Presidenta Dilma Rousseff percorre as dependências do hospital e depois participou da cerimônia de entrega de novos leitos no Hospital Universitário da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra). Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A presidenta Dilma Rousseff participou, em Canoas (RS), de cerimônia de entrega de 110 novos leitos – sendo 10 para Unidade de Terapia Intensiva (UTI) – para assistência aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital Universitário da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), localizado em Canoas (RS). A iniciativa faz parte do programa Saúde Toda Hora, que está organizando as redes de atenção em todo o país.
O evento foi transmitido ao vivo pela TV NBR. O internauta pode acompanhar abaixo o vídeo da cerimônia aqui no Blog do Planalto.
Na ocasião, também será anunciada a adesão do Hospital Universitário Ulbra à Rede Cegonha, programa que amplia o cuidado à gestante e ao bebê desde o planejamento familiar até os dois anos de idade da criança. A adesão será feita por meio da Casa da Gestante, que funciona dentro do Hospital. Haverá ainda a criação do Centro de Parto Normal, que futuramente funcionará junto ao prédio do hospital.
Estrutura – Com esse novo investimento, o hospital irá disponibilizar um total de 285 leitos/SUS à população. Atualmente, o Hospital Universitário Ulbra dispõe de 250 leitos, sendo 38 de UTI e o restante de internação. Desse total, 70% são do SUS. A unidade tem capacidade de realizar por mês sete mil atendimentos ambulatoriais, 800 internações, 300 cirurgias, 280 partos, 30 mil exames de diagnóstico e 100 próteses auditivas.
Histórico – Em janeiro deste ano, o Sistema de Saúde Mãe de Deus, instituição filantrópica tradicional do estado, assumiu a gestão assistencial, administrativa e financeira do Hospital Universitário Ulbra. A assinatura do convênio entre a Prefeitura de Canoas e a instituição, com prazo de cinco anos para vigorar, contou com o apoio do Ministério da Saúde.
Gestante e bebê – As Casas da Gestante são locais que funcionam como estrutura de apoio a elas – principalmente àquelas que precisam de cuidados especiais – durante a gestação e após o parto. Atende a mulheres que não podem retornar às suas casas, seja por algum problema de saúde (mas que não requer hospitalização) ou devido a dificuldades de deslocamento até suas residências.
Essas instituições também acolhem as mães de recém-nascidos que tiveram alta de UTI ou UCI (Unidade de Cuidados Intermediários), mas que ainda demandam cuidados diários de alta complexidade. As Casas contam com plantão diário em enfermagem e visitas médicas.
Parto normal – Os Centros de Parto Normal fazem parte da Rede Cegonha, lançada no último mês de março pela presidenta Dilma. O objetivo desses Centros é humanizar o nascimento da criança, oferecendo às gestantes um ambiente com maior privacidade para o momento do parto.
As unidades contam com enfermeiros obstétricos e, se necessário, equipe médica. Os Centros de Parto Normal foram concebidos a partir de experiências e modelos positivos desenvolvidos em países como Holanda, França e Inglaterra. Atualmente, existem 25 Centros de Parto Normal no país. O primeiro deles a ser inserido na concepção da Rede Cegonha foi inaugurado em Salvador (BA), na última sexta-feira (26/8).
Presidenta Dilma Rousseff e o governador Tarso Genro entregam medalha Assis Brasil para Fábio Gomes durante visita à 34ª Expointer, em Esteio (RS). Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A presidenta Dilma Rousseff afirmou, nesta sexta-feira (2/9), em discurso na 34ª Expointer (Exposição Internacional de Animais, Máquinas, Implementos e Produtos Agropecuários), em Esteio (RS), que o Brasil deve continuar a ser uma potência alimentar como forma de responder à crise financeira internacional. A presidenta tratou da questão apresentando um cenário da economia mundial e a favorável situação do país, nos dias atuais, para fazer frente às demandas em função de eventual problema econômico.
“Quero dizer que o Brasil tem os instrumentos para isso. Essa crise é continuidade daquela de 2008. Nós fomos o primeiro a sair da crise e o último a entrar nela. A diferença do Brasil está no fato de que nós não temos as mesmas consequências que os países desenvolvidos tiveram”.
Dilma Rousseff lembrou que o país possui reservas cambiais da ordem de US$ 350 bilhões e depósitos compulsórios que chegam a R$ 420 bilhões. “Qualquer problema de crédito nós temos condições de enfrentar”, disse.
A presidenta Dilma explicou também que o governo pretende enfrentar a crise com investimentos, incentivando a criação de empresas e reduzindo impostos. “Essa crise é uma crise que tem de reforçar o nosso papel como potência agrícola e pecuária do mundo. Temos terra fértil, água potável… Somos sem dúvida uma potência agropecuária…”, frisou.
Ela iniciou o discurso dizendo do seu contentamento que estava muito contente em poder participar da 34ª Expointer e destacou também a importância da Exposição pelo número de expositores (3 mil participantes), o volume de negócios estimados (R$ 850 milhões) e o público participante (de cerca de 560 mil pessoas). A presidenta afirmou que estes dados representam a grandiosidade e espelham a capacidade do Rio Grande do Sul no agronegócio. A presidenta disse ainda que o sucesso é fruto “do trabalho, esforço e garra” da cadeia produtiva.
“Uma cadeia de sucesso, a que nós chegamos graças ao trabalho, esforço e garra. Chegamos aqui graças também às políticas do governo federal que se tornaram cada vez mais consistentes. Não posso deixar de ressaltar algumas medidas do Plano Safra 2011/2012. Nós, de fato, estamos colocando nada menos que R$ 107 bilhões na forma de crédito à disposição da agropecuária. Estamos colocando R$ 16 bilhões no Plano Safra da Agricultura Familiar 2011/2012″.
Ouça abaixo a íntegra do discurso da presidenta Dilma na 34ª Expointer.
A presidenta Dilma Rousseff cumpre agenda de trabalho, nesta sexta-feira (2/9), no estado do Rio Grande do Sul. Agora pela manhã, a presidenta Dilma visita a 34ª Expointer, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS).
À tarde, Dilma Roussef comparece à cerimônia de entrega de novos leitos no Hospital Universitário da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), situado à Avenida Farroupilha, 8001, município de Canoas (RS).
De acordo com a agenda, às 15h30 a presidenta Dilma retorna para Brasília com embarque na Base Aérea de Canoas. A chegada na Base Aérea da capital federal, segundo a agenda, está prevista para o início da noite desta sexta-feira.
O casal Nelson e Seli Parizotto mostra a produção de leite em Francisco Beltrão (PR). Foto: Rafael Alencar/PR
Em cada município brasileiro há, em média, duas mil pequenas propriedades de agricultura familiar. Em Francisco Beltrão, situado no Sudoeste do Paraná, esse número chega a 19.588 chácaras ou sítios. São famílias que herdaram dos primeiros colonos da década de 1960 o gosto pelo trabalho na terra. Nelson Parizotto, 50 anos, é um dos muitos exemplos. Tinha cinco anos quando aportou nesta região, deixando a gaúcha Carazinho.
“O Rio Grande do Sul tinha terra fraca e o Paraná era mato. As estradas eram abertas no braço quando viemos”, lembra.
A fixação dos colonos no Sudoeste do Paraná e no Oeste de Santa Catarina abriu caminho para a agricultura familiar no Brasil. Uma experiência que deu origem à expressão e serviu de modelo para a atividade no país. Em Francisco Beltrão, 88% das propriedades são voltadas para a agropecuária e se enquadram no perfil dos agricultores familiares. Juntas, ocupam uma área de 277.868 hectares. De lá, os pequenos trabalhadores rurais conseguem o sustento com o comércio do leite, frango, suínos, trigo, soja, feijão, frutas e hortaliças, entre outros.
Dono de um sítio de nove hectares, onde são criadas 16 vacas, Nelson Parizotto e a mulher Seli retiram 300 litros de leite de dois em dois dias. Cada litro é comercializado por R$ 0,65. Com a ajuda dos recursos do Pronaf, o casal adquiriu um equipamento de resfriamento do leite e duas ordenhadeiras. Uma realidade bem diferente de quando começaram a trabalhar na terra, há mais de 20 anos. Tinham de ordenhar as vacas à mão e plantar sementes esperando que tudo desse certo.
“Antes, a gente pegava a semente e plantava ao Deus dará. Eu tinha de ir trabalhar por dia para sobreviver”, revela ele. “Por isso que eu digo que um homem dura muito e que o trabalho não mata ninguém”, completa.
A produção leiteira é o forte da região, assim como a organização em cooperativas, outra referência de Francisco Beltrão. Para se ter ideia, 200 agricultores integram a Cooperativa de Leite da Agricultura Familiar. Juntas, as ordenhadeiras retiram de 150 mil a 200 mil litros de leite por mês, que são vendidos in natura para a indústria que, por sua vez, produz queijo e iogurte ou comercializa com a rede de ensino para uso na merenda escolar. Nesta região paranaense, 27 cooperativas de leite estão organizadas em 27 cidades. Todo mês, essa união resulta em seis milhões de litros de leite.
Jovens no campo – O casal Parizotto é organizado e econômico. Todos os recursos que buscam junto ao Pronaf têm como destino a compra de sementes e a preparação da terra para o plantio. Nelson e Seli investem na lavoura de milho e outros grãos que seguem para a ração dos animais. A cada ano, destinam R$ 2,5 mil. “Hoje é muito fácil. Pego o dinheiro no banco e pago no ano seguinte. Três dias depois de pagar, já tenho o dinheiro de novo na conta”, detalha.
No passado, disse, era tanta burocracia para ter acesso à linha de financiamento, que até desanimava. O agricultor só lamenta que o apego que ele e a mulher têm pela terra não é o mesmo que o dos dois filhos. Diz que os jovens não querem seguir o caminho. “Quem vai plantar depois de nós?”, indaga.
Manter os filhos dos herdeiros dos colonos no campo é a missão da agricultora familiar Daniela Celuppi, 28 anos. Formada em Pedagogia, ela trocou de profissão. Mora com os pais numa propriedade que produz frutas e sete mil litros de leite por mês. Quer ensinar os filhos a amar a terra. “Hoje a situação das famílias é boa, os juros do Pronaf são baixos, não há burocracia”, diz ela.
Antes do Pronaf, a família tinha de usar os ganhos da propriedade e qualquer mudança climática acabava com a produção. “Com o Pronaf, tem até dinheiro para o seguro. Tua safra fica assegurada”, comemora. Daniela revela que aguarda com ansiedade a visita da presidenta Dilma à cidade. É a primeira vez que um presidente vem a Francisco Beltrão. “É uma honra grande. Tenho a esperança de chegar um pouquinho perto dela”, contou.
O portal do Software Público Brasileiro (SPB), coordenado pela Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento (SLTI/MP), passa a hospedar a partir da próxima semana duas novas aplicações para a área de educação: o Gestão Acadêmica, também chamado Sagu, e o Gestão de Bibliotecas, o Gnuteca. Ambas foram desenvolvidas pela Cooperativa de Soluções Livres (Solis), com apoio do Centro Universitário Univates de Lageado, Rio Grande do Sul.
O lançamento desses programas, já licenciados como softwares livres, aconteceu na tarde desta segunda-feira (28/3) na sede da Companhia de Processamento de Dados do RS (Procergs), em Porto Alegre.
“Além de baixar e utilizar as ferramentas gratuitamente, o interessado ou entidade tem a liberdade de alterar o código das aplicações adequando-as a sua realidade e disponibilizar a nova versão para outras pessoas da comunidade”, diz o diretor do Departamento de Governo Eletrônico da SLTI, João Batista Ferri de Oliveira.
De acordo com João Batista, uma das finalidades do Sagu é automatizar os processos de instituições de ensino, como o registro da vida escolar do estudante, desde a sua admissão até a expedição do certificado do curso. Já o software para gestão de bibliotecas vai atender o gerenciamento de livros e periódicos de entidades e escolas de pequeno, médio e grande porte.
“Essa ferramenta proporciona um uso mais flexível, pois segue padrões internacionais. É própria para ser aplicada em bibliotecas com acervo de 100 a 250 mil exemplares”, explica Ferri.
Software Público Brasileiro
Criado em 2007, o portal do SPB já conta com 49 soluções voltadas a diversos setores. Neste mês, o sistema registrou a marca de 100 mil usuários cadastrados em todo o país e que se beneficiam dos programas. Os serviços disponíveis são acessados até por empresas de outros países, como Argentina, Portugal, Chile e Paraguai. Para a SLTI, o portal já se consolidou como um ambiente de compartilhamento de softwares. Isso resulta em uma gestão de recursos e gastos de informática mais racionalizada, ampliação de parcerias e reforço da política de software livre no setor público.
Entre os programas mais usados pela comunidade virtual estão o Coletor Automático de Informações Computacionais (Cacic), que verifica informações sobre hardware e software nos computadores, o Ginga (soluções para TV Digital Brasileira), além de sistemas de gestão para municípios e programas na área da Saúde, Educação, Meio Ambiente e gerenciamento de contratos.
Em Porto Alegre (RS), presidenta Dilma Rousseff se reúne com o governador do estado, Tarso Genro (E), e o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Os 15 municípios gaúchos que enfrentam problemas com a seca necessitam de um programa de irrigação à semelhança do que está sendo realizado no Nordeste brasileiro. A afirmação foi dada pela presidenta Dilma Rousseff, nesta sexta-feira (28/1), em Porto Alegre (RS), em entrevista coletiva concedida após reunião com o governador do estado do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, e o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, que, segundo a presidenta, também participou do encontro porque parte do estado gaúcho enfrenta a “catástrofe climática” da seca.
“Eu acredito que nós teremos que ter aqui uma política determinada no sentido da questão dos recursos hídricos aqui no estado. Eu vi isso acontecer no Nordeste. Aliás, nós estamos fazendo um dos maiores programas para viabilizar a irrigação no Brasil (…), eu acredito que a interligação de bacias seja talvez um dos maiores programas que o Brasil fez para o semi-árido. Nós temos que ter, obviamente mudando a dimensão e a forma de solução, esse programa para a Metade Sul do Rio Grande do Sul, que tem áreas desertificadas”, afirmou.
A presidenta reafirmou que o governo federal pode e irá dar mais eficiência ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e que, nesse sentido, a parceria com os estados e municípios é imprescindível. Segundo ela, assim como era feito no governo do ex-presidente Lula, não haverá qualquer distinção entre governadores e prefeitos da situação ou da oposição. O importante, segundo a presidenta, é que os entes federados apresentem seus projetos e reais necessidades.
“Nós podemos e iremos dar maior eficiência ao Programa de Aceleração do Crescimento. Nós queremos que uma obra se acelere mais; muitas vezes é do interesse do estado que se acelere mais. Então eu acho que para o Rio Grande do Sul sinalizar quais são as suas prioridades é, para nós, muito importante”, disse.
Após explanação inicial da presidenta, o ministro Fernando Bezerra afirmou que o governo federal liberou R$ 20 milhões ao Rio Grande do Sul para ações de combate à seca e que por recomendação da presidenta, todas as obras que estão previstas no PAC 1 e no PAC 2 que possam ampliar a segurança hídrica no estado serão agilizadas.
“Os investimentos no PAC I e no PAC 2 ultrapassam R$ 700 milhões em diversas intervenções de construção de barragens, construção de canais de irrigação, que vão atender também a necessidade dos produtores rurais”, informou o ministro.
Depois, os jornalistas puderam formular perguntas. A primeira indagação foi referente ao ajuste do salário mínimo, a qual a presidenta disse que não há condições de o governo conceder aumento acima dos R$ 545,00 já propostos, uma vez que o atual critério de reajuste do mínimo segue a metodologia estabelecida entre o governo Lula e as centrais sindicais.
“O que queremos saber é se as centrais querem manter este acordo. E se quiserem, nossa proposta é de R$ 545″, afirmou a presidenta.
Aos jornalistas, a presidenta também falou sobre o Sistema Nacional de Defesa Civil, que atuará prioritariamente no monitoramento do clima e na prevenção de desastres naturais com vítimas, e que o governo investirá no fortalecimento dos sistemas de defesa civil dos estados e dos municípios.
Anunciou, ainda, a criação de dois escritórios da Presidência da República – um em Porto Alegre e outro em Belo Horizonte.
Sobre sua ida à Argentina, a presidenta Dilma Rousseff afirmou que será um momento de dar continuidade à agenda de cooperação, tanto no que se refere às atividades da balança comercial quanto a algumas ações estratégicas, como a participação dos dois países em organismos internacionais e em outros programas bilaterais.
“De fato para nós é muito importante a relação com a Argentina, por isso é o primeiro país que eu visito depois da minha posse”, concluiu.
A presidenta Dilma Rousseff reúne-se, nesta sexta-feira (28/1), pela manhã, com o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, no Palácio do Piratini, em Porto Alegre. A presidenta Dilma, que chegou ontem à noite na capital gaúcha, participou de cerimônia alusiva ao Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, na sede Ministério Público Estadual.
De acordo com a agenda de trabalho, a presidenta Dilma embarca ainda hoje para Brasília, com decolagem no Aeroporto Salgado Filho.
Ao inaugurar três obras simultaneamente nesta quinta-feira (30/12) em cerimônia realizada no Palácio do Planalto em Brasília (DF) -- uma agência do INSS em Caetés (PE), sua cidade natal; a terceira cascata de enriquecimento de urânio da INB em Resende (RJ) e a hidrelétrica Foz de Chapecó (SC-RS) -- ver mais detalhes aqui -, o presidente Lula aproveitou para celebrar três grandes conquistas de seu governo: a produção de energia limpa, a excelência dos serviços da Previdência Social no País e o recorde nas exportações. Com isso, disse, o Brasil será entregue à presidente eleita Dilma Rousseff preparado para os desafios que virão.
“Nós estamos terminando o ano e entregando para a companheira Dilma a Presidência do Brasil num momento muito bom da história do País. Por isso que eu acho que a companheira Dilma vai fazer um extraordinário governo, o Brasil tem qe se preparar para a Copa do Mundo de 2014 e para as Olimpíadas de 2016, o Brasil tem que se preparar para ser a quinta economia logo.”
Sobre a cascata de enriquecimento de urânio, Lula afirmou que o País já debateu o suficiente com a sociedade sobre a necessidade de se fazer investimentos para se ter autossuficiência no processo e para construir o que for necessário estrategicamente para o Brasil manter o ritmo de seu desenvolvimento. E o País tem hoje, disse o presidente, autoridade moral e política na questão energética, porque sua produção é limpa como em nenhum outro lugar.
Depois de conversar com um aposentado de Caetés (PE) por meio de um link ao vivo (vídeo acima), Lula apontou algumas importantes vitórias no campo da previdência no País, como o fim das filas nos postos de atendimento e na maior agilidade existente hoje para dar informações e garantir a aposentadoria dos trabalhadores. Lembrou que pelo telefone 135 é possível, de qualquer lugar do País, obter informações variadas e também marcar consultas. Aproveitou o evento também para criticar os peritos contratados pela Previdência Social, que segundo o presidente, foram ingratos ao fazerem greve logo após conseguirem aumento salarial. “Eu fiquei muito chateado, é importante terminar o mandato dizendo que fiquei chateado, porque ganhavam quase nada, nós levamos para 14 mil e o agradecimento foi fazer uma greve pedindo mais”, afirmou.
A Agência da Previdência Social (APS) de Caetés (PE) contou com recursos de R$ 611,1 mil e vai beneficiar mais de 40 mil pessoas -- tanto em Caetés como também em Capoeiras, cidade próxima. A unidade terá capacidade para atender a cerca de 500 segurados por mês e realizar uma média de 50 perícias mensais. Esta será a 57ª agência inaugurada pelo Plano de Expansão da Rede de Atendimento (PEX), que tem como objetivo reforçar o atendimento e facilitar o acesso de 30,8 milhões de pessoas de todo o país aos serviços previdenciários. Apenas em Pernambuco, está prevista a criação de 59 novas APS.
A inauguração da terceira cascata de enriquecimento de urânio, em Resende (RJ), torna a INB a única fabricante de combustível nuclear no mundo com enriquecimento e fabricação no mesmo sítio. A instalação de cascatas faz parte do processo de implantação da Unidade de Enriquecimento Isotópico da INB que, quando concluída, permitirá a consolidação do domínio tecnológico da principal etapa industrial do ciclo de produção do combustível nuclear, o enriquecimento de urânio por ultracentrifugação. A primeira cascata entrou em operação em 2006 e a segunda em 2009. Com a inauguração da terceira cascata, a INB terá capacidade para enriquecer cerca de 10% do total de urânio produzido.
A Usina Hidrelétrica (UHE) Foz de Chapecó está localizada no rio Uruguai, na divisa dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A obra, que integra o plano de metas do PAC, foi iniciada em 2006 e contou com investimentos de R$ 2,2 bilhões. Até o final da construção da usina, prevista para 2011, serão aportados mais R$ 54 milhões, segundo o Ministério de Minas e Energia.
A construção da usina de Chapecó gerou cerca de 7 mil empregos no pico das obras, sendo 4 mil diretos e 3 mil indiretos. Um trecho de 150 km de estrada também foi criado durante a construção da usina, 95 km no Rio Grande do Sul e 55 km em Santa Catarina. Ao todo, 19 pontes também foram erguidas. Hoje, Chapecó é o quarto maior empreendimento em geração de energia elétrica no país, ficando atrás apenas de Jirau, Santo Antônio e Estreito.
A divisão da sociedade brasileira entre os que podiam estudar em boas escolas e escolher depois as melhores universidades, e os que não podiam, está no fim. Com os mecanismos criados pelo governo para subsidiar o estudo dos jovens mais pobres, há cada vez mais oportunidades para todos. Dinheiro para educação não é gasto, mas investimento, frisou o presidente Lula durante evento realizado nesta quinta-feira (21/10) para a entrega das novas instalações do campus Porto da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).
O mundo era dividido assim: tinham aqueles que podiam estudar em escolas boas, do ensino fundamental até o segundo grau, escolas bem pagas, escolas de alto nível educacional, e tinha a maioria dos pobres que eram obrigados a estudar em escola pública. Quando chegava no ensino universitário, era o rico, que tinha podido estudar em uma escola boa, que ia para uma universidade grátis, e o pobre, que não tinha estudado em uma escola boa, é que tinha que pagar uma universidade. Era o pior dos mundos… Essa sociedade dividida entre quem pode e quem não pode está acabando no Brasil.
Lula afirmou ainda que desde a sua posse foi enfático em dizer que era a educação, e não o mercado, que iria ajudar a combater os principais problemas do País.
Ora, se o governo não cuida do aposentado, não cuida dos trabalhadores, não cuida das crianças, não cuida dos índios, não cuida da nossa floresta amazônica, não cuida das nossas águas, ainda não quer que ninguém estude, eu quero saber para que servia o Estado brasileiro até então.
A ampliação do campus Porto em Pelotas é parte do Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) e resultou na entrega de 29 novas salas de aula, nove laboratórios e 19 salas administrativas destinadas à área acadêmica, totalizando 11 mil metros quadrados. Desde o início da expansão das universidades, em 2003, já foram criadas 14 novas universidades e mais de 100 campi novos.
O Reuni, em um ano e meio, se tornou uma coisa revolucionária. Nós conseguimos mais que dobrar. De 113 mil alunos, que era a renovação das escolas federais todos os anos, já chegamos nesse ano para 259 mil alunos, mais do que o dobro.
O pluralismo dos meios de comunicação no Brasil permite que a população tenha diversos canais para se informar e ver as coisas como elas são. “O povo é muito sabido e muito preparado para ser enganado”, afirmou o presidente Lula em entrevista coletiva concedida em Rio Grande (RS) nesta quinta-feira (21/10) após cerimônia de inauguração do Pólo Naval da cidade.
Ora, eu vou contar uma coisa para vocês: eu disputei 89, 94 e 98, e eu perdi três eleições. Vocês não me viram, em nenhum momento de campanha, fazer qualquer agressão ou mentir para sociedade brasileira. Fazer promessas em época de eleição, ficar leiloando em época de eleição, achando que engana o povo, é um ledo engano.
A campanha política, afirmou Lula, não serve apenas para ganhar votos mas também para politizar a sociedade. “E você não politiza a sociedade com a mentira…”
O presidente disse ainda ter ficado muito alegre com os números divulgados hoje pelo IBGE, que revela a taxa de desemprego mais baixa dos últimos anos – 6,2% em setembro, uma redução de meio ponto percentual em relação a agosto (6,7%), que tinha número já considerado muito baixo para os padrões latino-americanos.
Então, eu acho que é uma alegria para mim chegar ao final do mandato com a constatação que o Brasil é mais Brasil, que o Brasil está mais orgulhoso, que o Brasil hoje é um país que pensa para frente, é um país com autoestima elevada. Eu acho que a gente deve isso à crença do povo brasileiro, que começa a acreditar nele próprio.
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