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Presidenta Dilma Rousseff e o presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, participam da cerimônia de outorga do título de Doutor Honoris Causa ao ex-presidente Lula, em Coimbra, Portugal. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Agenda presidencial A agenda da presidenta Dilma Rousseff desta quarta-feira (30/3) marca a conclusão da visita oficial à Portugal.

No período da manhã, a presidenta participou da cerimônia de concessão do título de Doutor Honoris Causa ao ex-presidente Lula  na Sala dos Capelos da Universidade de Coimbra.

À tarde, a presidenta Dilma Rousseff retorna ao Brasil, com chegada à Base Aérea de Brasília prevista para o início da noite.

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Em Coimbra, Portugal, presidenta Dilma Roussefff e ex-presidente Lula concedem entrevista em que se manifestam sobre morte de José Alencar, observados por Marisa Letícia. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

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Em Coimbra, Portugal, a presidenta Dilma Rousseff lamentou a morte do ex-vice-presidente da República José Alencar. Ao lado do ex-presidente Lula, Dilma Rousseff disse que “foi uma grande honra ter convivido com ele”. José Alencar “é daquela pessoa que vai deixar indelével uma marca na vida de cada um de nós”.

“E, além disso, foi presidente da República, junto com o presidente Lula, por mais de oito meses. Por isso nós oferecemos à família o Palácio do Planalto para ele ser velado, na condição de Chefe de Estado, que ele também foi, de Presidente inesquecível do nosso país. A gente, todos nós, estamos muito emocionados, e era isso que eu queria dizer para vocês.”

Ouça abaixo a íntegra da entrevista ou leia aqui a transcrição da declaração da presidenta Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula, em Coimbra, Portugal.

A presidenta Dilma e o ex-presidente Lula concederam uma entrevista coletiva no hotel onde estão hospedados naquela cidade portuguesa. A presidenta informou que retorna na manhã desta quarta-feira (30/3) para Brasília, desembarcando no início da noite na capital federal.

Na entrevista, o ex-presidente Lula, transtornado com a morte do amigo e parceiro nos dois mandatos, contou um pouco sobre José Alencar: “Olhe, eu penso que nós não temos muito o que falar, porque o momento é de muita dor e muito sofrimento. Ou seja, vocês que acompanharam o mandato nosso, da Dilma como ministra, do Zé Alencar como vice, vocês sabem que a relação nossa era mais do que uma relação de um vice e um presidente, era uma relação de irmãos e companheiros.”

“Eu tenho falado com ele praticamente toda semana, tenho visitado ele, e o otimismo dele era uma coisa que causava na gente até uma inveja de ver a força que ele tinha. Eu, antes de vir para cá, liguei para ele do carro, eu e Marisa, e falei com ele; ele disse que estava bem, que estava em casa e que ele sabia que, do ponto de vista clínico, ele não tinha mais muita expectativa, mas como era um homem de fé, ele tinha esperança que a fé em Deus iria ajudá-lo”, disse Lula.

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Presidenta Dilma Rousseff chega a Coimbra, Portugal, recebida pelo dono do Hotel Quinta da Lagrimas Miguel Judice. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

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Após ser recebida na Base Aérea Figo Maduro, em Lisboa, capital portuguesa, a presidenta Dilma Rousseff seguiu em comboio para Coimbra, onde tem duas visitas programadas para a tarde desta terça-feira (29/3).

Em Coimbra, a presidenta Dilma foi recebida -- segundo imagens vindas de lá -- pelo dono do Hotel Quinta das Lágrimas, Miguel Judice, onde ficará hospedada.

O Blog do Planalto também reproduz dois vídeos produzidos pela equipe de tv da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e uma imagem feita pelo fotógrafo oficial da Presidência da República, Roberto Stuckert Filho, que acompanham a visita da presidenta Dilma àquele país europeu.

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Presidenta Dilma Rousseff desembarca na Base Aérea de Figo Maduro, em Lisboa, para visita oficial a Portugal. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

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A presidenta Dilma Rousseff desembarcou na manhã desta terça-feira (29/3), em Lisboa, para visita oficial de dois dias a Portugal. Às 10h (6h pelo fuso de Brasília), o avião da Força Aérea Brasileira (FAB) fez pouso na Base Aérea de Figo Maduro.

Em seguida, a presidenta Dilma e demais integrantes de sua comitiva seguiram em comboio para Coimbra. Lá estão previstas atividades no início da tarde, como a visita à Universidade de Coimbra.

Às 16h30 (12h30 hora oficial de Brasília), a presidenta visita o Museu Nacional Machado de Castro, concluindo assim, de acordo com agenda oficial, os primeiros compromissos em solo português.

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O porta-voz da Presidência da República, Rodrigo Baena, concedeu briefing nesta sexta-feira (24/3) para tratar de dois temas específicos: a viagem oficial da presidenta Dilma Rousseff, na próxima semana, a Portugal e o telefonema do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, à presidenta Dilma.

Segundo Baena, a presidenta inicia a visita na próxima terça-feira a Portugal. Após desembarcar em Lisboa, a comitiva segue de carro para Coimbra. Nesta cidade portuguesa estão previstas ida à universidade que leva o mesmo nome do lugar.

Na quarta-feira, a presidenta comparece, na Universidade de Coimbra, à cerimônia de concessão do título Doutor Honoris Causa ao ex-presidente Lula. No dia seguinte, Dilma Rousseff cumpre agenda em Lisboa onde estão previstas reuniões com o presidente de Portugal, Cavaco Silva, e o primeiro-ministro, José Sócrates.

“A presidenta Dilma Rousseff participa de jantar no Palácio de Belém e retorna na noite de quinta-feira para o Brasil”, disse o porta-voz.

Sobre o telefonema do presidente Obama, Rodrigo Baena informou que o líder americano havia feito uma ligação para Brasília. Durante a conversa, Obama agradeceu a hospitalidade dispensada a ele e sua família durante estada no Brasil. A presidenta Dilma considerou a visita um marco nas relações entre os dois países e agradeceu “as gentis palavras” ditas por Obama no discurso proferido no Rio.

Segundo o porta-voz, Obama informou que gostaria de retribuir a visita. Dilma Rousseff manifestou interesse em visitar os Estados Unidos, mas os detalhes ainda vão ser acertados entre os dois governos.


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A presidenta Dilma Rousseff, durante entrevista concedida ao escritor e jornalista português Miguel Souza Tavares para a TV SIC, daquele país, fez avaliação da visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ocorrida nos dias 19 e 20 de março. O Blog do Planalto reproduz o trecho da entrevista que tratou do tema e apresenta também o áudio sobre o mesmo assunto.

Ouça abaixo trecho da entrevista concedida a Miguel Souza Tavares.

A seguir transcrição do trecho em que a presidenta Dilma Rousseff faz avaliação da visita do presidente Barack Obama.

Jornalista: Senhora Presidenta, muita gente espera também mudanças na política externa em relação ao governo anterior, nomeadamente, nas relações com os Estados Unidos. Parece-me, deu-me a ideia, que a visita do presidente Obama não correu tão bem do ponto de vista do Brasil como estavam à espera… Por exemplo, ficou melindrada que ele tivesse feito uma declaração de guerra à Líbia em território brasileiro.

Presidenta: Veja bem, em qualquer território, eu prefiro que não haja declarações de guerra. Agora, eu não considero que a visita não foi bem sucedida, depende do que se esperava da visita. O que nós esperávamos era que, nesse início do meu governo e na metade do governo dele, o Brasil e os Estados Unidos reconhecessem que ao estarem localizados no mesmo hemisfério e terem uma relação histórica, têm de reconhecer que é importante articular, estruturar, uma relação entre iguais. O Brasil, hoje, é uma nação que, pela sua própria situação no mundo e pelo que atingiu, tem todas as condições de pleitear, por exemplo, o Conselho de Segurança da ONU. O Brasil e os Estados Unidos têm relações comerciais e de investimento de parte a parte, hoje, que são de absoluto interesse do Brasil e dos Estados Unidos. E parcerias a serem feitas na área de Ciência e Tecnologia, na área educacional, como eu estava dizendo.

Jornalista: Mas as vossas exportações esbarram com as barreiras alfandegárias americanas, não é?

Presidenta: É verdade, e aí, há uma questão que tem de ser muito bem olhada pelas duas partes porque, enquanto diminui a presença nessa relação comercial dos Estados Unidos, uma vez que obviamente eles hoje não são mais o nosso principal parceiro comercial…

Jornalista: … aumenta com a China.

Presidenta: … e sim, é a China, uma das formas de você chegar nos Estados Unidos, ela pode ser mais longa. Você pode exportar para a China e a China exportar para os Estados Unidos, mas, de qualquer jeito, este é o mundo globalizado. Então, quando você escolhe parceiros comerciais, você tem de escolher em uma ótica em que o país tem de olhar o que lhe é melhor, não só do ponto de vista imediato de superação de uma crise, mas do ponto de vista estratégico das suas relações internacionais. Nós somos um país que defende relações multilaterais. Achamos que se justifica o bilateralismo, mas nós não excluímos, nós não temos, hoje, nenhuma preferência por nenhum país. Nós temos uma política de valorização dos nossos parceiros, na medida em que eles nos valorizam.


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Agenda presidencial

A presidenta Dilma Rousseff inicia a sexta-feira (18/2) reunindo-se com o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, no Palácio do Planalto.

Ainda pela manhã, a agenda de trabalho contém audiência ao ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Luís Amado.

À tarde, a presidenta Dilma recebe auxiliares do gabinete para despachos internos.


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O primeiro dia de trabalho da presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto foi dedicado a sete audiências a autoridades internacionais que estiveram na cerimônia de posse, ontem, em Brasília (DF). Após as reuniões bilaterais, o novo ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, repassou aos jornalistas detalhes dos assuntos tratados nos encontros. De acordo com o chanceler brasileiro, o incremento das parcerias entre Brasil e os países representados foi destaque nas conversas.

A primeira da série de reuniões, realizadas no Palácio do Planalto, foi com o Príncipe Felipe de Astúrias. De acordo com Patriota, ele entregou à presidente uma correspondência do rei Juan Carlos. Em seguida, Dilma Rousseff recebeu o presidente do Uruguai, José Mujica, e os dois concordaram em manter as reuniões trimestrais que já vinham sendo realizadas. Segundo Patriota, o Uruguai estuda a possibilidade de adotar o sistema nipo-brasileiro para televisão digital.

O aumento do fluxo comercial entre Brasil e Coreia do Sul norteou a conversa de Dilma com o primeiro-ministro Kim Hwang-Sik. “Na conversa foi manifestado o desejo do equilíbrio do comércio, bem como estabelecer acordo de comércio entre a Coreia e o Mercosul”, declarou Patriota.

Os investimentos de empresas portuguesas no Brasil e os voos regulares da TAP foram os destaques do encontro com o primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates. De acordo com o ministro Patriota, a entrada de Portugal no Conselho de Segurança da ONU, fato ocorrido ontem (1/1), pode ajudar ser bom para o Brasil na instituição.

“Foi abordada a política externa portuguesa e o fato de ter o Brasil como parceiro estratégico”, contou Patriota ao explicar também que na audiência se tratou da economia europeia e a cooperação bilateral.

Em seguida, a presidente Dilma teve reunião com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e depois o primeiro vice-presidente de Cuba, José Ramón Machado Ventura. A série de encontros foi concluída com o ex-primeiro-ministro do Japão Taro Aso. “A presidenta Dilma agradeceu Taro Aso pelo acordo previdenciário firmado com o Japão que beneficia cidadãos brasileiros”, disse Patriota.

O ministro das Relações Exteriores comentou ainda a decisão do ex-presidente Lula de não extraditar o italiano Cesare Battisti, lembrando aos jornalistas que o embaixador da Itália esteve na posse da presidente Dilma.

Patriota deixou o Palácio do Planalto às pressas e seguiu para o Palácio Itamaraty para cerimônia de transmissão de cargo. O chanceler ocupa o posto em substituição a Celso Amorim.


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Presidente Lula recebe o prêmio Personalidade do Ano 2010 da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Seja no campo agrícola ou tecnológico, o Brasil tem um amplo leque de oportunidades a oferecer a empresários portugueses, que podem se valer dos históricos laços político, econômico, cultural e linguístico para saírem na frente em relação a investidores de outros países. E ambos os países podem ainda unir forças para explorarem as oportunidades que se apresentam também na África e na América Latina. “Nós não temos tempo a perder”, afirmou o presidente Lula em discurso realizado nesta segunda-feira (22/11) no jantar comemorativo dos 98 anos da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil, realizado na Hípica Paulista, em São Paulo, em que recebeu o Prêmio Especial Personalidade do Ano 2010.

Pouco antes de discursar, o presidente Lula acompanhou uma apresentação da atleta olímpica de hipismo, Luiza Tavares de Almeida, que agradeceu o apoio do governo aos esportistas que representam o País em competições olímpicas mundo afora.

Os avanços da agricultura e da indústria petrolífera brasileira, entre outros, têm que ser olhados na perspectiva dos próximos 20 ou 30 anos, afirmou Lula, para darem a exata noção do amplo campo de oportunidades que as novas tecnologias agrícolas e o Pré-sal oferecem, bem como as áreas de software, infraestrutura e energias renováveis.

Sabemos todos que a intenção de ambos os países é aumentar os investimentos e intercâmbios econômicos e comerciais. Um bom caminho nesse sentido será a realização conjunta de encontros entre empresários e investidores portugueses e brasileiros, especialmente nas áreas de software e infraestrutura.

Ao reafirmar sua convicção “no extraordinário potencial do relacionamento entre os dois países”, o presidente brasileiro disse que tem orgulho de ter incentivado empresas brasileiras e portuguesas a investirem nos respectivos países, porque Brasil e Portugal “podem muito mais do que seu tamanho”. Aproveitou para citar o sucesso de empresas como Petrobras, Embraer, Camargo Correa e Votorantin em terras portuguesas, e que há hoje mais de 600 empresas brasileiras com capitais portugueses.

Aquilo que parecia um obstáculo entre Brasil e Portugal, que eram oito ou 10 mil quilômetros de oceano (na época do Descobrimento), na verdade hoje significa um caminho, uma ponte, uma oportunidade, basta que o Brasil compreenda que ele não tem que ter relação com quem é o maior, ele tem que ter relação com quem é o melhor para nós, e Portugal é um país importante e estratégico para o Brasil manter uma relação importante e a língua é a vantagem comparativa.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente Lula no evento:


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