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O governador do Mato Grosso, Silval Barbosa, informou que encaminhará, nesta quarta-feira (16/3), ao ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, o levantamento dos prejuízos em função das enchentes naquele estado. Barbosa foi recebido em audiência, hoje (15/3), pela presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, ocasião em que solicitou que sejam mantidos investimentos federais no Mato Grosso.

“Ela [a presidenta Dilma] garantiu que não vai faltar recursos para o nosso estado”, afirmou o governador matogrossense.

Silval Barbosa explicou que, em função das chuvas, algumas regiões tiveram problemas com danificação de pontes e destruição de estradas. Segundo o governador, a produção agrícola foi pouco afetada especialmente porque nos municípios atingidos pelos desastres naturais a colheita da lavoura já havia ocorrido. Os R$ 5 milhões que foram liberados na semana passada vão ser destinados para ações de emergência, como aquisição de alimentos e medicamentos para a população das áreas onde ocorreram as enchentes.

Durante a audiência, Silval Barbosa também abordou obras consideradas importantes para Mato Grosso, como por exemplo, os projetos de mobilidade urbana. Segundo o governador, há reivindicação para um empreendimento que leve em conta os municípios de Cuiabá e Várzea Grande, que juntos possuem 890 mil habitantes. Como o critério principal do mobilidade urbana é populacional, as duas cidades teriam mais recursos para obras de infraestrutura.

“A presidenta Dilma ficou de levar a questão para a ministra Miriam Belchior [Planejamento, Orçamento e Gestão]. Ela fará uma avaliação deste nosso pedido”, contou o governador.

Silval Barbosa disse também que pediu ao governo federal investimentos na malha ferroviária, como a Ferronorte e a Ferrovia Centro-Oeste. O governador foi indagado também sobre as obras para a Copa do Mundo 2014. Segundo explicou, o estado deve cumprir o cronograma estabelecido com a Fifa. Barbosa assegurou que o estádio a ser construído em Mato Grosso será uma arena multiuso. Após a competição, a estrutura abrigará uma universidade.


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A Agroindústria vive um grande momento no cenário nacional, registrando um crescimento de 4,7% em 2010, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além da expansão do setor, a safra nacional de grãos teve destaque nessa evolução e a produção de 2010 somou cerca de 149,5 milhões de toneladas, o equivalente a 11,6% a mais que em 2009.

Acreditando no bom desempenho do setor, Wagner Rossi, ministro da Agricultura, afirmou que a produção de grãos deve registrar um novo recorde na safra de 2010/2011, atingindo a marca de 153 milhões de toneladas produzidas. O ministro enfatizou que os produtores podem esperar pelo retorno de seu investimento no setor e por um ano rentável, graças à valorização das commodities:

“O produtor é competente, resistente, capaz de superar crises. Produzimos a um custo baixo, um alimento de qualidade e o colocamos no mercado a um preço justo.”

Rossi lembrou ainda que o segmento do arroz, apesar de estar em alta, ainda é comercializado abaixo do preço mínimo sugerido pelo governo e que lançou duas medidas para apoio ao cultivo do grão, que tem como objetivo elevar a produção em 10%, 12,8 milhões de toneladas.

Wagner Rossi acredita que esses números positivos representam um desafio para que o Brasil continue produzindo alimentos para todo o mundo: “Hoje, com os preços das commodities agrícolas mais altos e com crises produtivas em alguns países, a produção nacional passou a ter uma grande importância para ajudar a equilibrar o suprimento de alimentos para todo o mundo.”

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revela que o aumento da produtividade no setor pode ser atribuído à ampliação dessa área de plantio em 3,1%. Atualmente, o Brasil conta com 48,6 milhões de hectares para cultivo de grãos e, com o aumento, chegaria a 48,8 milhões de hectares.

Segundo a Conab, a evolução do setor deveu-se ao aumento da área de cultivo combinado a fatores climáticos, em especial “à menor influência do fenômeno La Niña sobre as culturas, onde a má distribuição das chuvas foi menos prejudicial à produtividade”.

Máquinas agrícolas – O bom momento do setor pode ser verificado no movimento das concessionárias que vendem máquinas agrícolas. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) o ano de 2010 já foi o melhor deste 1976 para o setor. A expectativa é de repetir o mesmo volume de vendas em 2011.

No ano passado, as vendas de máquinas agrícolas cresceram 23,8% na comparação 2009. Foram comercializadas 68,5 mil unidades. Entre as máquinas agrícolas nacionais, o crescimento das vendas no mercado brasileiro foi de 26,1% na comparação com 2009. Já as vendas de máquinas agrícolas importadas recuaram 49,5%.


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A cadeia produtiva da palma de óleo está nascendo no Brasil de olho na harmonia entre empresários e trabalhadores, já que um depende do outro, para garantir a sustentabilidade do negócio e evitar a reprodução de antigos modelos excludentes como o da cana-de-açúcar, em que o usineiro era extremamente rico e o cortador de cana extremamente miserável. A avaliação foi feita nesta quinta-feira (14/10) pelo presidente Lula durante a 2ª Reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Palma de Óleo, em Belém (PA). Construindo essa harmonia, afirmou Lula, o Brasil poderá mostrar ao mundo que é civilizado e capaz de construir uma cadeia produtiva sadia.

Nós queremos que o empresário da palma seja rico, mas também que o trabalhador da palma viva dignamente, sustente sua família e coloque seus filhos na universidade. (…) O que vocês estão construindo é a sobrevivência coletiva de um setor que está nascendo neste País, e ele pode nascer totalmente diferente das coisas velhas que nós conhecemos no Brasil.

O presidente afirmou ainda estar seguro de que valeu à pena acreditar na política de biocombustíveis e também na necessidade de investir no zoneamento agroecológico da cana-de-açúcar e do dendê pelo País. Outra decisão acertada, disse Lula, foi dar condições para que a Embrapa fizesse suas pesquisas e torná-la uma multinacional da pesquisa agrícola, trabalhando em países africanos, sulamericanos e centroamericanos. “A nossa ideia é que a Embrapa se transforme numa empresa do tamanho do que ela fez de bem para a agricultura brasileira”, afirmou.

Ouça a íntegra do discurso:

A grande novidade que o Brasil tem a oferecer ao mundo hoje é a elaboração de um programa como o da produção de óleo de palma respeitando o meio ambiente, gerando emprego, distribuindo renda e recuperando áreas degradadas na Amazônia. “Muita gente ainda não tem essa dimensão”, avaliou.


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Lula discursa durante seminário empresarial Brasil-Quênia realizado em Nairóbi. Foto: Ricardo Stucker/PR

Viagens internacionaisO presidente Lula deixou o Quênia nesta terça-feira (6/7) afirmando que a savana africana tem tudo para se transformar num celeiro de produção de grãos – e para isso contará com a ajuda da brasileira Embrapa. A observação foi feita durante o encerramento do seminário empresarial Brasil-Quênia e também no discurso realizado durante almoço oferecido pelo presidente queniano, Mwai Kibaki. No almoço, Lula voltou a falar de futebol, defendendo a Seleção Brasileira que, mesmo eliminada da Copa do Mundo da África do Sul, ainda seria o melhor time do mundo. O presidente brasileiro deu uma camisa da Seleção, autografada pelos jogadores, de presente a Kibaki.

Em seu discurso no seminário, Lula defendeu o incremento da parceria comercial entre os dois países, porque há muito espaço para esse crescimento no intercâmbio, principalmente no campo alimentar. Segundo Lula, a experiência da Embrapa no centro-oeste brasileiro, que no passado era considerado improdutivo e hoje é importante produtor de grãos no Brasil, pode servir ao Quênia e demais países africanos.

Para ler a íntegra do discurso, clique aqui.

No almoço com o presidente Kibaki, Lula ouviu do colega queniano elogios ao papel do Brasil no apoio ao desenvolvimento econômico e social do continente africano. O presidente brasileiro destacou que a visita ao Quênia era “uma forma de aprofundar a viagem de descoberta que o Brasil vem fazendo nestes últimos à África. Estamos constatando o verdadeiro Renascimento que este continente vive e as esperanças que traz para a grande nação africana”.

Após o almoço, o presidente Lula seguiu viagem para a Tanzânia, o quarto país a ser visitado na África. Veja aqui mais detalhes da viagem.

Bandeira do Quênia Clique na bandeira para ver todos os posts da viagem ao Quênia.

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Cleni Ocampos tem 38 anos e participa do Talentos do Brasil com a Lã Pura, cooperativa que envolve três municípios gaúchos e é beneficiada pelo projeto Talentos do Brasil. Iniciativa do Ministério do Desenvolvimento Agrário, o projeto apoia a estruturação de grupos produtivos sustentáveis e já levou o trabalho de pequenos produtores aos principais eventos de moda do País.

O trabalho coletivo transformou a pequena associação de artesãs da fronteira do Rio Grande do Sul na cooperativa, que hoje gera o sustento de 28 famílias do pampa gaúcho – em sua maioria, moradores de assentamentos para trabalhadores sem-terra. Para a ex-faxineira, a expectativa é de “vender muito” na Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária que está sendo realizada em Brasília.

Cleni conquistou um mercado que jamais imaginava ocupar, utilizando como matéria-prima lã e crina de cavalo, com a qual faz brincos, colares e pulseiras. A tecelagem, o croché e o bordado, desde a fiação, passando pelo tingimento e a aplicação, até a peça final, levam produtos repletos de cultura e tradição a todo Pais, rompendo fronteiras.

Eva Kuffner, presidente da Lã Pura e da Cooperunica, que reune os trabalhadores dos 12 estados do Talentos do Brasil, espera reptir este ano o ótimo resultado dos anos anteriores. “A gente passa o ano pensando nessa feira porque as vendas são sempre boas”, afirmou. Com o tema “Passarada – Um encanto em cada canto”, Kuffner explica que o trabalho está se modernizando e que agora estão operando com crédito e débito, “o que vai incrementar mais ainda as vendas”.


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O presidente Lula afirmou nesta quinta-feira (17/6) ter orgulho da relação que tem com os movimentos sociais e incentivou a todos a continuarem reivindicando, porque a cada conquista, o Brasil avança e a vida da população melhora. “Tenho orgulho dessa relação com os movimentos sociais, uma coisa sincera, verdadeira”, disse o presidente durante a abertura da 7ª Feira Nacional de Agricultura Familiar, em Brasília. “E continuem trabalhando, porque se vocês não trabalharem, não reivindicarem, muitas vezes o governo não enxerga vocês.”

Numa caminhada, a gente vai dando passo a passo, porque senão a gente pode cair e não prosseguir a nossa caminhada. Estamos num momento primoroso e de muito orgulho em nosso País. Finalmente parece que valeu conquistar nossa independência em 1822. Depois de tantos anos, estamos nos tornando mais cidadãos, os mais pobres começam a ser tratados com mais respeito, como sempre deveriam ser tratados.

Um dos bons reflexos do sucesso das políticas públicas implementadas no País, após discussão com a sociedade por meio de dezenas de conferências realizadas nos últimos anos, foi a diminuição do êxodo rural, afirmou o presidente, com as pessoas preferindo hoje ficar no campo e produzir, fortalecendo a agricultura familiar -- como fica evidente para quem visita a Feira Nacional realizada em Brasília.

Lula também defendeu um novo papel para as reservas florestais, lembrando que nenhum governo criou tantas delas como o seu. Mas a grande questão é como usá-las em benefício das populações locais, que podem ajudar a protegê-las.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

Lula voltou a elogiar a integração do governo com a sociedade, sindicalistas e movimentos sociais, por meio das 68 conferências nacionais realizadas em oito anos, que ajudaram a fazer leis, decretos e políticas públicas, “melhorando a vida de cada um de vocês”, observou. Mas o presidente disse ainda não estar satisfeito. Ele quer mais e entende que todos devem ter o mesmo espírito de desejar cada vez mais. “Eu não me incomodo com reivindicações”, disse, sempre deixando claro que nem todas elas serão atendidas.

Ao se despedir, Lula afirmou que pretende visitar a Feira no domingo, juntamente com a primeira-dama Marisa Letícia, “não como presidente, mas como cidadão” e poder assim aproveitar o que ela tem de bom.

Durante a cerimônia de abertura da 7ª Feira Nacional de Agricultura Familiar o presidente aproveitou para anunciar a destinação de R$ 16 bilhões para financiamentos de agriculturoes, em linhas de custeio, investimento e comercialização, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O volume de recursos do Plano Safra foi ampliado em mais de 500%, segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário, e os principais destaques da edição deste ano do Plano são os novos limites de financiamento para linhas de crédito como Pronaf Jovem, Agroindústria, Semi-Árido e apoio à reconversão produtiva dos produtores de fumo.


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O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Haroldo Cunha, afirmou em discurso por ocasião da cerimônia de lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2010-2011 (ver íntegra do plano aqui), realizado nesta segunda-feira (7/6) na sede da Embrapa, em Brasília, que a expectativa do segmento é que o plano de safra “possa cumprir o papel com o foco na renda” do produtor rural brasileiro. Cunha considerou a proposta apresentada pelo governo como sendo bastante ousado. Em linhas gerais, conforme destacou, houve um aumento de 50% do montante de recursos destinados à agricultura empresarial. Os recursos somam R$ 100 bilhões.

Cunha destacou também o apoio à comercialização como outro fator importante. O presidente da Abrapa deu ênfase ao empenho do governo federal, desde 2002, na questão do algodão. Isso fez com que o Brasil fosse à Organização Mundial do Comércio (OMC) com representação contra os subsídios dado pelos Estados Unidos aos produtores de algodão americanos.


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Para aproveitar o bom momento que o Brasil vive, bem como sua importância no mundo hoje, os produtores agrícolas brasileiros precisam ser cada vez mais profissionais e competitivos, porque conforme a gente vai ganhando importância, aumenta-se a responsabilidade. Só assim poderão disputar de igual para igual os mercados internacionais com produtores americanos e europeus, afirmou o presidente Lula em discurso nesta segunda-feira (7/6) no lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2010/2011, na sede da Embrapa, em Brasília. O plano vai disponibilizar R$ 100 bilhões aos produtores rurais brasileiros para financiar a safra que começa mês que vem.

Lula deu o recado com mais ênfase aos produtores de carne e de etanol, lembrando que quanto mais fortes ficam, mais cobrados serão. Os australianos não estão gostando nada do Brasil ter ficado forte na exportação de carne, frisou o presidente, e os americanos não perderão uma oportunidade de apontar defeitos no produto brasileiro. Por isso, toda atenção é pouca. O mesmo vale para os produtores de etanol. Lula afirmou que toda vez que conversa sobre a produção do etanol com outros governantes, eles perguntam sobre a garantia no suprimento da demanda. “Se não tivermos essa garantia, a gente vai perder a oportunidade”, disse.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

A agricultura brasileira, afirmou Lula, está predestinada a ser o celeiro do mundo e o momento é agora, em que países africanos, sulamericanos e asiáticos começam a crescer e aumentar a demanda por alimentos. “A gente olha no mapa do mundo e onde tem terra para produzir mais? É exatamente no Brasil”, destacou o presidente. Mas para isso o Brasil precisa ser “dono de seu nariz”, afirmou Lula, em áreas como a produção de fertilizantes. Um país que quer ser uma potência agrícola não pode ficar importando 80% do fertilizante usado, criticou. “Quero ver o Brasil autosuficiente na produção de uréia”, disse Lula.

O presidente Lula destacou ainda em seu discurso a compra de terras no Brasil por estrangeiros -- “um problema que temos que começar a discutir, porque uma coisa é comprar uma usina, outra é comprar a terra da usina, a terra da fábrica”, disse, acrescentando que irá discutir o assunto com o ministro Nelson Jobim (Defesa) para não permitir o abuso na compra de terras por estrangeiros.

PLANO SAFRA 2010/2011

Um dos destaques do plano lançado na sede da Embrapa é a criação do programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), que terá R$ 2 bilhões para financiar práticas na lavoura que reduzam a emissão de gases de efeito estufa. Será também concedido adicional de 15% nos financiamentos de custeio aos produtores que adotem sistemas de plantio direto na palha. Também será lançado o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), com R$ 5,65 bilhões voltados exclusivamente para a classe média do campo. Para ampliar a capacidade de armazenamento nas fazendas, os recursos do Programa de Incentivo à Irrigação e à Armazenagem (Moderinfra) dobraram, passando de R$ 500 milhões para R$ 1 bilhão.

Para saber mais sobre o Plano Agrícola e Pecuário 2010/2011, clique aqui.


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O presidente Lula destacou hoje (10/5) que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) é o principal meio de espraiar a segurança alimentar, porque a empresa foi responsável pela chamada “revolução tecnológica” do segmento. A declaração foi feita durante inauguração da nova unidade no Brasil: a Embrapa Estudos Estratégicos e Capacitação em Agricultura Tropical.

O presidente falou ainda sobre o potencial produtivo da savana africana, comparado ao cerrado brasileiro. “Parte da savana tem as mesmas características do cerrado, área que, há 40 anos era considerada improdutiva. Bastou carinho com a terra para ela virar a área de maior produção de grãos do País”.

A savana africana cobre 25 países, são 400 milhões de hectares, do Senegal à África do Sul, cujo aproveitamento, hoje, limita-se a 10% do total. Segundo o presidente, a tecnologia brasileira pode semear nessa fronteira um pólo agrícola de potencial superior ao do próprio cerrado brasileiro.

“Mais de 200 milhões de pessoas padecem de fome crônica na África; cerca de 33 milhões de crianças com menos de cinco anos estão sub-alimentadas, segundo dados da ONU. Uma parceria com a Embrapa pode representar, para esses povos, um avanço de décadas no acesso à tecnologia de ponta, capaz de vencer a fome, reduzir a pobreza e combater a desigualdade”, disse.

A nova unidade reforça a atuação da Embrapa no Brasil, tornando mais ágeis as suas ações de cooperação internacional. A equipe de trabalho será enxuta e contará com as competências das outras unidades. Meta do PAC-Embrapa, o novo prédio está localizado ao lado do edifício sede da empresa e recebeu recursos de R$ 9,5 milhões. Esta unidade vai gerar estudos estratégicos para o mercado brasileiro e também funcionará como uma “espécie de chancelaria da agricultura brasileira na cooperação com outros povos e nações em desenvolvimento, em todo o mundo. Temos a obrigação histórica de compartilhar nossos trunfos com povos irmãos, que travam a luta decisiva contra a fome, a pobreza e o subdesenvolvimento no século XXI”, frisou Lula.

“Poucos são os países que podem contar com uma estrutura de segurança alimentar, como tem o Brasil, construído em grande parte pelas conquistas acumuladas por essa instituição. Nossa agricultura deve colher este ano a maior safra de grãos da sua história. São quase 147 milhões de toneladas – número que supera o melhor resultado anterior, registrado em 2007/2008. Nas últimas décadas, a agricultura brasileira registrou o maior ganho médio de produtividade do mundo. Cerca de 3,5 por cento ao ano. Deixamos para trás a China, a Austrália e os EUA nesse quesito. A partir de 2003, a média foi ainda superior, da ordem de 4,5 por cento ao ano”.

O presidente disse que este cenário não é “obra do improviso” e sim, uma conquista do incremento da pesquisa científica.”Portanto, graças à existência de uma empresa pública, que nos deu o maior patrimônio de conhecimento em agricultura tropical de todo o planeta. Graças à pesquisa científica, utilizamos, proporcionalmente, uma área cada vez menor para obter uma produção cada vez maior.” Lula citou ainda o ganho de produtividade de apenas 0,5% ao ano nos próximos anos, inferior ao que tem alcançado na prática, a pecuária brasileira deve liberar área suficiente para dobrar o espaço destinado à agroenergia.

Há menos de 10 anos, o Brasil era o sexto exportador de alimentos do planeta e hoje é o terceiro, tendo passado o Canadá em 2008. Antes, já havia superado a China e a Austrália. “À nossa frente, hoje, encontram-se apenas os EUA e a União Européia – que não é um país mas um conjunto de economias. Mesmo assim, a vantagem sobre o Brasil, em alguns casos, decorre de inaceitáveis expedientes protecionistas e tarifários, como ficou demonstrado no contencioso do algodão, que denunciamos e vencemos na OMC”, ressaltou.

A Embrapa já tem um Escritório Regional na África, na cidade de Acra, capital do país africano.


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Café com o presidenteO encontro desta segunda-feira (3/5) com o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, em Ponta Porã (MS), é para o presidente Lula é mais um passo no aperfeiçoamento da relação com o país vizinho, por ajudar no seu desenvolvimento e também no da região como um todo. O Brasil, afirmou Lula hoje em seu programa de rádio Café com o Presidente, vive um momento excepcional na relação com o Paraguai e torce pelo seu sucesso.

O Brasil tem consciência de que os seus vizinhos precisam ser economicamente fortes, que precisam crescer, e uma das coisas principais que nós estamos tratando hoje com o Paraguai é a construção de uma linha de transmissão para que o Paraguai possa utilizar mais energia de Itaipu, um investimento que vai custar por volta de US$ 400 milhões, para garantir o fim do apagão em Assunção e em outras cidades do Paraguai. Eu penso que esse encontro do presidente Lugo comigo vai permitir que a gente possa assinar novos acordos e que a gente possa aperfeiçoar ainda mais a relação Brasil e Paraguai.

Ouça aqui a íntegra do programa:

Para ler a transcrição do programa, clique aqui.

Lula falou também sobre a importância da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que completou 37 anos na semana passada, para o desenvolvimento do País. Segundo o presidente, a empresa é motivo de orgulho para todos os brasileiros, por ter promovido uma revolução na agricultura brasileira, garantindo o desenvolvimento não só do agronegócio mas também da agricultura familiar.

E mais importante do que tudo isso é que a Embrapa colocou o Brasil como um dos países mais extraordinários na produção de alimentos, o que é uma coisa fantástica; na produção do etanol, na produção de soja, na produção de carne. O Brasil virou um país fantasticamente respeitado no mundo, por conta da Embrapa.


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