O levantamento nacional sobre uso de drogas por universitários, feito pelo governo federal, revelou que quase metade dos estudantes brasileiros já fez uso de alguma substância ilícita e que 80% dos entrevistados menores de 18 anos afirmaram já ter consumido algum tipo de bebida alcoólica. Os dados, afirmou o ministro durante a entrevista, são preocupantes e exigem ação coordenada dos governos federal, estaduais e municipais, além de toda a sociedade civil organizada.
Ouça a íntegra do programa com o ministro Jorge Felix:
O programa Bom Dia, Ministro desta terça-feira (1/6) contou com a participação da ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, que discutiu dois assuntos que estão hoje na pauta de prioridades do governo federal: o Plano Nacional de Banda Larga e o Plano de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas.
A ministra assegurou que setores que criticam o fato de o governo se valer da estrutura da Telebrás para implantar o serviço o fazem por questões de concorrência neste mercado. Segundo Erenice, as críticas são precipitadas. Conforme destacou, no estudo feito pelo governo ficou evidente que a utilização da estrutura da estatal permitirá que o serviço chegue ao cidadão de forma mais rápida.
O plano foi lançado com horizonte até 2014. O alcance de 40 milhões de novos acessos em banda larga é para cinco anos. Temos meta para 2010 que é alcançar todos as capitais e trabalhar com 100 cidades eleitas para que sejam pilotos.
Ouça aqui a íntegra do programa:
De acordo com a ministra, o governo federal pretende massificar o acesso à internet rápida no país, a preço baixo (R$ 35 por mês) e com velocidade de 512 quilobits por segundo (Kbps). Deste modo, o acesso à banda larga no país deve passar dos atuais 11,9 milhões de domicílios para quase 40 milhões em 2014.
Ja o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas, lançado recentemente, integra as políticas interministeriais com atuação em quatro frentes: prevenção, reinserção social, tratamento aos dependentes e combate ao tráfico em parceria com estados, municípios e sociedade civil. Serão investidos R$ 410 milhões, ainda em 2010, em ações de saúde, assistência social e repressão ao tráfico.
Erenice explicou que o enfrentamento ao consumo de crack se dará “fundamentalmente em duas pontas”. Segundo ela acorrerão “ações de prevenções e a melhoria do sistema de tratamento”do dependente da droga. “Esta é uma droga que o tratamento exige internação. E, na sequência do período hospitalar, tem que haver um acompanhamento do paciente. O processo de recuperação é difícil”, afirmou.
A necessidade de ações preventivas e repressivas, bem como tratamento e ressocialização de viciados em drogas; a contrapartida do governo paraguaio no contrato da usina de Itaipu e a continuidade do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no próximo governo foram os temas abordados por cidadãos e respondidas na coluna semanal O Presidente Responde, publicada nesta terça-feira (25/5) em diversos jornais do País.
O primeiro assunto foi colocado por Jackson Arpíni, 45 anos, presidente do Conselho Municipal de Saúde de Erechim (RS). Segundo ele, “há um crescimento significativo da drogadição, em especial do crack”. Ele pediu a opinião do presidente Lula pois “o momento exige um enfrentamento efetivo, com ações conjugadas dos ministérios afins, governos estaduais, municipais e da própria sociedade para ações de prevenção, repressão, tratamento e ressocialização”.
A resposta do presidente:
Jackson, eu concordo plenamente com você. Tanto que há cerca de 30 dias convoquei uma reunião com as diversas áreas do governo envolvidas com o problema das drogas e cobrei uma integração das várias ações que vinham sendo feitas, para que tivéssemos mais efetividade nesse enfrentamento. O resultado é que, na semana passada, nós lançamos o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas, composto de ações imediatas e estruturantes e que envolve a participação de 10 ministérios e órgãos do governo federal, estados, municípios e sociedade civil. Vamos investir, só este ano, R$ 410 milhões em ações de saúde, assistência e prevenção.
Já Fernando Esbroglio, 60 anos, comerciante de Porto Alegre (RS), indagou o motivo de o governo não ter exigido “uma contrapartida maior do Paraguai na flexibilização unilateral dos termos do contrato de Itaipu?”.
O presidente lembrou ao leitor que o Brasil tem todo interesse em ver os países vizinhos crescerem e se desenvolverem, para assim poder fortalecer o comércio inter-regional.
Diferentemente do que se costuma apregoar, não é preciso que um lado perca para que o outro possa ganhar. Recentemente, definimos os mecanismos para a construção de uma linha de transmissão de Itaipu até a cidade de Villa Hayes, o que permitirá ao Paraguai utilizar a energia que lhe cabe e promover a industrialização do país.
De Brasília (DF), a aposentada Paulina Martins perguntou se o PAC terá prosseguimento no próximo governo. Lula afirmou que, se depender da sua vontade, o próximo presidente “vai conduzir esse bastão”, porque o programa é indispensável ao desenvolvimento do País. “No entanto, tudo o que eu posso garantir é que quem participou da concepção e da execução das obras do PAC, obviamente dará continuidade ao Programa”, respondeu.
(Trecho em vídeo do programa Café com o Presidente, em que Lula comemora os números de abril do Caged, que revelam a criação de 305 mil novos empregos no período. Vídeo: Ricardo Stuckert/PR)
A negociação de um acordo de segurança nuclear com o Irã, os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que revelam que o Brasil criou quase 1 milhão de empregos até 30 de abril deste ano, e o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas foram os temas abordados pelo presidente Lula em seu programa de rádio Café com o Presidente, veiculado nesta segunda-feira (24/5) pela rádio Nacional.
Lula frisou que o Brasil não foi negociar um acordo nuclear com o Irã, mas sim tentar convencer o país asiático a aceitar uma proposta feita pela Turquia e pelo Brasil para sentar à mesa de negociações. “E isso nós conseguimos”, afirmou o presidente, lembrando que o Irã entregará hoje à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) uma carta explicando os termos da negociação feita.
A ONU queria fazer sanções exatamente porque o Irã não queria sentar para negociar. Então, o Irã vai sentar para negociar. Aliás, é extremamente importante porque exatamente hoje será entregue, em Viena, para o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), a carta que o presidente do Irã se comprometeu a entregar. Então, tudo aquilo que foi acordado conosco está começando a ser cumprido agora. Depois da carta, vem as conversas com a Agência, vem o depósito do urânio na Turquia, e depois, aí, o prazo para que o Irã receba, já, o urânio enriquecido. Então, se isso acontecer, é o cumprimento da primeira parte do nosso acordo, e isso está tudo escrito lá. Obviamente que esse plano é a abertura para começar as negociações. Então, eu penso que foi dado um passo importante. Acho que nós precisamos falar mais em paz do que em desavenças, mais em paz do que em guerras. O dia em que nós, dirigentes políticos, compreendermos que existe 1 milhão de razões para a gente falar de paz e não existe nenhuma razão para a gente falar de guerra, a gente vai construir a paz.
Ouça aqui a íntegra do programa:
O presidente Lula comemorou também os dados divulgados pelo Caged, que mostram que o Brasil criou 962 mil novos empregos no País até o dia 30 de abril. Foram 305 mil novos postos de trabalho somente em abril. O País deve fechar o ano de 2010 com 2 milhões de empregos criados, afirmou Lula.
Se o Brasil continuar assim, eu penso que nós daremos um salto de qualidade extraordinária para ser um dos países do mundo com o menor índice de desemprego. Todo mundo perdeu muito, muito posto de trabalho durante a crise, e nós, graças a Deus, aumentamos os postos de trabalho. Por isso eu estou feliz e vamos continuar trabalhando para a economia continuar crescendo, a inflação controlada, porque o Brasil não vai jogar fora as oportunidades do século XXI.
Outro assunto do programa Café com o Presidente desta segunda-feira foi a parceria firmada entre o governo federal e os governos estaduais e as prefeituras para o combate ao crack. Segundo Lula, a idéia é formar especialistas para aprender a lidar com o crack e encontrar soluções para o problema, com recursos da ordem de R$ 410 milhões. Mais do que simplesmente reprimir a venda e o consumo da droga, o plano tem como foco o tratamento dos usuários.
O plano vai envolver treinamento de profissionais na rede pública de saúde e assistência social para atender, sobretudo os usuários e a família. Por isso que é importante trabalhar toda a rede pública municipal, estadual e federal, todas as polícias, para que a gente possa reprimir, mas, ao mesmo tempo, você ter como objetivo principal o tratamento de usuários. Além disso, vamos trabalhar com a reinserção social e ocupacional. Então, é um compromisso novo do governo, que nós vamos trabalhar com muita força para que isso dê certo.
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