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O novo ministro do Supremo Tribunal Federal será alguém que represente um ganho para a Justiça brasileira e para o País, adiantou o presidente Lula nesta quarta-feira (17/11), em entrevista coletiva no Palácio do Planalto. O nome para ocupar o cargo será decidido em conjunto com a presidente eleita, Dilma Rousseff, mas o presidente não quis precisar uma data para divulgar o escolhido.

De forma muito prudente, eu não quis indicar alguém no meio do processo eleitoral, porque eu queria respeitar de forma republicana, eu queria conversar com quem quer que fosse eleito sobre a indicação, porque a pessoa vai exercer a sua função na Suprema Corte por alguns anos no mandato de outras pessoas. Eu vou conversar com a Dilma, mas tem que dar um tempo, pois a prioridade dela agora é montar o seu governo. Na hora em que eu definir vocês saberão.

Questionado sobre uma possível participação na indicação de nomes para o próximo governo, Lula foi enfático: “Eu não peço e não indico ninguém para o governo da Dilma. A Dilma conhece o governo porque ela foi ministra comigo o tempo inteiro. Ela fica com quem ela quiser, porque o governo tem que ser à cara e à semelhança dela. Você só pode escolher para ministro quem ela pode tirar”.

Outro assunto abordado pelo presidente foi a nova composição do Congresso Nacional. Para Lula, o momento é propício para que se estabeleça o diálogo entre os partidos, que têm importantes projetos para votarem já no início do próximo ano, como a reforma política, por exemplo.

Quanto ao que fará após o término de seu mandato, Lula brincou com os jornalistas: “Quando eu deixar a Presidência, vou ser presidente do sindicato de vocês para fazer valer a nossa categoria, companheiros e companheiras”.


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O Brasil não pode parar em ano eleitoral, porque senão sobra pouco tempo para trabalhar e entregar as obras que o País precisa, afirmou o presidente Lula nesta quinta/feira (16/9) durante cerimônia em Belém (PA) de divulgação de editais para recuperação de rodovias no estado. “As coisas precisam acontecer”, disse Lula, lembrando que a cada dois anos há eleições e assim, num mandato de quatro anos, sobram apenas dois anos úteis para trabalhar. Por isso tomou a decisão de não permitir que o processo eleitoral parasse o trabalho do governo:

“Num ano eleitoral, normalmente no Brasil, representante do Poder Executivo fica um pouco amarrado, porque a partir de julho não pode fazer convênio com cidade, estado, fica um pouco paralisado de fazer qualquer coisa. Eu tomei a decisão de não permitir que o processo eleitoral parasse o trabalho do governo. Uma coisa é as pessoas que disputam as eleições e outra coisa é a atuação do prefeito, do governador, do presidente da República.

Lula lembrou ainda durante seu discurso as muitas dificuldades que existem para se tocar obras no País. Da apresentação do projeto à execução e conclusão da obra, vai um longo caminho, de muitas interrupções por variados motivos – a ferrovia Norte-Sul, a transposição do rio São Francisco e a usina hidrelétrica de Belo Monte são alguns dos exemplos de projetos que penaram durante anos até finalmente verem suas obras engrenarem.

A culpa, disse o presidente, não é de ninguém individualmente. Cada instituição envolvida no processo de uma obra, do governo federal ao TCU, passando pelas prefeituras, Ministério Público, etc, interpreta a lei de seu jeito, contribuindo para paralisar tudo. “A culpa é de todos nós.” Nos últimos 25 anos, no entanto, a culpa foi da atrofia em investimentos em infraestrutura que o País sofreu, mas isso faz parte do passado. Hoje, o País tem dinheiro para as obras necessárias, e elas estão sendo tocadas.

Quem vier depois de nós vai ter muito mais facilidade de governar este País, porque o caminho está ‘picado’.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente em Belém (PA):


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Afirmando estar tranquilo em relação a dois temas importantes que chegarão à sua mesa muito em breve -- reajuste para os aposentados e divisão de royalties do Pré-sal -, o presidente Lula deixou claro em entrevista coletiva concedida após inauguração do gasoduto em Queluzito (MG), nesta segunda-feira (14/6), que não se deixará seduzir “por qualquer extravagância que alguém queira fazer por conta do processo eleitoral”. Ele garantiu que não pretende estragar sua relação com trabalhadores e aposentados do País, mas que fará o que tem que ser feito, “aquilo que for melhor para o Brasil e aquilo que for melhor para todo mundo”.

“Não pensem que eu me deixarei seduzir por qualquer extravagância que alguém queira fazer, por conta do processo eleitoral. Minha cabeça não funciona assim. A eleição é uma coisa passageira e o Brasil não jogará fora no século 21 as oportunidades que ele jogou fora no século 20. Enquanto eu for presidente, não jogará fora.”

Lula disse ainda que pretende conversar com seus ministros da Fazenda, Previdência e Planejamento antes de sancionar ou vetar os projetos, mas que no caso específico do Pré-sal já tem posição formada desde que o projeto foi enviado pelo governo para o Congresso Nacional. O presidente lembrou que o assunto foi bastante discutido pelo governo e que havia alertado para os parlamentares deixarem a questão dos royalties para depois das eleições.

“Quando chega no Congresso para votar todo mundo quer as vezes vender facilidades… não é assim que funciona as coisas. Estou muito tranquilo. Eu tenho a minha posição formada sobre Pré-sal desde que mandamos o projeto para o Congresso Nacional, portanto, eu estou só esperando o momento que vai votar na Câmara e para chegar sancionar, e fazer o que tem que ser feito. O Congresso cumpriu um papel importante, e agora é hora do ‘finalmente’.”

O presidente Lula também falou sobre a eleição presidencial deste ano, sobre ‘especialistas em jogos rasteiros’ e a composição entre o PT e o PMDB em Minas Gerais. Confira:

Clique aqui para ler a transcrição.


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