As novas sanções contra o Irã, aprovadas nesta quarta-feira (9/6) pelo Conselho de Segurança da ONU, são uma vitória de Pirro (aquela que é obtida a um custo muito alto) ”de quem não queria negociar e acha que a força resolve tudo”, afirmou o presidente Lula em entrevista coletiva concedida hoje em Natal (RN). O presidente classificou a aprovação das sanções de “birra” e disse ainda que elas serão praticamente inócuas, não tendo implicação alguma para o Irã. Lula reafirmou sua preferência pelo diálogo, lembrando que em política, a melhor forma de resolver um conflito é gastar o máximo de tempo possível conversando.
Acho que foi um equívoco a tomada de decisão, acho que às vezes me dá a impressão daquele pai duro, que às vezes é obrigado a querer dar uma palmada no filho mesmo que o filho não mereça, para dizer que é o pai. Eu acho que o Conselho de Segurança jogou fora uma oportunidade histórica de negociar tranquilamente o programa nuclear iraniano e ao mesmo tempo discutir com mais profundidade a desativação dos países que tem armamento nuclear.
Ouça aqui a íntegra da entrevista:
Lula negou que a aprovação de novas sanções ao Irã trará algum prejuízo ao Brasil, que fez o que tinha que fazer: dar uma chance à negociação. “Mas eles (países do Conselho de Segurança) provaram que não queriam negociar”, lamentou o presidente brasileiro, que aponta o episódio como emblemático da necessidade de se reformar o Conselho de Segurança da ONU:
Nós estamos reformá-lo há mais de 17 anos, porque ele não representa mais a atualidade política do mundo, ele representa uma correlação de forças existente em 1948, quando foi criada a ONU, e que portanto a geografia política e econômica do mundo mudou e nós queremos que a ONU tenha mais representatividade, que tenha gente da América Latina, que tenha gente da África, a Índia, que tenha outros países, e os senhores que são donos do Conselho não querem abrir mão porque não querem levar ninguém para sentar numa mesa e democratizar de verdade o Conselho de Segurança da ONU.
Em sua primeira edição organizada fora da Europa, o Fórum Aliança das Civilizações leva para o Rio de Janeiro a oportunidade de aproximar ainda mais os países da América do Sul, afirmou o porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach, em ‘briefing’ concedido nesta quarta-feira (26/5) em Brasília. O 3º Fórum Aliança das Civilizações contará com a participação do presidente Lula e será palco de reuniões bilaterais com os primeiros-ministros José Luiz Zapatero, da Espanha, e José Sócrates, de Portugal.
Entre os assuntos a serem tratados com os dirigentes europeus está a crise econômica enfrentada pelos países europeus:
Além de explicar detalhes sobre o Fórum Aliança das Civilizações, Baumbach respondeu ainda questões sobre a reunião que o presidente Lula terá na quinta-feira (27/5) com o primeiro-ministro da Turquia, Recep Erdogan. O porta-voz afirmou que o Brasil continuará trabalhando para evitar que “as portas se fechem” para as negociações por um acordo em relação ao programa nuclear do Irã. Brasil e Turquia negociaram em Teerã os termos de um acordo para que o Irã possa apresentar garantias à comunidade internacional.
Ouça aqui a íntegra da entrevista concedida por Marcelo Baumbach:
Baumbach informou que o presidente brasileiro encaminhou carta ao presidente dos EUA, Barack Obama, e mensagens aos presidentes Nicolas Sarkozy (França), Dimitri Medvedev (Rússia) e Felipe Calderón (México), além de integrandes da Unasul. “O Brasil pretende continuar no esforço para fomentar o diálogo”, assegurou o porta-voz.
O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira (24/5), após reunião de coordenação realizada em Brasília, que a conversa do presidente Lula com o presidente iraniano Ahmadinejad foi “uma vitória da diplomacia do diálogo, quando os chefes de estado se dispõem a conversar diretamente, para além dos mecanismos usuais”. Padilha citou ainda a libertação da professora francesa Clotilde Reiss no Irã ocorreu logo após a chegada do presidente brasileiro ao Irã, como nova demonstração importante do sucesso do diálogo.
Veja aqui entrevista que o ministro Celso Amorim concedeu ao Blog do Planalto explicando a negociação feita com o Irã.
“A ação articulada entre Brasil e Turquia era o que a comunidade internacional queria que acontecesse há muito tempo e não estava obtendo sucesso”, disse o ministro, frisando que o governo iraniano entregou hoje carta à Agência Internacional de Energia Atômica (AEIA) detalhando o acordo firmado em Teerã juntamente com Turquia e Brasil. Os próximos passos, conforme o ministro, devem ocorrer no âmbito do Conselho de Segurança da ONU.
A reunião de coordenação do governo realizada hoje tratou ainda da economia do País. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o Brasil está preparado para passar por qualquer crise econômica, porque tem menor vulnerabilidade externa e tem crédito em relação ao mundo. Agora é importante manter a política de responsabilidade fiscal, o controle das contas públicas e a estabilidade econômica para que o ritmo de crescimento do País não seja abalado. Mantega, além dos ministros do Planejamento (Paulo Bernardo) e Previdência Social (Carlos Eduardo Gabas), sugeriram o veto ao reajuste de 7,7% para aposentadorias superioes a um salário mínimo – aprovado pelo Congresso -, porque segundo eles as contas públicas não suportam um reajuste superior a 6,4%. O presidente ficou de analisar o assunto, afirmou Padilha, antes de tomar a decisão, que deve ser tomada o quanto antes, disse o ministro.
(Trecho em vídeo do programa Café com o Presidente, em que Lula comemora os números de abril do Caged, que revelam a criação de 305 mil novos empregos no período. Vídeo: Ricardo Stuckert/PR)
A negociação de um acordo de segurança nuclear com o Irã, os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que revelam que o Brasil criou quase 1 milhão de empregos até 30 de abril deste ano, e o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas foram os temas abordados pelo presidente Lula em seu programa de rádio Café com o Presidente, veiculado nesta segunda-feira (24/5) pela rádio Nacional.
Lula frisou que o Brasil não foi negociar um acordo nuclear com o Irã, mas sim tentar convencer o país asiático a aceitar uma proposta feita pela Turquia e pelo Brasil para sentar à mesa de negociações. “E isso nós conseguimos”, afirmou o presidente, lembrando que o Irã entregará hoje à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) uma carta explicando os termos da negociação feita.
A ONU queria fazer sanções exatamente porque o Irã não queria sentar para negociar. Então, o Irã vai sentar para negociar. Aliás, é extremamente importante porque exatamente hoje será entregue, em Viena, para o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), a carta que o presidente do Irã se comprometeu a entregar. Então, tudo aquilo que foi acordado conosco está começando a ser cumprido agora. Depois da carta, vem as conversas com a Agência, vem o depósito do urânio na Turquia, e depois, aí, o prazo para que o Irã receba, já, o urânio enriquecido. Então, se isso acontecer, é o cumprimento da primeira parte do nosso acordo, e isso está tudo escrito lá. Obviamente que esse plano é a abertura para começar as negociações. Então, eu penso que foi dado um passo importante. Acho que nós precisamos falar mais em paz do que em desavenças, mais em paz do que em guerras. O dia em que nós, dirigentes políticos, compreendermos que existe 1 milhão de razões para a gente falar de paz e não existe nenhuma razão para a gente falar de guerra, a gente vai construir a paz.
Ouça aqui a íntegra do programa:
O presidente Lula comemorou também os dados divulgados pelo Caged, que mostram que o Brasil criou 962 mil novos empregos no País até o dia 30 de abril. Foram 305 mil novos postos de trabalho somente em abril. O País deve fechar o ano de 2010 com 2 milhões de empregos criados, afirmou Lula.
Se o Brasil continuar assim, eu penso que nós daremos um salto de qualidade extraordinária para ser um dos países do mundo com o menor índice de desemprego. Todo mundo perdeu muito, muito posto de trabalho durante a crise, e nós, graças a Deus, aumentamos os postos de trabalho. Por isso eu estou feliz e vamos continuar trabalhando para a economia continuar crescendo, a inflação controlada, porque o Brasil não vai jogar fora as oportunidades do século XXI.
Outro assunto do programa Café com o Presidente desta segunda-feira foi a parceria firmada entre o governo federal e os governos estaduais e as prefeituras para o combate ao crack. Segundo Lula, a idéia é formar especialistas para aprender a lidar com o crack e encontrar soluções para o problema, com recursos da ordem de R$ 410 milhões. Mais do que simplesmente reprimir a venda e o consumo da droga, o plano tem como foco o tratamento dos usuários.
O plano vai envolver treinamento de profissionais na rede pública de saúde e assistência social para atender, sobretudo os usuários e a família. Por isso que é importante trabalhar toda a rede pública municipal, estadual e federal, todas as polícias, para que a gente possa reprimir, mas, ao mesmo tempo, você ter como objetivo principal o tratamento de usuários. Além disso, vamos trabalhar com a reinserção social e ocupacional. Então, é um compromisso novo do governo, que nós vamos trabalhar com muita força para que isso dê certo.
O Brasil será uma grande potência econômica e política e está pronto hoje para receber investimentos estrangeiros e incentivar empresas nacionais a destinarem recursos em negócios no exterior, afirmou o presidente Lula durante discurso em almoço com empresários espanhóis realizado nesta quarta-feira (19/5) em Madri (Espanha). Lula disse ainda que o Brasil terá cada vez mais importância no cenário político internacional, citando como exemplo a intermediação brasileira no acordo sobre o programa nuclear iraniano, firmado na segunda-feira (17/5) em Teerã. O problema, afirmou Lula, era fazer o Irã aceitar a negociação – e isso foi feito. “Agora depende do Conselho de Segurança da ONU”, disse.
Sobre o conflito no Oriente Médio, o presidente brasileiro criticou o monopólio das negociações por poucos países. Para Lula, é preciso fortalecer a ONU e instituir uma nova governança global, levando em consideração a participação de países africanos, latinoamericanos, Índia e Japão, entre outros.
Ouça aqui a íntegra do discurso:
Em seu discurso, Lula afirmou que “se fizermos o óbvio e apenas o óbvio, seria mais fácil governar o mundo”, lembrando por exemplo que o Brasil se dizia ‘capitalista’, mas no País não havia crédito. Bancos públicos como o BNDES dificultavam ao máximo o empréstimo, o que hoje não mais acontece, disse o presidente brasileiro . O mesmo ocorria com financiamentos da casa própria.
As medidas adotadas pelo governo brasileiro nos últimos anos permitiram retirar 50 milhões de pessoas da pobreza, destacou Lula, transformando “cidadãos que eram marginalizados” em “consumidores”. A auto-estima da população aumentou juntamente com a economia brasileira e essas mudanças no País ocorridas nos últimos anos permitem que hoje o Brasil esteja pronto para estreitar parceria com a Espanha, disse Lula em seu discurso.
O Brasil aprendeu a ser sério. Houve tempo que ninguém acreditava no Brasil. Hoje, a comunidade internacional percebe que o Brasil tem previsibilidade. Quero dizer para os empresários espanhóis que acreditem no Brasil, que invistam no Brasil.
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Em entrevista exclusiva ao canal SBT, concedida na biblioteca do Palácio da Alvorada na manhã de quarta-feira (12/5), o presidente Lula falou sobre as ações do governo, sua visita ao Irã, sucessão presidencial e futebol. Um dia depois da convocação da Seleção Brasileira de futebol, que buscará o sexto título mundial na Copa do Mundo África do Sul a partir de 11 de junho deste ano, Lula garantiu que o Brasil estará pronto para a realizar próxima a Copa, em 2014.
“Nós estamos numa fase de planejamento do que vai acontecer. Nós estamos discutindo nesse momento os estádios que o governador apresentou os projetos e cada um apresenta um projeto mais megalomaníaco possível, e nós temos de ajustar o projeto na realidade sabe do Brasil e das necessidades da Copa do Mundo. Nós estamos pensando agora, fazendo com que a mobilidade urbana seja planejada, para que a gente possa fazer os investimentos necessários de fazer a Copa do Mundo. Se o Brasil não tiver condições de realizar a Copa do Mundo, você (Carlos Nascimento) não tem condições de ser repórter, não tem condições de ser sequer um simples sindicalista. O Brasil está preparado para isso.”
Também foram abordados na entrevista temas como o Bolsa Família, distribuição de renda e a viagem ao Irã (saiba mais sobre ela aqui), onde discutirá com o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad uma solução para evitar sanções da ONU por causa do programa nuclear do país asiático:
Nós somos políticos, nascemos políticos, fazemos políticas, somos eleitos para fazer política. Não é possível que a gente coloque os tecnocratas para fazer o que os dirigentes têm que fazer. Por que é que o Obama não chamou o Ahmadinejad para conversar? O Sarkozy? Angela Merkel? Gordon Brown, que agora perdeu? As pessoas não conversam. E tem que conversar. Eu vou lá para conversar.
Você pode assistir à entrevista aqui no Blog do Planalto, confira abaixo a primeira parte (clique em Leia o artigo completo para ver as outras partes):
O presidente Lula acaba de chegar ao aeroporto de Mehrabad, em Teerã (Irã) (meia-noite, horário local, sete horas e meia a mais do que o horário de Brasília), após cumprir agenda em Doha (Catar) e Moscou (Rússia), e ficará na capital iraniana até segunda-feira (17/5) para se encontrar com as principais lideranças do país. É a primeira visita de um chefe de Estado brasileiro ao Irã. Na pauta da visita estão a cooperação e o fluxo do comércio entre os dois países em áreas como turismo, esportes, energias renováveis (biocombustíveis) e agricultura, o programa nuclear iraniano e a agenda internacional, com destaque para as questões relativas ao Oriente Médio.
Na manhã de domingo, Lula tem encontro privado com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad (às 9h10 de domingo) e, ao meio-dia, reunião com Ahmadinejad e o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei. Na parte da tarde, o presidente brasileiro se encontrará com o presidente da Assembléia Consultiva Islâmica, Ali Larijani.
Na segunda-feira (17/5), antes de viajar para Madri (Espanha), o presidente Lula participará da abertura da XIV Cúpula do G15.
Infográfico: Thiago Melo
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O presidente Lula afirmou nesta quarta-feira (5/5) que vai analisar os impactos na economia brasileira e na Previdência Social antes de tomar a decisão final sobre o reajuste para os aposentados aprovado na Câmara dos Deputados, num valor acima do que havia sido concedido pelo governo. Lula afirmou em entrevista coletiva após a cerimônia de entrega de credenciais aos embaixadores não residentes, no Palácio Itamaraty, que a autonomia do Congresso deve ser respeitada mas que não vê necessidade para fazer “qualquer espécie de loucura, em qualquer área”, o que poderia atrapalhar o ciclo de desenvolvimento que vive o País.
Os deputados federais aprovaram um reajuste de 7,7% para os aposentados que ganham acima de um salário mínimo – a proposta negociada pelo governo era um reajuste de até 7%.
Eu quero dizer para vocês que não vejo nenhuma necessidade para, nesse momento excepcional que o Brasil está vivendo, a gente fazer qualquer espécie de loucura, em qualquer área, para que a gente atrapalhe um novo ciclo de desenvolvimento do país. O Brasil levou muitos anos para chegar onde chegou. É um momento, eu diria, virtuoso, é um momento excepcional, em que as contas estão acertadas, o crescimento está acontecendo, e obviamente que a gente não pode permitir que qualquer coisa – seja a Previdência, seja a política de juros, seja qualquer coisa, seja a inflação – venha a causar qualquer impossibilidade de o Brasil continuar nesse momento excepcional que nós estamos vivendo. Vocês, eu e o povo brasileiro sabemos o que nós passamos para chegar a esse momento excepcional que estamos vivendo e nós não podemos jogá-lo fora. É só isso.
Lula falou ainda sobre a questão do Irã, afirmando que tanto Brasil quanto Turquia estão empenhados em chegar a um acordo. “Tenho conversado com os principais líderes do mundo a esse respeito e eu espero que a gente consiga”, afirmou o presidente brasileiro, que visitará Teerã nos próximos dias 16 e 17 de maio e se encontrará com o presidente iraniano Mahamoud Ahmadinejad.
Lula reafirmou que deseja para o Irã o mesmo que deseja para o Brasil e para o mundo. Sobre o encontro com o presidente iraniano, Lula afirmou estar otimista. “Uma guerra tem dia pra começar e não tem tempo pra terminar, enquanto a paz é eterna”, disse.
O presidente Lula afirmou nesta quarta-feira (5/5) que vai analisar os impactos na economia brasileira e na Previdência Social antes de tomar a decisão final sobre o reajuste para os aposentados aprovado na Câmara dos Deputados, num valor acima do que havia sido concedido pelo governo. Lula afirmou em entrevista coletiva após a cerimônia de entrega de credenciais aos embaixadores não residentes, no Palácio Itamaraty, que a autonomia do Congresso deve ser respeitada mas que não vê necessidade para fazer “qualquer espécie de loucura, em qualquer área”, o que poderia atrapalhar o ciclo de desenvolvimento que vive o País.
Os deputados federais aprovaram um reajuste de 7,7% para os aposentados que ganham acima de um salário mínimo -- a proposta negociada pelo governo era um reajuste de até 7%.
Eu quero dizer para vocês que não vejo nenhuma necessidade para, nesse momento excepcional que o Brasil está vivendo, a gente fazer qualquer espécie de loucura, em qualquer área, para que a gente atrapalhe um novo ciclo de desenvolvimento do país. O Brasil levou muitos anos para chegar onde chegou. É um momento, eu diria, virtuoso, é um momento excepcional, em que as contas estão acertadas, o crescimento está acontecendo, e obviamente que a gente não pode permitir que qualquer coisa – seja a Previdência, seja a política de juros, seja qualquer coisa, seja a inflação – venha a causar qualquer impossibilidade de o Brasil continuar nesse momento excepcional que nós estamos vivendo. Vocês, eu e o povo brasileiro sabemos o que nós passamos para chegar a esse momento excepcional que estamos vivendo e nós não podemos jogá-lo fora. É só isso.
Lula falou ainda sobre a questão do Irã, afirmando que tanto Brasil quanto Turquia estão empenhados em chegar a um acordo. “Tenho conversado com os principais líderes do mundo a esse respeito e eu espero que a gente consiga”, afirmou o presidente brasileiro, que visitará Teerã nos próximos dias 16 e 17 de maio e se encontrará com o presidente iraniano Mahamoud Ahmadinejad.
Lula reafirmou que deseja para o Irã o mesmo que deseja para o Brasil e para o mundo. Sobre o encontro com o presidente iraniano, Lula afirmou estar otimista. “Uma guerra tem dia pra começar e não tem tempo pra terminar, enquanto a paz é eterna”, disse.
Durante o encontro que teve hoje em Brasília com Hu Jintao, presidente da China, e Manmohan Singh, primeiro-ministro da Índia, o presidente Lula reafirmou a posição brasileira de apoiar o desenvolvimento de um programa nuclear para fins pacíficos no Irã, bem como a necessidade do governo iraniano dar as garantias à comunidade internacional de que esse programa não será usado para fins militares. Segundo detalhes dos encontros revelados pelo ministros Celso Amorim (Relações Exteriores) à imprensa, o presidente brasileiro disse a Jintao e Singh que sanções não são apenas ineficazes, são também contraproducentes em alguns casos.
Segundo Amorim, há afinidades do ponto de vista brasileiro com os da China e Índia sobre a questão do Irã:
Houve uma troca de idéias sobre qual a melhor forma de se encontrar uma solução pacífica. A convicção que nós temos é de que ainda é possível tentar. A nossa impressão é que a visão deles (dos chineses e indianos) sobre a eficácia das sanções é de que é muito discutível, da mesma maneira que nós achamos que as sanções atingem as pessoas mais vulneráveis e não os dirigentes. Vamos continuar na busca de uma solução pacífica que exige também flexibilidade do lado iraniano.
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