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Em discurso, Lula enfatizou que não mudará os rumos da economia em função das eleições. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Em discurso, Lula enfatizou que não mudará os rumos da economia em função das eleições. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula afirmou, na noite desta sexta-feira (30/4), em cerimônia de posse da nova diretoria da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em São Paulo, que não abrirá mão de medidas que possam controlar a economia do país em benefício de candidatos às eleições de outubro de 2010. Segundo Lula, “não há eleição que me faça jogar fora o que nós acumulamos nesse período”. Ele enfatizou que os ganhos no período representam “um patrimônio do povo brasileiro”.

Durante discurso, Lula tocou nesta questão para relatar que, ontem (29/4), quando o Copom (Conselho de Política Monetária) decidiu aumentar a taxa Selic, ocorreu uma série de críticas à decisão por parte “companheiros que certamente só se manifestam no dia da reunião do Copom”. E explicou: “Veja, nós atingimos um grau de maturidade e seriedade que a gente não pode afrouxar… Se a gente deixar desandar não controla mais. Fui dirigente sindical que viveu inflação a 80% ao mês…”

Lula recordou que em outras ocasiões, por conta do momento eleitoral, se tomava decisões que mais adiante prejudicaram a economia do país. Ele frisou que o Brasil somente chegará à condição de quinta economia mundial dentro dos próximos anos se for mantida a seriedade na política econômica. O presidente usou o exemplo de um carro andando numa velocidade a 100 quilômetros/hora: “Se não brecar no momento certo pode quebrar a cara”.

“Enquanto for presidente não haverá nada que me faça jogar fora um milímetro daquilo que conquistamos juntos. Credibilidade se conquista com seriede. Esse que vos fala não vai permitir. Quem ganhar vai receber um país arrumado e com credibilidade para que possa fazer muito mais…”

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente Lula:


Ainda no discurso, Lula pediu ao novo presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, e ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, que encontrem mecanismos para que os caminhoneiros autônomos do país possam renovar a frota. Segundo Lula, trata-se de uma questão a ser equacionada até o final de seu governo. Ele citou alguns exemplos de obstáculos enfrentados quando decidiu, por exemplo, pela proposta de renovação de produtos da linha branca. Uma das questões colocadas no debate foi o destino que se daria para máquinas de lavar roupas ou geladeiras velhas.

O presidente explicou também que pretende ampliar o programa de venda de tratores e demais equipamentos para os agricultores. No discurso, Lula disse que era difícil imaginar que ele, um ex-dirigente sindical, estaria participando de posse da diretoria da entidade que representa a classe patronal da indústria automobilística. Ele enfatizou que isso somente foi possível por causa dos avanços que o país conquistou nas últimas décadas. E, segundo ele, a indústria nacional -- responsável por ajudar as matrizes no período da crise financeira internacional -- tem no mercado interno uma base muito sólida, fato que permitiu ao país alcançar a quarta posição no ranking mundial do setor.

Lula aproveitou o momento para sugerir a reflexão dos países desenvolvidos, bem como de organismos internacionais de fomento como o Banco Mundial e o FMI. Ele lembrou que a crise financeira somente teve os efeitos mais drásticos porque algumas destas entidades, que ditavam regras para os países pobres, não conseguiram enxergar aquilo que acontecia nas economias consideradas mais sólidas. Segundo ele, se há um país que tem experiência para tratar deste tema, é o Brasil. O presidente explicou também que o brasileiro está, nos dias atuais, mais orgulhoso.


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O governo espera encerrar a discussão do reajuste de pensões e aposentadorias dos beneficiários da Previdência Social que ganham acima de um salário mínimo. Os líderes do governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza (PT-SP), e no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), informaram que vão colocar em votação no texto da medida provisória o reajuste de 7%. Segundo Vaccarezza, que é também relator da MP na Câmara, o limite é esse colocado à mesa durante reunião com o presidente Lula e a equipe econômica, além dos ministros Carlos Eduardo Gabas (Previdência) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais).

“Os 6,14% de reajuste estabelecido na MP foram frutos de negociação entre o governo e as centrais sindicais. Se isso não tivesse acontecido, o reajuste seria de 3,45%. Agora, vou tentar um acordo para chegarmos aos 7%. O objetivo é convencer os líderes de aprovar esse percentual e conseguir o mesmo no Senado”, assegurou Vaccarezza ao deixar o gabinete provisório da Presidência da República no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).

Jucá explicou que, encerrado o debate no Congresso Nacional, o próximo passo é assegurar que a matéria seja sancionada pelo presidente Lula sem qualquer veto. “O nosso objetivo é dar o máximo possível para os aposentados. A equipe econômica trabalhou com os 6,14% seguindo aquilo que preceitua a Lei de Responsabilidade Fiscal. Mas política é a arte da construção e, sem dúvida, o presidente Lula pode sancionar os 7%”, afirmou o líder no Senado.


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Agenda presidencialA agenda de trabalho do presidente Lula, desta sexta-feira (9/4), começa com despachos internos no gabinete provisório da Presidência da República, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília. Depois, Lula concede entrevista ao jornal espanhol El País e, ainda pela manhã, recebe o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, general Jorge Felix.

Ao meio dia, no Palácio Itamaraty, Lula se encontra com o presidente do Chile, Sebastián Piñera, que visita o Brasil pela primeira vez desde a posse ocorrida no mês passado. Após reunião reservada, Lula e Piñeira se deslocam até o salão ao lado para assinatura de atos. Na ocasião, o presidente chileno será condecorado com a Ordem do Cruzeiro do Sul. A audiência se encerra com almoço oferecido pelo presidente brasileiro.

Às 15h, Lula concede audiência à presidente do Conselho Regional de Poitou-Charentes, Ségolène Royal, no CCBB – ela foi candidata à presidente da França em 2007, mas perdeu para Nicolas Sarkozy. A agenda contempla ainda audiências ao ministro Ricardo Lewandowski, do STF e do TSE, ao ministro da Saúde José Gomes Temporão, e ao vice-presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, Jonas Barcellos Correia Filho.


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Observados pelo presidente Lula, dona Marisa e o ministro Mantega sopram as velinhas do bolo de aniversário. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Observados pelo presidente Lula, dona Marisa e o ministro Mantega sopram as velinhas do bolo de aniversário. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Hoje o presidente Lula teve duplo motivo para comemorar. No gabinete provisório da Presidência da República, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, dona Marisa Letícia completou idade nova. E a festa foi maior porque o ministro da Fazenda, Guido Mantega, também apareceu e junto à primeira dama sopram as velinhas. Com direito a bolo, nem dona Marisa e tão pouco o ministro Mantega revelaram as respectivas primaveras. De perto, o presidente Lula acompanhou o Parabéns a vocês!


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Uma revolução silenciosa vem sendo feita pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no continente africano. Por determinação do presidente Lula, a empresa vem transferindo tecnologia para sete países africanos: Mali, Gana, Senegal, Moçambique, Malaui, Angola e Libéria. Nesta quarta-feira (7/4), o governo liberiano firmou acordo para levar ao pequeno agricultor a experiência brasileira de fomento da produção rural.

“No Brasil, aprendemos que não há segurança alimentar sem uma agricultura familiar robusta”, disse o presidente Lula por ocasião da visita oficial da presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, no Palácio do Itamaraty.

O diretor-presidente da Embrapa, Pedro Antonio Arraes Pereira, em entrevista exclusiva ao Blog do Planalto, explicou como será o programa de cooperação com os agricultores liberianos. Pedro Pereira participou da cerimônia de acordos firmados com o governo da Libéria, no Itamaraty.

“A Embrapa vai negociar com eles, durante uma missão, as demandas. Eles têm também problemas de segurança alimentar”, explicou o diretor-presidente.

Pedro Pereira disse também que a empresa nacional vem desenvolvendo um trabalho em Moçambique em parceria com o Japão. A proposta é desenvolver as culturas típicas do cerrado. Além disso, segundo informou, a Embrapa desenvolve cultura de algodão colorido em Mali e arroz no Senengal. O cultivo do arroz se dá em regiões de montanha.

A Embrapa também busca uma outra missão que é desenvolver as pastagens. Ele assegurou que a empresa tem projeto que visa melhorar as pastagens geneticamente e aplicá-las nos países da África. Mas, essa negociação no âmbito da agricultura traz excelentes resultados para o Brasil. Ao aplicar as técnicas naquele continente, a Embrapa obtem conhecimento que beneficiam ainda mais a competitividade da agricultura brasileira.


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Presidente Lula ergue o braço do ministro da Educação, Fernando Haddad, em cerimônia de encerramento da Conferência Nacional de Educação. (foto: Ricardo Stuckert/PR)

Presidente Lula ergue o braço do ministro da Educação, Fernando Haddad, em cerimônia de encerramento da Conferência Nacional de Educação. (foto: Ricardo Stuckert/PR)

No encerramento da I Conferência Nacional de Educação, nesta quinta-feira (1/4), em Brasília, o presidente Lula disse não se conformar que achem alto um piso de R$ 1.020 “para quem toma conta dos filhos da gente”. Ele fazia referência ao salário-base dos professores. Bem-humorado, Lula usou a palavra “orgulhoso” por ser, juntamente com vice José Alencar, “o único ‘casal’ que não tem diploma e, ao deixar o mandato, ser o presidente que mais investiu em Educação neste País”.

“O casamento entre educação de qualidade e valorização do professor é indissolúvel. O divórcio entre eles resulta no sucateamento das nossas escolas e universidades, como lamentavelmente vimos no passado. Por essa razão, ampliamos os cursos de licenciatura na rede pública federal – com o Reuni e os Institutos Federais; criamos a Universidade Aberta do Brasil; o Programa de Consolidação das Licenciaturas; a bolsa de iniciação à docência. E instituímos um piso salarial nacional para todos os docentes. Sem dúvida, já avançamos muito na Educação Infantil, no Ensino Fundamental e Médio, na Educação Profissional e Tecnológica, na Educação de Jovens e Adultos, no Ensino Superior e na pós-graduação, mas sabemos que ainda há o que ser feito. Daí a enorme responsabilidade de cada um de vocês nesta conferência”, destacou.


Lula se disse entristecido por aqueles que o antecederam não terem agido da mesma forma que ele com relação aos investimentos em Educação e pediu ainda que os seus sucessores façam muito mais do que fez pelo setor. Para o presidente, o Brasil deverá, em pouco tempo, deixar de exportar apenas “soja e laranja, mas a inteligência e a criatividade desse povo”.

Ele elogiou Fernando Haddad, dizendo ser “uma dádiva tê-lo como ministro da Educação, porque talvez tenhamos educadores mais preparados do que ele para o cargo, mas não basta conhecimento: é preciso sensibilidade para conhecer o País e ele combinou a humildade para ouvir com a capacidade em criar programas como o Programa Universidade para Todos (ProUni), o Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (ReUni) e o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), por isso, fizemos essa revolução na Educação brasileira”.

Para Lula, “o debate que começou nesta semana tem uma história: é preciso destacar, que ao longo do ano passado foram realizadas 1.421 conferências municipais, 470 intermunicipais e 27 estaduais. Participaram dessas conferências 401 mil pessoas. Tanto é assim que já realizamos 65 conferências nacionais sobre diversos temas. Esta conferência é a 66ª e temos pelo menos outras cinco previstas para o primeiro semestre”, pontuou.

Das 106 conferências nacionais realizadas de 1941 a 2010, 65 delas ocorreram a partir de 2003. “Em oito anos fizemos mais conferências do que todos os governos dos 60 anos anteriores”, salientou.


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O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, anunciou na noite desta terça-feira (30/3) que o presidente Lula dará posse, amanhã (31/3), às 11h, a 10 novos ministros, no Palácio do Itamaraty, em Brasília. Os novos titulares assumem as pastas dos ministros que irão disputar as eleições em 3 de outubro deste ano. De acordo com a legislação eleitoral, quem exerce cargo público e não irá disputar a reeleição deve deixar o posto até o dia 3 de abril, ou seja, seis meses antes da eleição.

“O presidente Lula está deixando os seus ministros bastante à vontade para decidirem, mas tem a tendência de tentar convencê-los a ficar no governo até o fim. Isso desde o começo. Ele gostaria, se possível, que os ministros ficassem até o fim, mas respeita a decisão daqueles que querem sair para serem candidatos. O presidente Henrique Meirelles [Banco Central] está analisando. Mas, eu sempre brinquei que o ministro que chega indeciso aqui o presidente convence a ficar”, afirmou Padilha.

Na entrevista, Padilha explicou que sete dos 10 novos ministros exerciam anteriormente as secretarias-executivas dos Ministérios. Um dos exemplos é Erenice Guerra que substituti a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Márcia Lopes, que já foi secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, será substituta do ministro Patrus Ananias. A direção nacional do PMDB indicou o ex-deputado Wagner Rossi, atual presidente da Conab, para o Ministério da Agricultura. Rossi substitui Reinhold Stephanes.

Ainda falta decidir o nome do substituto do ministro das Comunicações, Hélio Costa, que já anunciou que vai deixar o cargo. Segundo Padilha, Costa ainda conversa com o presidente Lula nesta noite para definir o novo titular da pasta. Além disso, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que esteve reunido com o presidente Lula, nesta terça-feira, no gabinete provisório da Presidência da República, no Centro Cultural Banco do Brasil, pediu mais 24 horas de prazo para definir se deixa ou não o comando do BC.


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O jornalista Alberto Dines, homenageado com a Ordem do Mérito do Ministério das Comunicações, pelo presidente Lula, contou em discurso que se lançou, em 1975, quando foi contratado para trabalhar na Folha de S. Paulo, a escrever uma coluna semanal de “acompanhamento da imprensa”. Ele lembrou que, naquela época, Octavio Frias de Oliveira, dono do jornal, “colocou a mão no meu ombro e disse: você vai ganhar muitos inimigos. Nem ele e nem eu poderíamos imaginar o quanto ele estava certo.”

Dines explicou que, em 2007, quando o jornalista Armando Nogueira recebeu a mesma homenagem, fora alertado pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, que seria um dos próximos a receber a comenda. “Preferi não acreditar porque jornalistas não gostam de ser criticados e o governo não cometeria a gafe de homenagear a quem se dedica, principalmente, a criticar os meios de comunicação. Errei na previsão e estou aqui hoje”, afirmou.

Ele recebeu a comenda do presidente Lula em cerimônia que aconteceu no gabinete provisório da Presidência da República no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília. Na ocasião, Maria Cristina Frias, em nome de seu pai Octavio Frias de Oliveira (homenagem póstuma), recebeu a mesma honraria.


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Rua Morada dos Sonhos, Bloco 43B, apartamento 11. CEP 06.172-025. Ao pronunciar este endereço, o líder comunitário Cláudio Soares de Almeida emocionou o presidente Lula e demais auxiliares que participaram de cerimônia de entrega de moradias em Osasco, região metropolitana de São Paulo. Cláudio fez um discurso em defesa dos sonhos de cada cidadão.

“Não importem com o que as pessoas falem de vocês. Lutem. Batalhem”, bradou do palco onde ocorreu a cerimônia.

Depois, explicou aos leitores do Blog do Planalto como é a moradia da família dele e comentou sobre a importância de ter um lar. Em dois vídeos do repórter fotográfico Ricardo Stuckert/PR, os instantes de muita emoção.


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Agenda presidencial

O presidente Lula está na Bahia. Lula desembarcou à noite no aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus. Agora pela manhã, ele concede entrevista as rádios Difusora, de Itabuna (BA), e Santa Cruz, de Ilhéus, num hotel da cidade. Depois, cumpre agenda em Itabuna, na cerimônia de inauguração do Gasoduto Sudeste-Nordeste (Gasene).

À tarde, em Ilhéus, o presidente participa de cerimônia de lançamento dos editais para licitação da Ferrovia Oeste-Leste e assinatura de contratos no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida para municípios da Bahia,

À noite, Lula embarca para São Paulo. Ele permanece o fim de semana em São Bernardo do Campo.


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