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Nota Oficial

A presidenta Dilma Rousseff encaminhou, nesta sexta-feira (22/7), mensagem ao primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg, na qual manifesta “profunda consternação” diante dos atentados ocorridos hoje naquele país. O texto foi divulgado nesta tarde, em Brasília, pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República.

Informações divulgadas na internet dão conta que a explosão provocada por uma bomba que atingiu prédios do governo da Noruega, em Oslo, matou ao menos sete pessoas e deixou 15 feridas, duas delas gravemente, segundo a polícia.

Abaixo, a íntegra da manifestação:

Mensagem da Presidenta da República ao primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg

Senhor Primeiro-Ministro,

Foi com profunda consternação que recebi a notícia dos atentados ocorridos hoje, 22 de julho, na Noruega.

Gostaria de estender, em nome do governo e do povo brasileiros, nossos sinceros sentimentos de pesar e solidariedade ao Reino da Noruega e às famílias das vítimas.

Mais alta consideração,

Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil


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Agenda presidencial

A presidenta Dilma Rousseff inicia o dia de trabalho, nesta segunda-feira (24/1), em despacho com assessores do gabinete, no Palácio do Planalto.

A agenda prevê, também pela manhã, audiências aos ministros Antonio Patriota (Relações Exteriores) e Orlando Silva (Esporte).

À tarde, os compromissos previstos são reuniões com os ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência da República) e José Eduardo Cardozo (Justiça).


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O Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) enviou à Secom, na manhã desta segunda-feira (03), nota com parecer técnico sobre a instabilidade ocorrida na tarde de domingo (02) no site da Presidência da República.

Na nota, a empresa explica que houve um acesso em massa e silmultâneo ao site, com potencial para desestabilizá-lo. A ação não colocou em risco o site Presidência.gov. Não destruiu nem possibilitou acesso a nenhuma informação confidencial. Simplesmente sobrecarregou o site, fato que ocasionou instabilidade no sistema.

Leia abaixo a íntegra da nota técnica do Serpro:

O Serviço Federal de Processamento de Dados – Serpro confirma que no domingo, dia 2 de janeiro de 2011, houve uma sobrecarga de acessos provocada intencionalmente nos sites da Presidência.gov e Brasil.gov, que tornou os endereços instáveis por algumas horas.

A equipe técnica atuou para estabilizar o site, o que ocorreu integralmente e sem mais problemas às 21h30 do mesmo dia. Os sites estão preparados para suportar até 4.500 acessos simultâneos.

O Serpro ressalta que todos os dados protegidos do Governo Brasileiro mantiveram-se seguros, sem qualquer invasão ou dano dos sites ou das suas bases de dados.


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Presidente Lula e a presidente eleita Dilma Rousseff conversam com a imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). Foto: Ricardo Stuckert/PR

EntrevistasO governo Lula foi marcado pelo diálogo constante com a imprensa, brasileira e internacional. Em oito anos de mandato, foram concedidas 1.004 entrevistas, das quais 989 para a imprensa e outras 15 para livros, documentários e fóruns empresariais ou sociais. Quase 80% dessas entrevistas foram realizadas nos últimos quatro anos. O pico de entrevistas foi em 2009 (mais de 250), quando houve a crise financeira internacional e a disputa pelo direito de sediar os Jogos Olímpicos de 2016, vencida pelo Rio de Janeiro.

O presidente Lula respondeu a mais de 10,5 mil perguntas da imprensa desde 2003 – média de mais de 3 por dia. No segundo mandato (2006-2010), a média foi praticamente o dobro, mais de seis por dia, incluindo sábados, domingos e feriados.

Nos dois mandatos foram 364 entrevista exclusivas e 620 coletivas. Das exclusivas, 136 foram para a imprensa regional, 133 para a estrangeira, 74 para a grande imprensa brasileira e 21 para imprensa segmentada. Em oito anos, foram 77 entrevistas por escrito e 11 presenciais para jornais da imprensa regional, publicadas em 182 jornais de 129 cidades dos 26 estados brasileiros, mais o Distrito Federal.

Na imprensa nacional, foram 74 entrevistas para 25 veículos dos grandes grupos de comunicação – sete redes de TV, oito jornais, oito revistas e dois portais de internet. Para a imprensa estrangeira, o presidente Lula concedeu ao longo de seus dois mandatos mais de 130 entrevistas. Já a imprensa segmentada (esportiva, religiosa, entidades empresariais, ideológica etc) teve a oportunidade de conversar com o presidente em 21 entrevistas desde 2003.

O presidente concedeu ainda 625 entrevistas coletivas em oito anos, 419 das quais quebra-queixos, 92 entrevistas conjuntas, 54 para grupos, 54 formais no exterior e seis formais no Brasil.

Das entrevistas por escrito, foram 144 em oito anos (quase 15% do total das entrevistas concedidas pelo presidente). Cerca de 90 dessas entrevistas foram para jornais regionais. Mais de 180 periódicos de 130 cidades brasileiras foram contemplados com entrevistas do presidente Lula nestes oito anos de governo.

Ao longo dos dois mandatos, o presidente ainda concedeu 43 entrevistas para 80 rádios de todo o País, atendendo a mais de 100 comunicadores. Aliás no rádio a Presidência da República realizou 281 edições do programa Café com o Presidente ao longo dos dois mandatos. O programa é distribuído por satélite e disponibilizado na internet para livre reprodução de qualquer emissora de rádio do País. Foram feitos também 212 programas de rádio Bom Dia, Ministro, nos últimos quatro anos. Ao todo, mais de 300 emissoras de todo o Brasil entrevistaram mais de 60 diferentes ministros de todos os ministérios do governo.

Na TV, desde 2003, o presidente concedeu 16 entrevistas para 15 emissoras de nove estados brasileiros.

COLETIVAS PREPARATÓRIAS

Para preparar a chegada do presidente Lula aos estados, em viagens oficiais, foram organizadas entrevistas coletivas preparatórias, para a divulgação da agenda. Elas serviram para divulgar ações, projetos e programas, além de aproximar as fontes federais da imprensa regional. De 2007 até 2010, foram realizadas 167 entrevistas com a participação de 818 veículos de imprensa e 430 autoridades, sendo 326 federais.

O boletim Notícias do Dia, que divulga informações do governo federal aos órgãos de comunicação regionais, teve 747 edições desde 2007, com cerca de 4.940 notas no total.

Criada em julho de 2009, a coluna semanal O Presidente Responde já teve 78 edições, sendo publicada por 161 periódicos de 111 municípios, sendo 22 capitais, em 24 estados mais o Distrito Federal. A tiragem conjunta dos veículos cadastrados alcança 2,3 milhões de exemplares. Foram respondidas 234 perguntas de leitores residentes em 93 cidades de 18 estados.

Outra ação promovida pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República foi o encontro de autoridades do governo com correspondentes estrangeiros que moram no Rio de Janeiro e São Paulo. De 2007, quando a iniciativa foi instituída, até hoje, foram mais de 30 entrevistas.

MÍDIA DIGITAL

Em pouco mais de 7 anos, a página da Secretaria de Imprensa na internet teve cerca de 5,4 milhões de visitas, metade delas nos últimos dois anos, quando intensificamos a presença da Presidência da República na blogosfera e nas redes sociais. Mais de 1.500 textos foram distribuídos para endereços eletrônicos de cerca de 7 mil jornalistas. Cerca de 2.400 discursos e mil entrevistas do presidente Lula foram degravados, transcritos e publicados desde 2003, além de 500 discursos e entrevistas de outras autoridades.

Com um ano e meio de vida, o Blog do Planalto recebeu nesse período mais de um milhão de visitas de internautas de mais de 172 países e 700 cidades brasileiras. Foram produzidos mais de três mil textos, 1.300 vídeos, mais de mil fotos, 950 arquivos de áudio e mais de 50 infográficos. A presença da Presidência da República também foi estendida a outras ferramentas de comunicação da internet, como o Twitter, que tem dois perfis: um da página da Secretaria de Imprensa (@ImprensaPR, com 6 mil seguidores) e outro do Blog do Planalto (@blogplanalto, 16 mil seguidores).

No canal exclusivo do Blog do Planalto no YouTube (ver aqui), que conta com mais de dois mil seguidores, já foram publicados mais de 1.200 vídeos. Alguns desses vídeos, produzidos pelo fotógrafo oficial, Ricardo Stuckert, foram acessados mais de 280 mil vezes.

Também foi criada página exclusiva do Blog do Planalto rede Flickr, comunidade virtual de divulgação de fotografias digitais. Já foram publicadas cerca de mil fotos, que já foram vistas mais de 270 mil vezes por internautas.

Desde 2003 a área de fotografia da página da Secretaria de Imprensa na internet recebeu mais de 36 mil imagens para divulgação dos eventos, solenidades, viagens e audiências com a participação do presidente da República. Nesses oitos anos, foram 3,4 milhões de cópias de fotografias baixadas gratuitamente pelos mais diversos meios de comunicação, dos principais jornais e revistas do Brasil e do mundo, aos portais da Internet, pequenos e médios jornais, sites e mais modestos blogs de milhares de internautas espalhados pelo país.


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Presidente Lula acompanhado do senador Eduardo Suplicy durante comemoração dos 7 anos do Programa Bolsa Família e lançamento da nova versão do Cadastro Único dos Programas Sociais, realizada em Brasília (DF). Foto: Domingos Tadeu

A jovem Ana Paula emocionou o presidente Lula nesta terça-feira (7/12) quando, durante a comemoração dos 7 anos do programa Bolsa Família em Brasília (DF), contou em seu discurso uma frase dita por sua mãe: “A minha vassoura é a caneta da minha filha”, uma referência à possibilidade que a filha teve de estudar graças ao programa. Recebeu um abraço do presidente que, em seguida, disse ter sido a frase mais significativa que ouviu nos oito anos em que ficou na Presidência da República.

Lula voltou a rebater os críticos do programa, iniciado em 2003, ao assegurar que para alguns setores da sociedade seria mais cômodo que os pobres fossem apenas dados estatísticos no País. Falando de improviso, Lula afirmou que o tema era muito significativo em sua administração e explicou que o programa começou bem antes do início de seu mandato. As diretrizes do Bolsa Família, que hoje atende a 12,8 milhões de famílias, foram definidas no Instituto da Cidadania, com participação de José Graziano, que assumiu em 2003 o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, depois sendo substituído por Patrus Ananias e, este, por Márcia Lopes, atual ministra.

De acordo com o presidente, o cenário atual difere do início do Fome Zero, pois as famílias mais pobres contam com outras alternativas de incentivos sociais. Lula deu como exemplo o programa Luz para Todos. Além de revelar para a plateia os avanços na oferta de luz elétrica no País, ele contou que isso permitiu que muitas famílias tivessem acesso a produtos eletroeletrônicos e, desta maneira, incrementassem a economia nacional.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

O presidente também falou sobre os resultados no Programa de Aquisição de Alimentos para os pequenos produtores da agrilcutura familiar e o programa de microcrédito que, conforme destacou, trata-se da “grande revolução no crédito” no Brasil. Lula voltou a afirmar que para as famílias de baixa renda o acesso a R$ 50 significa assegurar a compra de mantimentos para o sustento das pessoas, ao contrário daquilo que pequena quantia de dinheiro representa aos mais ricos: “Isso seria para estas pessoas gorjeta da conta de uisque”, disse.

Lula reafirmou que o País irá contar com os recursos oriundos do Pré-sal e que esse dinheiro deve ser bem aproveitado como “um instrumento para acabar definitivamente com a miséria no nosso País”.

É muito dinheiro que a gente não pode permitir que ele seja jogado no lixo ou no esgoto…

Lula deixou mensagem de otimismo e de agradecimento à equipe do ministério que acreditou ser possível os programas sociais. Ele lembrou que ainda há muito o que fazer, mas avaliou tratar-se de oportunidade valiosa seguir com a experiência, já que será sucedido pela presidente eleita Dilma Rousseff “uma mulher sensível às causas dos mais pobres.


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Presidente Lula (de macacão laranja) acompanha o trabalho de solda que deu início às obras do alcoolduto São Sebastião/Paulínia/Ribeirão Preto/Uberaba no terminal terrestre da Transpetro. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula criticou nesta terça-feira (23/11), em Ribeirão Preto (SP), a sobretaxa que alguns países criam para o etanol brasileiro e o recuo destes nos seus respectivos programas de mistura do etanol no combustível. Segundo Lula, os países desenvolvidos demonstram incoerência entre discurso e ações. “Não é possível falar em livre comércio e criar sobretaxa para o etanol brasileiro quando não se cria sobretaxa para outros produtos”, afirmou o presidente, que participou da cerimônia de início das obras do alcoolduto São Sebastião/Paulínia/Ribeirão Preto/Uberaba no terminal terrestre da Transpetro e, em seguida, conferiu os resultados das ações governamentais para o setor sucroenergético (período 2003-2010), em solenidade realizada no Centro de Convenções de Ribeirão Preto.

A disputa no setor, afirmou o presidente, está ficando mais concreta e o Brasil precisa se preparar para competir nesse cenário mais agressivo. Daí a importância dos investimentos da Petrobras no setor.

Em entrevista concedida aos jornalistas após os eventos em Ribeirão Preto (SP), Lula afirmou que é preciso tornar o etanol brasileiro cada vez mais competitivo e, para isso, é fundamental que seu preço não fique acima de 70% do preço da gasolina:

Quando o preço do etanol ultrapassa 70% do preço da gasolina, fica mais econômico usar a gasolina, e todo mundo sabe disso. Então, é importante que a gente crie condições do etanol ficar competitivo, porque é combustível limpo, gerador de empregos e o Brasil precisa mostrar ao mundo que é imbatível na produção desse combustível renovável.

Também falou sobre o conflito armado entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul, ocorrido nesta terça-feira, afirmando que condena qualquer tentativa de ataque por parte dos norte-coreanos, mas frisou que havia desencontro de informações, porque a Coreia do Norte alegava ter sido atacada primeiro. Por isso, disse que precisava se informar melhor sobre o caso.

Olhe, por enquanto, por enquanto, a minha palavra é de condenação a qualquer tentativa de ataque da Coreia do Norte à Coreia do Sul. A Coreia do Norte está dizendo que foi atacada primeiro, provocada primeiro. Eu estou há quatro horas sem informações, porque estava ali ouvindo discursos, vocês ouviram bem quantos discursos eu ouvi hoje, mas eu vou me informar agora com o Itamaraty. Mas, de qualquer forma, a posição do Brasil é ser contra qualquer ataque a um outro país. Nós temos que respeitar a soberania de cada país e não permitiremos, em hipótese alguma, que haja qualquer tentativa de transgredir a soberania de outro país.

O presidente creditou o bom momento que o País vive à ação conjunta de governo, empresários e trabalhadores nos diversos setores da economia, que vem beneficiando a sociedade como um todo.

O Brasil entra naquele momento de conquistar o século 21 para ser o século do Brasil. Eu dizia no começo do meu mandato: o século 19 foi da Europa, o século 20 foi dos Estados Unidos – e uma parte da China -, e o século 21 pode ser da China, pode ser da Índia, mas será também do Brasil.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente em Ribeirão Preto:

Para ouvir a íntegra da entrevista concedida após os eventos, clique aqui:

Na entrevista aos jornalistas, Lula falou também sobre a formação da equipe ministerial da presidente eleita Dilma Roussef, reafirmando que não está defendendo o nome de ninguém para o novo governo:

“Eu defendo o seguinte: quem está comigo tem garantia de ficar até o dia 31 de dezembro de 2010. A partir daí, a bola está com a nossa presidente Dilma. Ela indica quem ela quiser, pro cargo que ela bem entender. Então, não cabe a um ex-presidente ficar defendendo quem vai ficar no governo. Ela conhece todo mundo, ela conhece porque ela está junto comigo há oito anos, ela conhece todo mundo.

Ela vai escolher livremente quem ela quiser, vocês sabem da minha tese: a minha tese é que a Dilma tem que montar o governo que seja a cara e a semelhança dela. Porque você só pode indicar para ministro ou para um cargo de uma empresa pública, quem você pode tirar. Se você indicar alguém porque é amigo do ex-presidente e depois você fica preocupado em mexer porque foi o ex-presidente quem indicou, vai criar dificuldade para quem governa. Então, da minha parte, a companheira Dilma sabia disso antes da campanha, sabe agora, de que ela está livre para montar o governo e eu apoiarei qualquer que seja a decisão dela.

O presidente afirmou ainda que ao deixar a presidência pretende ‘desencarnar’ do cargo para ser ‘um cidadão brasileiro’. “Não tem nada pior do que um jogador de bola parar de jogar e pensar que ainda está jogando”, disse Lula, afirmando que vai surpreender muita gente porque pretende andar muito pelo País.

O meu papel vai ser de um cidadão comum, mas eu quero desencarnar do cargo, quero fazer uma limpeza do cargo para voltar a agir dentro da mais primorosa normalidade de um ser humano. Apenas isso. Aí depois que eu desencarnar da presidência é que eu vou pensar no que vou fazer. Também não quero ficar tomando medidas precipitadas e me arrepender… não, vamos parar. Ficar em casa tranquilo e depois pensar no que fazer.


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O Dia do Servidor foi saudado pelo presidente Lula em mensagem divulgada nesta quinta-feira (28/10) na qual celebra a convivência “fraterna, solidária e enriquecedora” que teve nos últimos oito anos com os servidores da Presidência da República. Afirma ainda já sentir saudade, “por ser esta, possivelmente, a última mensagem que dirijo a vocês no exercício da Presidência da República”.

O serviço público é a atividade mais importante de um país, pois sua essência é servir aos cidadãos para atender suas necessidades básicas, promover a justiça e o equilíbrio, tanto social quanto econômico, dando condições para que todos tenham as mesmas oportunidades de ter uma vida saudável, segura e com possibilidades de realizar sonhos e alcançar objetivos.

O presidente agradeceu a colaboração, empenho e dedicação dos servidores em colocar o País em um novo patamar e afirmou que o povo brasileiro reconhece e aprova o que foi feito nos últimos anos.

Leia abaixo a íntegra da mensagem:

Caros companheiros e companheiras servidores da Presidência da República,

É com grande emoção que mais uma vez saúdo vocês neste Dia do Servidor. Faço isso com satisfação pelos quase oito anos de convivência fraterna, solidária e enriquecedora. Mas também com certa saudade, por ser esta, possivelmente, a última mensagem que dirijo a vocês no exercício da Presidência da República.
O serviço público é a atividade mais importante de um país, pois sua essência é servir aos cidadãos para atender suas necessidades básicas, promover a justiça e o equilíbrio, tanto social quanto econômico, dando condições para que todos tenham as mesmas oportunidades de ter uma vida saudável, segura e com possibilidades de realizar sonhos e alcançar objetivos.

Quero agradecer a colaboração, o empenho e a dedicação de vocês na empreitada que tivemos para colocar o Brasil em um novo patamar, com resultados extremamente positivos em todos os aspectos da vida nacional e internacional. O povo brasileiro, em sua imensa maioria, reconhece e aprova com louvor o que fizemos nestes anos todos.

Durante muito tempo prevaleceu no Brasil a visão de que o Estado e, consequentemente, seus servidores, eram um estorvo ao desenvolvimento do país. Que o Estado deveria ser enfraquecido e sucateado para deixar as forças invisíveis do mercado atuarem livremente e comandarem os avanços econômicos e sociais.

Nós provamos o contrário. Mostramos que somente um Estado preparado para enfrentar desafios, com órgãos fortalecidos, empresas estratégicas e funcionários qualificados, tem condições de ser regulador e indutor do desenvolvimento, promovendo políticas compensatórias, que equilibrem as forças entre quem tem o poder político e econômico e aqueles que mais necessitam de oportunidades.

No campo internacional, o Brasil passou a ser respeitado e admirado, tanto pela eficácia de suas políticas sociais quanto pela maneira firme, consciente e responsável com que enfrentou a pior crise financeira internacional dos últimos oitenta anos. O Brasil passou a ser visto, citado e copiado como exemplo.

Para reconstruirmos os alicerces dessa política, desenvolvemos diversos programas; qualificação dos servidores, melhoria salarial e reposição de pessoal, com diversos concursos públicos, tendo uma resposta muito positiva.

Parabéns servidores pelo seu dia! Desejo a todos muito sucesso e alegrias e que continuem ajudando a levar felicidade e progresso aos lares de todos os brasileiros.


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Agenda presidencial

O presidente Lula cumpre agenda de trabalho, nesta segunda-feira (26/7), em Brasília. Agora pela manhã, Lula comanda reunião de coordenação no gabinete provisório da Presidência da República no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). No início da tarde, o presidente recebe em audiência do ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Às 15h, também no CCBB, Lula despacha com auxiliares de seu gabinete e, às 15h30, inicia audiências com os ministros Wagner Rossi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), José Gomes Temporão (Saúde) e Márcio Zimmermann (Minas e Energia).


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Um dos grandes desejos do presidente Lula, para quando deixar a Presidência no Brasil, é viajar pelo continente africano de ônibus, conhecendo a realidade local, conversando com as pessoas e os governantes, procurando soluções para os seus principais problemas. Seria quase uma reedição das Caravanas da Cidadania que promoveu no Brasil em 1993 e 1994, quando era candidato à Presidência. A revelação foi feita semana passada em entrevista concedida à TV libanesa LBC.

Pretendo dedicar um pouco do meu aprendizado para ver se presto um serviço à África. É só sonho, por enquanto, não tenho nada construído, mas eu por exemplo sonho em pegar um ônibus num país africano e atravessar a África, conversando com as pessoas e conversando com os governantes. Vamos ver se há condições de fazer.

Também falou sobre a popularidade de seu governo, a sucessão presidencial deste ano, o combate à corrupção e à fome, a paz no Oriente Médio e a nova ordem econômica mundial, entre outros temas.

Para ver a íntegra da entrevista em vídeo, clique aqui (divido em 6 partes).

Ao ser convidado pelo entrevistador a dar uma mensagem ao povo brasileiro, o presidente Lula se emocionou ao afirmar que, ao deixar a Presidência, sabe que vai encontrar muitos companheiros e amigos “porque eu não perdi a minha relação com meus companheiros”.

Com lágrimas nos olhos, disse:

Eu sei o quanto nós sofremos para chegarmos na Presidência da República, eu sei o quanto nós fomos atacados, eu sei depois o quanto as pessoas mentiram a respeito do nosso governo. Tinha gente que pensava que a gente tinha acabado para a política. E nós vamos chegar ao final do nosso governo com uma performance eu diria inusitada na história política desse País. Isso me dá muito orgulho. Eu, se não fizer mais nada, se eu morresse agora, o povo brasileiro teria aprendido uma lição. Sabe aquela frase do Obama ‘Nós podemos’? Aquela frase é do povo brasileiro: Nós podemos. E quando o povo quer, o povo pode fazer muito mais. Eu sou apenas isso, eu sou a cara do que é possível um cidadão, que acredita na luta, fazer.

Ouça aqui a íntegra da entrevista:

Para ler sua transcrição também na íntegra, clique aqui.

Para ler os principais trechos, clique no link abaixo.

SEGREDO DA POPULARIDADE

O segredo da nossa popularidade são os acertos das políticas públicas, das políticas sociais e da política econômica que estamos colocando em prática no Brasil. Eu tinha muita clareza de que quando o Brasil elegeu um torneiro mecânico para ser presidente da República, o Brasil tinha que dar certo porque se não desse certo iria demorar mais 100 anos para um trabalhador, um operário chegar à Presidência da República. Então eu trabalho todo esse tempo com a cabeça muito firme, com uma convicção de que o Brasil tem que dar certo, que o povo tem melhorar de vida, para que a gente possa provar à sociedade brasileira, aos trabalhadores, aos intelectuais, aos empresários, ao mundo, que um operário saído de dentro de uma fábrica pode governar um país do tamanho do Brasil. E as coisas deram certo.

ELEIÇÕES 2010/SUCESSÃO

Eu tenho uma candidata. E essa candidata obviamente que me ajudou a elaborar o programa e portanto é co-participante do sucesso que o governo vive no momento. Eu a indiquei porque é uma pessoa da maior capacidade, uma pessoa com capacidade de gerenciamento extraordinária, uma pessoa de uma lealdade fantástica e uma pessoa que está gabaritada para dar continuidade, aprimorar, melhorar e fazer mais do que nós fizemos nesses oito anos. Por que? Porque o paradigma que ela tem para começar a trabalhar é diferente do que tive para começar a trabalhar em 2003. O Brasil está melhor – está melhor na educação, está melhor na saúde, está melhor no emprego, está melhor no salário, na distribuição de renda, a economia brasileira está melhor, o Brasil é mais respeitado no mundo hoje. Então, a pessoa que vier depois de mim vai pegar um Brasil muito mais estruturado, muito mais preparado do que o Brasil que eu herdei. E eu estou convencido de que, quem quer que seja que ganhe as eleições para presidente no Brasil, vai pegar um Brasil muito melhor e portanto pode fazer mais. E eu tenho também a convicção que é a minha candidata quem vai ganhar as eleições.

FALTA DE EXPERIÊNCIA DA CANDIDATA DILMA ROUSSEF

É o que falavam de mim. ‘O Lula nunca governou’, ‘O Lula não tem experiência’, ‘O Lula não fala inglês’, ‘O Lula não tem diploma universitário’, falaram isso de mim durante 12 anos. Até que um dia o povo falou ‘deixa eu dar uma chance para esse brasileiro’ e me deu a chance. E era o que eu precisava para provar que nós estávamos preparados para montar uma boa equipe e estávamos preparados para fazer uma boa governança no Brasil. (…) Acho que a ministra Dilma já venceu muitos preconceitos, a doença dela não existe mais, descobriu no começo e resolveu o problema, e ela está do ponto de vista intelectual e do ponto de vista gerencial, do ponto de vista administrativo ela está perfeita para governar o Brasil. E eu acho que ela é a grande possibilidade que nós temos de dar continuidade. Não é que eu tenho certeza de que ela vai ser eleita, porque primeiro eu tenho que respeitar a vontade do povo brasileiro no dia das eleições. Eu tenho a convicção de que ela pelo fato de ter as melhores condições de governar o Brasil, pelo fato de ela ter as melhores condições de dar continuidade ao que nós estamos fazendo, ela tem mais chances de ganhar as eleições.

COMBATE À CORRUPÇÃO

A certeza que o povo brasileiro tem é que nunca na história do Brasil um governo trabalhou tanto para apurar as denúncias de corrupção como o nosso governo. Nunca. Antigamente era fácil não aparecer muita corrupção no jornal porque você ficava jogando ela para debaixo do tapete. Nós simplesmente duplicamos o número de policiais federais, duplicamos o orçamento do Ministério da Justiça, para que a gente pudesse investir em inteligência, para que a gente pudesse investigar. Nós melhoramos e qualificamos a Controladoria-Geral da República e 90% das denúncias são feitas pelo governo. É a CGU quem faz a investigação em cada Ministério, em cada obra, que manda para o Tribunal de Contas da União (TCU) e que manda para a Polícia Federal. Portanto grande parte das denúncias de corrupção elas são feitas por nós.

LEI DE ANISTIA

O problema não é ser contra ou ser a favor. O problema é garantir que este País tenha sua história contada da forma mais verdadeira possível. Ninguém quer fazer caça às bruxas, ninguém quer ficar remoendo o passado. Agora, é muito difícil você querer que uma mãe, que perdeu seu filho e não sabe onde ele está, não queira encontrar o corpo de seu filho para enterrar. Então é por isso que estamos propondo a Comissão da Verdade, que vai ser aprovada pelo Congresso Nacional da forma mais democrática possível. Nós não queremos mexer na lei da Anistia, ela foi aprovada por consenso no Congreso Nacional, o que nós queremos apenas é contar ao Brasil o que aconteceu da forma mais verdadeira possível. Ninguém efetivamente tem que ter medo da Comissão da Verdade, ninguém tem que ter medo da verdadeira história – quem errou, pagou. É assim que a gente consolida a democracia no País. Eu não quero morrer num País em que sua história tenha sido contada pela metade, eu quero que sua história seja contada em seu todo.

IRÃ E PAZ NO ORIENTE MÉDIO

Eu acho que a guerra não conduz a nada, conduz a destruição, e eu sou um homem de paz. Como eu acredito que nós temos que ter argumento para mostrar ao mundo, com muita autoridade moral, aquilo que o Brasil fez. O Brasil é o único país do mundo que tem na sua Constituição a proibição de armas nucleares. O que eu quero para o Irã é o mesmo que eu quero para o Brasil. Eu quero dizer para o presidente Ahmadinejad que ele deveria concordar com a proposta da Agência (Internacional de Energia Atômica – AEIA), que propôs a ele um determinado rito de enriquecimento de urânio, que eu acho que era mais importante. Até para que a gente possa continuar avançando no mundo diplomático.

Qual é a minha preocupaçao? A minha preocupação é que o bloqueio ou as sanções que a ONU quer impor não vai trazer nenhuma solução. Vai apenas trazer radicalização. Como eu acredito na política, como eu acredito no diálogo, eu vou ao Irã conversar com o presidente Ahmadinejad. Conversamos com o primeiro-ministro da Turquia que tem a mesma posição política nossa, conversamos com Israel, com Palestina. (…) Por isso eu quero conversar com todos os interlocutores, porque também não pode ser primazia desse ou daquele país cuidar da paz. Se há 20, 30 ou 40 anos, os interlocutores que estão negociando não conseguem a paz, eu acho que é preciso colocar mais interlocutores, colocar gente nova, outros discursos, outras propostas, para que a gente possa chegar a um acordo. É nisso que o Brasil acredita. (…) Parece que tem gente que tem ciúmes que o Brasil esteja interessado em participar de conversas porque entendemos que temos argumentos sobretudo pela harmonia em que vivem no meu País árabes e judeus. Esse país é exemplo de convivência harmônica da comunidade árabe e da comunidade judaica. Esse exemplo eu quero levar para o mundo.

REFORMA DA ONU

O Brasil tem brigado para que se faça uma reforma no Conselho de Segurança da ONU. O Conselho de Segurança da ONU hoje representa, sobretudo os membros permanentes do Conselho de Segurança, a geografia política de 1948. Não representa a geografia política de 2010. É preciso que a África esteja representada, o Brasil esteja representado – e outros países da América Latina -, a Índia esteja, a Alemanha esteja, o Japão, que a África possa ter três representantes, para que você tenha gente que possa representar dignamente a nova geopolítica do mundo.

ATUAÇÃO BRASILEIRA NO EXTERIOR

O Brasil não tem vocação imperialista. O Brasil tem uma vocação de construir parcerias nas suas relações bilaterais e nas suas relações internacionais. Nós acreditamos no funcionamento das instituições multilaterais e por isso eu digo sempre que não adianta o Brasil crescer se os países vizinhos não crescerem. É preciso que a gente cresça junto. É preciso que cresça o Brasil, mas cresça a Argentina, o Paraguai, o Uruguai, a Venezuela, a Bolívia, a Colômbia, o Equador, o Chile, todos crescendo, todos terão o que distribuir para seu povo. É assim que nós trabalhamos e é por isso que o Brasil tem um forte investimento em infraestrutura em toda a América do Sul, porque nós queremos fazer um processo de integração com rodovias, ferrovias, telecomunicações, energia, para que a gente possa ser um continente forte e um continente rico.

NOVA ORDEM MUNDIAL

Quando foi feita a primeira reunião do G20, todos os países estavam de acordo de que era preciso discutir uma nova ordem econômica mundial, de que era preciso controlar o sistema financeiro, de que era preciso acabar com os paraísos fiscais, de que era preciso fazer um certo ordenamento na política cambial para que todos os países pudessem ter um certo equilíbrio. Que a gente defendesse a liberdade de um livre comércio de verdade, que a gente mudasse a forma de ser do FMI e do Banco Mundial, com uma nova organização, mais países participando. Tudo isso ainda não aconteceu. O meu ministro estará participando nesses próximos dias da reunião do G20 financeiro e eu estarei no Canadá para discutir a reunião do G20 político. E aí é que nós vamos fazer um balanço, o que aconteceu efetivamente? O Brasil fez a lição de casa. O Brasil praticou o livre comércio. Por isso que a economia brasileira cresceu, porque em vez de fechar a economia, nós abrimos crédito, os bancos públicos brasileiros têm uma importância muito grande, no financiamento de casa, no financiamento de carro, no financiamento de empresa.

COMBATE À FOME E À POBREZA

Eu estou muito orgulhoso porque certamente o Brasil vai cumprir todas as Metas do Milênio determinadas pela ONU. Isso para mim é motivo de orgulho. Segundo, porque o que nós estamos fazendo poderia ter sido feito há 50 anos. Veja uma coisa interessante: em 100 anos a elite brasileira fez apenas 140 escolas técnicas profissionais. Eu em oito anos vou fazer 214. Ou seja, em oito anos eu vou fazer uma vez e meia o que eles fizeram em um século. Nós estamos fazendo 14 universidades novas, nós criamos um programa chamado ProUni que já colocou na universidade este ano 726 mil alunos pobres da periferia, fazendo universidade. Já fizemos 105 extensões universitárias. Portanto o Brasil nunca teve a quantidade de jovens com perspectiva de estudar e se formar como está tendo agora. É por isso que eu acredito que a próxima geração será altamente mais qualificada que a minha geração. E isso me deixa muito feliz porque significa que o Brasil se encontrou com o seu caminho e acho que o povo brasileiro merece o que está acontecendo no País.

LIÇÕES DA POLÍTICA

Aprendi muito com as minhas três derrotas em eleições (presidenciais). E agora aqui no governo eu consegui o meu doutorado. Porque o que eu aprendi aqui no governo vai me permitir poder não só ajudar outras pessoas, mas eu quero viajar o continente africano, a América Latina, os países mais pobres, tentando colocar a nossa experiência, o sucesso da economia brasileira para que outros países sigam um caminho parecido. Porque muitas vezes os dirigentes ficam discutindo que não tem dinheiro, mas o problema não é só dinheiro. O problema é o seguinte: o pouco dinheiro que você tem, como é que você distribui ele de forma justa. Como é que você faz com que esse dinheiro chegue na mão de todos? Quando eu criei o Bolsa Família no Brasil, a elite brasileira dizia que era esmola. Quando veio a crise econômica, quem sustentou o Brasil foi o povo pobre que consumiu mais do que a classe A/B. As classes D e E consumiram mais do que as classes A e B. Ou seja, enquanto os mais ricos se acovardaram, o povo pobre foi ao shopping e segurou a economia brasileira.

VIDA PÓS-PRESIDÊNCIA

Eu não sei o que vou fazer. Uma coisa eu digo para você que eu gostaria de fazer: visitar o Líbano sem ser presidente da República. Para conhecer o Líbano sem o aparato de segurança, conhecer todas as cidades, comer um bom ‘charuto’, um bom kibe, quem sabe eu faça isso? Mas eu pretendo dedicar um pouco do meu aprendizado para ver se presto um serviço à África. É só sonho, por enquanto, não tenho nada construído, mas eu por exemplo sonho em pegar um ônibus num país africano e atravessar a África de ônibus, conversando com as pessoas, e conversando com os governantes. Vamos ver se há condições de fazer. Quando eu terminar o mandato, eu já estarei com 65 anos. E quando a gente vai ficando depois dos 60, cada ano vai diminuindo um pouco o ímpeto da gente em fazer as coisas. A idade vai pesando. Mas eu me considero ainda com muita energia para fazer muita coisa. Eu sou político por natureza, não vou parar de fazer política, a única coisa que eu não quero é ficar dando palpite no governo aqui no Brasil. Quem ganhou vai governar, eu vou cuidar de outras coisas.

Rei morto, rei posto. Não existem exemplos na história de um ex-presidente ficar dando palpite na vida do novo presidente. Não dá certo.

O QUE DIRÁ AO POVO NA DESPEDIDA

Eu diria o seguinte: o meu maior orgulho ao deixar a Presidência da República, ao descer a rampa do Palácio do Planalto, chamar todas as pessoas que estarão lá de companheiros. Tenho consciência de que vou voltar para onde eu saí. Eu tenho consciência de quem são os meus amigos verdadeiros, quem são os meus amigos do mandato – se bem que alguns amigos do mandato se tornaram amigos verdadeiros -, mas eu sei onde está meu mundo. Esse é o maior legado meu. É poder encontrar um companheiro e falar ‘Boa tarde’ ou ‘Boa noite, companheiro’ e ser tratado como companheiro. E eu acho que vou conseguir isso, porque eu não perdi a minha relação com os meus companheiros. (lágrimas nos olhos). É porque sempre uma coisa difícil, eu sei o quanto nós sofremos para chegarmos na Presidência da República, eu sei o quanto nós fomos atacados, eu sei depois o quanto as pessoas mentiram a respeito do nosso governo. Tinha gente que pensava que a gente tinha acabado para a política. E nós vamos chegar ao final do nosso governo com uma performance eu diria inusitada na história política desse País. Isso me dá muito orgulho. Eu, se não fizer mais nada, se eu morresse agora, o povo brasileiro teria aprendido uma lição. Sabe aquela frase do Obama ‘Nós podemos’? Aquela frase é do povo brasileiro: Nós podemos. E quando o povo quer, o povo pode fazer muito mais. Eu sou apenas isso, eu sou a cara do que é possível um cidadão, que acredita na luta, fazer.


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O presidente Lula deve receber, nas próximas horas, do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, dois projetos de lei que tratam do marco regulatório do setor brasileiro de mineração. As diretrizes destes projetos foram divulgadas nesta terça-feira (9/3) na sede do ministério. Segundo o Lobão, um projeto trata da política mineral para o aproveitamento dos recursos minerais e o outro institui o Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM), vinculado à Presidência da República e sob a presidência do titular da pasta de Minas e Energia.

“O CNPM vai promover o aproveitamento racional dos recursos minerais do país e estabelecer as diretrizes para o planejamento do setor, além de estimular investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação na cadeia produtiva nacional”, destacou o ministro.

Para Lobão, o novo marco foi resultado de amplas discussões no âmbito do governo, com contribuições expressivas das entidades representativas do setor mineral brasileiro. “Essas discussões foram sustentadas na larga experiência e vivência cotidiana dos agentes do setor em torno de questões fundamentais da mineração, além de estudos da legislação de vários países”, disse.


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