 208.665 mil postos e demitiu 197.253 operários, saldo líquido de 11.412 empregos em outubro de 2010.

Mas cedo, na cerimônia de lançamento e batismo do navio petroleio Sergio Burque de Holanda, o presidente Lula comentou os números que seriam divulgados no meio da tarde. Segundo ele, os novos 204,8 mil postos levariam o país a um saldo líquido entre janeiro e outubro de quase 2,5 milhões de vagas, resultado significativo se levado em conta que nos Estados Unidos ocorreu 60 mil demissões.


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O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teve um forte crescimento no primeiro trimestre deste ano, segundo dados divulgados nesta terça-feira (8/6) pelo IBGE. Os três primeiros meses de 2010 tiveram uma expansão de 2,7% em comparação ao último trimestre de 2009 e 9% em relação aos três primeiros meses do ano passado.

Os setores que mais cresceram em relação ao último trimestre de 2009 foram a indústria (4,2%), agropecuária (2,7%) e serviços (1,9%). Na comparação com o primeiro trimestre de 2009, a indústria também aparece como o setor que mais cresceu (14,6%), seguido de serviços (5,9%) e agropecuária (5,1%). O IBGE informou também que a taxa de investimento no período subiu para 18% e a taxa de poupança bruta atingiu 15,8% no País.

No acumulado dos quatro últimos trimestres o PIB cresceu 2,4%, com alta nos Serviços (3,6%), estabilidade da Indústria (0,0%) e queda na Agropecuária (-3,3%).


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