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A entrada do tablet no Programa de Inclusão Digital permitirá que o equipamento tenha redução de 31% nos impostos que incidem sobre o produto. A previsão é do ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta segunda-feira (23/5), em entrevista para comentar Medida Provisória nº 534 publicada no Diário Oficial da União. Mantega explicou que isso ocorrerá a partir da desoneração de IPI, PIS/Cofins e imposto de importação. “Com isso, o custo do tablet do Brasil fica igual ao custo do feito lá fora”, disse no site do ministério.

A MP altera o artigo 28 da lei número 11.196, de 21 de novembro de 2005, que, entre outros assuntos, prevê benefícios para computadores e notebooks. Para o ministro, de acordo com a assessoria, a desoneração tornará o Brasil mais atraente para a fabricação desses aparelhos.

“Como temos um grande mercado, é conveniente que as empresas se instalem aqui. Então, dessa maneira, vamos incentivar a vinda de empresas ou as empresas que já estão que venham fazer os tablets no Brasil”, afirmou.

De acordo com a MP, entram nessa classificação “máquinas automáticas de processamento de dados, portáteis, sem teclado, que tenham uma unidade central de processamento com entrada e saída de dados por meio de uma tela sensível ao toque de área superior a 140 centímetros quadrados (Tablet PC)”.

A MP determina também que nas notas fiscais emitidas pelo produtor, pelo atacadista e pelo varejista relativas à venda dos produtos deverá constar a expressão “produto fabricado conforme processo produtivo básico”.

Sucessão no FMI – Ao ser abordado por jornalistas sobre o processo de escolha do novo diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Mantega defendeu a ocupação provisória do cargo, até o final do prazo estabelecido no mandato de Dominique Strauss-Kahn, em dezembro de 2012. “Dessa maneira, para a sucessão propriamente dita, teríamos um tempo para conhecer melhor os candidatos”, justificou.

Para o ministro, o prazo estabelecido para a avaliação dos possíveis nomes, 30 de junho, é “apertado” e o ideal seria que esses candidatos tivessem tempo de apresentar propostas e assumir compromissos. Para essa transição, ele defendeu alguém com experiência, como membro do G-20, ministro da economia ou presidente de banco central.

Ele voltou a afirmar que a nacionalidade do escolhido não é importante e sim o mérito. “O importante é ter um bom candidato, cuja nacionalidade possa ser tanto de um país emergente, quanto de um avançado. Queremos superar esse critério de nacionalidade, desde que preencha as condições”, concluiu.


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Ministro Garibaldi Alves Filho (Previdência Social) foi entrevistado do programa Bom Dia Ministro, nesta quita-feira (14/4). Foto: Elza Fiúza/ABr

bom dia, Ministro Com a meta ousada de trazer para a formalidade mais 500 mil trabalhadores, o Brasil deve atingir a marca de 1,5 milhão de empreendedores individuais neste ano. A afirmação foi feita pelo ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, nesta quinta-feira (14/4), em entrevista ao programa ‘Bom Dia Ministro’, transmitido para todo território nacional. Para isso, segundo Garibaldi, o governo vem promovendo a divulgação das vantagens de se enquadrar na categoria, como a alíquota de contribuição da previdência oficial de 5% – que permite ao empreendedor desfrutar de benefícios como aposentadoria e demais auxílios – além da isenção de impostos federais e taxas mais reduzidas de ICMS e ISS.

“Há um entusiasmo muito grande em especial por parte do Sebrae, que cuida da situação dos pequenos e médios empresários. Você precisa saber que desse um milhão [empreendedores individuais] há uma parte muito significativa que passou para outro estágio. São micro e pequenos empresários. Assim vamos aumentando a economia com investimento da parte dos pequenos. É importante lembrar também que atualmente 90% das empresas do país são micro e médias empresas.”

Ouça abaixo a íntegra da entrevista ao programa ‘Bom dia Ministro’.

O ministro contou que durante reunião com a presidenta Dilma Rousseff, ocorrida no Palácio do Planalto, para tratar da formalização do mercado de trabalho, ocorreu o questionamento por parte da presidenta Dilma sobre a taxa de inadimplência à Previdência Social. Ao ser informada que tratava de volume bem significativo, Dilma Rousseff solicitou ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, um estudo para redução da alíquota. Por meio de medida provisória enviada ao Congresso Nacional, a partir de maio, o empreendedor que se enquadrar no programa passará a recolher 5% sobre o salário contribuição, uma reudução de seis pontos percentuais.

Garibaldi foi indagado sobre o fato de que 53% dos aposentados recebem de benefício o equivalente a um salário mínimo. O ministro afirmou que essa valor não seria justo para fazer frente às necessidades do aposentado e explicou que “temos que lutar para que esse quadro seja revertido”. “Não sou hipócrita em achar que esse valor é justo. Ninguém desejaria uma aposentadoria desta”.

O ministro informou também que a greve dos peritos da Previdência Social ocorrida há meses deixou algumas sequelas, mas acredita que a situação se normalizará com a aprovação pelo Congresso Nacional do projeto que prevê a contratação de mais 500 médicos-peritos. Assim, conforme assinalou, o problema precisa ser resolvido urgentemente.

Para melhorar o atendimento ao cidadão, a Previdência Social vem ampliando a quantidade de agências do INSS. A meta é colocar em funcionamento mais 750 postos dentro dos próximos anos. Garibaldi disse que o projeto não terá corte de recursos. Até o momento, 250 unidades estão sendo construídas.

“Uma agência dessas traz benefícios inestimáveis. Além de permitir que a população da cidade recorra a ela, outros municípios vizinhos também desfrutam dos serviços. Desse modo, o contribuinte que teria que viajar para um centro mais distante encontra atendimento mais próximo da residência dele.”

Durante a entrevista, Garibaldi considerou que o fator previdenciário vem sendo motivo de muitas críticas e reconheceu a necessidade de modificá-lo. O ministro também mostrou-se favorável ao projeto que tramita na Câmara dos Deputados sobre a previdência do servidor público e disse que o “déficit” da Previdência Social é provocado por “um gesto de inclusão social” do governo. Ao agradecer a pergunta formulada, Garibaldi explicou que “ao amparar o trabalhador rural” se produz “uma necessidade de financiamento que é o nome charmoso para o déficit”.


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Medida Provisória reduz de 11% para 5% a alíquota de contribuição dos empreendedores individuais para o INSS. Foto: Divulgação/Portal do Empreendedor

Foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (8/4) Medida Provisória que reduz de 11% para 5% a alíquota de contribuição dos microempreendedores individuais para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O texto reduz o percentual de contribuição previdenciária incidente sobre o limite mínimo mensal do salário de contribuição. Com isso, a partir de agora, para ter direito a benefícios como aposentadoria por idade, por invalidez, auxílio doença e salário-maternidade, entre outros, o empreendedor individual deverá participar com 5% do salário de contribuição. Já os profissionais autônomos que não integram o programa a alíquota é de 11%.

Com a medida, que tem força de lei, os microempreendedores individuais da área de comércio e indústria, por exemplo, que contribuíam com R$ 60,95 passarão a contribuir com R$ 28,25. Para os empreendedores individuais da área de serviços, o valor cai de R$ 65,95 para R$ 32,25.

As alterações entram em vigor hoje, produzindo efeitos a partir do dia 1º de maio de 2011.

Linha de crédito - O governo federal estuda ainda a criação de uma linha de crédito específica para os empreendedores individuais, com condições adequadas às necessidades e à realidade produtiva dos seus negócios. A expectativa é que a nova modalidade de crédito seja lançada em aproximadamente 60 dias.

Programa - Criado por meio da Lei Complementar 128/2008, o Programa Empreendedor Individual foi lançado em 1º julho de 2009. No dia 17 de março de 2011 ultrapassou a marca de 1 milhão de novos empreendedores individuais, quando a Receita Federal do Brasil registrou 1.004.764 adesões. A meta é chegar à marca de 1,5 milhão empreendedores até o final de 2011.

Com registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), o empreendedor é enquadrado no Simples Nacional e está isento dos tributos federais (PIS, Cofins, IPI e CSLL).

Para aderir ao programa, o trabalhador deve ter rendimento bruto anual de até R$ 36 mil, não ter sócio ou ser dono de qualquer outra empresa. Pode ter um empregado contratado que receba o salário mínimo ou o piso da categoria.

A inscrição é feita exclusivamente pelo Portal do Empreendedor. Quem não tem computador, pode se cadastrar nos postos do Sebrae ou em parceiros do Empreendedor Individual, como as prefeituras e câmaras municipais.


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A presidenta Dilma Rousseff assinou, na noite desta sexta-feira (25/3), Medida Provisória que reajusta em 4,5% a tabela do Imposto de Renda. A MP será publicada na edição da próxima segunda-feira (28/3) do Diário Oficial da União. Ao mesmo tempo, a decisão da presidenta estabelece a política de aumento da tabela do IR para o período 2011 a 2015. O texto segue para o Congresso Nacional.

Além disso, foram assinados também pela presidenta dois decretos: que aumenta tributação sobre bebidas frias e outro fixando em 6,38% a incidência do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) nas compras feitas com cartões de crédito no exterior. Estas medidas também serão publicadas no DOU da próxima segunda-feira (28/3). Todas as decisões passam a valer a partir da data da publicação do Diário Oficial.


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Presidenta Dilma Rousseff comandou reunião do Conselho Político, no Palácio do Planalto,que contou com participação de lideranças de 17 partidos da base do governo no Congresso Nacional. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Após mais de três horas de reunião sob comando da presidenta Dilma Rousseff, nesta quinta-feira (24/3), lideranças dos 17 partidos que integram a base do governo no Congresso Nacional deixaram o Palácio do Planalto cientes que o Conselho Político será o fórum para debater projetos que serão encaminhados ao Poder Legislativo.

A informação foi transmitida pelo ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Luiz Sérgio, durante entrevista coletiva. O ministro explicou que os parlamentares e os dirigentes dos respectivos partidos foram orientados a encaminhar todas as sugestões ao gabinete da SRI para que sejam debatidas nas próximas reuniões deste conselho.

“O objetivo é que muitos destes projetos possam ser apresentados e debatidos antes de serem enviados para o Congresso”, disse.

Luiz Sérgio reforçou o posicionamento da presidenta Dilma Rousseff, na reunião que ocorreu na Sala Suprema, no segundo andar do Palácio do Planalto, no sentido de contar com as lideranças políticas no debate de temas que sejam do interesse do país. Neste momento, os jornalistas indagaram ao ministro sobre se houve decisão referente aos restos a pagar – despesas empenhadas e não pagas – do orçamento referentes ao período 2007 a 2009 de deputados e senadores.

“Esta questão foi levantada e os líderes foram comunicados que existe uma comissão com integrantes do meu ministério, mais os ministérios da Fazenda e do Planejamento, que estuda caso a caso. A partir deste levantamento vamos estabelecer aquilo que pode ser cortado, mas as obras em andamento vão ser concluídas”, destacou.

O ministro explicou que existe um decreto que fixa o prazo de 30 de abril como data limite dos restos a pagar. Então, conforme explicou, até o fim do próximo mês o grupo de trabalho do governo terá definida a situação. “Trabalhamos para que dentro deste prazo tenhamos uma resposta a dar. É um assunto que está na ordem do dia”, afirmou.

Ainda na reunião, segundo Luiz Sérgio, o tema reforma tributária foi abordado, mas com explicações de que serão encaminhados ao Legislativo “pontuais itens que ao ver do governo precisam melhorar”. Ou seja, no momento o governo pensa no envio de propostas que estejam relacionadas a questões específicas e não encaminhar um projeto de lei mais abrangente

No término do encontro, ainda de acordo com o ministro, a presidenta Dilma abordou outras questões, como por exemplo, direitos humanos e a visita do presidente Barack Obama. A presidenta contou ainda com o apoio dos ministros Antonio Palocci (Casa Civil) e Guido Mantega (Fazenda).


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Presidenta Dilma Rousseff comandou reunião do Conselho Político, no Palácio do Planalto,que contou com participação de lideranças de 17 partidos da base do governo no Congresso Nacional. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Após mais de três horas de reunião sob comando da presidenta Dilma Rousseff, nesta quinta-feira (24/3), lideranças dos 17 partidos que integram a base do governo no Congresso Nacional deixaram o Palácio do Planalto cientes que o Conselho Político será o fórum para debater projetos que serão encaminhados ao Poder Legislativo.

A informação foi transmitida pelo ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Luiz Sérgio, durante entrevista coletiva. O ministro explicou que os parlamentares e os dirigentes dos respectivos partidos foram orientados a encaminhar todas as sugestões ao gabinete da SRI para que sejam debatidas nas próximas reuniões deste conselho.

“O objetivo é que muitos destes projetos possam ser apresentados e debatidos antes de serem enviados para o Congresso”, disse.

Luiz Sérgio reforçou o posicionamento da presidenta Dilma Rousseff, na reunião que ocorreu na Sala Suprema, no segundo andar do Palácio do Planalto, no sentido de contar com as lideranças políticas no debate de temas que sejam do interesse do país. Neste momento, os jornalistas indagaram ao ministro sobre se houve decisão referente aos restos a pagar – despesas empenhadas e não pagas – do orçamento referentes ao período 2007 a 2009 de deputados e senadores.

“Esta questão foi levantada e os líderes foram comunicados que existe uma comissão com integrantes do meu ministério, mais os ministérios da Fazenda e do Planejamento que estuda caso a caso. A partir deste levantamento vamos estabelecer aquilo que pode ser cortado, mas as obras em andamento vão ser concluídas”, destacou.

O ministro explicou que existe um decreto que fixa o prazo de 30 de abril como data limite dos restos a pagar. Então, conforme explicou, até o fim do próximo mês o grupo de trabalho do governo terá definida a situação. “Trabalhamos para que dentro deste prazo tenhamos uma resposta a dar. É um assunto que está na ordem do dia”, afirmou.

Ainda na reunião, segundo Luiz Sérgio, o tema reforma tributária foi abordado, mas com explicações de que serão encaminhados ao Legislativo “pontuais itens que ao ver do governo precisam melhorar”. Ou seja, no momento o governo pensa no envio de propostas que estejam relacionadas a questões específicas e não encaminhar um projeto de lei mais abrangente

No término do encontro, ainda de acordo com o ministro, a presidenta Dilma abordou outras questões, como por exemplo, direitos humanos e a visita do presidente Barack Obama. A presidenta contou ainda com o apoio dos ministros Antonio Palocci (Casa Civil) e Guido Mantega (Fazenda).


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A edição extra do Diário Oficial da União de sexta-feira (18/3) traz a Medida Provisória nº 527, editada pela presidenta Dilma Rousseff “que dispõe sobre a organização da Presidência da República e dos Ministérios, cria a Secretaria de Aviação Civil, altera a legislação da Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC e da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária – INFRAERO, cria cargos de Ministro de Estado e cargos em comissão, dispõe sobre a contratação de controladores de tráfego aéreo temporários, cria cargos de Controlador de Tráfego Aéreo”. A MP foi encaminhada ao Congresso Nacional, a quem caberá aprová-la.

O ponto central da medida trata de transferir o setor de aviação civil do Ministério da Defesa para a Secretaria de Aviação Civil que ganha status de ministério subordinado à Presidência da República. O artigo 11 da MP diz que “ao Conselho de Aviação Civil, presidido pelo ministro de Estado Chefe da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, com composição e funcionamento estabelecidos pelo Poder Executivo, compete estabelecer as diretrizes da política relativa ao setor de aviação civil.”

Já o artigo 24-D estabelece a competência da Secretaria de Aviação Civil:

I – formular, coordenar e supervisionar as políticas para o desenvolvimento do setor de aviação civil e das infraestruturas aeroportuária e aeronáutica civil, em articulação, no que couber, com o Ministério da Defesa; II – elaborar estudos e projeções relativos aos assuntos de aviação civil e de infraestruturas aeroportuária e aeronáutica civil e sobre a logística do transporte aéreo e do transporte intermodal e multimodal, ao longo de eixos e fluxos de produção, em articulação com os demais órgãos governamentais competentes; III – formular e implementar o planejamento estratégico do setor, definindo prioridades dos programas de investimentos; IV – elaborar e aprovar os planos de outorgas para exploração da infraestrutura aeroportuária, ouvida a Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC; V – propor ao Presidente da República a declaração de utilidade pública, para fins de desapropriação ou instituição de servidão administrativa, dos bens necessários à construção, manutenção e expansão da infraestrutura aeronáutica e aeroportuária; VI – administrar recursos e programas de desenvolvimento da infraestrutura de aviação civil; VII – coordenar os órgãos e entidades do sistema de aviação civil, em articulação com o Ministério da Defesa, no que couber; e VIII – transferir para Estados, Distrito Federal e Municípios a implantação, administração, operação, manutenção e exploração de aeródromos públicos, direta ou indiretamente.

O artigo 15 da MP determina a criação, no Quadro de Pessoal do Comando da Aeronáutica, “cem cargos efetivos de Controlador de Tráfego Aéreo, de nível intermediário, integrantes do Grupo-Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo, código DACTA-1303″. A medida também cria o Fundo Nacional de Aviação Civil – FNAC. “Art. 16. Fica instituído o Fundo Nacional de Aviação Civil – FNAC, de natureza contábil, vinculado à Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República para destinação dos recursos do sistema de aviação civil”.

Segundo a MP “são recursos do FNAC aqueles referentes ao Programa Federal de Auxílio a Aeroportos, conforme disposto na Lei no 8.399, de 7 de janeiro de 1992, e demais recursos que lhe forem atribuídos. Os recursos do FNAC serão aplicados no desenvolvimento e fomento das infraestruturas aeroportuária e aeronáutica civil. As despesas do FNAC correrão à conta de dotações orçamentárias específicas alocadas no Orçamento Geral da União, observados os limites anuais de movimentação e empenho e de pagamento. Deverão ser disponibilizadas, anualmente, pela Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, em seu sítio eletrônico, informações contábeis e financeiras, além de descrição dos resultados econômicos e sociais obtidos pelo FNAC”.


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A presidenta Dilma Rousseff convidou Henrique Meirelles, ex-presidente do BC, para comandar a Autoridade Pública Olímpica (APO). Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

O ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, irá comandar a Autoridade Pública Olímpica (APO), braço do governo federal na montagem dos Jogos Olímpicos do Rio, que ocorrerá em 2016. Meirelles concedeu entrevista coletiva, na tarde desta segunda-feira (14/3), para confirmar que aceitou o convite feito pela presidenta Dilma Rousseff, durante audiência, no Palácio do Planalto. A indicação do ex-presidente do BC para a APO segue para o Senado Federal.

“Não há dúvida de que a escolha se deu em função das qualificações e experiência de gestão. Tenho uma carreira com mais de 30 anos e com trânsito junto a investidores nacionais e estrangeiros”, afirmou Meirelles.

Ele informou também que no governo do ex-presidente Lula foi importante interlocutor na defesa da

Henrique Meirelles concedeu entrevista para confirmar ter aceito indicação para APO. Foto: Rafael Alencar/PR

candidatura do Rio para sediar as olimpíadas. De acordo com Meirelles, a estrutura financeira para a montagem dos jogos foi preparada pela equipe liderada por ele. Agora, com a confirmação para o comando da APO, segundo contou, integrantes do Comitê Olímpico Internacional (COI) disseram que Meirelles vai ter a oportunidade de colocar em prática o plano apresentado anteriormente.

Meirelles assegurou que cabe aos senadores aprovar a indicação de seu nome. Ele disse que conhece o processo já que passou por sabatina no Senado quando foi indicado pelo ex-presidente Lula para o comando do BC. Segundo afirmou, caberá aos senadores a análise da indicação dentro “de um processo democrático e importante que sempre teve”.

O executivo explicou que a APO terá papel importante na interlocução com os governos do estado e do município do Rio. Segundo avaliou, a medida provisória que resultou na lei que cria a APO não esvazia a entidade e que as obras de infraestrutura seguirão o cronograma estabelecido entre as partes. Ele frisou que “será um enorme desafio com o Rio”.

A seguir a íntegra da entrevista de Henrique Meirelles.


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Ministro Fernando Bezera Coelho concede entrevista observado pelo governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli. Foto: Rachid Waqued/Governo MS

O governo federal irá liberar R$ 10 milhões para os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, atingidos por fortes chuvas e enchentes, anunciou nesta sexta-feira (11/3) o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho. Mais cedo, o ministro sobrevoou áreas afetadas e ouviu governadores e prefeitos sobre a situação nos municípios prejudicados. Ontem, por determinação da presidenta Dilma Rousseff, o ministro Fernando Bezerra havia recebido orientação para promover o levantamento dos estragos nos estados atingidos.

A partir da próxima segunda-feira (14/3), o valor – R$ 5 milhões para cada estado – estará à disposição dos governadores para emprego em ações emergenciais, como atendimento a famílias desabrigadas e desalojadas pelos temporais. Segundo Bezerra, a prioridade é atender a população que precisa de medicamentos, comida e abrigos.

“Esse recurso é para reforçar a capacidade de resposta dos governos estaduais”, frisou.

De acordo com ele, os gastos com reparação de infraestrutura e medidas de apoio ao produtores rurais serão discutidos na próxima semana em reuniões com os governadores de Mato Grosso, Silval Barbosa, e de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, prevista para acontecer em Brasília.

Medida Provisória – Os R$ 10 milhões anunciados integram o crédito R$ 700 milhões definido pela Medida Provisória nº 522 (12/01/2011) para ações de prevenção, reconstrução e atividades de defesa civil em todo o país.

À época da edição da MP, o ministro Bezerra ressaltou que governo federal está empenhado em investir na prevenção para que se possa reduzir os prejuízos materiais, mas sobretudo para mitigar os prejuízos relacionados a perda de vidas humanas. Além disso, disse ele, o governo também está preocupado com a boa aplicação dos recursos.


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Ministro Gilberto Carvalho conversou com jornalistas no Palácio do Planalto sobre reunião da presidenta Dilma com centrais sindicais. Foto: Antonio Cruz/ABr

O governo estuda criar outras faixas para a tabela do Imposto de Renda (IR), mas respeitando o teto de 27,5%, informou o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, em entrevista no Palácio do Planalto. A definição desta inclusão dependerá de reunião da presidenta Dilma Rousseff com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e os detalhes devem ser divulgados dentro dos próximos dias. Carvalho contou também que a tabela do IR terá reajuste de 4,5% e, além disso, será estabelecida política de realinhamento para os próximos quatro anos. Uma medida provisória será editada e envida ao Congresso Nacional.

A entrevista de Gilberto Carvalho teve por finalidade apresentar a avaliação do governo sobre a reunião com lideranças de seis centrais sindicais de trabalhadores ocorrida na manhã desta sexta-feira (11/3), no Palácio do Planalto. Segundo Carvalho, o encontro entre os sindicalistas e a presidenta Dilma é parte da diretriz do governo em manter canal de conversa com a sociedade. No caso dos sindicalistas, o ministro explicou que sempre que houver qualquer assunto de interesse dos trabalhadores levará ao conhecimento das centrais.

“Todo mês as centrais sindicais estarão aqui nesta casa [Palácio do Planalto]. Por meu intermédio debaterão questões pertinentes com os ministros das áreas respectivas. Na reunião de hoje eles apresentaram uma extensa pauta que passa pela terceirização, acidente de trabalho, reajuste da tabela do IR. A presidenta Dilma acolheu o conjunto de assuntos para que sejam temas da pauta permanente”, disse Carvalho.

O ministro informou que a reunião transcorreu de forma descontraída. A aproximação com as lideranças dos trabalhadores vem sendo alinhavada desde o período de discussão do reajuste do salário mínimo e do estabelecimento da política de ajuste do mínimo até o ano de 2015. Ele aproveitou para informar que a questão do fator previdenciário e imposto sindical serão temas a serem abordados numa próxima reunião.

Durante o encontro, a presidenta convidou os líderes sindicais para participarem do almoço, no sábado (19/3), no Itamaraty, oferecido ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

“A presidenta achou importante convidá-los”, disse.

Ainda na entrevista, Carvalho foi indagado sobre como a presidenta Dilma havia recebido a notícia do terremoto ocorrido no Japão. Segundo o ministro, a presidenta teria manifestado preocupação e o governo também estaria tomando medidas preventivas, por meio do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), para análise de eventual efeito na costa marítima brasileira.

O meio ambiente foi outro assunto abordado pelos jornalistas na entrevista. Gilberto Carvalho explicou que o Código Florestal é assunto em debate no Congresso Nacional. Ele explicou também que o governo brasileiro vem tratando de questões, como por exemplo a construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte sem agredir ao meio ambiente. Por fim, o ministro disse que o governo respeita as posições divergentes, como é o caso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que destacou o assunto na campanha da fraternidade deste ano.


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