Os presidentes Fernando Lugo (Paraguai) e Lula visitam as obras de terraplanagem para a subestação de Villa Hayes da linha de transmissão de Itaipu. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Em visita às obras de terraplanagem da subestação da linha de transmissão de Itaipu, em Villa Hayes (Paraguai), nesta sexta-feira (30/7), o presidente Lula afirmou que preferia estar participando de um evento de inauguração, mas infelizmente a máquina do Estado ainda não está preparada para trabalhar no tempo da necessidade da sociedade. Ainda assim, comemorou a obra, que praticamente dobrará a energia que atende a capital paraguaia Assunção – e celebrou também o que isso representará para o futuro do país vizinho:
De qualquer forma, como o companheiro Lugo é um homem cristão e sabe que Deus escreve certo por linhas tortas, está permitindo que seja exatamente agora que possamos dar início a uma construção que vai, não mudar definitivamente a cara do Paraguai ou a cara de Assunção, mas trazer 50 megawatts de energia a mais para Assunção – é praticamente dobrar os duzentos e cinquenta e poucos megawatts que hoje atende a Assunção. E atrás da energia, certamente virá uma empresa, certamente virá a segunda empresa, certamente virá a terceira empresa e certamente terá que vir outra linha de transmissão, de potência maior que 500 megawatts.
Lula lembrou que o Paraguai vive “um momento virtuoso na sua vida econômica, política, empresarial e social” e disse que o cenário é inspirador, porque é a oportunidade do país vizinho se tornar cada vez “mais senhor de si”. O Brasil atuará, disse o presidente brasileiro, como parceiro nesse processo, porque só assim é possível haver prosperidade para todos.
Ao contrário dos que preferem estabelecer a antiga relação de dependência e subordinação com os países ricos, optamos por unir o destino do Brasil à nossa querida América do Sul. Ao contrário dos críticos da cooperação Sul-Sul, fazemos do Mercosul um fator dinâmico do nosso comércio intrazona e uma plataforma para inserção soberana no mundo.
O presidente Lula lembrou ainda que foram criados instrumentos para fortalecer a economia paraguaia e incrementar a parceria entre empresas paraguaias e brasileiras, e feitos investimentos para eliminar gargalos em infraestrutura para reduzir custos logísticos e operacionais nas atividades de importação e exportação.
Lula reiterou o compromisso assumido com a declaração conjunta lançada por ele e o presidente paraguaio Fernando Lugo em 25 de julho de 2009, afirmando que houve “progressos significativos no diálogo com o Congresso brasileiro para aprovar as Notas Reversais que aumentam a compensação pela cessão de energia ao Brasil”.
Certamente, na próxima semana entrará em votação na Câmara dos Deputados e, se isso acontecer, possivelmente em setembro estaremos em votação no Senado da República e, quem sabe, aprovaremos isso ainda antes de terminar o meu mandato na Presidência da República do Brasil.
O presidente Lula acaba de chegar ao aeroporto de Mehrabad, em Teerã (Irã) (meia-noite, horário local, sete horas e meia a mais do que o horário de Brasília), após cumprir agenda em Doha (Catar) e Moscou (Rússia), e ficará na capital iraniana até segunda-feira (17/5) para se encontrar com as principais lideranças do país. É a primeira visita de um chefe de Estado brasileiro ao Irã. Na pauta da visita estão a cooperação e o fluxo do comércio entre os dois países em áreas como turismo, esportes, energias renováveis (biocombustíveis) e agricultura, o programa nuclear iraniano e a agenda internacional, com destaque para as questões relativas ao Oriente Médio.
Na manhã de domingo, Lula tem encontro privado com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad (às 9h10 de domingo) e, ao meio-dia, reunião com Ahmadinejad e o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei. Na parte da tarde, o presidente brasileiro se encontrará com o presidente da Assembléia Consultiva Islâmica, Ali Larijani.
Na segunda-feira (17/5), antes de viajar para Madri (Espanha), o presidente Lula participará da abertura da XIV Cúpula do G15.
Infográfico: Thiago Melo
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Ou fazemos a integração da produção, do trabalho, da educação e da saúde para todos, ou a integração será a da ilegalidade, do crime do tráfico de drogas e de armas, afirmou o presidente Lula em seu discurso no encerramento do seminário Brasil-Paraguai: Perspectivas de Comércio e Investimentos na Fronteira, realizado nesta segunda-feira (3/5) em Ponta Porã (MS). Lula voltou a defender o aprofundamento do Mercosul como poderoso instrumento de integração da América do Sul, sendo necessário para isso avançar na eliminação da dupla cobrança da tarifa externa comum e atuar pela plena incorporação da Venezuela ao bloco.
Ao Brasil interessa a prosperidade e a estabilidade de nossos vizinhos. Não nos convém ser uma ilha de prosperidade num oceano revolto. Nossa cooperação será fundamental para derrotar a criminalidade, tenha ela a cara que tiver.
Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:
Lula destacou o simbolismo de se realizar a reunião na fronteira entre Paraguai e Brasil e citou a Declaração Conjunta de 25 de julho de 2009 que reafirma a centralidade de Itaipu como fator de integração entre os dois países. Segundo o presidente brasileiro, “demos mais um passo nessa direção ao definir os mecanismos para a construção da linha de transmissão entre a margem direita de Itaipu e a cidade de Villa Hayes. Isso permitirá que o Paraguai utilize a energia que lhe cabe na produção global de Itaipu para sua industrialização e bem estar de sua população”.
A regulamentação do Regime de Tributação Unificada também foi defendida, para atrair mais investimentos produtivos do Brasil ao Paraguai e dar maior equilíbrio à balança comercial entre os dois países. O comércio bilateral, lembrou Lula, foi 60% superior neste primeiro trimestre de 2010 em relação ao mesmo período do ano passado, num claro sinal de recuperação da atividade comercial entre os dois países.
Os presidentes Fernando Lugo e Lula se cumprimentam na fronteira entre Paraguai e Brasil, em Ponta Porã (MS). Foto: Ricardo Stuckert/PR
Ou fazemos a integração da produção, do trabalho, da educação e da saúde para todos, ou a integração será a da ilegalidade, do crime do tráfico de drogas e de armas, afirmou o presidente Lula em seu discurso no encerramento do seminário Brasil-Paraguai: Perspectivas de Comércio e Investimentos na Fronteira, realizado nesta segunda-feira (3/5) em Ponta Porã (MS). Lula voltou a defender o aprofundamento do Mercosul como poderoso instrumento de integração da América do Sul, sendo necessário para isso avançar na eliminação da dupla cobrança da tarifa externa comum e atuar pela plena incorporação da Venezuela ao bloco.
Ao Brasil interessa a prosperidade e a estabilidade de nossos vizinhos. Não nos convém ser uma ilha de prosperidade num oceano revolto. Nossa cooperação será fundamental para derrotar a criminalidade, tenha ela a cara que tiver.
Lula destacou o simbolismo de se realizar a reunião na fronteira entre Paraguai e Brasil e citou a Declaração Conjunta de 25 de julho de 2009 que reafirma a centralidade de Itaipu como fator de integração entre os dois países. Segundo o presidente brasileiro, “demos mais um passo nessa direção ao definir os mecanismos para a construção da linha de transmissão entre a margem direita de Itaipu e a cidade de Villa Hayes. Isso permitirá que o Paraguai utilize a energia que lhe cabe na produção global de Itaipu para sua industrialização e bem estar de sua população”.
A regulamentação do Regime de Tributação Unificada também foi defendida, para atrair mais investimentos produtivos do Brasil ao Paraguai e dar maior equilíbrio à balança comercial entre os dois países. O comércio bilateral, lembrou Lula, foi 60% superior neste primeiro trimestre de 2010 em relação ao mesmo período do ano passado, num claro sinal de recuperação da atividade comercial entre os dois países.
Durante reunião com autoridades do Catar, nesta quarta-feira (20/1), no Palácio Itamaraty, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse que aquele país dispõe de US$ 60 bilhões para obras de infraestrutura em portos, ferrovias e saneamento básico. Em entrevista exclusiva ao Blog do Planalto, o ministro informou também que há interesse do Catar em investir em empresas brasileiras adquirindo parcitipação acionária nos setores de petróleo, bancos e mineração.
O ministro previu também que a balança comercial brasileira, em 2010, deve ter um saldo entre US$ 25 bilhões e US$ 20 bilhões. Segundo ele, as exportações de produtos manufaturados e semimanufaturados começam a crescer. “Sou bastante otimista com relação a balança comercial”, afirmou.
Exportações
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Fonte: Secretária de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC)
Importações
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Fonte: Secretária de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC)
(*) Os dados referentes às importações 2009 e 2008 englobam o período janeiro a novembro. O MDIC não informou até o momento os números fechados do ano passado.
Presidente Lula discursa na cerimônia de encerramento do seminário empresarial Brasil-Alemanha, em Hamburgo. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Exatamente na cidade onde se firmou o primeiro acordo de cooperação econômica com o Brasil – em 1827 -, o presidente Lula participou, nesta sexta-feira (4/12), da cerimônia de encerramento do Seminário Empresarial Brasil-Alemanha. Em Hamburgo, Lula e empresários chegaram num trem especialmente preparado para atender a delegação brasileira. No encontro com empresários dos dois países, Lula buscou mais uma vez passar para os investidores estrangeiros os avanços conquistados pelo Brasil nos últimos anos, traçou perfil do atual momento da economia e vislumbrou grandes perspectivas de parceria no setor de biocombustíveis.
Num discurso de mais de 50 minutos, Lula destacou também a importância da Alemanha no processo de industrialização brasileiro com ênfase à indústria automobilística e de bens de consumo. O presidente brasileiro explicou também as iniciativas de governo no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), sobretudo aqueles que preveem projetos voltados para energias limpas e renováveis. Lula deu destaque aos programas sociais como o Bolsa Família e o Luz para Todos.
Presidente Lula conversa com o condutor do trem de alta velocidade que o levou a Hamburgo, juntamente com comitiva de empresários brasileiros. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Por ser o maior pólo industrial alemão no exterior, Lula defendeu que as indústrias alemãs reforcem ainda mais os planos de investimentos no Brasil. O intercâmbio quase triplicou nos últimos cinco anos, passando de US$ 8 bilhões para US$ 21 bilhões em 2008. O presidente destacou a necessidade de Brasil e Alemanha avançarem em matéria de inovação e conhecimento.
Na agenda de trabalho, Lula se reuniu com o presidente da Siemens, Peter Löscher, na sede do governo de Hamburgo. Depois, concedeu audiência ao presidente do Conselho de Administração da Unidade de Negócios “Sistemas Marítimos” da ThyssenKrupp AG, Hans-Christoph Atzpodien, e após o encerramento do seminário Brasil-Alemanha, participou de almoço oferecido pelo governador da cidade-estado de Hamburgo, Ole von Beust, último compromisso da viagem à Alemanha.
Presidente Lula e a primeira Primeira-Ministra da Ucrânia, Yulia Tymoshenko, em encontro no Clube dos Ministros em Kiev Foto: Ricardo Stuckert/PR
No último compromisso da visita oficial à Ucrânia, o presidente Lula defendeu maior diversificação na relação comercial entre Brasil e Ucrânia. O presidente brasileiro se reuniu com a primeira-ministra Yulia Tymoshenko e propôs aumentar a parceria com os empresários ucranianos, gerando como resultado prático a ampliação do comércio exterior entre os dois países. Lula explicou que as principais áreas de interesse estão nos setores energético e naval e destacou que a exploração do petróleo na camada pré-sal impulsionará o segmento off-shore, com a construção de plataformas e embarcações.
“Saio de Ucrânia com a sensação de que estamos descobrindo uma parte do mundo que nós conhecíamos muito pouco”, discursou. Durante o pronunciamento o presidente brasileiro abordou também outros temas, lembrando da reunião das Nações Unidas sobre o clima, que ocorre este mês em Copenhague (Dinamarca) e a participação do BNDES no financiamento do projeto Cyclone. De Kiev, Lula seguiu para Berlim, Alemanha, onde cumpre agenda nesta quinta-feira (3/12).
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, propôs um fluxo comercial de US$ 10 bilhões com o Brasil a cada ano. A corrente de comércio entre os dois países foi colocada como meta durante o encerramento do III Encontro Empresarial Brasil-Irã, na tarde desta segunda-feira (23/11), no Palácio do Itamaraty. Já o presidente Lula destacou a importância de Brasil e Irã buscarem uma retomada dos negócios e queixou-se do pequeno aproveitamento das oportunidades em ambos os países pelas empresas brasileiras e iranianas. “O mundo exige hoje mais ousadia do que exigia há 30 anos. Temos que procurar oportunidades. No mundo competitivo e globalizado, quem ficar muito tempo sentado vai perder oportunidade”, destacou Lula.
Ouça aqui a íntegra do presidente Lula na cerimônia de encerramento do III Encontro Empresarial Brasil-Irã em Brasília:
Em abril ou maio de próximo ano, Lula visitará Teerã, ocasião que pretende ampliar ainda mais as relações comerciais com o Irã. O presidente brasileiro destacou a importância de diversificar as parcerias comerciais. Segundo ele, o Brasil busca atualmente outros mercados, reduzindo a dependência, por exemplo, aos blocos da União Européia e Estados Unidos. Em contrapartida, Lula sugeriu que a próxima visita de Ahmadinejad seja a São Paulo, “o mais importante centro industrial do País”.
A delegação iraniana contou com 150 empresários que participaram de reuniões no Itamaraty envolvendo 62 aéreas de interesse, como por exemplo energia, ciência e tecnologia, agronegócios, construção naval e turismo. De acordo com os números da balança comercial, entre janeiro e outubro deste ano, a corrente de comércio registrou US$ 846 milhões em exportações brasileiros. O Irã vendeu pouco mais de US$ 2 milhões.
A presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, será recebida nesta quarta-feira (18/11) pelo presidente Lula em recepção no Palácio Itamaraty, onde ambos revisarão o andamento de projetos do Mecanismo de Integração e Coordenação Brasil-Argentina e assinarão alguns atos de cooperação, entre os quais um que facilita o turismo na fronteira Foz do Iguaçu – Puerto Iguazú e outro que fortalece o Programa de Controle de Dengue nos dois países.
Está prevista também estabelecimento de convênio entre as empresas Empreendimentos Energéticos Binacionais (Ebisa), da Argentina, e a brasileira Eletrobrás para a realização de um estudo técnico-econômico e ambiental sobre a possível construção de uma segunda hidrelétrica no rio Uruguai.
Após as solenidades, Lula e Cristina Kirchner participarão de uma coletiva de imprensa e, em seguida, será oferecido um almoço para a presidenta argentina ainda no Palácio Itamaraty.
Após 43 anos da última visita de um presidente israelense, o Brasil volta a receber um governante de Israel. Shimon Peres está no País desde terça-feira (10/11) para estreitar as relações bilaterais entre as duas nações. Peres e Lula se encontram hoje no Palácio Itamaraty para assinar acordos nas áreas de cooperação jurídica, turismo, cooperação técnica e co-produção cinematográfica. Os dois presidentes também discutirão a situação política no Oriente Médio, em especial o processo de paz entre israelenses e palestinos.
Shimon Peres também se encontrará com o governador de São Paulo, José Serra (quinta-feira, 12/11) e com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, no Rio de Janeiro (sexta-feira, 13/11), juntamente com o prefeito Eduardo Paes e o governador Sérgio Cabral Filho.
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