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O Ibama concedeu à Norte Energia (Nesa) a Licença de Instalação que autoriza a construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no rio Xingu, próximo a Altamira (PA), com capacidade instalada de 11.233 MW. A informação foi divulgada, nesta quarta-feira (1/6), pela Assessoria de Comunicação Social (Ascom) do Ibama. Às 15h, na sede da entidade, será concedida entrevista coletiva para dar detalhes sobre a licença de instalação da usina.

O licenciamento foi marcado por uma robusta análise técnica e resultou na incorporação de ganhos socioambientais. Entre eles, a garantia de vazões na Volta Grande do Xingu suficientes para a manutenção dos ecossistemas e dos modos de vida das populações ribeirinhas.

A decisão de construção de apenas um canal de derivação acarretou a redução do volume de escavação em 77 milhões de metros cúbicos, equivalente a 43% do total anteriormente previsto. A título de comparação, destaca-se que esta redução é maior do que todo o volume de escavação feita para a UHE Santo Antônio no rio Madeira.

Outro ganho foi a implementação de ações em saúde, educação, saneamento e segurança pública firmadas em Termos de Compromisso entre a Nesa, prefeituras e governo do Estado do Pará. Somente com o governo do Pará, foi assinado um Termo de Cooperação Técnico-Financeira no valor de R$ 100 milhões a serem aplicados no fortalecimento da segurança pública para atender o potencial aumento da população.

Será implantado 100% de saneamento básico em Altamira e Vitória do Xingu (água, esgoto, drenagem urbana e resíduos sólidos) e garantidas melhores condições de moradia para uma população que hoje mora em área de risco nos igarapés de Altamira, além da definição da faixa em 500 m de área de preservação permanente no entorno dos reservatórios.

O Ibama e a empresa Nesa firmaram ainda Acordo de Cooperação prevendo apoio logístico às ações de fiscalização do instituto na região para controlar os crimes ambientais, como o tráfico de animais silvestres e a exploração ilegal de madeira na região.

Paralelo aos convênios e investimentos previstos, a NESA terá de investir cerca de R$ 100 milhões em unidades de conservação na bacia do rio Xingu a título de compensação ambiental, conforme determina a legislação vigente.

Participação

Para licenciar a usina de Belo Monte, foi demandada dedicação exclusiva de uma equipe de analistas da Diretoria do Licenciamento Ambiental e incorporação de especialistas de outras áreas do instituto, garantindo a qualidade técnica dos pareceres. Ocorreram também seminários técnicos, painel com especialistas em socioeconomia, audiência com o consórcio de prefeituras, em complementação aos procedimentos rotineiros, a exemplo de vistorias de campo. O Ibama manterá uma equipe técnica exclusiva para acompanhar a instalação de Belo Monte e avaliar o cumprimento das condicionantes.

A implantação do empreendimento envolveu apoio do consórcio formado por onze prefeituras dos municípios de influência indireta da UHE Belo Monte e manifestações técnicas favoráveis dos órgãos intervenientes (Funai, ICMBio, Incra, Iphan, Ministério da Saúde, Secretaria do Patrimônio da União do Ministério do Planejamento).

A Funai, por exemplo, foi responsável pela análise e acompanhamento dos programas socioambientais voltados às comunidades indígenas e realizou seminário técnico e novas rodadas de reuniões nas aldeias. O ICMBio atuou, juntamente com o Ibama, na definição dos planos de ação para proteção das espécies ameaçadas e na proposição de áreas a serem transformadas em unidades de conservação. Já o Incra vem atuando na regularização fundiária na região do empreendimento.

Antes dessa Licença de Instalação, o Ibama já havia concedido outras duas licenças à empresa: a Prévia, que atestou a viabilidade ambiental do empreendimento na localidade proposta (fevereiro de 2010) e a de Instalação para a construção dos canteiros pioneiros (janeiro de 2011). A usina possuirá dois reservatórios, totalizando 516 Km2 .

Na última vistoria do Ibama, realizada em maio, verificou-se o avanço na preparação da região para receber o empreendimento, evolução do arranjo institucional pré-existente e o atendimento gradativo das exigências anteriormente estabelecidas pela área técnica, o que levou à conclusão desta etapa do processo de licenciamento.


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Para que o país continue a crescer na faixa de 5% do PIB a cada ano será necessária a instalação de mais 71,3 mil MegaWatts até o ano de 2019. Por isso, o projeto de construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no rio Xingu, no Pará, é vital para permitir o parque industrial funcionar a pleno vapor. A avaliação foi feita pelo secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME), Altino Ventura Filho, durante workshop “Belo Monte para Jornalistas”, realizado em Brasília pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).

“O Brasil precisa, nos próximos dez anos, instalar 70% da energia que instalou em toda a sua história. Se não houver energia elétrica, o país não irá crescer 5% ao ano”, disse o secretário.

Embora defenda formas alternativas para geração de energia, como eólica e solar, o secretário diz que é alto o custo do investimento e do preço final destas fontes alternativas para o consumidor e, por isso, as hidrelétricas tornam-se mais vantajosas. “A energia hidrelétrica é a fonte mais econômica, renovável e adequada às nossas necessidades, inclusive do ponto de vista ambiental”, defendeu.

O custo da energia gerada por Belo Monte deve ficar em menos de R$ 80 o MW/h (MegaWatt/hora), enquanto as outras fontes, como a energia eólica, custariam no mínimo R$ 130 o MW/h, afirma Ventura Filho.

“Levar energia até a casa dos brasileiros que ainda não têm é uma forma de resgate social”.

Funai: Nenhuma terra indígena será alagada por Belo Monte

Durante workshop promovido pela Secom, o presidente da Funai, Márcio Meira, afirmou que nenhuma terra indígena será alagada com a construção da usina.

“O projeto foi modificado para não alagar terras indígenas. Não haverá supressão de terras e nem remoção de indígenas”, assegurou Meira.

O presidente da Funai disse que o órgão está cumprindo seu papel no processo, estabelecendo condições e medidas que minimizem os impactos do empreendimento junto aos povos indígenas da região. São 13 as condicionantes indígenas, sob responsabilidade da Norte Energia S.A., que constam da licença prévia emitida pelo Ibama em fevereiro do ano passado. Outras 13 condicionantes, incluindo proteção e fiscalização das terras indígenas, cabem ao Estado brasileiro.

“Se o empreendimento é importante para o país, então que os primeiros beneficiários sejam os povos daquela região”, disse.

Meira esclareceu ainda que a Funai, como órgão interveniente, vem realizando estudos e reuniões nas dez terras indígenas localizadas na área de influência da obra desde 2007. Foram realizadas 42 reuniões de consulta com indígenas, incluídas as quatro audiências públicas em Brasil Novo, Vitória do Xingu, Altamira e Belém. Intérpretes, inclusive, foram empregados para traduzir do português para as respectivas línguas.

A Funai vai acompanhar ainda a execução do Plano Básico Ambiental, os programas de Comunicação Indígena e de Proteção das Terras Indígenas, todos de responsabilidade do empreendedor.

Ibama: Viabilidade ambiental da UH Belo Monte já foi atestada

O presidente do Ibama, Curt Trennepohl, afirmou que, se todas as condicionantes forem cumpridas, o órgão emitirá a licença de instalação definitiva da obra de Belo Monte. Trennepohl participou também do workshop que teve por finalidade tirar dúvidas de jornalistas sobre o empreendimento.

“Ações já foram propostas com o intuito de paralisar o processo, mas não existe nenhuma vedação judicial ao procedimento de licenciamento ambiental”, afirmou.

Trennepohl declarou ainda que não há prazo para a emissão da licença de instalação da obra da barragem e fez questão de destacar a independência dos 24 técnicos que analisam o processo. Na semana passada, equipe da Diretoria de Licenciamento Ambiental do Ibama finalizou vistoria no local do futuro empreendimento, próximo a Altamira (PA), e trabalha agora na elaboração do parecer técnico.

A viabilidade ambiental do empreendimento Belo Monte já foi atestada pelo Ibama, afirmou Trennepohl, quando da emissão da licença prévia (LP), em fevereiro de 2010, estabelecendo 40 condicionantes para prevenir, mitigar ou compensar impactos do projeto. Caso as condicionantes socioambientais não sejam cumpridas pelo consórcio Norte Energia S.A. (Nesa), responsável pelo empreendimento, o Ibama tem poder para embargar a obra.

“Nem todo impacto ambiental pode ser considerado um prejuízo. Algumas vezes deve ser considerado um custo. O papel do órgão licenciador é procurar minimizar ou compensar os efeitos adversos para o meio ambiente”, disse.

Norte Energia

O consórcio Norte Energia já recebeu, em janeiro deste ano, a licença para instalação dos canteiros de obra. O consórcio aguarda a licença definitiva para iniciar a construção do empreendimento. Segundo o diretor Socioambiental da Nesa, Antônio Coimbra, as condicionantes estabelecidas pelo Ibama estão sendo tratadas com seriedade.

“Todas as condicionantes foram atendidas ou estão em atendimento”, afirmou.

O consórcio é composto pela Eletrobrás e por um grupo de empresas privadas brasileiras. Com a construção da UHE Belo Monte, o governo espera acrescentar 11 mil MegaWatts (MW) de capacidade instalada à matriz energética nacional. Com essa potência, Belo Monte será a segunda maior hidrelétrica do Brasil, atrás apenas da usina Itaipu Binacional, administrada por Brasil e Paraguai, com 14 mil MW de potência. Belo Monte deverá iniciar a geração comercial em janeiro de 2015, com sua motorização total prevista para janeiro de 2019.


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A Norte Energia informou por meio de nota à imprensa, nesta quarta-feira (11/5), que investiu R$ 50 milhões em ações socioambientais na chamada área de influência da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no estado do Pará. Esse montante é parte do total contratado de R$ 102 milhões, informa a empresa. No momento, mais de 50 obras de responsabilidade da Norte Energia estão em curso na região do Rio Xingu.

A seguir, o Blog do Planalto reproduz a íntegra da nota à imprensa divulgada pela assessoria de Norte Energia:

Obras antecipatórias da Norte Energia na região do Rio Xingu

A Norte Energia SA informa que já investiu R$ 50 milhões em ações socioambientais na área de influência do projeto da Usina Hidrelétrica Belo Monte (UHE Belo Monte), de um total contratado de R$ 102 milhões.

Mais de 50 obras de responsabilidade da Norte Energia estão em andamento na região do Rio Xingu, em atendimento às condicionantes socioambientais na área de influência da UHE Belo Monte. As ações ocorrem em Altamira, Anapu (Belo Monte do Pontal), e Vitória do Xingu e ainda no acampamento da Norte Energia, próximo ao local onde será construída a usina.

Também haverá obras nos outros municípios que estão na área de influência da usina. Os demais municípios são: Senador José Porfírio, Brasil Novo, Medicilândia, Uruará, Placas, Porto de Moz, Gurupá e Pacajá. Juntos estes 11 municípios, que formam a associação de municípios do Consórcio Belo Monte, têm uma população de 360 mil habitantes, conforme censo IBGE.

Em Altamira há 14 escolas em reforma ou ampliação, além de obras em três postos de saúde e no hospital municipal. O projeto de construção de um aterro sanitário também está presente no relatório sobre o andamento das obras. Em Anapu são oito ações, entre reformas e ampliação de escolas e postos de saúde, além da construção de poços artesianos e de redes de energia e de água, entre outras. O município de Vitória do Xingu concentra o maior número dessas ações. São 40 projetos nas áreas de educação, saneamento, saúde e esporte.

Técnicos do Ibama estiveram na região no início de maio para verificar pessoalmente o estágio em que encontram as obras. Diante do cenário positivo, a empresa Norte Energia espera obter ainda este mês a licença para dar início à construção da UHE Belo Monte.

Além de obras de construção, reforma e ampliação, faz parte da carteira de ações socioambientais sob responsabilidade da Norte Energia o apoio à criação da Câmara Permanente de Negociação dos Afetados pela UHE Belo Monte, concretizada no dia 27 de abril, em solenidade realizada em Altamira envolvendo representantes da sociedade e das prefeituras e funcionário da empresa. A Câmara funciona como instrumento de acompanhamento e otimização do processo de reassentamento das pessoas que terão de deixar a área em virtude da construção da UHE Belo Monte, na Volta Grande do rio.

A missão da Câmara Permanente é fiscalizar a aplicação dos critérios de indenização para as áreas e benfeitorias que serão desapropriadas na região rural do empreendimento. A Câmara Permanente de Negociação dos Afetados pela UHE Belo Monte se reunirá ordinariamente uma vez por mês e extraordinariamente sempre que necessário.

Estima-se que cerca de 1.400 imóveis rurais devam ser desapropriados. A Câmara Permanente também funcionará como uma instância mediadora de conflitos, buscando solução para momentos de impasse.

É importante destacar ainda que, sob a coordenação da Funai, a Norte Energia está implementando ações de interesse das comunidades indígenas da área de influência da UHE Belo Monte. Entre essas ações, destacam-se a proteção das comunidades e terras indígenas, elaboração de um programa de comunicação via rádio e prestação de serviços de gestão e administração de ações emergenciais.

A Norte Energia também realiza em parceria com as prefeituras, por intermédio do Instituto de Educação e Gestão Pública – Escola de Gestão Pública, o Curso de Capacitação e qualificação voltado para Gestores Públicos dos onze municípios da região do Rio Xingu. Os cursos, iniciados em abril deste ano, são presenciais, com módulos temáticos de capacitação técnica e gerencial, bem como encontros de formação e de qualificação administrativa, destinados aos gestores, técnicos e servidores integrantes do poder Executivo e Legislativo dos municípios da área de influência da UHE Belo Monte.

No total, são 22 módulos temáticos que se estendem até dezembro deste ano. Cada módulo tem cerca de 30 horas de duração e serão ministrados em quatro etapas.A Norte Energia esclarece que, desde o leilão da usina, em abril de 2010, a empresa investiu de capital próprio R$ 508 milhões (consolidado de abril/2011), tudo com recursos dos sócios.

Boa parte desses recursos está relacionada ao cumprimento das exigências socioambientais feitas pelo Ibama para a liberação da licença prévia da UHE Belo Monte. O total de compromissos sócio-ambientais de Belo Monte é de R$ 3,7 bilhões.

Também é importante salientar que, ao contrário do que informam alguns críticos do empreendimento, de acordo com números do balcão de atendimento da Norte Energia, instalado nos municípios de Altamira e Vitória do Xingu para atender pessoas interessadas em trabalhar nas obras da UHE Belo Monte, de novembro de 2010 a abril de 2011, 12.168 pessoas haviam se inscrito, sendo que apenas 192 não eram da região. O número de migrantes representa apenas 1,6% dos interessados.


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A partir de hoje (19/4), quem circular pelos principais aeroportos brasileiros vai visualizar os vídeos preparados sob encomenda da Norte Energia sobre a Usina Hidrelétrica Belo Monte, uma das mais importantes obras do setor energético no rio Xingu, região de Altamira, no Pará. Os vídeos não têm áudio já que o objetivo é obter a atenção dos passageiros pelas imagens e informações jogadas na tela.

A campanha já está em 13 aeroportos brasileiros. As peças produzidas em animação gráfica de 15 segundos abordam a importância da hidroeletricidade, questões indígenas, o Blog Belo Monte e saneamento básico na região. A segunda fase da campanha trará outros temas como Saúde, Educação, Cultura e a relação da Norte Energia com a sociedade.

“Com a exibição dos vídeos nos aeroportos, a Norte Energia quer mostrar para os brasileiros e para aqueles que visitam o Brasil a importância da hidroeletricidade e que a Usina Belo Monte, no rio Xingu, no estado do Pará, é um empreendimento sustentável e que respeita o meio ambiente e a sociedade”, afirma o presidente da Norte Energia, engenheiro Carlos Nascimento.

A Norte Energia tem cerca de R$ 3 bilhões comprometidos com obras socioambientais na região, envolvendo 11 municípios. Além disso, a discussão do projeto Belo Monte por 30 anos permitiu várias mudanças para diminuir ao máximo os impactos provocados pela obra. “Dezenas de audiências públicas foram realizadas para que a opinião e as reivindicações da população fossem conhecidas e aproveitadas”, destaca Nascimento.

Confira o vídeo referente à relação do empreendimento com os povos indígenas presentes na região do Rio Xingu.


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O Ministério das Relações Exteriores divulgou nota à imprensa, nesta terça-feira (5/4), na qual informa que “o governo brasileiro tomou conhecimento, com perplexidade, das medidas da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH)”, braço da Organização dos Estados Americanos (OEA). O organismo internacional pede para “garantir a vida e a integridade pessoal dos membros dos povos indígenas” que estariam “supostamente” ameaçados pelas obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, no estado do Pará.

“O Governo brasileiro está ciente dos desafios socioambientais que projetos como o da Usina Hidrelétrica de Belo Monte podem acarretar. Por essa razão, estão sendo observadas, com rigor absoluto, as normas cabíveis para que a construção leve em conta todos os aspectos sociais e ambientais envolvidos. O Governo brasileiro tem atuado de forma efetiva e diligente para responder às demandas existentes.”

Ao término da nota, o Itamaraty afirma que “o Governo brasileiro considera as solicitações da CIDH precipitadas e injustificáveis”. Além disso, o texto menciona série de medidas tomadas no sentido de atender à legislação que trata deste tema.

A seguir a íntegra da Nota à Imprensa

Ministério das Relações Exteriores

Assessoria de Imprensa do Gabinete

Nota à Imprensa nº 142

5 de abril de 2011

Solicitação da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da OEA

O Governo brasileiro tomou conhecimento, com perplexidade, das medidas que a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) solicita sejam adotadas para “garantir a vida e a integridade pessoal dos membros dos povos indígenas” supostamente ameaçados pela construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

O Governo brasileiro, sem minimizar a relevância do papel que desempenham os sistemas internacionais de proteção dos direitos humanos, recorda que o caráter de tais sistemas é subsidiário ou complementar, razão pela qual sua atuação somente se legitima na hipótese de falha dos recursos de jurisdição interna.

A autorização para implementação do Aproveitamento Hidrelétrico de Belo Monte foi concedida pelo Congresso Nacional por meio do Decreto Legislativo nº 788/2005, que ressalvou como condição da autorização a realização de estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental, em especial “estudo de natureza antropológica, atinente às comunidades indígenas localizadas na área sob influência do empreendimento”, com a devida consulta a essas comunidades. Coube aos órgãos competentes para tanto, IBAMA e FUNAI, a concretização de estudos de impacto ambiental e de consultas às comunidades em questão, em atendimento ao que prevê o parágrafo 3º do artigo 231 da Constituição Federal.

O Governo brasileiro está ciente dos desafios socioambientais que projetos como o da Usina Hidrelétrica de Belo Monte podem acarretar. Por essa razão, estão sendo observadas, com rigor absoluto, as normas cabíveis para que a construção leve em conta todos os aspectos sociais e ambientais envolvidos. O Governo brasileiro tem atuado de forma efetiva e diligente para responder às demandas existentes.

O Governo brasileiro considera as solicitações da CIDH precipitadas e injustificáveis.


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Em um momento de quebra de protocolo, o público presente na cerimônia de lançamento do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu, realizada nesta quinta-feira (14/10), em Belém (PA), emocionou-se com o depoimento do sr. Cristiano Rocha, que interrompeu o discurso do presidente Lula em um ato classificado por ele próprio como “audacioso”: “no mundo, só os audaciosos vencem”, disse ele.

Cristiano quis agradecer o presidente pela criação da pensão indenizatória aos que foram internados compulsoriamente por terem hanseníase, ficando isolados em hospitais-colônias por mais de quatro décadas.

A gente vai lá ao presidente e pede, mas a gente esquece de agradecer, e nós não podíamos deixar passar essa oportunidade. As pessoas que sofreram tiveram uma mudança na sua vida com o recebimento da pensão indenizatória. Mudou demais a vida dessas pessoas. Muitos reconstruíram suas casas, outros, por conta da deficiência, puderam comprar um carro financiado.

No dia 18 de setembro de 2007, o presidente Lula sancionou lei garantindo o pagamento de uma pensão vitalícia a todos aqueles que foram obrigados a se internar nos hospitais-colônias. O texto garantiu o pagamento de pensão a todos aqueles que foram isolados compulsoriamente até o dia 31 de dezembro de 1986. A pensão é acumulativa com outros benefícios.


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Os movimentos sociais e a sociedade civil, corresponsáveis pela elaboração do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu, que será lançado nesta quinta-feira (14/10), querem participar da gestão e implantação das ações na região, afirmou o representante da Federação dos Trabalhadores da Agricultura (Fetagri) do Xingu, Pedro dos Santos.

Segundo ele, o sucesso do Plano está condicionado à participação da população, que em audiências públicas elencou suas necessidades e prioridades para a região do Xingu. Afirmou, ainda, que “os movimentos sociais irão cobrar e participar diretamente da implementação e gestão das ações de desenvolvimento locais, de forma a melhorar a qualidade de vida da população”.

Em relação à construção da usina Belo Monte, Pedro explicou que o temor inicial às obras vem dando lugar a um plano de ações e metas elaborado pelos movimentos sociais que, a partir do novo cenário estabelecido com o projeto da usina, “querem cobrar melhorias e o desenvolvimento da região que ficou esquecida por muitos anos e que está tendo a oportunidade, com Belo Monte e com a Transdordestina, de trazer o crescimento econômico e social para a população”.


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Ninguém melhor do que a população da região do Xingu, no Pará, para dizer como se dará o desenvolvimento local e como serão utilizados seus recursos naturais. Após três audiências públicas realizadas no início deste ano, lideranças indígenas, agricultores, comerciantes, líderes religiosos, cientistas e organizações não-governamentais ligadas ao meio ambiente, entre outros, estabeleceram as diretrizes para ações estratégicas na região, e elas estão resumidas no Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu, que será lançado oficialmente nesta quinta-feira (14/10) pelo presidente Lula. Entre as ações propostas no plano estão a regularização fundiária, a inclusão social e o fomento a atividades econômicas. O plano tem um orçamento previsto de R$ 500 milhões.

“O Plano é um instrumento inovador, um instrumento de planejamento do desenvolvimento da região, é um instrumento que incorpora a sociedade, a população local, fazendo com que ela assuma de fato a condução do seu desenvolvimento. Além disso, é um plano que respeita o meio ambiente, uma vez que todas as atividades produtivas sustentáveis que estão previstas no plano buscam o equilíbrio entre o meio ambiente e a ação do homem”, explica André Farias, Secretário de estado de Integração Regional do Pará.

O Plano leva em consideração os impactos causados pela construção da usina Belo Monte e tem como premissa a possibilidade de conciliar o crescimento econômico da Amazônia com a conservação e o uso sustentável dos recursos naturais. Segundo o presidente do Consórcio Belo Monte e prefeito de Anapu (PA), Chiquinho do PT, “a população local é favorável, quer a construção de Belo Monte, desde que haja respeito ao meio ambiente, que se leve em consideração os danos ambientais e a reparação deles”.

O valor de R$ 500 milhões estava previsto no edital do leilão para a construção de Belo Monte, vencido pelo Consórcio Norte Energia. O montante faz parte dos mais de R$ 1,5 bilhão que o Consórcio vai desembolsar como compensação estipulada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para reduzir os impactos ambientais e sociais da obra. As compensações foram condicionantes para a licença ambiental concedida pelo Ibama. Há ainda a previsão de investimento de mais de R$ 500 milhões do governo federal para a realização de 20 mil ligações na região, por meio do programa Luz para Todos.


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Tão logo deixou o Palácio do Planalto, onde participou de cerimônia de assinatura do decreto de concessão para construir a usina de Belo Monte, no rio Xingu, a prefeita de Altamira (PA), Odileida Maria de Souza Sampaio (PSDB), iniciou mobilização com setores da indústria e do governo do Pará para qualificação profissional dos moradores do município. O empenho tem razão de ser: a obra da hidrelétrica vai gerar 18 mil postos de trabalho diretos na região.

“Vamos correr contra o tempo. É importante que a Norte Energia contrate operários de Altamira e demais municípios da região”, contou Odileida ao reforçar discurso do presidente Lula neste mesmo sentido.

Outra questão que preocupava a prefeita era a transferência de quatro mil famílias que habitam igarapés no município. Do presidente da Norte Energia, Carlos Raimundo Nascimento, ela recebeu a informação que a população ribeirinha será transferida para uma localidade com moradias de qualidade a serem construídas pelo consórcio.

Odileida aposta também no aquecimento da economia local. A disputa por profissionais vai permitir o aumento da renda per capita na região. Na prática, a circulação de dinheiro alavancará a venda no comércio e demais setores, como por exemplo construção civil, aumentando também a procura por moradias. Altamira é o maior município no mundo em extensão territorial. De acordo com o IBGE, a cidade ocupa 159.696 quilômetros quadrados e tem 58.750 habitantes.


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Durante cerca de 25 anos, o engenheiro José Antonio Muniz acompanhou estudos, preparou documentos e liderou movimento pela construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no rio Xingu, no Pará. Hoje, na condição de presidente da Eletrobrás -- holding do setor elétrico que comandará o projeto -, Muniz traça os planos para que o empreendimento comece a funcionar, gerando energia que permitirá o desenvolvimento econômico na região de Altamira (PA) e ajudará no suprimento de eletricidade para o Brasil.

Muniz chegou cedo ao Palácio do Planalto nesta quinta-feira (26/8), onde ocorre cerimônia de assinatura da concessão do aproveitamento da usina para o consórcio Norte Energia, vencedor do leilão. Ele conversou com o Blog do Planalto e revelou que o empreendimento terá a participação das mais diversas construtoras do País. Isso, segundo ele, ocorrerá porque as obras de Belo Monte não estarão restritas a um único canteiro.

“Hoje é um dia histórico para o setor elétrico brasileiro. A usina Belo Monte será fundamental para o desenvolvimento do país”, disse Muniz na entrevista. Confira:


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