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Presidenta Dilma recebe a ministra de Negócios Estrangeiros da França, Michele Alliot-Marie, no Palácio do Planalto. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff recebeu o apoio do presidente da França, Nicolas Sarkozy, para que o Brasil se torne membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Neste mês de fevereiro, o Brasil ocupa a presidência temporária do Conselho. A sinalização foi pela ministra de Negócios Estrangeiros da França, Michèle Alliot-Marie, durante audiência no Palácio do Planalto. A ministra francesa, na oportunidade, entregou uma carta de Sarkozy e destacou que o presidente francês manifestou interesse em avançar a parceria estratégica com o governo brasileiro e manter o mesmo nível de relacionamento que teve com o ex-presidente Lula.

Durante o encontro, a ministra Alliot-Marie explicou que o governo da França vê a importância do Brasil no G20 e relatou a preocupação de seu país em relação as commodities. Mais cedo, a ministra assinou ato para a implementação do projeto de cooperação bilateral em computação de alto desempenho. Pelo Brasil, o ato foi assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. De acordo com documento divulgado pelo Itamaraty, Brasil e França vão elaborar “Programa de Trabalho” para, no prazo de três meses, definirem as diretrizes para implementação.

“O projeto terá por objetivo dotar o Brasil, até o ano de 2014, de infraestrutura de supercomputação de classe mundial, para apoiar a pesquisa científica e a prestação de serviços ao Governo brasileiro e à sociedade brasileira, em distintas aplicações, de caráter transversal – sistema que deverá situar o país entre os trinta maiores no mundo em termos de capacidade de processamento de informações.”

A ministra Michèle Alliot-Marie também esteve com o ministro da Defesa, Nelson Jobim.

Secretário-geral da OEA

Mais cedo, a presidenta Dilma recebeu o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, junto com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota (D). Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Antes da audiência à ministra francesa, a presidenta Dilma Rousseff recebeu o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, no Palácio do Planalto. Durante a conversa, falou-se sobre a situação política na região, com foco em Honduras, país que teve a participação suspensa no organismo internacional. Do governo brasileiro, Insulza foi informado que a única objeção para o reconhecimento daquele país diz respeito ao restabelecimento dos direitos políticos do ex-presidente hondurenho Manuel Zelaya, posição homologada também por outros países que integram a OEA.

A reconstrução do Haiti foi outro tema abordado na audiência, em especial no que diz respeito aos desafios enfrentados neste processo, bem como a questão eleitoral naquele país. Ainda na conversa, houve reconhecimento de que a situação na América do Sul encontra-se muito positiva e a presidenta Dilma, no encontro, reiterou compromisso do Brasil no fortalecimento da OEA.


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Em sua primeira edição organizada fora da Europa, o Fórum Aliança das Civilizações leva para o Rio de Janeiro a oportunidade de aproximar ainda mais os países da América do Sul, afirmou o porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach, em ‘briefing’ concedido nesta quarta-feira (26/5) em Brasília. O 3º Fórum Aliança das Civilizações contará com a participação do presidente Lula e será palco de reuniões bilaterais com os primeiros-ministros José Luiz Zapatero, da Espanha, e José Sócrates, de Portugal.

Entre os assuntos a serem tratados com os dirigentes europeus está a crise econômica enfrentada pelos países europeus:

Além de explicar detalhes sobre o Fórum Aliança das Civilizações, Baumbach respondeu ainda questões sobre a reunião que o presidente Lula terá na quinta-feira (27/5) com o primeiro-ministro da Turquia, Recep Erdogan. O porta-voz afirmou que o Brasil continuará trabalhando para evitar que “as portas se fechem” para as negociações por um acordo em relação ao programa nuclear do Irã. Brasil e Turquia negociaram em Teerã os termos de um acordo para que o Irã possa apresentar garantias à comunidade internacional.

Ouça aqui a íntegra da entrevista concedida por Marcelo Baumbach:

Baumbach informou que o presidente brasileiro encaminhou carta ao presidente dos EUA, Barack Obama, e mensagens aos presidentes Nicolas Sarkozy (França), Dimitri Medvedev (Rússia) e Felipe Calderón (México), além de integrandes da Unasul. “O Brasil pretende continuar no esforço para fomentar o diálogo”, assegurou o porta-voz.


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Viagens internacionais

Comunicado distribuído pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy, nesta terça-feira (18/5), no Instituto de Feiras de Madri (IFEMA), manifesta apoio ao presidente Lula pela obtenção do acordo nuclear com o Irã. Segundo o texto, este foi o tema da reunião bilateral ocorrida durante a VI Cumbre União Européia, América Latina e Caribe.

De acordo com a nota oficial, a França fará gestão junto à Agencia Internacional de Energia Atômica (AIEA) para que concorde com os termos do acordo firmado na última segunda-feira (17/5), em Teerã, durante encontro entre os presidentes Lula e Mahmoud Ahmadinejad (Irã) e o primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan. Ainda no comunicado, Sarkozy diz que a França dará prioridade junto ao Grupo dos Seis países [França, Estados Unidos, Reino Unido, Rússia, Alemanha e China] para discutir o assunto e as implicações que possam equacionar o impasse.

O presidente francês afirma, mais adiante, que vê como sendo positiva a cláusula na qual o Irã entregará 1.200 quilos de urânio à Turquia, com retorno para aquele país do urânio enriquecido a 20%. Essa era uma das questões colocadas na negociação sobre a produção de energia nuclear pelo Irã.

O primeiro passo foi dado, diz Marco Aurélio Garcia.

Em conversa com jornalistas na sala de imprensa da VI Cúpula União Européia, América Latina e Caribe, o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, explicou que o acordo foi muito importante e que a proposta de Sarkozy de levar o tema ao Grupo dos Seis tem por objetivo apenas cumprir uma formalidade.

Garcia acredita que o mais importante foi a relação de confiança firmada entre Brasil, Irã e Turquia. Daqui para frente, segundo avaliou, será verificada a decisão do Irã de enriquecer o urânio. “O mais difícil era chegar a um acordo. Então, o primeiro passo foi dado”, explicou Garcia.

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Presidente Lula recebe os cumprimentos de Zapatero ao chegar para a VI Cumbre UE-ALC. (Fotos: Ricardo Stuckert/PR)

Presidente Lula recebe os cumprimentos de Zapatero ao chegar para a VI Cumbre UE-ALC. (Fotos: Ricardo Stuckert/PR)

Viagens internacionais

O primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodriguez Zapatero, destacou a importância da relação entre a União Européia e a América Latina. Zapatero discursou, nesta terça-feira (18/5), na cerimônia de abertura da VI Cumbre União Européia, América Latina e Caribe, no Instituto de Feiras de Madri (IFEMA). O presidente Lula participa do encontro. Além da conferência, o presidente brasileiro deve se encontrar com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e receber o prêmio Nova Economia.

“Hoje, a América Latina e o Caribe são sócios em temas cruciais da agenda global: crise econômica, o futuro da estabilidade financeira, a luta contra o problema climático e a superação da desigualdades sociais e a pobreza”, destacou Zapatero. Ele – anfitrião da reunião que trouxe a Madri cerca de 60 chefes de Estado e de Governo – defendeu a necessidade de somar esforços para superar as fronteiras do crescimento econômico.

Lula conversa com o presidente da Comissão da União Européia, José Manuel Barroso.

Lula conversa com o presidente da Comissão da União Européia, José Manuel Barroso.

Zapatero deu ênfase também à necessidade de concetração política em favor da democracia, do Estado de direito, da segurança jurídica, dos direitos humanos e da luta contra as questões do clima.

Na cerimônia de abertura também tiveram pronunciamentos a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, o presidente do Peru, Alan Garcia, e o presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso. A crise financeira e seus efeitos na economia de diversos países marcou os discursos das autoridades que estão participando da reunião em Madri.

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Presidente Lula participou ontem da reunião Mercosul - União Européia. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Presidente Lula participou ontem da reunião Mercosul - União Européia. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Viagens internacionais

A agenda do presidente Lula, nesta terça-feira (18/5), começa com reuniões da VI Cúpula União Européia, América Latina e Caribe, no Instituto de Feiras de Madri (IFEMA). O presidente Lula desembarcou ontem (17/5), em Madri, após uma viagem bem sucedida a Teerã onde mereceu destaque nas principais redes de televisão mundiais. O acordo referente à produção de energia nuclear firmado com o Irã e com apoio da Turquia teve destaque internacional. Ao chegar a Madri, Lula participou da reunião com os chefes de Estado e de Governo que integram a União Européia e o Mercosul. O objetivo é conseguir uma aproximação destes dois blocos econômicos.

Já nesta terça-feira, às 10h, o primeiro compromisso ocorre com a abertura da VI Cúpula UE, América Latina e Caribe com discurso do prineiro ministro espanhol José Luís Rodríguez Zapatero. O encontro transcorre durante todo o dia. Porém, dois eventos estão sendo muito esperando pela comunidade internacional: a reunião com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e a conversa com o primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan. O ministro turco foi fundamental no acordo firmado com o Irã sobre energia nuclear.

À noite, Lula recebe o prêmio “Nova Economia”, em evento no Palácio de Congressos, com a participação de diversas autoridades da Espanha. No dia seguinte, Lula estará no seminário promovido pelos jornais El País e Valor Econômico que tem por objetivo avaliar os investimentos das empresas espanholas no Brasil.

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Café com o presidente

O acordo sobre a produção de energia nuclear do Irã mereceu espaço no programa “Café com o Presidente” desta segunda-feira (17/5). O presidente Lula classificou a reunião em Teerã (Irã) concluída na madrugada desta segunda-feira (17/5) como sendo extremamente importante e destacou a atuação da diplomacia do Brasil, do Irã e da Turquia, para acertar os detalhes sobre o tema. O presidente Lula afirmou também que “há um milhão de razões para a gente ter argumento para construir a paz”.

“O Brasil teve um papel importante, sobretudo a afinidade existente entre o ministro Celso Amorim, o ministro da Turquia e o próprio ministro das Relações Exteriores do Irã, e foi uma coisa extraordinária. Eu acho que a diplomacia sai vencedora hoje. Eu acho que foi uma resposta de que é possível, com diálogo, a gente construir a paz, construir desenvolvimento. Mas eu acho que nós precisamos fazer justiça, e acho que até numa homenagem ao ministro Celso Amorim que está aqui do meu lado, porque ontem nós nos reunimos muitas vezes, mas ele ficou reunido até quase 1h da manhã, até concluir o acordo, e assinamos a declaração agora há pouco”, afirmou Lula.

Ouça aqui a íntegra da entrevista

Para ler a transcrição do programa, clique aqui.


Em seguida, o presidente sugeriu que o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, fizesse um detalhamento sobre a questão no programa produzido pela EBC. Amorim explicou que as negociações demandaram meses e tiveram início com a visita do presidente do Irã, Mahomoud Ahmadinejad, fez ao Brasil.

“Nós havíamos percebido que, em função de uma proposta que havia sido feita pela Agência Atômica, que reconhecia o direito iraniano de enriquecer urânio, havia uma possibilidade de acordo. Mas como você bem pode imaginar, são muitos os detalhes. Então, nós tivemos que trabalhar durante muito tempo, enfrentar o ceticismo de muitos países. Mas o que eu queria lhe salientar é que essa declaração entre Turquia, Brasil e Irã contém os elementos principais que são necessários… todos os elementos que são necessários para que haja o acordo de troca de urânio por elementos combustíveis. Naturalmente, esse acordo não vai resolver todas as questões que existem na questão nuclear. Mas ele é o passaporte para que possa haver discussões mais amplas que criem a confiança na comunidade internacional e, ao mesmo tempo, permita o Irã exercer o direito legítimo à energia nuclear para fins pacíficos, inclusive com enriquecimento”, destacou o ministro Amorim.

O ministro acredita que os termos do acordo firmado em Teerã são suficientes para evitar sanções internacionais ao Irã. Amorim contou que o presidente Lula, naquele momento, acabará de conversar com o presidente a França, Nicolas Sarkozy, e que os desdobramentos passaram por contatos com autoridades americanas, russas e chinesas.

“Nós negociamos com a consciência das questões e das preocupações que eles têm. Eu não vejo nenhuma razão, nem a Turquia que, aliás, é um país membro da Otan, portanto, é muito ligado, aliado, aliado militar, até, dos Estados Unidos, então, claro, cada um fará seu julgamento, mas nós não vemos nenhuma razão para que haja continuidade nesse movimento em favor de sanções. Vamos continuar, quer dizer, vamos continuar discutindo e vamos ver o que vem, o que vai acontecer. Sempre achamos que era necessário dar um crédito de confiança à paz e à negociação. Agora nós temos as condições materiais para que esse crédito de confiança exista,” contou.

Depois, o presidente Lula voltou a conversar sobre o tema. Segundo ele, o Brasil sempre acreditou que era possível fazer o acordo e considerou importante a relação de confiança estabelecida entre os países envolvidos no processo.

“Nós temos que acreditar nas pessoas, e eu penso que nós conseguimos um grande intento. Eu, ontem, fiquei muito feliz porque foi uma vitória da diplomacia. Quando os diplomatas se reúnem em torno de uma causa séria e têm o apoio dos seus presidentes, a coisa acontece. Então, meu caro, eu estou embarcando agora, neste momento, para Madrid, vou participar da Cúpula União Europeia-América Latina, depois vou participar da Cimeira Brasil-Portugal e, na quinta-feira de manhã estarei no Brasil”, destacou o presidente no programa.

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Blog do Planalto na COP15Uma reunião extraordinária entre os principais chefes de Estado presentes à 15a. Conferência da ONU sobre Clima (COP 15), em Copenhague, foi convocada para a noite desta quinta-feira (17/12) para tentar salvar o acordo climático que está sendo discutido na capital dinamarquesa. O anúncio foi feito agora há pouco na coletiva de imprensa concedida pelos presidentes Lula e Nicolas Sarkozy (França) no hotel D’Angleterre, em Copenhague.

Os presidentes Lula e Nicolas Sarkozy (França) anunciaram uma reunião extraordinária com líderes mundiais para hoje à noite, após jantar com a rainha Margarete II, da Dinamarca, para fechar um acordo climático em Copenhague. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Os presidentes Lula e Nicolas Sarkozy (França) anunciaram uma reunião extraordinária com líderes mundiais para hoje à noite, após jantar com a rainha Margarete II, da Dinamarca, para fechar um acordo climático em Copenhague. Foto: Ricardo Stuckert/PR

A reunião emergencial será realizada após o jantar de gala oferecido pela rainha da Dinamarca Margarete II no castelo Christiansborg aos líderes mundiais que vieram a Copenhague para a COP 15. O resultado do encontro emergencial após o jantar deverá ser apresentado na assembléia da conferência da ONU de amanhã, sexta-feira (18/12), no Centro de Convenções Bella Center.

Para Lula, esse momento de extrema divergência entre as partes abre caminho para uma decisiva participação dos líderes políticos com o objetivo de se evitar o fracasso da COP 15:

Seria imperdoável para a humanidade que nós jogássemos fora Copenhague. Não importa o que aconteceu até agora; nós queremos tirar proveito de tudo aquilo que já foi produzido de bom e queremos dar um grande sinal ao mundo de que nós seremos capazes de construir uma proposta que atenda aos interesses da humanidade (…) e que proporcionalmente cada país assuma a responsabilidade que lhe é de direito.

Lula está ciente de que talvez não seja possível construir o acordo mais perfeito. Segundo o presidente brasileiro, que está reunido neste momento com a chanceler alemã Angela Merkel no hotel D’Angleterre, o acordo a ser construído na reunião extraordinária de líderes é o possível – dentro da diversidade democrática e da soberania de cada país.

Lula e Sarkozy vão colocar na mesa o documento assinado há um mês em Paris que traz propostas de Brasil e França para a redução de emissões de gases do efeito estufa e também para o financiamento das nações mais pobres para que tenham um desenvolvimento sustentável. Chamado de ‘Bíblia climática’ pelo presidente Lula à época, o documento apresentado em Paris pode servir de base para a discussão de logo mais à noite entre os líderes mundiais presentes a Copenhague.

O presidente Lula afirmou estar confiante e lembrou uma frase do ex-governador de Minas Gerais e ex-ministro das Relações Exteriores, Magalhães Pinto: “Política é como uma nuvem: a gente olha, ela está de um jeito; daqui há pouco a gente olha, ela está totalmente diferente.”


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Após acompanharem o desfile do Dia da Independência na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, os presidentes Lula e Nicolas Sarkozy (França) se reuniram no Palácio do Alvorada e lá fecharam acordos que aproximarão ainda mais os dois países.

Confira aqui a lista dos atos assinados pelos dois presidentes e leia aqui a declaração conjunta relativa à visita da delegação francesa ao Brasil.

Em entrevista coletiva após a reunião no Alvorada, os dois presidentes destacaram a parceria entre Brasil e França, que vai além dos laços comerciais:

O presidente Lula anunciou ainda a decisão de iniciar as negociações com a França para comprar os aviões Rafale, baseada no compromisso francês de transferir a tecnologia aeronáutica ao Brasil e permitir que o País alcance autonomia na construção e até na venda das aeronaves no mercado internacional. O valor dos investimentos ainda não foi definido. O presidente afirmou que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e os negociadores brasileiros discutirão os detalhes da negociação com a comitiva francesa ainda hoje. No vídeo abaixo, Lula fala da parceria com a França e da importância de o Brasil, que é um país de paz, estar preparado para se defender:

As palavras de Lula e Sarkozy durante a entrevista demonstraram que os dois governantes têm o pensamento alinhado com relação à necessidade de um foro mais representativo que o G-8 para discutir temas de importância global. Lula considera uma ilusão imaginar que é possível construir um mundo mais justo sem uma reforma profunda das Nações Unidas:

“Tenho dito que não podemos resolver os problemas de ordem multipolar, no século XXI, com os instrumentos de 60 anos atrás”, afirmou o presidente brasileiro. Para ele, o apoio da França ao pleito brasileiro por um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU é mais do que um voto de confiança no Brasil. “É uma demonstração do compromisso do presidente Sarkozy com a ordem mundial democrática e solidária.”

Para ouvir a íntegra da entrevista coletiva conjunta, clique aqui:

(clique aqui para a transcrição da entrevista)


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O presidente Lula foi hoje no início da noite à Base Aérea de Brasília para receber o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e sua comitiva, que estão no Brasil para participar das comemorações da independência brasileira. Após a recepção eles seguiram para um jantar privado no Palácio do Alvorada, em Brasília.

Presidente Lula recebe o presidente da França, Nicolas Sarkozy na Base Aérea de Brasília (Brasília,DF,06/09/2009) Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula recebe o presidente da França, Nicolas Sarkozy na Base Aérea de Brasília (Brasília,DF,06/09/2009) Foto: Ricardo Stuckert/PR

A delegação francesa vai assistir ao desfile do 7 de setembro que será realizado amanhã a partir das 9h na Esplanada dos Ministérios, ao lado do presidente brasileiro, na Tribuna de Honra. Como este é o Ano da França no Brasil, os franceses também vão participar da apresentação. Entre os militares brasileiros estará a banda da Marinha francesa, o 1° Regimento da Guarda Republicana da França e uma tropa da Legião Estrangeira.

Sarkozy vai ficar no Brasil hoje e amanhã. Além das comemorações, o encontro com Lula constituirá oportunidade para os governantes avaliarem a implementação do Plano de Ação da Parceria Estratégica, adotado em dezembro de 2008 entre Brasil e França, bem como tratar de temas de interesse comum da agenda global.

O presidente francês está acompanhado dos ministros dos Negócios Estrangeiros, Cultura e Comunicação, Defesa, Economia e Comércio Exterior, Imigração, Integração, Identidade Nacional e Desenvolvimento Solidário e Educação Nacional, além do Secretário de Estado de Transportes.


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