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Presidente Lula recebeu o empresário e apresentador Silvio Santos no Palácio do Planalto. Foto: Ricardo Stuckert/PR

A campanha Teleton para arrecadação de recursos para a causa dos deficientes físicos completa 12 anos em 2010 e, para marcar a data, o empresário Silvio Santos, dono do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT, que promove a campanha no Brasil), veio a Brasília convidar o presidente Lula para participar da abertura do programa, que vai ao ar este ano em novembro. Pediu também uma doação de R$ 12 mil -- R$ 1 mil para cada ano da campanha.

“Falei com ele: presidente, o senhor precisa dar R$ 1 mil por ano. Ele ficou de pensar. Disse que gosta da causa. Ele sempre é a favor dos menos protegidos. Como tinham três pessoas lá esperando para audiência (com o presidente), eu saí. São pessoas que só estão lá para falar com ele alguma coisa mais importnate que eu. Tem aquele que foi ministro da Justiça”, disse o empresário, referindo-se ao jurista Márcio Thomaz Bastos.

O Teleton foi criado há 44 anos nos Estados Unidos pelo ator Jerry Lewis, o Teleton está presente em mais de 20 países e visa arrecadar recursos para a causa dos deficientes físicos. No Brasil, o primeiro Teleton ocorreu em 1998 com o objetivo de levantar recursos para o tratamento e reabilitação de pacientes atendidos nas unidades da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD).

Pouco antes do encontro com o presidente, Silvio Santos conversou com o Blog do Planalto. Mostrou em seu laptop o vídeo do encontro que teve em 1989 com Lula, então candidato à presidente. “É uma curiosidade que vou mostrar a ele”, disse.

Silvio Santos lembrou que esteve em Brasília em 1989, quando Fernando Collor de Melo era presidente da República. Depois, retornou à capital federal no governo Itamar Franco. “Estive aqui há 20 anos. Depois, nunca mais. Vim aqui visitar o Lula. Desde que o conheço, sempre foi o Lula”, contou Silvio Santos para em seguida comentar que gostou do salão em que aguardou até o momento da audiência: “Tinham duas esculturas lá e eu tirei fotos.”

Cercado por repórteres, fotógrafos e cinegrafistas que cobrem o dia a dia do Palácio do Planalto, o empresário brincou quando afirmou que era fiel da Igreja Nossa Senhora da Plástica para, em seguida, passar as mãos no rosto e afirmar que se encontra em boa forma física. No trajeto até o carro, Silvio Santos distribuiu simpatia. Não se furtou aos pedidos de fotografias e autógrafos.


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(vídeo institucional da campanha Iguais na Diferença, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos)

O Brasil tem hoje cerca de 24,5 milhões de pessoas com deficiência e, para mostrar a importância de se garantir os direitos dessa parcela da população, o País comemora hoje o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. A data, instituída por lei em 2005, foi escolhida propositadamente no Dia da Árvore e no primeiro dia da primavera como uma representação do nascimento das reivindicações das pessoas com deficiência.

Para marcar esse momento de conscientização, prefeituras, câmaras, sindicatos, universidades, associações assinam hoje o termo de adesão à Campanha Nacional de Acessibilidade, coordenada pelo Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade). O ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vannuchi, participa da cerimônia em São Bernardo do Campo. Mais cedo, pela manhã, o governo do Rio de Janeiro também assinou o termo.

Nós conversamos por telefone com a presidente do Conade, Denise Granja, que está em São Bernardo do Campo (SP). De acordo com ela, o termo de adesão por parte de organismos como Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Ministério Público de São Paulo é uma forma dessas instituições mostrarem compromisso com a campanha.

Ouça aqui a entrevista:

Em agosto deste ano, o Ministério do Trabalho e Emprego divulgou dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS 2008). Segundo o relatório, 323 mil pessoas com deficiência estão incluídas no mercado de trabalho brasileiro. Os deficientes físicos representam 55,24% dos contratados, seguidos pelos deficientes auditivos (24,65%), visuais (3,86%), mentais (3,37% e os portadores de deficiências múltiplas (1,09%). A inclusão de pessoas com deficiência está prevista na Lei 8.231, criada para garantir uma oportunidade de emprego para trabalhadores neste perfil.


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