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A Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, em complemento as informações divulgadas anteriormente, diz que a comparação do investimento médio em publicidade nos três últimos anos do governo Lula com os três últimos anos do governo FHC mostra que o crescimento foi de 42,5%. Assim, simplesmente comparar o investimento publicitário no último ano de cada governo resulta em distorção da informação.

Além disso, cabe considerar que, nos últimos oito anos, o mercado publicitário brasileiro cresceu mais de 300%, segundo o Ibope Monitor.

Desde o início do governo Lula, houve preocupação crescente com a efetividade do acesso da população à informação sobre as políticas públicas. Isso levou ao substancial aumento do investimento na comunicação regional do governo federal, ampliando a cobertura das ações de publicidade de 499 veículos em 182 municípios, em 2003, para mais de 5 mil veículos programados em 2.733 municípios, em 2010.


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A Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República divulgou os dados atualizados de investimentos em publicidade do governo federal. O levantamento – fornecido pelo Instituto de Acompanhamento da Publicidade (IAP) – mostra que o investimento no ano de 2010 foi de R$ 1.628.920.472,63. O valor é a soma dos investimentos de todos os órgãos e entidades da administração direta e indireta, que incluem todos os ministérios, secretarias, fundações, autarquias e empresas estatais. No total, R$ 472.777.854,56 foram investidos pela Administração Direta e R$ 1.156.142.618,07 pela Administração Indireta.

O investimento foi feito nos meios televisão, jornal, rádio, revista, internet, outdoor, cinema e mídia exterior (mídia em aeroportos, placas, painéis, etc). A maior parte dos recursos empregados pela Administração Direta foi direcionada a campanhas de utilidade pública, como campanhas de vacinação, que são importantes instrumentos de orientação e informação para o cidadão e uma obrigação do Estado.

Importante destacar, também, que alguns investimentos publicitários passaram a compor o somatório do governo federal apenas nos últimos anos. Até 2003, não havia investimentos publicitários em órgãos como Ministérios do Turismo, Ciência e Tecnologia, Cidades, Secom, Secretarias de Direitos Humanos, Mulheres, Promoção da Igualdade.

No caso do Ministério das Cidades, além de não ter investimento em publicidade antes de 2003, o Governo Federal tem agora obrigação legal de destinar parte dos recursos arrecadados a campanhas educativas sobre trânsito, o que contribui para elevação do total de seus investimentos.

Nos últimos oito anos, enquanto o mercado de publicidade brasileiro apresentou crescimento de mais de 300%, segundo o Ibope Monitor, a variação dos investimentos das empresas estatais que concorrem no mercado foi de 65% no mesmo período.


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Na sua coluna de hoje na Folha de S.Paulo, a jornalista Eliane Cantanhede diz que 2.512 sites e blogs teriam sido “agraciados” com investimentos publicitários do governo federal no ano de 2010. A jornalista errou. Na verdade, esse número refere-se à rubrica “outros” – ou seja, outros veículos além das TVs, rádios, jornais e revistas –, que compreende uma variada gama de mídias, como outdoors, busdoors, painéis eletrônicos, cinemas, painéis em metrôs, terminais rodoviários e ferroviários, aeroportos, carros de som, além de portais, sites e blogs.

No caso da Secom, os investimentos em publicidade na internet em 2010 foram de R$ 3.948.284,98 e alcançaram apenas 71 veículos – menos de 3% do total equivocadamente citado pela colunista, portanto. Registre-se ainda que 88% desses recursos foram aplicados em dez dos maiores portais do país, a saber: MSN, Uol, Globo.com, Terra, iG, Yahoo, Abril, Estadão, Valor Online e Folha.com.br. Nenhum deles pode ser incluído na categoria dos chamados “blogs sujos”. Estão mais próximos daquilo que alguns batizaram de “massa cheirosa”.

Segue abaixo o quadro de investimentos da Secom até 20 de dezembro de 2010. Para evitar novos erros e avaliações apressadas, tomamos o cuidado de separar o segmento “internet” da rubrica “outros”:


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A matéria publicada segunda-feira (26/4) no jornal O Estado de S. Paulo sobre os investimentos do governo Lula com publicidade induz os leitores a um erro, dando a entender que houve um fortíssimo aumento desses recursos nos últimos anos. O jornal comparou o ano de 2009, um ano normal para a publicidade oficial, com 2003, ano em que houve um forte ajuste fiscal e, consequentemente, redução nos investimentos nessa área.

Em nota de esclarecimento enviada ao jornal, o secretário executivo da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR), Ottoni Fernandes Jr., explicou que 2003 “é claramente um ponto fora da curva” e diz que melhor seria se a reportagem “Gasto de Lula com publicidade sobe 48% em 6 anos” oferecesse a seus leitores a informação completa sobre os investimentos em publicidade nos últimos 10 anos. O repórter teve acesso a essas informações, que estão disponíveis também a qualquer cidadão no site da Secom – ver aqui. O quadro com os investimentos feitos em publicidade nos últimos 10 anos deixa claro que 2003 foi um ano atípico.

Se fosse para fazer uma comparação de apenas um ano com 2009 (penúltimo do governo Lula), melhor seria recorrer a 2001, o penúltimo ano do governo Fernando Henrique Cardoso – o que mostraria um aumento real de apenas 3,7%. “Talvez não desse manchete ou chamada de primeira página, mas não trombaria com os fatos”, afirma Ottoni.

Leia a seguir a íntegra da nota enviada ao jornal O Estado de S. Paulo:

A matéria “Gasto de Lula com publicidade sobre 48% em 6 anos”, publicado no Estado de S. Paulo, em 26 de abril de 2010, induz os leitores a uma avaliação errada, pois compara o resultado de 2009, penúltimo ano do segundo mandato do Presidente Lula, com 2003, quando o país vivia um fortíssimo ajuste fiscal, que acarretou grande redução nos investimentos de publicidade do governo federal. Na verdade, 2003, como se pode depreender da análise da série histórica disponível no site da Secom, é claramente um ponto fora da curva. Melhor teria sido oferecer aos leitores a informação completa ou, pelo menos, comparar os R$ 1.179,0 milhões realizados em 2009 com os R$ 1.137,3 milhões de 2001, penúltimo ano do segundo mandato do governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso. Nesse caso, mostraria um aumento real (todos os números foram corrigidos pelo IGPM da FGV) de apenas 3,7%. Talvez não desse manchete ou chamada de primeira página, mas não trombaria com os fatos.

Ottoni G. Fernandes Jr.
Secretário Executivo
Secretaria da Comunicação Social
Presidência da República


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