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O presidente respondeNa coluna O Presidente Responde publicada nesta terça-feira (29/11) em diversos jornais do País, o presidente Lula respondeu questões relacionadas ao crescimento econômico brasileiro, combate à violência e às drogas e revitalização dos rios São Francisco e Parnaíba.

A professora Élide Ferreira, professora da Colônia Agrícola Samambaia, em Brasília (DF), perguntou se o presidente acha que o Brasil manterá o ritmo de crescimento no próximo governo, ao que Lula respondeu afirmativamente, lembrando que o caminho foi pavimentado nos últimos oito anos:

Os empreendimentos do PAC, assim como os investimentos em Educação, promovem o crescimento e ao mesmo tempo alicerçam o crescimento. No plano macroeconômico, também criamos as bases para o progresso e para que o Brasil se tornasse um país atraente para os investimentos externos. Mantivemos a inflação sob controle, reduzimos a dívida líquida do setor público, bem como melhoramos o perfil dessa dívida. Com fundamentos sólidos, houve melhora nas contas externas, o País pagou sua dívida com o FMI (e até se tornou credor da instituição) e com outros organismos multilaterais, assim como se tornou credor externo líquido, acumulando reservas internacionais de US$ 300 bilhões. Se, de 2003 a 2010, o crescimento médio anual foi de 4,1%, nos próximos anos o Brasil deverá crescer em torno de 5% ao ano. Nosso país vai ser, segundo instituições internacionais, a 7ª economia do planeta em 2011, e tem todas as condições para se tornar a 5ª maior economia ainda nesta década.

Já o presidente da Missão Jovens Soldados do Senhor, José Ocarly Barcelos (de Vitória-ES), questiona a violência com que são tratadas as crianças e adolescentes que estão se drogando nas ruas das grandes cidades brasileiras, muitas vezes por policiais. Lula disse ao leitor que se um policial agride uma criança ou adolescente na rua, há um desvio de conduta, sujeito inclusive a punição. E lembrou que os profissionais de segurança do País recebem hoje cursos de capacitação para saberem como abordar adequadamente usuários de drogas. Citou ainda inúmeros programas do governo que visam o resgate da cidadania dos jovens viciados, como as Casas de Acolhimento Transitório e o projeto Mulheres pela Paz (do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania – Pronasci), além das condições criadas pelo governo para incorporar os jovens na sociedade de maneira digna, com alta do salário mínimo e criação recorde de empregos.

O vereador Amaro Lúcio Ramanho, de Feira Nova (PE), perguntou sobre o que estaria “inviabilizando a execução” de obras de revitalização dos rios São Francisco e Parnaíba, que vão gerar empregos, renda e desenvolvimento para a região. Lula negou que as obras estejam inviabilizadas, “muito pelo contrário”. Segundo o presidente, a maioria dos municípios que fica às margens dos rios citados está hoje com obras em andamento – o restante está em fase de ação preparatória, licitação ou contratação.

O governo alocou nos últimos quatro anos cerca de R$ 1,4 bilhão para ações de revitalização: esgotamento sanitário, plantação de matas ciliares para evitar as erosões, coleta e tratamento do lixo e dragagem para ampliar as possibilidades de navegação. Trata-se de ações de pequeno porte, que não dispunham de projetos para contratação imediata, o que atrasou em alguns casos o cronograma de execução. No entanto, esses projetos terão um conjunto expressivo de obras concluídas em 2011. Mesmo no atual período, tivemos um bom volume de execução das obras de saneamento, que contribuem decisivamente para a qualidade da água nas bacias e são obras intensivas em contratação de mão-de-obra. Dos 146 municípios com projetos de revitalização, 23 já tiveram suas obras concluídas, e outros 35 terão conclusão de obras até o final deste ano.


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O presidente respondeNa coluna O Presidente Responde desta semana, o presidente Lula respondeu questões de leitores referentes aos temas criminalidade nas periferias, desenvolvimento do País e implantação do Teste da Orelhinha em todo o Brasil. As perguntas vieram de Cuiabá (MT), Manaus (AM) e Teresina (PI). A íntegra da coluna pode ser lida aqui. Abaixo os principais trechos.

O fiscal de segurança Rondineli Gomes, de Cuiabá (MT), perguntou sobre as ações do governo para enfrentar o crime nas periferias das cidades. O presidente lembrou ao leitor que há uma atuação forte do governo nas regiões metropolitanas que apresentam altos índices de violência, citando por exemplo o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), que combina repressão ao crime com a prevenção. Citou também parcerias da União com governos estaduais em programas como as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do Rio de Janeiro:

Nos locais em que a juventude se encontra em situação vulnerabilidade, o Pronasci implanta os Territórios de Paz, pacote com diversos projetos para reduzir a criminalidade. Destaco o Policiamento Comunitário, as Mulheres da Paz e o Protejo. Com o Policiamento Comunitário, os agentes fazem ronda ostensiva sempre na mesma região, estabelecendo com os moradores uma relação de proximidade e confiança. O Mulheres da Paz é integrado por lideranças comunitárias, que identificam os jovens mais vulneráveis ao crime e encaminham para os projetos sociais. Já aderiram ao Pronasci 25 estados e o Distrito Federal, 173 municípios e 4 consórcios (grupos de cidades). Ações promovidas por governos estaduais e municipais também podem receber recursos do Pronasci. As Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), iniciativa do governo do Estado do Rio de Janeiro, em parceria com a União, estão dando excelentes resultados e devem ser implantadas em outras regiões do País.

Já o técnico Ricardo Galiza, técnico em mecânica de Manaus (AM), quis saber quando o Brasil deixará de ser um País em desenvolvimento. Lula afirmou que a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) está promovendo pesquisas e estudos sobre o futuro do País, fixando metas para 2022, ano do bicentenário da Independência brasileira – essas informações podem ser obtidas no site da secretaria. O governo também tem tomado medidas importantes para fortalecer a economia e o desenvolvimento de todas as regiões do País, como a criação do PAC para estimular a produção, consumo e emprego.

Para garantir a continuidade deste ciclo, nós montamos, em parceria com estados e municípios, o PAC 2, que terá, até 2014, investimentos de cerca de R$ 960 bilhões em energia, transportes e infraestrutura social e urbana. Ou seja, nós estamos deixando mais do que estudos, estamos deixando planejamento, projetos e recursos já garantidos para que quem me suceder possa implementá-los logo após a posse. Os resultados, hoje, já são extraordinários: reduzimos a pobreza a menos da metade, 37 milhões de brasileiros ingressaram na classe média e este ano nós superamos a Espanha e nos tornamos a oitava maior economia do mundo. Mantendo o ritmo atual de crescimento e distribuição de renda, ainda nesta década nós vamos erradicar totalmente a miséria e ocupar o posto de quinta maior economia do mundo.

O fonoaudiólogo Gilson Miranda de Oliveira, de Teresina (PI), perguntou sobre o Teste da Orelhinha, cuja lei foi sancionada pelo presidente Lula: “Quanto tempo levará para ser implantado esse serviço tão essencial para os recém-nascidos de todo Brasil?”

O Teste da Orelhinha é um método avançado e seguro de diagnóstico precoce de problemas de audição dos bebês. O exame é realizado em 5 a 10 minutos, não causa qualquer desconforto e sequer acorda a criança. Os problemas identificados podem ser tratados em até seis meses, facilitando a reabilitação da audição, um dos sentidos mais importantes para o desenvolvimento normal dos bebês. O Teste da Orelhinha já é um exame que consta da tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS). Ou seja, mesmo sem a lei, o governo federal já garantia financiamento aos estados e municípios interessados em oferecer o serviço. Veja que, somente no ano passado, a rede pública realizou quase 270 mil Testes da Orelhinha. Sancionei a lei 12.303 em agosto, quando ficou determinada a obrigatoriedade do Teste. O próximo passo é a regulamentação do texto pelo Ministério da Saúde. Ou seja, serão fixados os prazos para que os hospitais e as maternidades do SUS se adequem aos padrões e normas para a realização do Teste e ofereçam o serviço.


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O presidente respondeNa coluna O Presidente Responde desta semana, leitores do Espírito Santo e São Paulo perguntaram sobre a necessidade de reforma agrária no País, a possibilidade de se cursar MBA pelo ProUni e o apoio governamental a grupos de apoio a ex-dependentes químicos de drogas e álcool.

A questão sobre reforma agrária foi enviada pelo fotógrafo de São Mateus (ES), Ademilson Viana, que quer saber quando ela acontecerá “efetivamente no Brasil sem a necessidade de o Movimento Sem Terra ocupar terras”.

O presidente Lula afirmou ao leitor que a reforma agrária já está ocorrendo efetivamente no País. Nos últimos sete anos e meio, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) assentou 580 mil famílias em uma área de 47 milhões de hectares – um número que dá quase 60% de todos os assentados e 55% do total de terras destinadas à reforma agrária em 40 anos de existência da instituição. E com aumento do seu orçamento, foi possível atender 742 mil famílias assentadas com estradas, energia elétrica e abastecimento de água, além da construção e reforma de 382 mil moradias. Tudo isso, lembrou o presidente, sempre com base em diálogo com os movimentos sociais.

Esse processo tem como base o diálogo com os movimentos sociais, o que se traduz em redução das ocupações e das mortes decorrentes de conflitos agrários, que vêm caindo em torno de 30% ao ano nos últimos três anos, conforme dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e da Ouvidoria Nacional do Incra.

Leia aqui a íntegra da coluna.

O segurança Genivaldo Batista Lima, de São Paulo (SP), pergunta se será possível um dia cursar MBA pelo ProUni, para facilitar o ingresso das pessoas no mercado de trabalho. O presidente Lula lembrou ao leitor que o programa foi criado em 2004 especificamente para conceder bolsas a jovens carentes para cursos de graduação em faculdades particulares. E explicou porque o ProUni não contempla esse curso MBA:

O MBA (sigla em inglês para Mestrado em Administração de Empresas) é curso de mestrado em outros países, mas no Brasil é apenas de especialização. O ProUni não contempla esse curso por duas razões: por não ser de graduação e também porque ele não é submetido à avaliação sistemática do MEC. Para cursos de pós-graduação, Genivaldo, você e outros interessados podem conseguir bolsas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A Capes oferece bolsas para cursos de mestrado e doutorado nas instituições de ensino superior públicas inscritas nos programas de apoio à pós-graduação e de demanda social do Ministério da Educação.

O gerente de loja Valter Garcia Nogueira, de Santo André (SP), pede mais apoio dos governos federal, estaduais e municipais a ex-dependentes de drogas e álcool. Lula afirmou ao leitor que o governo federal “não só reconhece a importância dos grupos de apoio a ex-dependentes de álcool e drogas como apoia concretamente o trabalho que desenvolvem”, reiteirando que a articulação do governo com setores da sociedade “é fundamental quando se pensa em políticas públicas sobre drogas”.

O presidente citou diversos exemplos da atuação do governo, como a coordenação pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) e pelo Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) do projeto Fé na Prevenção, que oferece a líderes religiosos material teórico e cursos de capacitação para a prevenção no uso de drogas. Outro projeto citado pelo presidente Lula é o Curso de Formação em Terapia Comunitária, que prioriza a questão do uso de álcool e drogas, no qual as lideranças são preparadas para responder às questões apresentadas por dependentes e ex-dependentes.

Lançamos este ano o Plano de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas, visando à prevenção, tratamento e reinserção social, conjuntamente com estados, municípios e sociedade civil. Em parceria com municípios, oferecemos suporte financeiro para a oferta de vagas nas chamadas comunidades terapêuticas. É preciso saber também que algumas instituições, como é o caso dos Alcoólicos Anônimos, não aceitam, por uma questão de diretriz programática, qualquer ajuda financeira governamental.


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O presidente respondeA coluna O Presidente Responde desta terça-feira (29/6), aborda o combate à violência, medidas de incentivo ao setor primário da economia e a proteção ambiental em função da impermeabilização do solo que ocorrerá com a construção de novas moradias.

A primeira questão foi apresentada pelo músico José Sisenando Régis, morador em Campina Grande (PB), sobre as ações do governo federal no combate à violência.

Pela primeira vez no Brasil, o governo está trabalhando de maneira apartidária, em parceria com estados e municípios, e combinando ações repressivas contra o crime com a implantação de programas sociais, educacionais, culturais e de lazer permanentes. O Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) está implementando mais de 90 ações de repressão e de prevenção nos Territórios de Paz, que são áreas que apresentavam grande número de ocorrências policiais.

Clique aqui para ler a íntegra da coluna.

Morador em Cuiabá, o advogado Giovane Marques, tratou do desampararo do setor primário, “principalmente o agrícola, e incluindo o minério? Por que não se processa os produtos aqui, agregando valor e aumentando o número de empregos”. Marques indagou sobre o motivo de o governo no implementar uma política voltada para este segmento da economia.

Nós temos valorizado como nunca o setor agrícola e trabalhado para a agregação de valor aos nossos produtos. Aumentamos o volume de crédito rural de R$ 24,7 bilhões na safra 2002/2003 para R$ 116 bilhões na atual safra. Já somos líderes na exportação de etanol e de suco de laranja (temos 80% do mercado mundial) e estamos entre os cinco maiores exportadores do mundo em óleo e farelo de soja, carne bovina industrializada, café solúvel, açúcar, celulose, couros e subprodutos.

Ao responder o terceiro tema da coluna, Lula afirmou que a colocação do administrador Thiago Cardoso Rosa, de Ribeirão preto, é pertinente. Rosa indagou a necessidade de o governo se preocupar com os problemas causados ao solo em face do incremento habitacional no âmbito do Minha Casa, Minha Vida. Segundo Lula, o programa garante, em suas normas, “o respeito à legislação urbanística e a implantação da infraestrutura de saneamento básico, ou seja, abastecimento de água, esgotamento sanitário, sistema de recolhimento do lixo e de drenagem”.


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bom dia, MinistroEm entrevista ao programa de rádio Bom Dia, Ministro desta quinta-feira (8/4), o ministro Luiz Paulo Barreto (Justiça) detalhou os investimentos previstos na segunda fase do PAC para a segurança pública. Segundo Barreto, o setor contará com R$ 3,2 bilhões para a estruturação de postos de polícia comunitária e construção de espaços integrados voltados aos jovens, projeto que conta com a parceria dos ministérios do Esporte, Cultura, Trabalho e Emprego, e Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

A estimativa é que sejam construídos 2.883 postos de polícia comunitária em 543 municípios espalhados pelos 26 estados do Brasil e no Distrito Federal.

Ouça aqui a íntegra da entrevista do ministro Luiz Paulo Barreto:

A entrevista é produzida e coordenada pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República, e transmitida ao vivo pela TV NBR e via satélite, das 8 às 9 horas.

O ministro da Justiça explicou detalhes do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), que tem como público-alvo jovens de 15 a 24 anos à beira da criminalidade, presos e os que já cumpriram pena. Integram hoje o programa 170 municípios, 23 estados e o Distrito Federal.

Outro tema da entrevista concedida pelo ministro Barreto foi o 12º Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal, maior evento mundial sobre o tema. O evento – organizado pela ONU em parceria com o governo brasileiro, por meio do Ministério da Justiça – deve reunir delegações de 140 países em Salvador (BA), entre os dias 12 a 19 de abril. Na pauta estarão temas como: infância, juventude e crime, terrorismo, prevenção criminal, tráfico de migrantes e de pessoas, lavagem de dinheiro, crime cibernético, cooperação internacional na luta contra o crime e violência contra migrantes e suas famílias.


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O Brasil voltou a acreditar no Brasil. E mais do que isso: está trabalhando como nunca tornar essa confiança em desenvolvimento para o País. Em entrevista concedida ao programa Pampa Boa Noite, da TV Pampa Porto Alegre (RS), e veiculada na noite de sexta-feira (5/2), o presidente Lula conversou durante cerca de meia hora sobre os projetos que estão mudando a cara do Brasil e dando cada vez mais projeção ao País no cenário internacional. A chave do sucesso, segundo o presidente, é a parceria com governadores e prefeitos e a firme decisão de se investir em áreas estratégicas como infraestrutura e educação.

Falou também da crise de hipertensão que o fez cancelar viagem a Davos, onde receberia um prêmio, e da importância do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A entrevista foi dividida em quatro partes. Veja abaixo os vídeos, com um resumo de cada trecho.

Parte 1

No início da entrevista, Lula contou detalhes da noite (27/1) em que se sentiu mal em Recife (PE), pouco antes de viajar para Davos (Suíça), onde receberia o prêmio Estadista Global 2009 no Fórum Econômico Mundial. Garantiu que sua saúde está em perfeita ordem e que continuará trabalhando. Conversou também sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e os empregos e renda que vem gerando pelo País.:

Na verdade ele permitiu que o governo assumisse outra vez a responsabilidade de gerenciar os investimentos de infraestrutura no Brasil. Nós tivemos um período de investimento em infraestrutura no governo Juscelino Kubitschek, depois tivemos um outro no governo Geisel, depois tivemos quase que uma paralisia de investimentos em infraestrutura, ou seja, ficava por conta do potencial do Estado ou ficava às vezes por conta de um dinheiro que sobrava no governo federal. Mas não tinha, depois do governo Geisel, um planejamento em infraestrutura. E nós então resolvemos fazer o PAC que era para gente assumir um compromisso público com o Brasil, assumir compromisso de governo e nós então lançamos o PAC em janeiro de 2007.

Parte 2

A conversa nesta segunda parte da entrevista abordou iniciativas na educação, como a construção de universidades e escolas técnicas e criação de programas como o Prouni, e a importância de se manter investimentos nos estados para evitar que sofram retrocesso em seu desenvolvimento.

Parte 3

Neste trecho da entrevista, Lula falou sobre segurança pública, a necessária boa relação com governadores e prefeitos, e os investimentos feitos na Petrobras, que permitiram que fossem encontradas jazidas de petróleo na camada Pré-sal. Comentou também o bom momento do País e como isso tem ajudado no fortalecimento da auto-estima do brasileiro, que já fala de igual para igual com qualquer outra nação do mundo.

Lula relembrou um episódio ocorrido em uma reunião do G8 na cidade francesa de Evian, como exemplo da nova postura adotada pelo Brasil diante de outros países:

Quando eu fui a primeira vez a Evian (França) [em reunião do G8], estavam sentados o Celso Amorim (ministro das Relações Exteriores), o (então) secretário-geral da ONU, Kofi Annan, e eu. Eu tinha chegado, fui na mesa, tinha cumprimentado todo mundo que estava lá, e fui sentar. Aí quando chegou o Bush, todo mundo levantou. Aí eu falei para o Celso (Amorim): ‘A gente não vai levantar. E ele vai vir aqui do mesmo jeito. Ele cumprimentou todo mundo que estava em pé e foi lá na nossa mesa, cumprimentou e sentou lá. Um gesto pequeno mas é um gesto que você tem que fazer para mostrar que você não é subalterno, você não é inferior. Você é igual. Você é chefe de um estado igual o Bush é, igual o Sarkozy (presidente da França) é, a Angela Merkel (chanceler da Alemanha) é, o Zapatero (primeiro ministro da Espanha) é.

Parte 4

O intenso trabalho feito para trazer os Jogos Olímpicos de 2016 para o Brasil foi um dos temas desta última parte da entrevista. “O Brasil vai ganhando as coisas porque trabalha”, afirmou o presidente Lula. “O Brasil voltou a acreditar no Brasil.” Lula falou também sucessão presidencial e para o governo estadual no Rio Grande do Sul. Mais uma vez ressaltou a importância de se trabalhar em parceria com estados e municípios:

Pergunte para qualquer governador. Pergunte para o José Serra (SP), pergunte para o Eduardo Braga do Amazonas, escolha… o Jarbas Vasconcelos (PE), que é minha oposição no Senado e foi governador durante quatro anos, se em algum momento faltou dinheiro para eles. (…) Se o governo federal continuar com essa prática de trabalhar junto com os estados, eu digo o seguinte: em dez anos a gente muda definitivamente a cara desse País. Aí o Brasil será quinta potência mundial, a quarta. Daqui há 20 anos a gente vai ouvir falar muito deste País. E eu espero estar vivo para ver tudo isso acontecer.


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O presidente Lula participou, nesta terça-feira (26/1), no Ministério da Justiça, de cerimônia de assinatura do decreto de ampliação do Bolsa Formação para reforçar a qualificação dos policiais que vão atuar na Copa do Mundo de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016.

“O que se encaminha aqui é uma mudança estrutural na remuneração dos servidores policiais do País. Trata-se de um programa portanto de adesão, e que não extingue da existência do Bolsa Formação, que é para todos os Estados”, afirmou o ministro da Justiça, Tarso Genro, que compareceu ao evento. Também estiveram presentes a ministra Dilma Roussef, da Casa Civil; o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho; e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.

O Projeto Bolsa Formação foi criado no âmbito do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). É destinado à qualificação profissional dos profissionais de segurança pública e justiça criminal, contribuindo em sua valorização e o conseqüente benefício da sociedade brasileira.


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(Primeiro programa da série 7 anos em 7 minutos, com o ministro da Justiça, Tarso Genro)

Em sete anos, o governo Lula transformou o Brasil em um País mais forte, mais respeitado e mais justo. Criou e desenvolveu programas e ações pensando no conjunto dos brasileiros e não apenas numa parte deles. Tendo a convicção de que melhorar a vida dos mais pobres não é apenas uma ação social. É também um fundamento econômico, que protegeu nossa economia das turbulências externas, como nunca antes na história do país.

Ter desatado os nós que impediam um crescimento mais vigoroso também foi fundamental para alcançarmos esse novo patamar. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) acendeu o espírito empreendedor dos empresários brasileiros, transformando o Brasil em um canteiro de obras, multiplicando as oportunidades de trabalho e a renda das famílias.

A ampliação do mercado interno, a capacidade de o governo mudar as expectativas pessimistas com intervenções para desbloquear e expandir o crédito, manter a roda da economia girando e alavancar investimentos para ampliar o mercado de trabalho, a diversificação do mercado externo e uma diplomacia altiva e soberana fizeram o Brasil sair mais forte da crise. Mais respeitado nos fóruns internacionais e mais confiante em si mesmo e na sua gente.

Esse conjunto de programas e ações pode ser considerado um patrimônio do nosso País, graças aos benefícios percebidos pela população brasileira de todas as classes sociais. Para explicar o que vem sendo feito em cada área do governo e o alcance dessas ações no cotidiano das pessoas, convidamos os ministros do Presidente Lula para apresentarem, em sete minutos, o que foi feito de importante nesses sete anos.

Essa é a proposta da série de programas 7 anos em 7 minutos. O Blog do Planalto vai publicar semanalmente vídeos que sintetizam o trabalho de cada ministério ou secretaria vinculada à Presidência da República. Sinta-se à vontade para reproduzir e compartilhar os programas da série. Entendemos que eles são importantes ferramentas para esclarecer o público sobre as ações de governo tomadas nos últimos sete anos, que nem sempre foram divulgadas apropriadamente.

Apresentamos hoje o programa gravado com o ministro da Justiça, Tarso Genro, em que destaca o combate à corrupção e o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) como as principais ações de sua pasta.

Já há um sentimento hoje de que a impunidade está terminando no Brasil. De que existe um esforço das autoridades do estado para combater a corrupção.

Segundo o ministro, o combate à corrupção não melhorou o prestígio do Brasil no cenário internacional como também melhorou o conceito que a sociedade brasileira tem a respeito de sua política e do seu estado.


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A coluna publicada nesta terça-feira em jornais de todo o País traz perguntas de leitores do Pará, São Paulo e Rio de Janeiro, sobre a violência urbana, recuperação de fábricas falidas e os juros cobrados pelos bancos.

A engenheira mecânica Dalliana Morais, de Belém (PA), quis saber o que vem sendo feito contra o “estado de guerra civil em que muitas cidades vivem hoje”, ao que o presidente Lula respondeu:

Nós temos trabalhado como nunca para mudar esse quadro. Os investimentos para apoiar os estados em segurança passaram de R$ 951 milhões, em 2003, para R$ 2,7 bilhões, em 2009. A iniciativa mais promissora é o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania, com 90 ações repressivas e preventivas, que implanta os Territórios de Paz nas regiões mais carentes e com mais índice de homicídios.

Para ler a íntegra da coluna, clique aqui.

Camila Delmondes Dias, estudante de Campinas (SP), perguntou sobre a possibilidade de estatização de fábricas que decretam falência. Lula lembrou à leitora que há mais de uma centena de casos no País em que trabalhadores assumiram o controle da empresa após a sua falência, em cooperativas por exemplo:

O governo vem sugerindo aos empregados que o melhor caminho é esquecer a parte falida da empresa e aproveitar a parte ainda saudável para criar uma nova, pertencente aos trabalhadores. Isso significa, além da manutenção de milhares de empregos, a transformação dos trabalhadores em associados de um empreendimento coletivo. Assim, com a nossa oferta de assistência técnica e de crédito, o caminho estará aberto para a completa recuperação da empresa.

O leitor João Alves da Fonseca, administrador de empresas de Nova Friburgo (RJ), questionou a possibilidade de se forçar os bancos a reduzirem suas taxas de juros. O presidente lembrou a ele que numa economia de mercado não se pode intervir diretamente nesse setor, mas que medidas foram tomadas para que a redução aconteça:

Expandimos o crédito e reduzimos os juros dos bancos públicos – que têm mais operações de pequeno valor com maiores custos administrativos -, e, pela primeira vez em oito anos, o spread dessas instituições ficou menor do que os dos bancos privados. Para estimular a concorrência, apoiamos os bancos pequenos e médios por meio de garantias adicionais para investidores e liberação de recursos depositados no Banco Central.


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Durante entrevista exclusiva concedida à rádio O Dia FM esta manhã no Rio de Janeiro, o presidente Lula declarou que a primeira medalha que o Brasil vai ganhar nas olimpíadas sediadas aqui será pelo sucesso do País na garantia da paz durante os jogos. Ele acredita que até a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 o Brasil estará “infinitamente melhor do ponto de vista econômico, estará infinitamente melhor do ponto de vista educacional e nos vamos ter o Brasil infinitamente melhor do ponto de vista da segurança publica”. E não duvida que será possível ter segurança total nos eventos, desde que todos se envolvam nessa causa.

Lula defendeu que as autoridades políticas precisam trabalhar duro para despertar a paixão pelo esporte entre as crianças e os jovens brasileiros. Além de preparar o País para a Copa de 2014 e para as Olimpíadas de 2016, evita que muitos se envolvam com a criminalidade. “Nos temos a obrigação política agora de mobilizar o Brasil para ficar quatro anos no mesmo estado de emoção que estávamos quando conquistamos as olimpíadas.”, afirmou, dizendo que assim como educação, esporte para ele não é um gasto mas sim um investimento.

O presidente também falou dos investimentos do governo federal na melhoria das condições de vida de comunidades pobres da cidade maravilhosa, que estão levando o Estado para áreas onde ele não estava e melhorando a vida do povo, além de trazer melhores perspectivas de vida especialmente para os mais jovens. Com relação à segurança pública, lembrou da experiência dos jogos pan-americanos realizados no Rio, que para ele foram jogos “de causar inveja” nesse quesito. E afirmou que os investimentos em segurança já começaram, como os R$ 6 bilhões investidos por meio do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) para capacitação de soldados da polícia militar de todo o Brasil.

O assunto da entrevista, em tom de bate-papo, foi principalmente futebol. Lula, que adora o assunto, deu muitos palpites e contou suas preferências em São Paulo e no Rio. Até sobre música o presidente falou, dizendo que gosta de um bom pagode. Ao fim da conversa, agradeceu por participar de uma entrevista em que o assunto principal não era política. Disse que desde 1980 isso não acontecia. “Às vezes as pessoas acham que político só entende de política”, reclamou de brincadeira.

Ouça a íntegra da entrevista:


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