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Presidente Lula participa de homenagem às vítimas do holocausto na Segunda Guerra Mundial em sinagoga no Recife (PE). Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula participa de homenagem às vítimas do holocausto na Segunda Guerra Mundial em sinagoga no Recife (PE). Foto: Ricardo Stuckert/PR

No dia em que as vítimas das atrocidades nazistas na Segunda Guerra Mundial foram homenageadas em cerimônia realizada nesta quarta-feira (27/1) na sinagoga mais antiga das Américas, localizada em Recife (PE), o presidente Lula fez questão de lembrar a tragédia no Haiti e fazer uma veemente defesa da democracia e do respeito aos direitos humanos. Citou também em seu discurso a contribuição do Brasil para encontrar a paz duradoura que tantos almejam para o Oriente Médio.

Lula elogiou a solidariedade brasileira em favor do povo haitiano, que conta com apoio fundamental também da comunidade judaica, por meio por exemplo do Hospital Israelita Albert Einstein, e lembrou com pesar a morte de 20 brasileiros, entre militares e civis, que trabalhavam pela reconstrução do Haiti.

Lula homenageou também a embaixatriz Roseana Aben-Athar Kipman, neta de judeu, que dedicou sua vida aos doentes de hanseníase:

Ao aconchegar crianças feridas e, em muitos momentos, até  mesmo expor sua vida para salvá-las, Roseana expressa o papel que a nossa presença no Haiti tem desde antes do terremoto: compaixão, solidariedade e convicção de que os haitianos podem um dia erguer uma nação que eles mesmos sustentarão.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente em Recife:

O presidente Lula reiteirou que o extermínio em massa promovido pelos nazistas só foi possível porque antes a democracia e o respeito aos direitos humanos também foram progressivamente aniquilados.

Sempre faço questão de reafirmar que a democracia é um bem do qual não podemos abrir mão. Nunca. E nesta ocasião quero também dizer que a democracia política, social e econômica é a nossa principal arma contra a discriminação e a intolerância. O povo brasileiro me deu a honra de governar um país já democrático e tolerante. E chegando ao fim do meu mandato, me orgulho de ter contribuído para o fortalecimento das instituições, para a liberdade de imprensa, para a expansão das políticas públicas a todos os setores e comunidades de nossa sociedade e, especialmente, para a ampliação da participação social.

Lula citou os encontros que teve recentemente no Brasil com os presidentes Shimon Peres, de Israel, e Mahmud Abbas, da Autoridade Palestina, e as conversas mantidas em defesa da paz duradoura no Oriente Médio e sobre os obstáculos que impedem que ela seja obtida. Em março, lembrou, terá novos encontros com ambos, desta vez em seus respectivos países:

E mais uma vez, em nome do povo brasileiro, levarei até lá nossa mensagem de tolerância e de paz. Uma mensagem que é baseada não em uma utopia, mas na realidade de uma nação onde as mais diversas comunidades convivem. Todos nós, governo e sociedade, podemos trabalhar para que se aproxime o dia em que israelenses e palestinos vivam em segurança em seus respectivos Estados. Um dia no qual a paz e o respeito serão os pilares de um novo Oriente Médio, próspero e com justiça social. E no qual todos os conflitos que existem hoje passem a aparecer apenas nos livros de História.

A Terra Santa é uma referência não apenas para as três grandes religiões que ali nasceram, mas para toda Humanidade. E cabe a todos ajudar os povos que ali habitam a encontrarem o caminho que levará a um futuro melhor.


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Presidente Lula homenageia militar morto no Haiti com a Medalha do Pacificador com Palma. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula homenageia militar morto no Haiti com a Medalha do Pacificador com Palma. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Há momentos em que as palavras se tornam frágeis diante da brutalidade dos fatos

Cada um dos militares mortos no Haiti devido ao intenso terremoto que atingiu a ilha na semana passada reafirmou a vocação pacífica e solidária do Brasil durante sua vida e atuou com firmeza e coragem para combater a violência e criminalidade no país caribenho, sabendo conviver harmoniosamente com a população local, afirmou o presidente Lula durante cerimônia em homenagem aos militares realizada nesta quinta-feira (21/1) na Base Aérea de Brasilia.

O soldado brasileiro nunca foi confundido com invasores estrangeiros. Muito pelo contrário: foi a sua mão amiga que criou a confiança mútua entre a Força de Paz das Nações Unidas e os justos anseios da sociedade haitiana.

Ouça a íntegra do discurso:

Para ler, clique aqui.

O presidente Lula deixou a Medalha do Pacificador com Palma em cada um dos caixões dos militares mortos na missão de paz no Haiti, acompanhado do ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o comandante do Exército, general Enzo Peri.

Lula fez questão de agradecer nominalmente cada um dos militares que perderam sua vida no Haiti e cumprimentar seus familiares presentes à cerimônia. O presidente lembrou ainda dos dois civis brasileiros também mortos na tragédia: Zilda Arns, coordenadora da Pastoral da Criança, e o diplomata Luiz Carlos da Costa, vice-chefe da missão de paz da ONU no Haiti.

O sacrifício não será em vão, muito menos a dor das famílias, afirmou Lula. O Brasil está construindo uma trincheira de amizade no Haiti e, desde o terremoto do dia 12 de janeiro, de solidariedade também. “É desta trincheira que nos chegam os corpos dos heróis aqui homenageados”, afirmou, lembrando que eles são motivo de orgulho:

Brasileiros que nos orgulham e nos emocionam porque tombaram na linha de frente da mais nobre e desafiadora tarefa do nosso tempo: efetivar a cooperação internacional para o desenvolvimento. Que é fazer com que a solidariedade – e não mais a exploração – se torne o principal condutor da história dos povos das Américas.


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(Trecho do programa de rádio veiculado nesta segunda-feira em que o presidente Lula fala de sua futura agenda de visita a países do Oriente Médio. Vídeo: Ricardo Stuckert/PR)

Nos últimos 15 dias, o Brasil teve o privilégio de receber os principais líderes do Oriente Médio -- os presidentes Shimon Peres de Israel, Mahmoud Abbas da Autoridade Palestina e Mahmoud Ahmadinejad do Irã, que chegou ao Brasil nesta segunda-feira (23/11). Nas conversas com esses líderes, a mensagem que o presidente Lula tem passado é sempre a do diálogo:

Aquelas pessoas estão cansadas de guerra, estão cansadas de morte, estão cansadas de ataques. Então, é preciso encontrar um jeito. Não adianta alguém ficar pensando que é melhor do que o outro, não adianta ninguém ficar acusando ninguém. É preciso olhar um pouco o passado, mas pensar no futuro, e o futuro tem que ser de paz.

Clique aqui para ouvir a íntegra do programa:

Para ler, clique aqui.

Segundo o presidente, é preciso encontrar um caminho do meio para fazer a paz, envolvendo outros países e negociadores para discutir o assunto. Para Lula, quem deveria estar negociando é a ONU:

É preciso que a gente encontre um ponto de equilíbrio que possa permitir que haja paz no Oriente Médio. Eu acho que quem deveria estar negociando eram as Nações Unidas. A ONU deveria estar negociando, estabelecer com os países qual é o critério, qual é a base para fazer o acordo e fazer o acordo, e viver tranquilo porque o mundo precisa de paz, o Oriente Médio precisa de paz.


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Lula e o Mahmoud Abbas, no Museu da Misericórdia, em Salvador Foto: Ricardo Stuckert/PR

Uma das mais fortes características culturais do Brasil é a mistura, a miscigenação do povo. Historicamente gente dos quatro cantos do mundo convive bem aqui no País. Agora, aproveitando essa qualidade, o Brasil vai ajudar a construir pontes entre os povos do Oriente Médio, derrubando os muros existentes.

Em declaração conjunta nesta sexta-feira (20/11) após encontro com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, no Museu da Misericórdia, em Salvador, Lula defendeu que a paz entre palestinos e israelenses depende da criação de um Estado Palestino forte e sem restrições. Ele está certo de que o entendimento não virá com exclusão e isolamento, como acontece hoje, e afirmou que o Brasil sempre estará ao lado de quem quer dialogar em busca de soluções.

Para Lula, a paz no Oriente Médio interessa a todos, e é uma minoria radical, baseada em dogmas seculares, quem fomenta os desentendimentos entre os povos do Oriente Médio. Não é preciso encontrar soluções mágicas para resolver o conflito. Segundo o presidente brasileiro, o caminho já é conhecido: contra o radicalismo é preciso investir no desenvolvimento da região. Lula lembrou que o Brasil sempre apostou nisso e tem feito esforços para investir mais na região e levar outros países a fazerem o mesmo, lembrando a Cúpula da Cúpula América do Sul-Países Árabes (ASPA), criada em 2005.

Lula reafirmou que o governo brasileiro defende a interrupção imediata de qualquer novo assentamento por parte de Israel no território palestino. Sobre o tema, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, explicou que há uma série de resoluções da ONU que rege essa questão, mas lamentou o desrespeito por parte de Israel. Abbas tratou também para que a facção Hamas assine o acordo proposto pelo Egito.

O presidente Lula também destacou o simbolismo da recepção de Mahmoud Abbas, defensor dos direitos palestinos, acontecer no Dia Nacional da Consciência Negra, que também celebra a tolerância. Lembrou que a relação entre árabes e brasileiros é de longa data, sustentada por vínculos humanos, traços afetivos de cooperação e amizade. Durante o encontro foi assinado acordo de cooperação técnica entre Brasil e Palestina.


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Enquanto o processo de paz no Oriente Médio tiver a liderança apenas dos Estados Unidos não se alcançará o acordo entre os países envolvidos nos constantes conflitos naquela região. A avaliação foi feita pelo presidente Lula nesta sexta-feira (20/11) em entrevista às emissoras de rádio Excelsior AM e Metrópole FM, em Salvador. Para o presidente, é preciso que a ONU participe deste processo de paz. Na sua avaliação, a ONU tem que ter uma posição que contemple o pensamento do ano de 2010 e não ficar com postura de 1940, quando foi criada.

Ouça aqui a íntegra da entrevista:

Na entrevista, Lula falou sobre a liderança do Brasil em movimentos internacionais, destacou as ações do governo para que o País superasse a crise financeira mundial e defendeu a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República. O presidente explicou que o embate com as lideranças sindicais que defendem o fim do fator previdenciário vai ser resolvido por meio de acordo.

Lula disse que ao término do mantado irá atuar em movimentos que visem melhorias aos países daAmérica Latina e do continente africano. O presidente lembrou ainda das obras tocadas pelo governo federal e comentou a disputa para o governo da Bahia em 2010.


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(Íntegra do discurso do presidente Lula no Palácio Itamaraty, por ocasião da visita do presidente de Israel, Shimon Peres, ao Brasil.)

A paz no Oriente Médio e a reconciliação entre israelenses e palestinos só serão alcançadas pelo diálogo e pela negociação, com ambas as partes tendo que fazer concessões difíceis. O recado foi dado pelo presidente Lula nesta quarta-feira (11/11) após encontro com o presidente de Israel, Shimon Peres -- ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 1994.

Lula reafirmou que o Brasil repudia todos os atos de terrorismo, praticados sob qualquer pretexto, por quem quer que seja. “O radicalismo – venha de onde vier – não pode ter direito de veto sobre o entendimento”, afirmou.

Sabemos que são altos os custos para se alcançar uma reconciliação duradoura. Mas certamente israelenses e palestinos não devem temer os sacrifícios da paz.

Para ouvir o discurso do presidente Lula, clique aqui:


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