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Café com a presidenta

O financiamento para a produção de alimentos e a eleição José Graziano da Silva para o cargo de diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) dominaram o programa Café com a Presidenta desta segunda-feira (27/6). Na entrevista semanal, transmitida em rede de rádio para todo o país, a presidenta Dilma Rousseff destacou o fato de que “o Brasil se orgulha de ser uma grande potência produtora de alimentos”. “Somos os maiores produtores exportadores do mundo: de suco de laranja, de carne, de açúcar, de café. E vamos manter essa posição e avançar um pouco mais”, destacou.

“Mas o importante é colocar isso tudo à disposição das pessoas. Acima de tudo, Luciano, estamos garantindo alimentação de qualidade para os brasileiros e para quem compra nossos produtos no exterior.”

Ouça abaixo a íntegra do programa ou leia aqui a transcrição.

A presidenta Dilma iniciou a entrevista explicando que o governo destinará R$ 107 bilhões para o financiamento da safra 2011/2012 que se inicia no próximo mês. Segundo explicou, o recurso permitirá aos produtores “investir, comprar sementes, preparar a terra, comprar novas máquinas e financiar a comercialização da produção do próximo ano”. Para nós, prosseguiu, é importante que os agricultores tenham condições de aumentar a produção e ter mais renda.

Dilma Rosuseff disse que assim sendo, “os benefícios voltam para o povo brasileiro em forma de alimento, de mais emprego e de lucro para o próprio país, com as exportações”. E tem mais, continuou, quando produzimos mais alimentos, os preços para o consumidor tendem a cair. Ou seja, todo mundo ganha. A presidenta afirmou que, deste modo, o Brasil se mantém como um dos maiores produtores de alimentos do mundo.

“Exatamente, Luciano [Luciano Seixas, apresentador do programa]. A safra que está se encerrando já é recorde, com uma produção de quase 162 milhões de toneladas – é muita coisa, Luciano. Com esse plano, esperamos alcançar um novo recorde de produção no próximo ano. Em termos de alimentos, o Brasil se orgulha de ser uma grande potência produtora de alimentos, somos os maiores produtores exportadores do mundo: de suco de laranja, de carne, de açúcar, de café. E vamos manter essa posição e avançar um pouco mais. Mas o importante é colocar isso tudo à disposição das pessoas. Acima de tudo, Luciano, estamos garantindo alimentação de qualidade para os brasileiros e para quem compra nossos produtos no exterior.”

Se por um lado o governo libera crédito para o grande produtor rural, por outro, há um plano que tem por objetivo atender agricultores de pequeno e médio portes. Segundo contou, estes produtores precisam receber tratamento diferenciado por parte do governo federal. “E essa parcela, Luciano, precisa ser tratada de forma diferente”, afirmou.

“Por isso, nós estamos aprimorando as ações para o médio produtor, que vai ter mais crédito e melhores condições de financiamento pelo Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor. Vão ser mais de R$ 8 bilhões. E também ampliamos o limite da renda para que um agricultor possa participar. Assim, mais produtores vão poder pegar empréstimos com juros mais baixos.”

Uma das novidades, segundo contou, no ‘Plano Safra’ 2011/2012, será a ampliação do crédito para os pecuaristas. “O Brasil é um grande produtor exportador de carne”, iniciou a explicação. Esse setor, disse a presidenta, cresceu nos últimos anos, mas poderia ter crescido muito mais e melhor. Por isso, vamos abrir linhas de crédito e dar financiamento de até R$ 750 mil para que o pecuarista compre vacas e touros para melhorar o seu rebanho.

“Vai ter também crédito para a recuperação de pastagens. Com isso, vamos diminuir o desmatamento. Tem muita terra boa que pode ser recuperada e produzir mais carne para nós e para o mundo.”

Enquanto segue com a meta de aumento da produção de grãos, o plano para a próxima safra também privilegiará os produtores que contribuam para reduzir os efeitos na mudança do clima por meio do programa ‘Agricultura de Baixo Carbono’. “Esse programa foi criado para ajudar nossos produtores agrícolas a adotar técnicas de produção que contribuam para diminuir os efeitos da mudança do clima. Vamos mostrar que o Brasil sabe combinar preservação ambiental com a produção sustentável de alimentos”, informou.

Dilma Rousseff disse também que o governo prepara o lançamento, na próxima sexta-feira (1º/7), em Francisco Beltrão (PR), do ‘Plano Safra da Agricultura Familiar’. Ela concluiu a entrevista comentando a eleição de Graziano da Silva para diretor-geral da FAO: “Significa o reconhecimento por parte das Nações Unidas da contribuição que o Brasil tem dado para as ações de combate à fome.”

“É muito importante porque, agora, começam as discussões em torno da necessidade de produção de alimentos para as gerações futuras. O governo brasileiro demonstrou, nas suas políticas, que é preciso que o alimento chegue a todos. Demos nossa contribuição. O nosso querido amigo Graziano terá todo o apoio do governo brasileiro para levar essas soluções a FAO, mostrando que é possível compatibilizar o combate à fome, a melhoria de renda dos agricultores e uma produção de alimentos que só cresce em quantidade e produtividade.”


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Agenda presidencial
A presidenta Dilma Rousseff inicia a agenda de trabalho, nesta quinta-feira (16/6), em audiência com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, no Palácio do Planalto.

Ainda pela manhã, no Salão Nobre do Palácio do Planalto, a presidenta Dilma comanda cerimônia de lançamento do programa Minha Casa, Minha Vida 2.

À tarde, a presidenta reúne-se com a ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, e em seguida, com o ministro da Educação, Fernando Haddad.

No início da noite, Dilma Rousseff recebe o secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-monn, no Palácio do Planalto.


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Cerca de 300 mil produtores da agricultura e pecuária serão beneficiados com a criação do Fundo de Catástrofes, sancionado nesta quinta-feira (26/8) pelo presidente Lula. Os recursos, constituídos em parceria público-privada, irão garantir às empresas seguradoras e resseguradoras cobertura suplementar dos riscos de seguro rural em casos de catástrofes climáticas, como secas, geadas intensas ou excesso de chuva.

Para o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, o fundo permitirá que nos próximos dez anos o valor segurado das lavouras seja elevado de R$ 9,6 bilhões para R$ 50 bilhões “Os recursos vão garantir a cobertura de aproximadamente 35 milhões de hectares, o que representa 56% da área cultivada de grãos, frutas, cana-de-açúcar, florestas e hortaliças no País. Atualmente, apenas 10% da área plantada têm cobertura do seguro rural. Além da União, seguradoras, resseguradoras, agroindústrias e cooperativas serão cotistas do fundo”, explicou. Confira:

O governo federal vai aplicar até R$ 4 bilhões por meio de títulos públicos, sendo metade no primeiro ano de execução. A iniciativa atende a uma antiga reivindicação dos setores agropecuário e securitário para proteger as operações de seguro rural, caso as lavouras seguradas sejam afetadas por catástrofes. A partir da instituição do fundo, as empresas de seguro vão contratar as operações, cientes de que suas responsabilidades terão limite determinado para sinistro, a partir do qual o fundo propiciará a cobertura suplementar.

É preciso que o seguro agrícola seja respaldado por um fundo que dê tranquilidade ao produtor, porque o seguro tem um prêmio razoável e, ao mesmo tempo, dá garantia às seguradoras, porque o Fundo de Catástrofes atenderá em um momento de emergência, de desequilíbrio. Isso muda o patamar do seguro agrário no Brasil e deve dar ensejo para que nós continuemos a mudar o programa de garantias ao produtor.


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Agenda presidencial

O presidente Lula inicia a agenda de trabalho, nesta quinta-feira (26/8), recebendo em audiência o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, no Palácio do Planalto. Às 9h30, a ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Erenice Guerra, tem reunião com Lula e, às 10h30, ocorre cerimônia de assinatura do contrato de concessão da Usina Hidrelétrica Belo Monte, empreendimento que será construído no rio Xingu, no Pará.

Ao meio dia, o presidente embarca na Base Aérea de Brasília com destino ao município de Feira de Santana (BA). Nesta cidade, Lula inaugura o Hospital Estadual da Criança (HEC). Às 16h30, ele viaja para Salvador (BA) onde comparece à cerimônia de assinatura de contrato do Corredor para Veículos Leves sobre Pneus (Pró-Transporte-PAC Copa 2014), de contratos do Programa Minha Casa, Minha Vida e de lançamento do edital para duplicação e recuperação da BR-101/BA, no Palácio Rio Branco.


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Presidente Lula durante a inauguração do gasoduto Gasbel II, no município de Queluzito (MG). Foto: Ricardo Stuckert/PR

A inauguração do Gasoduto Rio de Janeiro-Belo Horizonte (Gasbel II) nesta segunda-feira (14/6) é mais um sinal de que o Brasil está no rumo certo e que a Petrobras não tinha que “se contentar” com o gás natural da Bolívia nem em importar navios e equipamentos de fora, como muitos acreditavam há oito anos, afirmou o presidente Lula durante a cerimônia realizada no município de Queluzito (MG). Citando uma matéria do jornal O Globo deste fim de semana, “Petrobras Made in Brasil”, sobre o aumento do índice de participação da indústria nacional nas compras da empresa, Lula afirmou que “estamos provando que ninguém melhor do que nós, que ainda temos muito para aprender e fazer, que quando uma nação, um povo, um presidente, resolve fazer as coisas, elas acontecem”. O presidente disse, todo orgulhoso, que vai fazer um poster da primeira página do jornal e colocá-lo em sua sala.

Ele lembrou ainda da construção do primeiro navio petroleiro no Brasil em 13 anos, o João Cândido, lançado em maio passado no Porto de Suape (PE), que marcou a retomada da indústria naval brasileira. “Esse navio foi feito por brasileiros, homens e mulheres, que cortavam cana no Nordeste brasileiro. Analfabetos, eles foram preparados, formados para construir um extraordinário navio”, explicou Lula.

A inauguração do gasoduto em Minas Gerais pela Petrobras poderá ajudar ainda fazer o Brasil reduzir suas importações de fertilizante e uréia, hoje quase totalmente comprados fora. Isso será um ganho para a região, que é agrícola e leiteira, observou o presidente.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

O gasoduto inaugurado tem 267 quilômetros de extensão e capacidade de transportar 5 milhões de metros cúbicos por dia para Minas Gerais. Segundo a Petrobras, o investimento total na obra foi de R$ 1,28 bilhão, tendo gerado 21,9 mil empregos diretos e indiretos.

A expansão da rede de transporte em Minas Gerais faz parte do projeto da Petrobras de promover o crescimento da indústria de gás natural do Brasil. Nos últimos sete anos, a rede de gasodutos do país foi ampliada e integrada, por meio do Gasoduto da Integração Sudeste-Nordeste (Gasene), inaugurado em março. Em dezembro de 2002, eram  5.607 km. Em dezembro deste ano, alcançará  9.626 km.


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O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Haroldo Cunha, afirmou em discurso por ocasião da cerimônia de lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2010-2011 (ver íntegra do plano aqui), realizado nesta segunda-feira (7/6) na sede da Embrapa, em Brasília, que a expectativa do segmento é que o plano de safra “possa cumprir o papel com o foco na renda” do produtor rural brasileiro. Cunha considerou a proposta apresentada pelo governo como sendo bastante ousado. Em linhas gerais, conforme destacou, houve um aumento de 50% do montante de recursos destinados à agricultura empresarial. Os recursos somam R$ 100 bilhões.

Cunha destacou também o apoio à comercialização como outro fator importante. O presidente da Abrapa deu ênfase ao empenho do governo federal, desde 2002, na questão do algodão. Isso fez com que o Brasil fosse à Organização Mundial do Comércio (OMC) com representação contra os subsídios dado pelos Estados Unidos aos produtores de algodão americanos.


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Para aproveitar o bom momento que o Brasil vive, bem como sua importância no mundo hoje, os produtores agrícolas brasileiros precisam ser cada vez mais profissionais e competitivos, porque conforme a gente vai ganhando importância, aumenta-se a responsabilidade. Só assim poderão disputar de igual para igual os mercados internacionais com produtores americanos e europeus, afirmou o presidente Lula em discurso nesta segunda-feira (7/6) no lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2010/2011, na sede da Embrapa, em Brasília. O plano vai disponibilizar R$ 100 bilhões aos produtores rurais brasileiros para financiar a safra que começa mês que vem.

Lula deu o recado com mais ênfase aos produtores de carne e de etanol, lembrando que quanto mais fortes ficam, mais cobrados serão. Os australianos não estão gostando nada do Brasil ter ficado forte na exportação de carne, frisou o presidente, e os americanos não perderão uma oportunidade de apontar defeitos no produto brasileiro. Por isso, toda atenção é pouca. O mesmo vale para os produtores de etanol. Lula afirmou que toda vez que conversa sobre a produção do etanol com outros governantes, eles perguntam sobre a garantia no suprimento da demanda. “Se não tivermos essa garantia, a gente vai perder a oportunidade”, disse.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

A agricultura brasileira, afirmou Lula, está predestinada a ser o celeiro do mundo e o momento é agora, em que países africanos, sulamericanos e asiáticos começam a crescer e aumentar a demanda por alimentos. “A gente olha no mapa do mundo e onde tem terra para produzir mais? É exatamente no Brasil”, destacou o presidente. Mas para isso o Brasil precisa ser “dono de seu nariz”, afirmou Lula, em áreas como a produção de fertilizantes. Um país que quer ser uma potência agrícola não pode ficar importando 80% do fertilizante usado, criticou. “Quero ver o Brasil autosuficiente na produção de uréia”, disse Lula.

O presidente Lula destacou ainda em seu discurso a compra de terras no Brasil por estrangeiros -- “um problema que temos que começar a discutir, porque uma coisa é comprar uma usina, outra é comprar a terra da usina, a terra da fábrica”, disse, acrescentando que irá discutir o assunto com o ministro Nelson Jobim (Defesa) para não permitir o abuso na compra de terras por estrangeiros.

PLANO SAFRA 2010/2011

Um dos destaques do plano lançado na sede da Embrapa é a criação do programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), que terá R$ 2 bilhões para financiar práticas na lavoura que reduzam a emissão de gases de efeito estufa. Será também concedido adicional de 15% nos financiamentos de custeio aos produtores que adotem sistemas de plantio direto na palha. Também será lançado o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), com R$ 5,65 bilhões voltados exclusivamente para a classe média do campo. Para ampliar a capacidade de armazenamento nas fazendas, os recursos do Programa de Incentivo à Irrigação e à Armazenagem (Moderinfra) dobraram, passando de R$ 500 milhões para R$ 1 bilhão.

Para saber mais sobre o Plano Agrícola e Pecuário 2010/2011, clique aqui.


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A reportagem do jornal O Globo se confundiu na edição de hoje (4/5) ao publicar que a primeira-dama, Marisa Letícia, “usou um avião da Presidência para ir a um encontro da Associação das Mulheres Rurais (Amur) de Uberaba na 1ª ExpoZebu”. Conforme informado ao repórter Jailton Carvalho pelo secretário de Imprensa da Presidência, Nelson Breve, D. Marisa foi a Uberaba representando oficialmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na abertura da 76ª ExpoZebu, inclusive sendo portadora de uma carta dele justificando sua ausência ao presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), José Olavo Borges Mendes (foto abaixo).

Primeira-dama Marisa Letícia entrega carta do presidente Lula ao presidente da Associação Brasileira de Criadores de Zebu, Borges Mendes. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Primeira-dama Marisa Letícia entrega carta do presidente Lula ao presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, José Olavo Borges Mendes, durante a 76ª ExpoZebu, realizada em Uberaba. Foto: Domingos Tadeu/PR

Complementando a informação, foi dito ao repórter do Globo e a outros jornalistas que acompanhavam o evento que ela também participaria de um encontro com lideranças femininas, promovido pela primeira-dama do município, Ângela Mairink, onde estaria acompanhada da ex-ministra Dilma Rousseff, e que almoçaria na Fazenda Mata Velha, onde tradicionalmente o vice-presidente da ABCZ, Jonas Barcelos, oferece uma feijoada no dia de abertura da feira.

O Globo briga com os fatos que confrontam suas teses. Não é uma boa prática de jornalismo. Quem perde com isso são seus leitores, que têm o direito de receber informações corretas, bem apuradas e que reproduzam com fidelidade os fatos que seus sentidos não podem captar e interpretar diretamente.


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Mapa do Brasil com as áreas aptas para o plantio da cana-de-açúcar

Mapa do Brasil com as áreas aptas para o plantio da cana-de-açúcar, segundo o Zoneamento Agroecológico elaborado pela Embrapa. Fonte: Embrapa.

O plantio da cana-de-açúcar ocupa menos de 1% das terras agriculturáveis do Brasil, mas mesmo assim o País é hoje o maior produtor e exportador de açúcar do mundo e o segundo maior produtor de etanol. Para garantir o crescimento constante dessa produção sem agredir o meio ambiente, o governo está lançando nesta quinta-feira o Zoneamento Agroecológico
da Cana-de-Açúcar (ZAE Cana
), amplo estudo feito pela Embrapa.

A partir deste estudo do clima e solo brasileiros -que traz uma série de restrições ambientais, econômicas e sociais-, a orientação do governo é de que o País não utilize mais que 7,5% do seu território para o plantio da cana, como mostra o mapa acima. Um Projeto de Lei será encaminhado ao Congresso Nacional, com regras para a expansão da produção e para a concessão de créditos no setor.

O estudo prevê, por exemplo, o uso de terras de pecuária para a produção de cana-de-açúcar. O ministro Reinhold Stephanes, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), conversou com o Blog do Planalto e explicou como isso funcionaria:

Frente à demanda mundial por biocombustíveis e à potencialidade de liderança do Brasil no setor, a idéia do estudo da Embrapa é disciplinar a produção de cana no País, garantindo um crescimento sustentável, sem agredir o meio ambiente e atendendo ao interesse de todos envolvidos.

Tabela com as áreas aptas para o plantio da cana-de-açúcar, de acordo com o tipo . Fonte: Embrapa

Tabela com as áreas aptas para o plantio da cana-de-açúcar, de acordo com o tipo de uso da terra. Fonte: Embrapa

Do total de terras plantáveis hoje no País, 7,8 milhões de hectares são usados para a produção de cana-de-açúcar. De acordo com o Ministério da Agricultura,  64,7 milhões de hectares poderão ser usados para o plantio da cana sem que isso represente prejuízo ambiental.

Dentre as principais determinações trazidas pelo ZAE estão:

  • Proteção de áreas com vegetação original nativa e proibição do plantio nos biomas Amazônia, Pantanal e na Bacia do Alto Paraguai;
  • Plantio da cana-de-açúcar em áreas onde o uso da água seja o menor possível;
  • Projeto de Lei que orienta o crescimento do plantio com base na segurança alimentar e sem prejudicar a produção de alimentos;
  • Buscar novos espaços para produção de cana aproveitando áreas de pastagens ou aquelas ocupadas pela pecuária.

Outra medida que faz parte do estudo é a proposta de reduzir as queimadas nas áreas de cultivo. De acordo com ela, fica proibido o uso de fogo em  áreas acima de 150 hectares que permitem o uso de máquinas na lavoura. O objetivo é reduzir a emissão de gases que causam o efeito estufa numa quantidade que equivale aos gases liberados por 2,2 milhões de veículos leves.


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