Entries tagged with “”.


Viagens internacionaisA inclusão de uma cláusula democrática no Tratado Constitutivo da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) é um dos principais assuntos que os chefes de Estado discutirão na próxima sexta-feira (26/11), em Georgetown, na Guiana, durante a IV Cúpula da Unasul. O presidente Lula será um dos principais defensores da inclusão de um protocolo adicional que funcione como um mecanismo para defender as democracias da América do Sul.

O embaixador Antônio Simões, delegado brasileiro na Unasul, explica que a há um consenso a respeito da necessidade da inclusão de uma cláusula que consolide o compromisso da organização com a defesa dos princípios democráticos. “Se alguma democracia estiver ameaçada, a Unasul vai ter um mecanismo de proteção: esse país vai ser suspenso da organização enquanto a democracia não for restabelecida”, disse.

A Cúpula de Georgetown marca o final da presidência pró-tempore do Equador e o início da presidência da Guiana. Além disso, será discutido o nome de quem sucederá Nestor Kirchner na Secretaria-Geral da Unasul. O ex-presidente da Argentina faleceu no último dia 27 de outubro, deixando vago o cargo de Secretário-Geral da organização.

Na opinião do embaixador, direitos humanos também serão pauta central das conversas entre os presidentes, que avaliarão se a Unasul deve ou não ter o seu conselho de direitos humanos. A iniciativa foi lançada pelo Brasil em junho de 2009, como forma de fortalecer a participação de todos os países da América do Sul em reuniões dedicadas ao diálogo e à cooperação em direitos humanos no plano regional.

Essa discussão existe não porque os países não têm interesse em direitos humanos, porque a maioria dos países da Unasul já discutem direitos humanos no espaço de países Mercosul e países associados. Então a ideia que agente tem é de discutir se precisa realmente de um novo âmbito ou se nós vamos tratar isso dentro do âmbito que existe hoje.

A Cúpula discutirá também medidas de fomento à confiança e segurança, aprovadas pelo Conselho de Defesa da Unasul. “São medidas que levam os países a ver o outros como aliados na averbação da ordem democrática, na preservação da paz, na preservação da segurança interna. São medidas que levam os países a trabalhar mais na área da cooperação”, explica Simões.


1 Comentário

Viagens internacionaisA inclusão de uma cláusula democrática no Tratado Constitutivo da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) é um dos principais assuntos que os chefes de Estado discutirão na próxima sexta-feira (26/11), em Georgetown, na Guiana, durante a IV Cúpula da Unasul. O presidente Lula será um dos principais defensores da inclusão de um protocolo adicional que funcione como um mecanismo para defender as democracias da América do Sul.

O embaixador Antônio Simões, delegado brasileiro na Unasul, explica que a há um consenso a respeito da necessidade da inclusão de uma cláusula que consolide o compromisso da organização com a defesa dos princípios democráticos. “Se alguma democracia estiver ameaçada, a Unasul vai ter um mecanismo de proteção: esse país vai ser suspenso da organização enquanto a democracia não for restabelecida”, disse.

A Cúpula de Georgetown marca o final da presidência pró-tempore do Equador e o início da presidência da Guiana. Além disso, será discutido o nome de quem sucederá Nestor Kirchner na Secretaria-Geral da Unasul. O ex-presidente da Argentina faleceu no último dia 27 de outubro, deixando vago o cargo de Secretário-Geral da organização.

Na opinião do embaixador, direitos humanos também serão pauta central das conversas entre os presidentes, que avaliarão se a Unasul deve ou não ter o seu conselho de direitos humanos. A iniciativa foi lançada pelo Brasil em junho de 2009, como forma de fortalecer a participação de todos os países da América do Sul em reuniões dedicadas ao diálogo e à cooperação em direitos humanos no plano regional.

Essa discussão existe não porque os países não têm interesse em direitos humanos, porque a maioria dos países da Unasul já discutem direitos humanos no espaço de países Mercosul e países associados. Então a ideia que agente tem é de discutir se precisa realmente de um novo âmbito ou se nós vamos tratar isso dentro do âmbito que existe hoje.

A Cúpula discutirá também medidas de fomento à confiança e segurança, aprovadas pelo Conselho de Defesa da Unasul. “São medidas que levam os países a ver o outros como aliados na averbação da ordem democrática, na preservação da paz, na preservação da segurança interna. São medidas que levam os países a trabalhar mais na área da cooperação”, explica Simões.


[4] Comentários

A eleição de Néstor Kirchner como presidente da Argentina permitiu que seu país e o Brasil conseguissem superar muitas das barreiras que criavam dificuldades entre as relações de ambos, acabando com o preconceito diplomático e empresarial, afirmou o presidente Lula após prestigiar o velório de Kirchner em Buenos Aires. O ex-presidente argentino morreu na quarta-feira (27/10) vítima de um ataque cardíaco.

O preconceito, às vezes diplomático, o preconceito empresarial, a preocupação que existia na relação entre Argentina e Brasil deixou de existir na medida em que Brasil e Argentina, através do presidente Kirchner e através da minha presidência, descobriram que não eram adversários, a não se no futebol. Que na economia e na política a gente se completava e que Brasil e Argentina tinham um papel extraordinário na integração da América do Sul e da América Latina.

Ouça a íntegra da declaração do presidente Lula feita ontem em Buenos Aires:

Lula ressaltou ainda que o relacionamento entre os dois países, estreitado no governo de Kirchner, foi um “jogo vitorioso”, que resultou na construção da Unasul, do Conselho de Defesa e do Conselho de Combate ao Narcotráfico e que “a relação Brasil e Argentina é a melhor de todos os tempos”.

O presidente brasileiro afirmou que Néstor Kirchner continua governando com a presidente Cristina Kirchner e com povo argentino e a Argentina continuará trilhando o caminho de desenvolvimento e de recuperação de suas políticas sociais:

Eu dizia à companheira Cristina que um homem morre, mas as ideias permanecem. E eu acho que Kirchner foi uma figura que construiu ideias aqui na Argentina e que o legado mais importante que o Kirchner conseguiu foi recuperar a autoestima do povo argentino, o orgulho do povo argentino, o emprego do povo argentino, coisa que estava há duas décadas e meia praticamente perdida… Eu saio daqui triste porque o Kirchner se foi, mas saio daqui feliz porque senti o povo argentino cumprimentando a Cristina com muito orgulho, com muita força e com muito reconhecimento.

O corpo do ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner será levado a Río Gallegos, na província sulista de Santa Cruz, onde ele nasceu e começou sua carreira política, para ser enterrado. A expectativa é que o enterro ocorra por volta do meio dia – 13h de Brasília – desta sexta-feira (29/10), em uma cerimônia privada da família.


Comente!

O presidente Lula divulgou nesta quarta-feira (27/10) mensagem de pesar pelo falecimento do ex-presidente da Argentina, Néstor Kirchner, que ocupava atualmente o cargo de secretário-geral da União das Nações Sul-Americanas (Unasul). A notícia deixou Lula “consternado”, pois considerava Néstor um aliado e amigo.

Foram notáveis o seu papel na reconstrução econômica, social e política de seu país e seu empenho na luta comum pela integração sul-americana. Os brasileiros se associam à dor de nossos irmãos argentinos neste momento amargo.

O presidente falou sobre a morte de Kirchner ao saber da notícia após evento realizado em Itajaí (SC), onde cumpriu agenda hoje. Ouça:

Leia abaixo a íntegra da mensagem do presidente Lula:

O Governo Brasileiro e eu recebemos consternados a notícia da morte de Néstor Kirchner, Secretário-Geral da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) e ex-Presidente da República Argentina. Sempre tive em Néstor Kirchner um grande aliado e um fraternal amigo. Foram notáveis o seu papel na reconstrução econômica, social e política de seu país e seu empenho na luta comum pela integração sul-americana. Os brasileiros se associam à dor de nossos irmãos argentinos neste momento amargo.

Transmito, em nome de meu governo e do povo brasileiro, à Presidente Cristina Fernandez de Kirchner nosso imenso pesar e solidariedade.

Como expressão dos nossos sentimentos, decreto luto oficial por três dias.

Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República Federativa do Brasil


Comente!

Antes de participar da cerimônia de posse do presidente da Colômbia, Lula teve reunião bilateral com o presidente da Guatemala, Álvaro Colom, num hotel em Bogotá. Foto Ricardo Stuckert/PR

Viagens internacionais

O presidente Lula avaliou como sendo importante o atual momento político vivido na América do Sul. Segundo ele, os países vizinhos estão descobrindo a importância do bom convívio. O presidente brasileiro fez as considerações no contexto dos entendimentos que estão em curso entre a Venezuela, a Colômbia e o Equador. Lula afirmou que a participação do presidente equatoriano, Rafael Correa, e do ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, são indicativos da volta à normalidade na região. Dezessete chefes de Estado ou de Governo estão em Bogotá para a cerimônia de posse do presidente eleito Juan Manuel Santos Calderón.

“A tese que o Brasil tem defendido é que a América do Sul não pode jogar fora o século 21 como se jogou o século 20. Quando nós, ao invés de discurtirmos o desenvolvimento da América do Sul, a parceria entre nós, a unificação de empresas, os investimentos recíprocos, ficamos sempre achando que viria da Europa ou dos Estados Unidos a riqueza que nós precisaríamos para sermos uma grande nação. E agora descobrimos que tudo que vier para nos ajudar é importante. Mas, o mais importante será tudo aquilo que a gente puder construir a partir das nossas possibilidades, da nossa realidade. E eu acredito que tanto a Colômbia quanto a Venezuela têm clareza de que é preciso voltar à normalidade. E eu estou otimista com relação a essa realidade.”

Ouça abaixo a íntegra da entrevista do presidente Lula.


Lula iniciou a entrevista com jornalistas brasileiros explicando que enquanto Álvaro Uribe permaneceu na Presidência da Colômbia manteve o melhor relação com o governante. Tanto é assim que fez questão de comparecer, ontem à noite, ao jantar oferecido por Uribe aos chefes de nações que vieram para a cerimônia de transmissão de cargo na Casa de Nariño – sede do governo local. Neste momento, Uribe transfere o comando da Colômbia para o presidente Santos, em evento que ocorre na Praça Bolívar, na capital colombiana.

“Eu não tenho e nunca tive nenhum problema com o presidente Uribe. A relação entre Colômbia e Brasil sempre foi dentro do mais alto nível de respeito e colaboração. Quem me conhece sabe que jamais, por qualquer desentendimento ou malentendido, a gente viria a ter problema com a Colômbia. É o país que tem um fronteira importante com o Brasil e nós queremos continuar com essa boa amizade de progresso e desenvolvimento com a Colômbia. Por isso fiz questão de vir no jantar do presidente Uribe e vir à posse do presidente Santos.”

Diante da insistência do estabelecimento de paz entre os países sul-americano, Lula explicou que a partir desta data as questões referentes aos dois países passam a ser tratadas pelos presidentes Santos e Hugo Chávez. Neste sentido, o presidente brasileiro explicou que ontem (6/8), manteve uma conversa com Chávez na companhia do secretário-geral da Unasul [União das Nações Sulamericanas], Néstor Kirchner, quando percebeu sinais de que as questões devem ser resolvidas a curto prazo.

“Vai ter um novo governo. Daqui a pouco vai ter uma conversa. Daqui a pouco vem outra. Daqui a pouco todo mundo está ficando bem outra vez. E isso é muito importante para a América do Sul. Para a América Latina. E é sobretudo para a Colômbia e a Venezuela. Todo mundo tem pressa. As pessoas precisam comer todo dia. Trabalhar todo dia. Se desenvolver todo dia. Como tem um novo governo, uma nova equipe econômica, sabe, as pessoas pensam diferente.”

Os jornalistas pediram também que o presidente Lula fizesse uma avaliação do desempenho de alguns candidatos que concorrem à sua sucessão no debate promovido pela Rede Bandeirantes. Em tom de brincadeira, ele afirmou ter ficado triste pelo fato de ser a primeira campanha que não participa como candidato à Presidência da República. Em seguida, destacou que o debate foi marcado pela cordialidade dos postulantes e esclareceu que aquilo que contribui para o melhor desempenho deste ou daquele concorrente é a pergunta feita pelo adversário.

O presidente brasileiro também voltou a ser indagado sobre a manifestação de grupos internacionais para que ele não desista de buscar o sinal do Irã que venha encerrar o processo de punição a Sakineh Mohammadi Ashtiani condenada a morrer por apedrejamento por denúncia de adultério. Ele informou que todas as ações que deveriam ser feitas estão em curso, mas aguarda resposta do governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad. Lula disse também que intercedeu em outras ocasiões por cidadãos brasileiros que estão em cárcere ou condenados à morte no exterior. Porém, esclareceu as legislações de cada país devem ser respeitadas.

“Eu estou virando um apelador para qualquer coisa”.

Após a entrevista, Lula seguiu para a cerimônia de posse. Neste sábado, o presidente brasileiro recebeu em reunião bilateral o presidente da Guatemala, Álvaro Colom.

Bandeira da Colômbia Clique na bandeira para ver todos os posts da viagem à Colômbia.

[14] Comentários

Foto oficial da reunião de chefes de Estado e de Governo da Unasul, realizada em Buenos Aires (Argentina). Foto: Ricardo Stuckert/PR

Foto oficial da reunião de chefes de Estado e de Governo da Unasul, realizada em Buenos Aires (Argentina). Foto: Ricardo Stuckert/PR

A eleição do ex-presidente da Argentina, Nestor Kirchner, nesta terça-feira (4/5) em Buenos Aires (Argentina), como secretário-geral da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) foi muito elogiada pelo presidente Lula durante reunião do conselho de Chefes de Estado e de Governo da instituição. A escolha de Kirchner, afirmou o presidente brasileiro, representa a consolidação de mais uma etapa do fortalecimento da Unasul e por isso contou com o voto do Brasil.

O Kirchner tem experiência, conhece o continente, conhece as dificuldades políticas, ideológicas que temos aqui no continente, conhece as diferenças e, portanto, eu acho que ele está cem por cento apto para ser um extraordinário secretário-geral da Unasul. Portanto, eu abro esta reunião, declarando o voto do Brasil ao companheiro Kirchner.

Lula também elogiou o presidente do Equador, Rafael Correa, pela capacidade de articulação que ele demonstrou durante sua gestão como presidente pro tempore da Unasul, principalmente em relação a temas ligados à solidariedade ao Haiti e na discussão da crise econômica.

O trabalho que você fez foi a demonstração de que a integração da América Latina e da América do Sul não é uma coisa pequena ou uma coisa de alguns teóricos. Acho que nós descobrimos que somente a nossa organização é que pode garantir um novo rumo para a América do Sul e para a América Latina.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente Lula na abertura da reunião da Unasul em Buenos Aires:

Para ler a transcrição do discurso, clique aqui.


Comente!