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Fase C da usina termelétrica Candiota III produzirá 350 MW de energia. Foto: Magda Dias/PR

Os cerca de 10 mil habitantes do município de Candiota (RS) aguardam com ansiedade a concretização de um anseio de 20 anos: na próxima sexta-feira (28/1), será oficialmente inaugurada a fase C da Usina Termelétrica de Candiota III, obra que só saiu do papel na época em que a presidenta Dilma Rousseff era secretária de estado de Minas e Energia do Rio Grande do Sul e teve a pedra fundamental lançada enquanto exercia o cargo de ministra de Minas e Energia do governo do ex-presidente Lula, em setembro de 2006.

De lá para cá, o que era um grande objeto de reivindicação da população da região se tornou realidade. Desde o dia 3 de janeiro de 2011, a usina da Eletrobrás, construída com recursos federais, está funcionando em fase de testes. A partir de sexta-feira, a termelétrica passa a funcionar em pleno vapor, produzindo 350 MW de energia elétrica, suficientes para suprir cerca de 15% da necessidade do estado. A energia produzida lá irá abastecer não apenas o município de Candiota, mas diversas outras cidades do Rio Grande do Sul.

Em entrevista ao Blog do Planalto, o prefeito de Canditota, Luiz Carlos Folador, explicou que o empreendimento é a maior obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na região Sul, avaliada em R$ 1,3 bilhão. Antes da fase C, parte da usina termelétrica de Candiota já estava em funcionamento mas, segundo o prefeito, funcionava com a capacidade aquém da prevista. Ele acredita que a partir da inauguração desta terceira etapa, a produção de energia finalmente alcançará o volume previsto no projeto.

Questionado sobre os impactos que a usina teria sobre o meio ambiente, Folador afirmou que Candiota III utiliza dessulfurizadores, uma das mais modernas tecnologias para abatimento de material particulado, visando a menor agressão possível ao meio ambiente. Com isso, os resíduos da produção são neutralizados, não apresentando riscos altos ao meio ambiente e à qualidade do ar.

“As emissões são mínimas. Há um monitoramento pelo Ibama(…) e a usina está atendendo todas as normas internacionais, inclusive com menores emissões do que as exigidas a nível internacional. Ela tem um controle do ar, das chuvas e dos efluentes”, afirmou Folador.

Grande parte da energia produzida em Candiota já tem destino certo: dos 350 MW instalados, 292 MW foram comercializados em um leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em dezembro de 2005. A usina tem capacidade para abastecer uma população de um milhão de pessoas com o perfil do consumidor gaúcho e é o primeiro grande negócio entre os governos do Brasil e da China, que forneceu mão de obra e qualificou trabalhadores brasileiros.

Durante o processo construtivo chegaram a trabalhar mais de 5 mil operários na obra. Para a operação e manutenção da usina são 176 empregados diretos da Eletrobras, todos contratados por concurso público. Além disso, foram criados outros 74 postos de trabalho terceirizados complementares para os setores de vigilância, limpeza, montagem e desmontagem de andaimes, isolamento térmico, entre outros.

“É realização de um sonho de mais de 20 anos, gerando energia, emprego e desenvolvimento para a Metade Sul, para o Rio Grande e para o Brasil”, concluiu o prefeito.

Histórico – A Fase C de Canditota III tem origem em um projeto concebido pelo governo do estado do Rio Grande do Sul no inicio da década de 80, resultado de acordo entre os governos do Brasil e da França para incrementar a produção brasileira de energia elétrica a partir do carvão. O projeto previa a construção de seis unidades geradoras de 335 MW cada.

Em 1981, foram adquiridas partes importantes da primeira unidade, cujos equipamentos e materiais ficaram estocados em depósitos na França por alguns anos. O projeto foi paralisado pelo governo estadual em 1985.

No governo Olívio Dutra, a então secretária de Minas Energia e Comunicações, Dilma Rousseff, viabilizou a transferência dos equipamentos para o governo federal, ocasião em que os mesmos foram trazidos para o Brasil e armazenados em Candiota, recebendo a Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE) da Eletrobras, nesta ocasião, a incumbência de conduzir a implementação da unidade geradora já parcialmente adquirida.

Estudos técnicos desenvolvidos pela Eletrobras, sob a orientação do Ministério de Minas e Energia (MME), mostraram que a viabilidade da implantação da unidade se daria somente num outro formato, como Candiota III (Fase C) do complexo Candiota, e utilizando os equipamentos e materiais já adquiridos. A partir daí, o projeto de construção começou a sair do papel.

Segundo a CGTEE, a construção do empreendimento significou a retomada da utilização do carvão na produção de energia elétrica para atendimento do mercado brasileiro, duplicando o atual consumo deste combustível no estado, e propiciando a geração de empregos e distribuição de renda à Metade Sul do estado do Rio Grande do Sul.


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Selo do programa 7 anos em 7 minutosO debate em favor da promoção da igualdade racial entrou de vez na agenda política brasileira e vem conquistando uma série de avanços para a população negra, melhorando o acesso dela à educação, à saúde, a terras e ao mercado de trabalho. “Todos esses avanços foram conquistados a partir do diálogo entre o governo, o poder legislativo, a sociedade civil organizada e a iniciativa privada”, afirma o ministro Edson Santos, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, que está no décimo sexto programa da série 7 Anos em 7 Minutos que o Blog do Planalto publica neste sábado (27/3).

Quando no futuro enxergamos os negros e negras em condição de igualdade com todos os demais brasileiros, preenchendo o vazio de cor que antes existia em determinados espaços sociais, compreenderemos a grandeza do esforço que hoje fazemos para construir uma sociedade livre e justa.

Edson Santos afirma que a criação de sua secretaria em 2003 pelo presidente Lula mostrou o seu compromisso com a superação das desigualdades no Brasil. De lá pra cá foram criados programas específicos para garantir os direitos da população negra brasileira, tanto nas cidades como no campo, onde comunidades quilombolas começam a ter a atenção necessária para melhorar sua qualidade de vida. O programa Brasil Quilombola, por exemplo, tem promovido a titulação de terras a famílias quilombolas e garantido acesso delas a itens básicos de infraestrutura como energia elétrica e saneamento básico, “além de iniciativas para a geração de emprego e renda”, lembra o ministro.

Edson Santos também destaca a organização das duas conferências nacionais de promoção da igualdade racial (2005 e 2009), que contribuíram para guiar a aplicação de políticas do setor e elaborar o Plano Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.

E para que essas ações se consolidem enquanto políticas permanentes do Estado brasileiro, o governo defende no Congresso Nacional a aprovação do projeto que cria o Estatuto da Igualdade Racial, já aprovado pela Câmara dos Deputados em setembro de 2009.


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