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Posted by robertocordeiro under desenvolvimento
De acordo com o sexto levantamento da safra de grãos 2010/2011, o Brasil deve colher cerca de 154,2 milhões de toneladas. A nova estimativa foi divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ligada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Trata-se, ainda segundo a Conab, de aumento de 3,4%, o que equivale a aproximadamente 5 milhões de toneladas a mais que a safra passada, que atingiu 149,2 milhões de toneladas.
Com relação ao último levantamento, realizado em fevereiro, a produção cresceu 0,7%, o que representa 1,1 milhão de toneladas. A área cultivada também registrou um aumento de 3,1%, chegando a 48,9 milhões de hectares.
O motivo do crescimento, segundo as informações levantadas pela Conab, é a ampliação de áreas de cultivo do algodão, do feijão 1ª e 2ª safras, da soja e do arroz, aliada à boa influência do clima no desenvolvimento das culturas. Entre elas, o algodão apresenta o maior crescimento percentual em área, com cerca de 56% a mais que no ano passado (835,7 mil ha). Esse resultado pode levar a uma produção de 1,9 milhão de toneladas de pluma, ou seja, 756 mil t a mais que na safra passada, que registrou 1,2 milhão de toneladas.
Ainda segundo a companhia, área do feijão total deve crescer 7,7%, chegando a 3,9 milhões de hectares. Comparada à safra passada, a produção aumentou 11,8%, e pode alcançar 3,7 milhões de toneladas. A área do feijão 1ª safra deve chegar a 1,5 milhão de hectares, e a do feijão 2ª safra, 1,6 milhão de hectares.
Enquanto isso, a área plantada com soja teve uma ampliação de 2,4%, e alcançou 24 milhões de hectares. A produção, por sua vez, cresceu 2,3%, chegando a 70,3 milhões de toneladas. A colheita do grão começou no Rio Grande do Sul e continua nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná.
Com relação ao arroz, o aumento da área foi de 3,7%, elevando-se para 2,9 milhões de hectares. A produção deve apresentar um aumento de 12,6%, o que representa 13,1 milhões de toneladas a mais em relação à safra anterior, que foi de 11,7 milhões de toneladas.
No milho total, a produção estimada é de 55 milhões de toneladas, 1,7% a menos que na safra passada, que atingiu 56 milhões de toneladas. A queda teve origem no milho 1ª safra, que será menor em um milhão de toneladas, devido à diminuição em 33,6 mil hectares (0,4%) da área plantada, que totaliza 7,7 milhões de hectares. Para o milho 2ª safra, cujo plantio ainda continua, a estimativa é de uma área de 5,45 milhões de ha, ou seja, um aumento de 4,5%, em comparação com a safra anterior, e com uma produção prevista de 21,96 milhões de toneladas.
A pesquisa foi realizada por 68 técnicos da Conab, no período de 21 a 24 de fevereiro. Foram ouvidos representantes de cooperativas e sindicatos rurais, de órgãos públicos e privados nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além de parte das regiões Norte e Nordeste.
Tags: abastecimento, Blog do Planalto, Brasil, Conab, Dilma, Dilma Rousseff, Geral, governo, Ministério da Agricultura, Outros, política, políticas públicas, presidente, produção de alimentos, safra de grãos
Posted by robertocordeiro under Cerimônias, desenvolvimento

Ministro Afonso Forence cumprimenta o colega do Zimbábue Ngoni Masoka. Foto: Ubirajara Machado
Com o objetivo de ampliar parcerias na produção de alimentos com países africanos, o governo brasileiro firmou mais um Projeto de Cooperação Técnica, desta vez com o Zimbábue – um dos países mais pobres daquele continente. Coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o programa “Mais Alimentos” visa se expandir para outros países.
“O Zimbábue tem uma estrutura que permitirá que a experiência africana do Mais Alimentos represente condições de êxito e para que o Brasil possa continuar a disponibilizar sua experiência e sua capacidade de produção de equipamentos para os países africanos e contribuir para a produção alimentar e melhoria de vida dos povos africanos”, disse o ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, ao definir o projeto.
O acordo firmado entre o ministro Florence e o secretário executivo do Ministério da Agricultura, Mecanização e Desenvolvimento da Irrigação do Zimbábue, Ngoni Masoka, alia assessoria técnica para estruturação da agricultura familiar e financiamento brasileiro para modernizar a infraestrutura produtiva dos agricultores familiares do país africano.
“O acordo vai atender à necessidade de máquinas para irrigação e ampliar a produção dos agricultores. Ele é fundamental para que os produtores possam usar a terra durante todo o ano”, ressaltou Masoka.
O acordo combina assessoria técnica e financiamento brasileiro para modernizar a infraestrutura produtiva dos agricultores familiares do Zimbábue, que solicitou ao Brasil um empréstimo de US$ 98 milhões para financiar a compra de máquinas e implementos agrícolas de indústrias brasileiras. As exportações serão realizadas em três etapas: junho e dezembro de 2011 e julho de 2012.
Este Projeto de Cooperação Técnica vai apoiar o Plano de Médio-Longo Prazo 2011–2030 desse país africano, que tem como objetivo garantir a segurança alimentar dos zimbabuanos por meio do aumento da produtividade da agricultura familiar e dos assentados da reforma agrária. O Plano tem como prioridade a mecanização, o desenvolvimento de esquemas de irrigação, o fortalecimento da assistência técnica e extensão rural e o crédito para a agricultura familiar.
Por meio de intercâmbio serão desenvolvidas ações de criação e manutenção de registros da agricultura familiar; desenho de sistemas e projetos de assistência técnica e extensão rural; criação de mercados institucionais para produtos da agricultura familiar; e treinamento para uso e manutenção das máquinas, equipamentos e dos esquemas de irrigação.
Sobre o Zimbábue
Localizado no sudeste da África, o Zimbábue tem 1,5 milhão de estabelecimentos familiares (97% do total de estabelecimentos agrícolas do país), distribuídos em 26 milhões de hectares (83% da área agrícola). A agricultura – espinha dorsal da economia do país – responde por entre 16% e 20% do PIB e a agricultura familiar, por 70% da produção de alimentos. As principais lavouras são milho, trigo, tabaco, algodão, chá, horticultura.
Acordo com Gana
Este é o segundo acordo firmado pelo MDA com países africanos como parte do Mais Alimentos África. Na semana passada, o ministro Afonso Florence assinou Termo de Cooperação Técnica que destina US$ 95 milhões para projetos de modernização da infraestrutura produtiva da agricultura familiar em Gana.
Mais Alimentos
Linha de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) criada em 2008, o Mais Alimentos promove a modernização produtiva das unidades familiares agrícolas de todo o Brasil. O Programa atende projetos individuais (até R$ 130 mil) e coletivos (até R$ 500 mil), com juros de 2% ao ano, até três anos de carência e prazo de pagamento do empréstimo de até dez anos. A linha de crédito financia tratores, máquinas, implementos agrícolas, colheitadeiras, veículos de transporte de carga, projetos para construção de armazéns e silos, cerca elétrica para isolamento do rebanho, melhoramento genético, correção de solo, formação de pomares e melhoria da logística administrativa das propriedades rurais, como a informatização dos estoques, entre outras ações.
A implantação do Mais Alimentos África é resultado do Diálogo Brasil – África sobre Segurança Alimentar, Combate à Fome e Desenvolvimento Rural, realizado em maio de 2010 em Brasília. A Câmara Brasileira de Comércio Exterior (Camex) já aprovou uma linha de crédito para países africanos de US$ 640 milhões (US$ 240 milhões para 2011 e US$ 400 milhões para 2012) para financiar exportações brasileiras de máquinas e equipamentos agrícolas para a agricultura familiar para países do continente.
Tags: Audiência, África, Blog do Planalto, Brasil, cooperação técnica, Dilma, Dilma Rousseff, Geral, governo, Outros, países africanos, política, políticas públicas, presidente, produção de alimentos
Posted by robertocordeiro under Uncategorized

Presidente Lula discursa durante abertura de reunião Brasil países da África Ocidental. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Durante cerimônia da abertura da reunião com 14 chefes de Estado e de Governo na Ilha do Sal, Cabo Verde, o presidente Lula assegurou que o Brasil, durante seu governo, tomou uma decisão política de reencontrar com o continente africano. Segundo ele, o país não tem como levantar ou valor da dívida histórica para com os países aficanos, mas vem tomando medidas importantes que estabelecem as parcerias entre os governos. Ele citou como exemplo o trabalho desenvolvido pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) na produção de alimentos.
O Brasil não seria o que é se não fosse a participação de milhões e africanos na construção do nosso país.
O presidente afirmou que seu sucessor no governo brasileiro tem o dever de dar continuidade aos projetos iniciados em sua administração e incrementar outros programas de cooperação com a África. Lula defendeu que os países ricos também entrem no esforço de ajuda aos povos africanos. Conforme destacou, a relação do Brasil com a África não pode ser apenas comercial.
Se o Brasil pensar assim estará pensando com a mesma mesquinhez dos colonizadores.
Lula participou da reunião Brasil – Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), num hotel na Ilha do Sal. O presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, anfitrião do encontro, explicou que o Brasil se voltou para os países africanos por intermédio do presidente Lula e, por este motivo, os governantes têm muito a agradecer. “Lula da Silva é um presidente que não pertence a elite conservadora. Por este motivo abriu perspectivas progressistas”, destacou o presidente Pires.
O presidente da Nigéria, Goodluck Ebele Jonathan, que também é presidente em exercício da CEDEAO, disse que os países deste bloco econômico possuem interesses em infraestrutura de transporte, segurança, energia renovável e capacitação de mão de obra. Lula afirmou que o Congresso Nacional deve aprovar a criação de uma universidade afro-brasileira que será construída em Redenção (CE). Isso permitirá a formação de 10 mil alunos, sendo reservadas 50% das vagas para os africanos. Fora isso, o Brasil está empenhado na produção do biocombustível.
A agenda de trabalho do presidente Lula em Cabo Verde prevê uma reunião bilateral com o presidente Pedro Pires na Cara Municipal da Ilha do Sal. Depois, Lula concede audiência ao primeiro-ministro caboverdeano José Brito.
Clique na bandeira para ver todos os posts da viagem a Cabo Verde.
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Posted by robertocordeiro under Uncategorized

Presidente Lula discursa durante abertura de reunião Brasil países da África Ocidental. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Durante cerimônia da abertura da reunião com 14 chefes de Estado e de Governo na Ilha do Sal, Cabo Verde, o presidente Lula assegurou que o Brasil, durante seu governo, tomou uma decisão política de reencontrar com o continente africano. Segundo ele, o país não tem como levantar ou valor da dívida histórica para com os países aficanos, mas vem tomando medidas importantes que estabelecem as parcerias entre os governos. Ele citou como exemplo o trabalho desenvolvido pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) na produção de alimentos.
O Brasil não seria o que é se não fosse a participação de milhões e africanos na construção do nosso país.
O presidente afirmou que seu sucessor no governo brasileiro tem o dever de dar continuidade aos projetos iniciados em sua administração e incrementar outros programas de cooperação com a África. Lula defendeu que os países ricos também entrem no esforço de ajuda aos povos africanos. Conforme destacou, a relação do Brasil com a África não pode ser apenas comercial.
Se o Brasil pensar assim estará pensando com a mesma mesquinhez dos colonizadores.
Lula participou da reunião Brasil – Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), num hotel na Ilha do Sal. O presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, anfitrião do encontro, explicou que o Brasil se voltou para os países africanos por intermédio do presidente Lula e, por este motivo, os governantes têm muito a agradecer. “Lula da Silva é um presidente que não pertence a elite conservadora. Por este motivo abriu perspectivas progressistas”, destacou o presidente Pires.
O presidente da Nigéria, Goodluck Ebele Jonathan, que também é presidente em exercício da CEDEAO, disse que os países deste bloco econômico possuem interesses em infraestrutura de transporte, segurança, energia renovável e capacitação de mão de obra. Lula afirmou que o Congresso Nacional deve aprovar a criação de uma universidade afro-brasileira que será construída em Redenção (CE). Isso permitirá a formação de 10 mil alunos, sendo reservadas 50% das vagas para os africanos. Fora isso, o Brasil está empenhado na produção do biocombustível.
A agenda de trabalho do presidente Lula em Cabo Verde prevê uma reunião bilateral com o presidente Pedro Pires na Cara Municipal da Ilha do Sal. Depois, Lula concede audiência ao primeiro-ministro caboverdeano José Maria e Neves.
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