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Infográfico: Thiago Melo

Hoje é o dia do Cirurgião Dentista, data que homenageia os 220 mil dentistas do País. O presidente Lula pediu ao Blog do Planalto que transmitisse uma saudação especial a todos os profissionais que cuidam da saúde bucal dos brasileiros e brasileiras, especialmente aos cerca de 60 mil profissionais que trabalham no Sistema Único de Saúde (SUS).

Profissionais que tem trabalhado com dedicação para orientar e tratar dos dentes das crianças, para que cresçam mais saudáveis, e dos adultos, para terem o sorriso mais bonito. Esse trabalho, potencializado com a criação da Política Nacional de Saúde Bucal e o programa Brasil Sorridente, em março de 2004, colaborou muito para que mais de 17 milhões de brasileiros criassem o hábito de frequentar o dentista entre 2003 e 2008, o que reduziu de 17,9% para 13,6% a quantidade de pessoas de baixa renda (até dois salários mínimos por família) que nunca tinham sido tratadas, segundo a PNAD.

Para expandir a Política Nacional de Saúde Bucal, no próximo mês estará à disposição da população uma novidade: as ambulâncias que funcionam como consultório odontológico. A meta é chegar ao fim de 2010 com 160 unidades móveis para o atendimento de 5 milhões de pessoas.

Outro motivo de comemoração deste dia é que a profissão de dentista está cada vez mais acessível aos jovens que não tem recursos para frequentar escolas caríssimas. O Ministério da Educação já contabiliza 4.646 bolsas de estudo concedidas pelo ProUni para alunos do curso de odontologia de universidades particulares.

E tem mais novidade: depois do sucesso no Brasil, o programa vai alçar voos mais altos e desembarcar em Moçambique, um dos países mais pobres do continente africano. Os termos do entendimento para desenvolver a saúde bucal, fluoretação e prótese dentária estão fechados e devem ser formalizados na primeira quinzena da novembro durante visita do presidente Lula a Maputo, capital de Moçambique.


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Com a estreia de 12 milhões de brasileiros na internet entre 2008 e 2009, o País se consolida como um dos que mais usa a grande rede mundial de computadores no mundo, tendo mais do que dobrado o total de usuários entre nos últimos cinco anos. De 2005 a 2009, o aumento foi de 112,9% e assim o Brasil passou de 31,9 milhões de internautas para 67,9 milhões. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2009, divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira (8/9).

O maior avanço se deu nas regiões Norte (aumento de 213,9%, de 12% em 2005 para 34,3% em 2009) e Nordeste (aumento de 171,2%, de 11,9% em 2005 para 30,2% em 2009). A região brasileira que mais tem usuários de internet ainda é o Sudeste, hoje com 48,1% (26,2% em 2005).

Houve forte crescimento também no uso de internet por pessoas com 50 anos ou mais – 138% entre 2005 e 2009 – mas o total de pessoas nessa faixa etária que está online no País ainda é baixo, apenas 15,2%. Ainda segundo o PNAD 2009, 71,1% dos jovens entre 15 e 17 anos usam a internet, e 68,7% dos que têm 18 ou 19 anos.

O crescimento da utilização da internet, em particular as faixas etárias de 15 a 17 anos está relacionado com o aumento da disponibilidade da internet nas escolas. O programa Banda Larga nas Escolas deverá contribuir para melhorar ainda mais esse indicador: lançado em 2008, o programa alcançou 73% das escolas públicas no primeiro semestre de 2010 e, quando plenamente implementado, deverá beneficiar cerca de 86% dos alunos matriculados na rede pública de
ensino.

As mulheres avançaram mais que os homens com relação aos acessos, especialmente nas faixas etárias de 30 a 39 anos – 28,2% das mulheres contra 24,8% dos homens; de 40 a 49 anos – 31,9% contra 21,8%; e no grupo de 50 anos ou mais de idade – 46,1% contra 35,5%.

Em relação aos número de microcomputadores, a redução da carga tributária sobre equipamentos de informática de uso pessoal tem influenciado na consistente ampliação do percentual de domicílios com computadores. Em 2009, 35% dos domicílios investigados em todo o país tinham microcomputador, frente a 31,2% em 2008, e 27,4% também tinham acesso à internet contra 23,8% em 2008. A região Sudeste se manteve acima da média nacional, com 43,7%. A região Norte tem 13,2% de seus domicílios com computador e a Nordeste, 14,4%.

A Pnad 2009 investigou 399.387 pessoas em 153.837 domicílios por todo o país a respeito de temas como população, migração, educação, trabalho, família, domicílios e rendimento, tendo setembro como mês de referência.


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A crise econômica mundial de 2009 não interrompeu a queda de desigualdade e o processo de crescimento do Brasil, aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) divulgada nesta quarta-feira (8/9) pelo Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE). Destaque para a evolução da renda real do trabalho na região Nordeste, que cresceu 38,8% de 2004 a 2009, acima da média nacional de 20% no mesmo período. Isso se deve ao maior dinamismo da atividade econômica, às políticas de valorização do salário mínimo e do Bolsa Família, além da estabilidade econômica.

Em comparação a 2008, a PNAD 2009 revela que os 10% mais pobres tiveram ganho real de 5,9%, enquanto que os 10% mais ricos tiveram redução de 11,2% – contribuindo para a redução do índice de Gini de 0,530 em 2008 para 0,524 em 2009. Houve redução na concentração de renda em quase todas as regiões, com a exceção do Norte. Por outro lado, a concentração no Centro-Oeste, que havia aumentado em 2007 e 2008, reduziu-se mais fortemente em 2009.

Os militares e os funcionários públicos continuam recebendo a maior remuneração média do País, seguidos dos empregados com carteira assinada.

A taxa de desocupação em 2009 ficou 1,2% acima de 2008, mas os dados mensais de 2010 para as seis maiores regiões metropolitanas brasileiras indicam que ela já caiu e está no menor patamar desde 2002. Os trabalhadores com carteira assinada cresceram 1,5% em 2009, em relação a 2008, incluindo 483 mil pessoas à rede de benefícios sociais do País. Entre 2004 e 2009, 7,1 milhões de trabalhadores passaram a ter acesso à previdência e seguro-desemprego. Em relação ao trabalho infantil, houve queda de 3,9% se comparado a 2008.

A pesquisa apontou também melhora na educação brasileira, com a taxa de analfabetismo caindo de 10% em 2008 para 9,7% em 2009. Houve aumento da taxa de escolarização em todas as faixas de idade até 17 anos, sendo os maiores crescimentos nas faixas de 4 ou 5 anos (2%) e de 15 a 17 anos (1%), resultado do Projovem e da inclusão da creche e pré-escola e do ensino médio no Fundeb.

A Pnad aponta ainda que o programa Luz para Todos contribuiu para a praticamente universalização do acesso à luz elétrica, chegando a 98,9% dos domicílios brasileiros. A rede de abastecimento de água aumentou de 83,9% de domicílios atendidos em 2008 para 84,4% em 2009, embora na região Nordeste tenha se mantido estável em 78%, abaixo do percentual nacional.

A evolução da cobertura de saneamento básico se manteve praticamente estável, apresentando ligeira queda de 59,3%, em 2008, para 59,1%, em 2009. Desde 2007, cerca de R$ 28,4 bilhões foram disponibilizados para projetos de saneamento com recursos do FGTS, FAT, Orçamento da União e de contrapartida regional, mas boa parte desses investimentos só deverá estar concluída em 2011, em função de dificuldades enfrentadas pelos estados e municípios na implantação dos empreendimentos.

População – A Pnad estimou a população brasileira em 191,8 milhões de habitantes em 2009, sendo 48,7% homens e 51,3% mulheres, e 48,2% brancos, 6,9% de pretos, 44,2% pardos e 0,7% de outras raças. A população brasileira continua envelhecendo como em 2004, embora em menor ritmo, observando-se diminuição do percentual na faixa etária até 24 anos e elevação nas demais faixas, principalmente acima de 60 anos, o que indica um amadurecimento da população.


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O brasileiro gastou 10 vezes mais por serviço internet em banda larga, em 2009, do que moradores de países desenvolvidos. A revelação consta do estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado nesta terça-feira (27/4) em Brasília, que avalia a defasagem brasileira no setor e faz recomendações para massificar esse tipo de serviço.

Leia aqui a íntegra do estudo.

Para ver gráficos da apresentação do estudo, clique aqui.

O estudo “Análise e recomendações para as políticas públicas de massificação de acesso à internet em banda larga” usou dados da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (PNAD) 2008, do IBGE; do Sistema de Coleta de Informações (Sici), da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel); da União Internacional de Telecomunicações (UIT); e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

As recomendações de políticas voltadas para a massificação do acesso em banda larga no País dizem respeito à redução das lacunas de mercado e de acesso; redução da carga tributária e dos custos dos investimentos; e redução da defasagem tecnológica e da lacuna de velocidade de acesso à internet em banda larga.

TELECENTROS

A inclusão digital no Brasil continua ganhando terreno e nesta terça-feira (27/4) o Diário Oficial da União publicou a relação dos 63 projetos de expansão de telecentros selecionados pelo governo federal. Eles fazem parte da primeira fase do Programa Nacional de Apoio à Inclusão Digital e preveem a criação de 6.508 novos telecentros por todo o País, com investimentos de R$ 165 milhões.

“É necessário ampliar e qualificar os telecentros para que cada vez mais brasileiros tenham acesso a esse meio extraordinário de adquirir e difundir conhecimento que é a internet”, afirma Cezar Alvarez, coordenador dos programas de inclusão digital. “Isso é fundamental para o desenvolvimento do nosso povo e do nosso país.”

A seleção das iniciativas que vão receber apoio federal foi feita em conjuntos pelos ministérios da Ciência e Tecnologia, das Comunicações e do Planejamento, que coordenam o programa. Foram escolhidas aquelas que cumpriram procedimentos de inscrição e estão dispostas a implantar e manter ao menos 10 telecentros sob as diretrizes de funcionamento do Programa. Os resultados estão no Sistema Integrado de Apoio a Telecentros – SIATC.


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Suplemento da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domícilios (Pnad), do IBGE, divulgado nesta sexta-feira (11/12), no Rio, diz que de 2005 para 2008 ocorreu um aumento de 75,3% no acesso de brasileiros à internet. O estudo mostra ainda que mais da metade dos brasileiros (53,8%) têm hoje telefone celular para uso pessoal – em 2005 a parcela era de 36,6% – veja mais detalhes aqui.

Os resultados da Pnad indicam que mais jovens acessam a rede mundial de computadores com mais frequência, assim como os mais escolarizados – embora, entre 2005 e 2008, o acesso tenha crescido mais entre aqueles com menos anos de estudo. As diferenças regionais no uso da Internet permanecem, sendo que o percentual de usuários era menor no Norte (27,5%) e Nordeste (25,1%) e maior no Sudeste (40,3%), Centro-Oeste (39,4%) e Sul (38,7%).

O local de onde mais se acessava a internet, segundo a pesquisa, continuava sendo, em 2008, o próprio domicílio, mas em segundo lugar vinham os centros públicos de acesso pago – ou lan houses -, que superaram o local de trabalho (segundo local de acesso em 2005). Também houve mudança no principal motivo que leva as pessoas a usarem a internet: 83,2% acessaram a rede em 2008 principalmente para se comunicar com outras pessoas – em 2005, o principal motivo era educação ou aprendizado, que caiu para o terceiro lugar em 2008.

Em relação à posse de celular, entre 2005 e 2008 diminuiu diferença entre os percentuais de homens e mulheres que tinham o aparelho. As pessoas que tinham celular apresentavam um número médio de anos de estudo superior (9,2) ao das que não tinham (5,2), e o percentual dos que tinham celular crescia conforme aumentava a faixa de rendimento domiciliar per capita.

Nesta sexta-feira (11/12), o presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes, concedeu entrevista ao programa Brasil em Pauta. Na conversa, Pereira comenta o aumento da expectativa de vida da população brasileira e o Censo que será realizado no próximo ano.

Ouça aqui a íntegra do programa:


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O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou nesta quarta-feira (18/11) que o processo de extradição do italiano Cesare Battisti não termina com a decisão dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de aprovarem na tarde desta quarta-feira, por cinco votos a quatro, a extradição do ex-ativista. Segundo Tarso, antes disso é preciso que se conclua outros processos contra o italiano aqui no Brasil. “Temos ainda um longo debate pela frente”, afirmou o ministro ao deixar o gabinete provisório da Presidência da República no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, onde participou de reunião com 21 ministros e o presidente Lula para avaliar os números do Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2008.

Na avaliação do ministro Tarso, o voto do presidente do STF, Gilmar Mendes, vislumbrou a questão de crime político no caso de Battisti. Porém, Tarso afirmou estar surpreso porque o presidente do Supremo separou o assunto no desfecho do voto. “Estou surpreso com esse sentimento dúbio. Porém, a minha argumentação para negar a extradição ficou cristalizada no voto do ministro Gilmar”, manifestou o ministro da Justiça.

Segundo Tarso, agora o processo entra numa outra etapa, ou seja, decidir a quem cabe a palavra final sobre o preso. Se o julgamento termina no STF ou se o caso deve ser levado ao presidente Lula.


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Os temas da coluna desta semana, a influência do Bolsa Família na educação, os cursos técnicos do Senai para menores de 14 anos e a redução de IPI para veículos e eletrodomésticos da linha branca, foram propostos por leitores do Ceará, Amazonas e Goiás.

Ao comentar a influência do Bolsa Família na educação, em resposta ao leitor Lamarck do Vale Oliveira, de Sobral (CE), o presidente Lula lembrou que o programa beneficia 12 milhões de famílias com renda até R$ 140 (por pessoa), com a condição de que os filhos frequentem a escola e tenha acesso à saúde.

Mais bem alimentados e com mais cuidados médicos, 17,1 milhões de crianças e jovens apresentam rendimento escolar muito mais expressivo. De acordo com dados do Cedeplar e IBGE, o índice de frequência escolar dos alunos de 7 a 14 anos atendidos pelo Bolsa Família é 3,6 pontos percentuais superior ao índice dos não beneficiários. A PNAD revela outro dado importante: o índice de adolescentes de 15 a 17 anos fora da escola caiu de 18,8%, em 2007, para 15%, em 2008. Agora, temos mais uma ação educacional no Bolsa Família. É o programa Próximo Passo, que visa abrir 172,5 mil vagas de qualificação profissional nas áreas de Turismo e Construção Civil. Trinta e quatro mil beneficiários já estão em sala de aula.

Clique aqui para ler a íntegra da coluna O Presidente Responde desta semana.

O leitor João Batista de Barros, de Manaus (AM), questionou a extinção dos cursos técnicos do Senai para menores de 14 anos. Lula afirmou que não há qualquer restrição para o ingresso de alunos com menos de 14 anos. O que há, disse o presidente, é a exigência de conclusão do ensino fundamental. Lula lembrou ainda que fez, a exemplo do leitor, curso de torneiro mecânico na entidade, que lhe deu “régua e compasso” na vida. Por isso, afirmou o presidente, dá muito valor ao ensino profissional:

(…) estou construindo 214 escolas técnicas em todo o país, enquanto em mais de 90 anos tinham sido construídas apenas 140. Em relação ao Senai, não há qualquer restrição para o ingresso em cursos técnicos de nível médio de alunos com menos de 14 anos. O que há é a exigência de conclusão do ensino fundamental, o que se dá por volta dessa idade. Tanto não existe impedimento que há alguns alunos matriculados em cursos técnicos com 13 anos. É compreensível a exigência, uma vez que precisamos cumprir as etapas respectivas. Da mesma forma, para se fazer curso superior é preciso concluir o ensino médio. Quando entrei no Senai para fazer o curso de torneiro mecânico, eu tinha exatamente 14 anos – foi a melhor coisa que fiz na vida e no momento certo.

A pergunta do leitor João Carlos, de Goiânia (GO), foi sobre a redução de IPI para veículos e eletrodomésticos da linha branca. Ele reclama da falta de fiscalização para garantir que os preços cobrados dos consumidores reflita essa redução. Lula disse que a desoneração promovida pelo governo não apenas fez os preços caírem como contribuiu também para fazer o País ser o primeiro a sair da crise econômica mundial. Para o presidente, um ou outro comerciante pode não ter reduzido o preço do produto, mas se fez isso, perdeu clientes para concorrentes:

Quem quis embolsar o valor da redução do IPI, acabou no prejuízo. Em plena turbulência, o Brasil foi o quinto país em número de carros vendidos. As vendas, de janeiro a setembro, superaram em 4,21% as do mesmo período do ano passado. Em setembro, as vendas de carros populares bateram o recorde histórico mensal: 309 mil unidades, 15% a mais do que no mesmo mês de 2008. Quanto aos produtos da linha branca, houve crescimento das vendas no varejo de até 30%. Alguns modelos de máquinas de lavar e de geladeiras chegaram a faltar nas lojas. As vendas de computadores devem fechar o segundo trimestre em 2,6 milhões de unidades, número que se equipara ao do primeiro trimestre do ano passado, bem antes da chegada da crise financeira.


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Acabamos de publicar uma nova enquete no Blog do Planalto, para saber a sua opinião sobre a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2008, divulgada semana passada pelo IBGE. Qual o dado da pesquisa que melhor representa o desenvolvimento brasileiro? Participe! A enquete fica na barra à direita.

O resultado da enquete anterior, que perguntava onde deveriam ser investidos prioritariamente os recursos do Pré-sal, foi o seguinte:

  • Total de votos: 6.015
  • Educação – 3.236 votos (53,7%)
  • Combate à pobreza – 1.732 votos (28,79%)
  • Ciência e Tecnologia – 678 votos (11,27%)
  • Meio Ambiente – 289 votos (4,8%)
  • Cultura – 80 votos (1,33%)

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A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2008, divulgada na semana passada pelo IBGE, e o lançamento do Zoneamento Agroecológico da Cana-de-Açúcar na sede da Embrapa, em Brasília, foram os temas centrais do programa Café com o Presidente desta segunda-feira. Lula se disse feliz com a pesquisa do IBGE, que revela avanço nas conquistas sociais do povo brasileiro, mostrando que “o Brasil encontrou, definitivamente, o seu caminho”.

Para o presidente, o mais importante agora é dar continuidade às conquistas:

Ora, depois que vier uma outra pessoa governar este país, se ele continuar fazendo com que haja, ano a ano, um avanço nas conquistas das pessoas, a gente pode concluir que, dentro de mais 10 ou 15 anos, nós estaremos num patamar de desenvolvimento, de conquista social muito mais importante para o povo brasileiro.

Confira aqui a íntegra do programa:

Lula falou também sobre a nova política de zoneamento agroecológico para a cana-de-açúcar plantada no Brasil, que mostra ao mundo que o etanol é uma energia renovável extraordinária, que pode ser exemplo para o mundo. Confira o vídeo:


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Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2008, divulgados hoje pelo IBGE no Rio de Janeiro, revelam que o Brasil reduziu mais uma vez a desigualdade na renda domiciliar e do trabalho da população, no período entre agosto de 2007 e agosto de 2008. Destaque também para os avanços registrados no mercado de trabalho brasileiro em 2008 nas regiões Norte e Nordeste do País.

A PNAD 2008 é o mais amplo e completo levantamento feito no Brasil com dados sobre educação, trabalho, habitação, renda e acesso a bens duráveis e de consumo.

O IBGE apurou que o Índice de Gini da renda do trabalho no Brasil caiu de 0,528 para 0,521 – o menor desde 1981. Já o da renda domiciliar caiu de 0,521 para 0,515. O Índice de Gini mede o grau de desigualdade existente na distribução de indivíduos segundo a renda per capital. Seu valor varia de 0 (quando não há desigualdade, ou a renda de todos os indivíduos tem o mesmo valor) a 1 (quando a desigualdade é máxima, ou um indivíduo detém toda a renda da sociedade e os demais têm renda nula).

Segundo a pesquisa, o rendimento médio do trabalho do brasileiro cresceu 1,7% em 2008, atingindo R$ 1.036, com crescimento em todas as regiões do País – destaque para o Nordeste, que teve um aumento de 5,4%. A redução da desigualdade de renda no Brasil é uma síntese da melhora generalizada dos indicadores sociais no País medidos pela PNAD.

Em 2008, foram criados 2,5 milhões de empregos, 95% com carteira assinada. Pouco mais de 92 milhões de pessoas estavam ocupadas entre agosto de 2007 e agosto de 2008, segundo a PNAD, o que representa uma taxa de ocupação de 57,5% – a maior registrada desde 1996. Esse total é 2,8% maior do que o registrado pelo IBGE no período anterior.

Na área de educação, um dado significativo foi o aumento do número de crianças de 4 e 5 anos na escola, de 70,1% para 72,8%. Já o total de crianças entre 6 e 14 anos que frequentam a escola passou de 97% para 97,5%. Houve um aumento também no número de brasileiros nas universidades – 6,258 milhões, número 3,4% maior do que o período anterior.

A taxa de analfabetos manteve-se praticamente estável, em 10% da população de 15 anos ou mais. A maioria absoluta dos analfabetos no País (92%) tem 25 anos ou mais.

Vale registrar também a melhora das condições de acesso dos domicílios brasileiros a serviços como rede geral de abastecimento de água, rede coletora de esgoto, iluminação elétrica, telefonia e acesso a bens de consumo durável, com destaque para a compra de computadores – 31,2% dos lares pesquisados tinham computador (26,5% no período anterior). Desse total, 76% com conexão à internet.


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