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A Secom divulgou nota hoje (ver aqui) mostrando que, ao contrário do que foi publicado na edição de hoje da Folha de S. Paulo, as pesquisas contratadas no ano passado e divulgadas em 25 de fevereiro no site da Secretaria (ver aqui) são para avaliar o conhecimento e a comunicação de mais de 30 políticas públicas ou programas. Tais como: “Bolsa Família, Samu, Farmácia Popular, Ensino Técnico, PAC, Pronaf, Luz para Todos, Reuni, PDE, salário mínimo, Projovem, Olimpíadas, Rede Pública de Saúde, Proinfo, Habitação, aumento do piso previdenciário, Pré-sal, Gripe A H1N1, preservação do meio ambiente, desmatamento na Amazônia, Olimpíadas 2016, Copa do Mundo 2014, dentre outras que podem ser observadas nos relatórios de pesquisa”.

Como é possível verificar, a grande maioria desses programas não é associada à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. A repórter pinçou algumas pesquisas qualitativas de avaliação de campanhas publicitárias, como do PAC e do Minha Casa Minha Vida, para tirar a absurda conclusão de que tais levantamentos contribuem “para a tática de Dilma”.
Os roteiros dessas pesquisas também estão publicados no site da Secom. A simples leitura desses roteiros mostra que o objetivo dessas pesquisas é conhecer a percepção dos entrevistados sobre as campanhas de divulgação, a lembrança que se tem delas e a avaliação das peças publicitárias. O objetivo dessas avaliações, que são feitas por grandes anunciantes dos setores público e privado, é fazer os devidos ajustes para comunicar melhor as mensagens nas campanhas publicitárias seguintes.

Já no relatório de análise dos grupos de discussão pode-se verificar que a avaliação positiva da campanha do PAC é majoritária, ao contrário do que tenta induzir a Folha ao mencionar apenas a frase de um participante que sugere um viés eleitoreiro. Duas páginas antes da frase pinçada para referendar a tese do jornal há uma pessoa da mesma cidade (Recife) e mesma classe social (A/B), que compreende o PAC de forma diferente, o que a Folha sonega ao seu leitor:

Existe um programa, o PAC, que é a aceleração do crescimento com investimento no saneamento, habitação e estradas (Classe A/B – Recife).

Não precisaria muito esforço para conseguir outras frases de contraponto à reproduzida na Folha. Elas estão espalhadas por todo o relatório. Aqui estão alguns exemplos:

1) O comercial deixa claro o PAC. Programa de aceleração do crescimento. (Classe A/B – São Paulo).

2) Que o Governo Federal está investindo em obras (Classe C/D – Brasília).

3) O governo está buscando saídas. (Classe C/D – Goiania).

4) O governo vai gerenciar os recursos para que o programa dê certo (Classe C/D – São Paulo).

5) O governo está melhorando a vida das pessoas (Classe C/D – Brasília).

6) Firmeza do governo, trabalhando pelo povo (Classe C/D – Recife).

7) Uma diferença do governo Lula para os outros anteriores: é que alguma coisa a gente vê, nos outros a gente não via (Classe A/B – Fortaleza).

8) Vai gerar mais empregos. Está mudando a infra–estrutura. (Classe C/D – Brasília).

9) Geração de empregos, desenvolvimento do país (Classe A/B – Belém).

10) Acredito na propaganda. Acredito no Lula (Classe C/D – Recife).

11) Nós já estamos vendo as obras, as coisas acontecendo (Classe C/D – Recife).


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A Secretaria de Comunicação Integrada da Secom está divulgando nesta quinta-feira (25/2) os relatórios de análise das pesquisas quantitativas e qualitativas das campanhas de comunicação, realizadas durante o ano de 2009.

Os documentos estão publicados no site da Secom – ver aqui.

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República realiza esses levantamentos para orientar suas ações de comunicação, por meio da avaliação das campanhas publicitárias junto a seus públicos e da percepção geral da população das políticas públicas e dos programas e ações do governo federal.


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