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O presidente Lula fez questão de homenagear duas mulheres de sua equipe na cerimônia pelo Dia Internacional das Mulheres realizado nesta segunda-feira (8/3) na Estação Leopoldina, no Rio de Janeiro: as ministras Dilma Roussef (Casa Civil) e Nilcéa Freire (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres).

Primeiro Lula chamou Nilcéa para ficar ao seu lado enquanto discursava e falou do seu orgulho em trabalhar com ela, que soube captar o desejo das mulheres brasileiras para elaborar propostas de políticas públicas, mesmo enfrentando tantas dificuldades. O presidente falou do orgulho que teve ao poder usar a Lei Maria da Penha em sua campanha de 2006 – “e eu não perdi voto de nenhum homem” – e agradeceu Nilcéa por ela ter aceito ficar na secretaria até o final do seu mandato.

Em seguida, chamou Dilma para também ficar ao seu lado na frente do palco e disse que a indicação da ministra para substitui-lo na Presidência da República:

Eu não poderia dar uma demonstração de apreço mais forte pela luta das mulheres deste País do que indicar ao meu partido, aos meus aliados, para me substituir, nada mais nada menos do que uma mulher brasileira, de luta, que já provou na luta do que ela é capaz.

O presidente fez, no entanto, um alerta: o preconceito contra as mulheres ainda é forte no Brasil.

Temos que dizer em alto e bom som: se uma mulher é capaz de parir um político, porque ela não é capaz de parir uma administração mais competente do que o político que ela conseguiu colocar no mundo?

E concluiu afirmando que mais do que chorar as derrotas passadas, as mulheres precisam cada vez mais comemorar as vitórias que virão no futuro.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente Lula:


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Selo do programa 7 anos em 7 minutosTransformando as demandas dos movimentos feministas e de mulheres em políticas públicas, o governo federal promoveu nos últimos sete anos mais cidadania e mais autonomia para um número cada vez maior de mulheres do País, afirma Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, em mais um programa da série 7 Anos em 7 Minutos que o Blog do Planalto publica nesta segunda-feira (8/3).

Nilcéa afirma que “desconstruir a cultura machista que alicerça a violência contra as mulheres não tem sido tarefa fácil”, muito menos eliminar “as desigualdades entre homens e mulheres”, mas o processo vem sendo acelerado com o trabalho conjunto entre governo e sociedade civil.

A secretária lembra que após duas conferências nacionais de políticas para as mulheres, realizadas em 2004 e 2008, e o lançamento dos respectivos planos nacionais de políticas para as mulheres, a situação vem melhorando. Ela frisa a importância da ação coordenada de 19 ministérios e secretarias especiais e parcerias com governos municipais e estaduais para o sucesso da empreitada.

Hoje, afirma Nilcéa, as mulheres representam mais de 50% daqueles que se beneficiaram do programa nacional de qualificação e avançaram em áreas antes restritas aos homens, como a construção civil.

Mais mulheres brasileiras tiveram acesso a requisitos básicos da cidadania e da construção da democracia.

Um dos pontos altos da atuação da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres foi a implementação de políticas públicas para a redução da violência contra a mulher, como a sanção em agosto de 2006 da Lei Maria da Penha, “um divisor de águas no combate a violência doméstica e familiar -- mais punição para os agressores e mais proteção para as mulheres”.

Em comparação a 2003, houve um aumento de 23% no número de delegacias da mulher, 54% no número de Casas Abrigo para mulheres em situação de risco de vida e 228% no número de Centros de Referência na atenção de mulheres em situação de violência. O País conta atualmente com 421 delegacias ou postos especializados, 149 Centros de Referência, 68 Casas Abrigos e 75 juizados e varas especializadas em violência contra a mulher.


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