Depois de ver durante décadas milhares de brasileiros deixarem o País em busca de oportunidades no exterior, o presidente Lula acredita que agora o Brasil está pronto para garantir a esse pessoal tudo a que eles têm direito. Afinal, o País está se desenvolvendo e ampliando oportunidades de emprego, graças aos investimentos em infraestrutura, energia e educação, e isso reabre as portas para o regresso dos brasileiros que estão pelo mundo, disse Lula nesta sexta-feira (3/12) na III Conferência “Brasileiros no Mundo”, realizada no Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro (RJ).
Eu sonho que não está longe o dia em que só estará no exterior o brasileiro que quiser estar no exterior. Mas ele não estará mais fora fugindo daquele tempo tenebroso em que nós passamos vinte anos sem gerar emprego neste país. Muitos de vocês foram embora para adquirir o direito de comer outra vez e nós queremos dizer para vocês que esse país está pronto para garantir o direito de comer a todos os brasileiros aqui dentro do Brasil.
O presidente Lula citou obras as obras das hidrelétricas Jirau, Santo Antônio e Belo Monte – as três maiores em construção no mundo –, as ferrovias Norte-Sul, Leste-Oeste e Transnordestina, além das refinarias do Rio de Janeiro, Maranhão, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte como exemplos de obras que geraram muitos empregos e oportunidades no País. Se levarmos em conta ainda os investimentos do Pré-sal, o Brasil está num patamar superior aos países desenvolvidos quando se fala em emprego e crescimento, disse ele.
Ouça aqui a íntegra do discurso:
O momento de crescimento acelerado do Brasil tende a continuar, afirmou Lula, uma vez que a presidenta eleita, Dilma Rousseff, exerceu papel fundamental na elaboração e condução de programas e políticas públicas que impulsionaram o País – e portanto vai dar continuidade ao projeto. Para ele, se a economia brasileira continuar crescendo nesse ritmo, em muito pouco tempo não faltará lugar para os brasileiros que moram fora e ainda haverá oportunidades para trabalhadores de outros países.
Estou certo de que o Brasil tem pela frente anos excepcionais. O que está acontecendo neste país é uma coisa que eu sonhei muito tempo e que muitos de vocês sonharam. Esse país não pode mais ser governado para 30% da população.
A III Conferência Brasileiros no Mundo teve início ontem (2/3), e tem o objetivo de debater as políticas governamentais para as comunidades brasileiras que vivem fora do país. Durante a cerimônia, houve ainda a posse do Conselho de Representantes de Brasileiros no Exterior.
O presidente Lula cumpre agenda de trabalho, nesta quarta-feira (1/12), em Brasília. Agora pela manhã, participa de cerimônia de entrega de títulos de concessão de direito real de uso às comunidades tradicionais; assinatura do decreto do macrozoneamento econômico-ecológico da Amazônia Legal e anúncio de índices de desmatamento, no Salão Oeste, Palácio do Planalto.
Às 11h30, no Palácio Itamaraty, Lula comparece à solenidade pelo Dia Mundial de Luta contra a Aids/HIV: Homenagem da Organização das Nações Unidas ao Presidente da República. Às 15h, mais uma cerimônia no Salão Oeste do Palácio do Planalto: outorga do Prêmio Nacional de Desenvolvimento Regional – Edição 2010: Homenagem a Celso Furtado.
Já as 17h, Lula recebe em audiência o presidente do Banco do Central, Henrique Meirelles, e 30 minutos depois o ministro das Relações Exteriores,Celso Amorim.
Às 18h30, o presidente comparece à abertura da I Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento de Sistemas Universais de Seguridade Social, Auditório Master do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.
O presidente Lula inicia o dia de trabalho as 9h no gabinete provisório da Presidência da República no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Ele recebe auxiliares para despachos. Ao meio dia, no Palácio Itamaraty, Lula recepciona o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, em visita oficial ao Brasil. Após reunião, o presidente brasileiro oferece almoço à delegação nicaraguense.
Às 15h30, Lula participa de solenidade em comemoração do sesquicentenário do Ministério dos Transportes e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, no Clube do Exército.
Nem os países do norte são tão grandes quando imaginavam, nem os países do sul são tão pequenos. O mapa mundi está mais igual e o Brasil vem conquistando cada vez mais espaço nas decisões globais. Isso cria ciumes em muita gente, mas para os novos diplomatas brasileiros, formandos da turma 2007/2009 do Instituto Rio Branco, deve gerar é muito orgulho, afirmou o presidente Lula nesta terça-feira (20/4) durante cerimônia realizada no Palácio Itamaraty, em Brasília.
O Brasil, afirmou Lula, não é mais coadjuvante nas decisões globais, o País cresceu e ganhou importância no cenário internacional, o que pode ser comprovado pela atuação brasileira em grandes eventos como as reuniões do G8, G20 e COP 15, entre outras. O presidente brasileiro fez questão de elogiar muito o ministro Celso Amorim (Relações Exteriores), “o melhor diplomata em ação que conheço”.
Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:
Lula reafirmou a importância da diversificação da relação do Brasil com outros países e disse que se o País é mais respeitado hoje é porque “está colocando o pé em espaços que outrora não colocava” e porque tem políticas importantes. Aconselhou aos formandos do Itamaraty que mantenham em alta não só a excelência da diplomacia brasileira mais também a sua autoestima perante os negociadores dos países europeus e americanos. “Eles podem ser mais ricos do que a gente, mas a nossa terra é tão importante quanto a deles.”
Para ilustrar o novo comportamento do Brasil no exterior, o presidente Lula contou algumas histórias aos novos diplomatas, como as da reunião do G8 realizada em Evian, na Suíça, em 2003, quando acabara de assumir o cargo no Brasil, e da reunião da ONU em Copenhague (COP 15), em dezembro de 2009, mostrando que o Brasil não precisa e não pode mais baixar a cabeça -- e justamente por adotar essa nova postura, vem sendo mais respeitado no mundo. Lula falou também das críticas que o País sofreu por preferir negociar com seus vizinhos em questões delicadas, como o gás natural da Bolívia ou o pagamento ao Paraguai pela energia de Itaipu, do que impor decisões à força.
“O Brasil precisa ser mais generoso, que estende a mão, que ajuda”, disse Lula. “Temos que tratar melhor os nossos vizinhos. O nosso crescimento tem que servir para eles crescerem também.”
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