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O presidente Lula pediu a agricultores familiares presentes no 3º Seminário Nacional do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), realizado nesta quinta-feira (25/11) em Brasília (DF) que mantivessem a motivação para ajudarem a presidente eleita Dilma Rousseff a partir do ano que vem. “A Dilma é a consagração de uma luta de décadas que nós fizemos neste País”, afirmou, lembrando que ela não pegará o Brasil a ’10 por hora’ como ele pegou, mas muito mais dinânimico e ativo na defesa do desenvolvimento econômico e social. Sendo assim, Lula está convicto de que o Brasil terá mais avanços nas políticas sociais no governo Dilma.

A Dilma não vai pegar um País a 10 por hora como eu peguei, ela vai pegar um País a 120 por hora. Ela vai ter que decidir se aperta um pouquinho mais o acelerador ou se ela mantém a velocidade ou se procura abrir novos caminhos. Sempre com cuidado. E ela tem, porque é muito competente. Não vai brincar com a economia, porque a economia é como um trem que vai no trilho, parece fácil, ele está correndo, mas se descarrilhar, para colocar no trilho novamente, vai levar tempo… Ela tem consciência disso. Por isso acho que vamos ter mais avanços nas políticas sociais.

Lula afirmou estar orgulhoso por ter ajudado a eleger Dilma como presidente da República, porque isso fará com que as mulheres a confiarem mais em si mesmas e na sua competência política. Disse ainda que as mulheres precisam ocupar um espaço maior na política brasileira, já que são maioria da população brasileira. “Não basta ser maioria numericamente, é preciso que essa maioria esteja representada em todos os fóruns. Embora as mulheres sejam maioria, 90% das mesas que a gente participa, é só homem”, disse ele.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente no seminário:

Para ler a transcrição, clique aqui.


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Presidente Lula cumprimenta alguns dos convidados presentes ao 3º Seminário Nacional do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), realizado em Brasília (DF). Foto: Ricardo Stuckert/PR

O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) do governo federal, que compra a produção de uma média de 160 mil agricultores familiares em 2.300 municípios do País, já garantiu ao programa “um capítulo especial na história dos esforços de construção de uma sociedade mais justa e igualitária”, afirmou o presidente Lula no 3º Seminário Nacional do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), realizado nesta quinta-feira (25/11) em Brasília (DF). Segundo ele, o PAA e outras políticas públicas do governo (como o Fome Zero e o Luz para Todos) são resultado do acúmulo de uma longa caminhada que já dura cerca de três décadas.

O que estamos fazendo agora é o acúmulo desse aprendizado nosso que não estava em nenhum livro, mas estava na nossa caminhada. Tem gente aqui que eu olho e está há 30 anos nessa caminhada junto comigo. O que nós estamos fazendo é consolidando uma rede de trabalho que muita gente ainda não conhece.

O presidente comemorou o fato de hoje termos mais pessoas do campo vivendo dignamente, vendendo sua produção a um preço justo. E com mais confiança na sua capacidade de tirar da terra “não apenas o seu sustento, mas também o horizonte de um futuro melhor para si e sua família”. Lembrou também que parte dessa produção serve para dar segurança alimentar a milhões de brasileiros, por meio de uma rede de cidadania que envolve 25 mil instituições, entre escolas públicas, hospitais, creches, asilos, restaurantes populares e cozinhas comunitárias.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente no seminário:

O Programa de Aquisição de Alimentos conseguiu, disse Lula, promover e diversificar a produção de alimentos no País, fortalecer a organização da agricultura brasileira e garantir a segurança alimentar dos grupos mais vulneráveis da populaçao, como os povos e comunidades tradicionais. Tudo isso aconteceu, frisou, porque o País assumiu a tarefa de comandar o seu destino.

Está chegando o momento de nós começarmos a fazer um balanço das coisas que aconteceram em oito anos, não para que a gente chegue a conclusao que nós conquistamos tudo, mas para que vejamos que ainda falta muito para conquistar aquilo que entendemos que pode saciar uma vontade histórica do povo brasileiro. E concluir com a certeza de que quanto mais a gente conquistar, mais a gente vai reivindicar, e quanto mais conquista vier, mais a gente vai querer conquistar. Essa é a base fundamental da evolução da espécie humana, da consolidação da democracia e das conquistas sociais de um povo.

O presidente lembrou ainda o quanto José Graziano, representante da América Latina e Caribe na Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), foi criticado quando lançou o programa Fome Zero, acusado de ser assistencialista, demagógico e proselitista – inclusive por setores da esquerda, do tipo que pede a Deus para não chegar ao governo, “porque aí vai ter que colocar suas teorias em prática”.

Lula comemorou também a divulgação pelo IBGE o índice de desemprego, que em outubro ficou em 6,1% – o menor patamar desde o início da série histórica do instituto, em 2002:

Eu fui o mais importante dirigente sindical deste País na década de 1970 até o começo da década de 1980. A gente vivia era com desemprego de 12%, de 15%… A gente ficava com inveja quando dizia nos jornais ‘A Europa tem desemprego de 6,2%, os EUA tem de 5%…’, isso era considerado pleno emprego. Hoje a Europa tem 10% de desemprego, os Estados Unidos tem 10% de desemprego, a Espanha tem 20% de desemprego, e o nosso País tem 6,1% de desemprego!


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Com um discurso simples e objetivo, a agricultura Hilda Maria de Rezenda Santos emocionou a todos hoje durante 3º Seminário Nacional do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) realizado em Brasília (DF). No palco, Lula tentava em vão conter as lágrimas, que também escorriam pelas faces da ministra Márcia Lopes (Desenvolvimento Social e Combate à Fome) e outros convidados. No púlpito, que ocupou após quebrar o protocolo e pedir a Lula para falar, Hilda explicou ao presidente e à plateia de mais de 800 pessoas o que representava o programa de aquisição de alimentos do governo para os pequenos agricultores do município de Custódia, sertão de Penambuco.

“As minhas palavras são de agradecimento. Falo em nome de um povo sofrido. Se não fosse este programa, as crianças não teriam um litro de leite para tomar. E se hoje elas vão bem na escola é porque tomam leite todo dia. Então, Pernambuco agradece ao presidente Lula. E mais: estou certa que a presidente Dilma [Rousseff] irá continuar o programa. Ela é uma mulher correta. Vi isso nas entrevista que deu durante a eleição”, contou Hilda ao Blog do Planalto.

Presidente da Associação Comunitária Rural de Custódia, Hilda Santos chegou a um hotel em Brasília como muitas outras mulheres e homens. Do Recife para Brasília, conforme revelou, os momentos foram de apreensão: “Andei de avião pela primeira vez. Foi muito bom.” Junto com outros agricultores, ela recebeu a missão de entregar uma cesta com produtos da lavoura dos pequenos agricultores ao presidente, mas acabou se empolgando e pedindo para falar no evento.

Ela contou ainda que as 200 famílias de agricultores de Custódia sobreviviam da venda de carvão. A renda familiar varia entre R$ 100 a R$ 150 a cada mês. Porém, com o programa de aquisição de alimentos, o agricultor passou a um orçamento mensal entre R$ 700 a R$ 800. Este programa começou a ser implantado há seis meses naquele município pernambucano.

Você nem imagina a cara de felicidade da pessoa que chega na nossa associação para receber este dinheiro. Isso melhorou muito a vida das pessoas.


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Em um mundo onde 925 milhões de pessoas são subnutridas, sendo a maioria delas na África subsaariana, segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), a cooperação multilateral passa a ser uma das principais ferramentas para o combate à fome e à miséria. Nesse sentido, o governo brasileiro, por meio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, tem dado sua contribuição com ações de fortalecimento à agricultura no continente africano.

Com o objetivo de discutir projetos inovadores para serem replicados e diversos países da África, está realizado nesta quarta-feira (6/10), em Brasília, o Fórum da Plataforma África-Brasil de Inovação Agropecuária. O evento reúne cerca de 125 pesquisadores, de 14 países, entre africanos e brasileiros.

A ideia central é levar informações sobre as práticas agrícolas e pecuárias até os produtores africanos, por meio do incentivo à pesquisa. Nesse sentido, a Embrapa pode contribuir muito, pois temos vários projetos já desenvolvidos que podem ser prontamente usados nesse sentido. É um grande exemplo de cooperação Sul-Sul, afirmou o pesquisador Paulo Duarte, responsável pelos países africanos, na Secretaria de Relações Internacionais da Embrapa.

O fórum da Plataforma – transformada em programa de governo, após seu lançamento em maio de 2010, no âmbito do Diálogo Brasil-África – selecionará, dentre os 61 projetos submetidos, os que serão financiados por organizações internacionais para desenvolvimento conjunto nos próximos três anos. Para esse período, o programa conta com US$ 3 milhões.

Esperamos que a Plataforma África-Brasil de Inovação Agropecuária contribua para o cumprimento das Metas de Desenvolvimento do Milênio da ONU, especialmente as relacionadas a redução da fome e da pobreza, conclui Duarte.

Além de pesquisadores africanos e brasileiros, estarão presentes representantes do Banco Mundial, Agência de Desenvolvimento Internacional do Reino Unido (DFID), Fórum para Pesquisa Agrícola na África (Fara), Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (Ifad), Agência Brasileira de Cooperação (ABC), Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento e Embrapa.


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bom dia, MinistroPesquisa divulgada na terça-feira (14/9) pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) mostra que pela primeira vez, nos últimos 15 anos, houve uma redução de 10% no número de pessoas que passam fome no mundo e que o Brasil foi o país que obteve os melhores resultados. Esse foi o destaque do programa Bom Dia, Ministro, transmitido na quarta-feira (15/9), que entrevistou o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel.

Isso é motivo de orgulho para todos nós. E a FAO diz mais: o Brasil conseguiu enfrentar o tema da pobreza com mais qualidade, com mais resultado, por ter a política correta. A política que junta, de um lado, o Bolsa-Família, que é uma política emergencial, que garante o direito à alimentação para as pessoas, mas pelo outro lado tem política estrutural também, política de fortalecimento da agricultura familiar e de produção de alimentos.

No programa, Guilherme Cassel falou ainda sobre a melhoria da qualidade de vida da população rural em relação a períodos anteriores. Segundo o ministro, de 2002 a 2009 a renda das famílias brasileiras, em todo o país, cresceu em torno de 11% expurgado à inflação; enquanto no meio rural a renda cresceu 35%, três vezes mais. “A razão é que a agricultura, especialmente a agricultura familiar dos assentamentos de reforma agrária, pela primeira vez na história tem tido acesso à crédito no momento correto, crédito no volume certo, assistência técnica, seguro agrícola, políticas de preços como o Programa de Aquisição de Alimento. Agora, a lei de agricultura familiar, um conjunto, uma rede de política pública, que tem alavancado a qualidade de vida dessas pessoas, tem aumentado a renda dessas pessoas e isso tem sido muito importante”.

Ouça aqui a íntegra do programa:

O ministro concluiu afirmando que o governo está trabalhando intensamente para mudar a realidade da população rural, pois não basta, para quem vive no campo, apenas aumentar a renda, produzir mais, ter mais produtividade. Para ele, “quem vive no meio rural tem que ter assegurados os mesmos direitos de todo aquele cidadão ou cidadã que mora nas grandes cidades, tem que ter direito à educação, a uma saúde de qualidade, tem que ter banda larga, cultura, ou seja, todos os benefícios de quem mora na cidade”.


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A combinação do preço dos alimentos com a capacidade financeira das famílias brasileiras em adquirir os produtos, além do maior acesso da população às políticas sociais, são apontados como alguns dos fatores que levaram o Brasil à redução da fome nos últimos anos, avalia o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Rômulo Paes de Sousa, baseando-se em duas pesquisas divulgadas esta semana sobre a redução da fome no mundo e as politicas do governo federal que levaram o Brasil à liderança no ranking mundial de combate à fome -- ver mais detalhes aqui.

Essas duas pesquisas aferem o sucesso que o Brasil teve no combate à fome e à desnutrição. A nossa política combina tanto inclusão econômica quanto acesso a inclusão social.

Para o secretário, os resultados obtidos são frutos de uma articulação do governo federal e o fortalecimento se dá com a elaboração da política de segurança alimentar. No caso do aumento de renda, por exemplo, isso se verifica na inserção do profissional no mercado formal de trabalho. Na prática, o cidadão consegue salário compatível para aquisição dos alimentos. Isso também é resultado da descentralização da atividade econômica com setores industriais mudando o eixo das regiões Sudeste e Sul para Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Rômulo Paes explicou também que o brasileiro aumentou o entendimento sobre a importância da qualidade dos alimentos. Um dos pontos fundamentais, segundo ele, é o grau de escolaridade da população e a assimilação das práticas alimentares. Com jovens e adolescentes aprendendo nos bancos escolares as práticas nutricionais tais fatos trazem impacto nas famílias.

Os estudos da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) e da ActionAid mostram avanços significativos. No caso dos estudos da FAO apontam que o número de famintos no ano de 2010 será de 925 milhões. Isso representa uma redução de 9,6% com relação a 2009, ocasião em que foi superada a barreira de um bilhão de pessoas.

Já ranking da ONG ActionAid -- que mede o progresso de países em desenvolvimento na luta contra a pobreza -- colocou o Brasil, pelo segundo ano conseutivo, na liderança entre 28 nações no combate à fome. O relatório Who’s Really Fighting Hunger? (Quem realmente está combatendo a pobreza?) (arquivo PDF para baixar), em que a ONG analisa os esforços no combate ao problema.

O Bolsa Família -- um dos programas do governo -- tem orçamento para o ano de 2010 de R$ 13,057 bilhões. Os recursos vão atender cerca de 12,740 milhões de famílias. Por meio do Bolsa Família os mais pobres estão conseguindo acesso aos alimentos. Como resultado final, o beneficiado pode ter em casa a comida com qualidade.


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Hélder Muteia, representante da FAO; Márcia Lopes, ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome; presidente Lula e José Graziano, também da FAO, durante plenária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea). Foto: Ricardo Stuckert/PR

O Brasil tem que investir sim na sua infraestrutura, mas sem descuidar jamais da infraestrutura do ser humano – e essa sempre foi a diretriz básica do governo, desde os primeiros dias da primeira gestão, iniciada em 2003, e explica em boa parte o seu sucesso. Segundo afirmou o presidente Lula nesta quarta-feira (25/8) na plenária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) realizada em Brasília, mais do que governo, é preciso cuidar do povo.

Os que ainda desconfiam da participação popular e os que ainda desdenham dessa dimensão do desenvolvimento são os mesmos que torceram o nariz quando batizamos o nosso primeiro programa social com uma palavra até então vetada no vocabulário de certas elites brasileiras – a palavra fome. Ao lançarmos o Fome Zero, em janeiro de 2003, choveram criticas às políticas sociais voltadas para o combate à desnutrição e ao fortalecimento da agricultura familiar, pois dizia-se que a fome era uma questão menor na agenda nacional, que não deveria ser transformada em política de Estado.

Lula, que durante a solenidade assinou decreto instituindo a Política e o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional no País, aproveitou a solenidade para reforçar o compromisso do seu governo com a participação social, que deixou de ser um simples adereço da democracia para se tornar de fato um método de gestão do Estado brasileiro. Com a participação popular na elaboração das políticas públicas, afirmou o presidente, foi semeada e fortalecida a cultura democrática no País.

Aos poucos ela emerge e se consolida, e faz isso com uma força capaz de enfrentar e vencer todas as nossas vulnerabilidades. O mais importante é que essa mobilização conta com consciência própria, capaz de decidir o seu destino, sem subordinação.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

Lula ressaltou ainda que a injustiça social só será superada pela vontade coletiva da Nação, quando o bem-estar individual encontrará contrapartida no bem-estar de todos. Para ele, as políticas sociais são indissociáveis da retomada do desenvolvimento econômico e do fortalecimento da autonomia do povo.

A fome não leva nenhum ser humano à revolução, a fome leva a humanidade à submissão, porque a pessoa com fome é tangida para onde quer que ela seja tangida, e ela não tem praticamente nem poder para se mobilizar. Somos nós que temos que ir atrás das pessoas necessitadas e dizer que o Estado brasileiro existe.


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Agenda presidencialO primeiro compromisso do presidente Lula nesta segunda-feira (10/5) é um encontro com Jacques Diouf, direitor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), no Palácio da Alvorada às 9 horas. Em seguida o presidente participa da cerim6onia de abertura do Diálogo Brasil-África sobre Segurança Alimentar, Combate à Fome e Desenvolvimento Rural, no Palácio Itamaraty.

Ao meio-dia Lula participa de reunião de coordenação em seu gabinete provisório no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e às 15h30 tem encontro com o ex-primeiro-ministro da Itália, Massimo D’Alema.

Às 17 horas, o presidente Lula participa de cerimônia de inauguração do Embrapa Estudos Estratégicos e Capacitação, na sede da empresa em Brasília. O último compromisso de sua agenda é uma reunião, às 19 horas, com o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão Paulo Bernardo, no CCBB.


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Num mundo em que, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), 1 bilhão de pessoas passam fome hoje, é fundamental investir em pesquisa e inovação tecnológica para promover o desenvolvimento agrícola dos países mais pobres, e o Brasil vem fazendo a sua parte por meio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), afirmou o presidente Lula nesta quinta-feira (29/4) durante evento em comemoração aos 37 anos da empresa, realizado em Brasília. “Só será soberano de verdade o país que puder garantir alimentação básica para seu povo”, afirmou.

A dívida que temos com a África, afirmou Lula, é impagável em termos de recursos financeiros, mas pode ser paga com solidariedade e transferência de conhecimento, o que o Brasil vem fazendo com a atuação da Embrapa no continente, identificando o potencial de parte da savana africana para a produção agrícola, a exemplo do que ocorreu com o cerrado brasileiro.

“Esse gesto de generosidade é o reconhecimento do que o Brasil pode fazer pelos africanos e que os colonizadores não fizeram”, disse o presidente, reafirmando a posição brasileira de ajudar países pobres a chegarem ao mesmo nível tecnológico que o Brasil em termos agrícolas.

Lula chegou a defender também a criação de uma empresa similar à Embrapa para o setor industrial, mas frisou que isso ficará para o próximo governo.


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Mais do que celebrar acordos econômicos e boas perspectivas de negócios, a Cúpula Brasil-Comunidade do Caribe (Caricom) é importante para celebrar a autoafirmação da soberania dos países da região e o fortalecimento da democracia no continente. “O menor país que participa da Caricom, o que tem 50 mil habitantes, tem o mesmo direito que tem o maior país do mundo em população, que é a China, ou o maior país economicamente falando, que são os Estados Unidos”, afirmou o presidente Lula em sua declaração à imprensa, ao final do encontro realizado nesta segunda-feira (26/4) no Palácio Itamaraty, em Brasília.

O presidente brasileiro reafirmou a necessidade do Brasil atuar firmemente pelo desenvolvimento da América Latina, principalmente em áreas como desenvolvimento agrícola, saúde, segurança alimentar e pesquisa energética, porque não interessa aos brasileiros ter um País forte economicamente sem que seus vizinhos também sejam. “Nos interessa crescer juntos”, disse ele. Lembrou ainda que o Brasil caminha para se tornar uma grande potência econômica e, com os acordos assinados hoje poderá ajudar e muitos os países da Comunidade do Caribe.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

Antes do discurso do presidente Lula, o primeiro-ministro de Dominica Roosevelt Skerrit fez questão de afirmar que todos os líderes caribenhos presentes estavam tristes por saber que aquele seria o último encontro com Lula. “Mas não tenha dúvidas de que o seu legado, a sua voz e os seus pontos de vista sempre serão ouvidos em todo o mundo, porque o nome ‘Lula’ se tornou conhecido por todos, um nome associado a um homem que luta continuamente pelos trabalhadores”, disse Skerrit. O representante de Dominica afirmou ainda que Lula “trouxe uma sensação de liderança equilibrada para muitas regiões do mundo”.

Lula tranquilizou o primeiro-ministro de Dominica: “Mesmo eu não estando mais na Presidência, fique tranquilo que eu vou continuar fazendo política. Porque eu nasci político e vou morrer político.”


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