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Presidenta Dilma Rousseff posa para foto após audiência com representantes da Fetraf. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff recebeu hoje (26/5), no Palácio do Planalto, a liderança da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf). A presidenta anunciou diversas iniciativas do governo federal em resposta à pauta de reivindicações da 7º Jornada Nacional de Luta da Agricultura Familiar e Reforma Agrária, entregue pela entidade no dia 15 de abril. Estiveram presentes os ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência da República) e Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário), responsáveis pelo diálogo entre os agricultores familiares e o governo.

Entre os pontos de destaque está a redução dos juros nas linhas de investimento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) – as taxas irão variar de 0,5% a 2% para todas as linhas, a partir de julho deste ano, início da Safra 2011-2012. Antes, os juros chegavam a 4%. Para a próxima safra, estão garantidos recursos de R$ 16 bilhões para crédito e a unificação do limite dos investimentos para R$ 130 mil.

A presidenta propôs a realização de encontros bimestrais entre o governo federal e as entidades sociais do campo para instituir um diálogo sistemático. Ela detalhou ainda medidas que irão beneficiar os pequenos agricultores em itens como habitação rural, com a criação de estruturas próprias na Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil especialmente capacitadas para atender o pequeno agricultor; o incentivo à comercialização dos produtos da agricultura familiar com a criação de um selo de qualidade e parcerias com redes de supermercados.

Foi anunciada a criação de grupos de trabalho para estruturar a educação do jovem no campo e a inclusão produtiva das mulheres, com a participação de representantes dos movimentos sociais, da Secretaria-Geral e do Ministério do Desenvolvimento Agrário. De acordo com o ministro Gilberto Carvalho, a relação do governo com os movimentos sociais deve ser estável, organizada e permanente, não só para o recebimento de demandas, mas também para a construção das políticas públicas em parceria.

A coordenadora-geral da Fetraf, Elisângela dos Santos Araújo, destacou a relação de respeito na negociação da entidade com o governo. Ela lembrou que o tema da Jornada de Lutas deste ano coincide com a meta da presidenta Dilma Rousseff: a erradicação da pobreza com desenvolvimento social. Elisângela lembrou que a agricultura familiar é responsável por 70% dos alimentos consumidos pelos brasileiros.

A Fetraf está presente em 18 estados e reúne cerca de mil sindicatos. A pauta entregue ao governo contem 190 reivindicações que resultaram em 28 audiências com integrantes do governo federal, onze delas com a presença de ministros de Estado.


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Em discurso, presidenta Dilma Rousseff disse que governo procurará atender reivindicações do MAB. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Para uma plateia de 450 mulheres que integram o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), a presidenta Dilma Rousseff assegurou ser “contra aqueles que acham que o governo deva ficar surdo às reivindicações” dos movimentos sociais. Na oportunidade, a presidenta Dilma recebeu uma carta com os pleitos estabelecidos a partir de reunião que aconteceu em Brasília (DF). Em resposta, a presidenta afirmou que colocará o seu ministério à disposição para atender as demandas.

“Escutarei todos e farei tudo que for possível para atender 100% das reivindicações. Iremos nos empenhar para encarar as grandes demandas que emergem deste movimento”, disse.

Sob organização do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, a presidenta Dilma arrumou espaço na agenda para o encontro com as representantes do MAB que participaram do I Encontro de Mulheres Atingidas por Barragens em Luta por Direitos e pela Construção de um Projeto Energético Popular. A reunião contou com a participação dos ministros Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário) e Tereza Campello (Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza), além de Márcia Camargo, que representou o Ministério de Minas e Energia.

Acomodadas no Salão Nobre, as mulheres integrantes do MAB aguardaram alguns minutos pelo início da cerimônia. O ministro Gilberto Carvalho abriu a série de discursos informando que o movimento está comemorando 20 anos de existência e, por este motivo, o empenho para que o grupo fosse recebido pela presidenta Dilma. Carvalho contou que a proposta é manter reunião com lideranças deste movimento a cada dois meses.

Em seguida, Soniamara Maranho, que integra a coordenação nacional do MAB, fez a leitura da carta contendo a pauta do movimento. Depois, Maranho convidou Dilma da Silva, outra representante do MAB, para entregar o documento oficial estabelecido na reunião de Brasília. Para fechar o evento, a presidenta Dilma fez um pronunciamento onde destacou a importância das mulheres por estarem participando deste movimento e enfatizou que o maior compromisso do governo “é a superação da pobreza em nosso país”.


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Presidente Lula participa, juntamente com outros chefes de Estado e de Governo do Mercosul e de Países Associados, do encerramento da reunião da Cúpula Social do Mercosul, em Foz do Iguaçu (PR). Foto: Ricardo Stuckert/PR

Depois de tudo que foi conquistado no Mercosul, governos e sociedade civil não podem recuar, porque ainda falta muito para conquistar. Em seu discurso no encerramento da 10ª Cúpula Social do Mercosul, realizada nesta quinta-feira (16/12) em Foz do Iguaçu (PR), o presidente Lula conclamou os movimentos sociais a continuarem gritando, protestando e levantando suas bandeiras, para que os líderes da América do Sul jamais se esqueçam deles, e pediu para que mantenham sua cooperação com os governos sem perder autonomia. “Os movimentos sociais não podem ser correia de transmissão nem de governo nem de partido, mas dos interesses da sociedade civil que vocês tão bem representam”, afirmou Lula.

Após ler seu discurso institucional, em que elogiou a iniciativa brasileira de reunir presidentes sul-americanos e movimentos sociais – algo que, lembrou, é muito difícil de acontecer em outras cúpulas, como a do G20, por exemplo -, e reafirmou sua vontade de ver o Mercosul cada vez mais “democrático, cidadão e solidário”, o presidente brasileiro pediu licença aos convidados presentes para “dar umas duas palavrinhas” de improviso.

Ouça aqui a íntegra dos discursos (institucional e de improviso) do presidente Lula:

Destacou que muito já foi conquistado pelo bloco econômico, principalmente se não perdermos de vista as coisas como elas eram há oito, dez anos, em que havia muita dependência da região aos países europeus e aos Estados Unidos:

“Somente quando tivemos coragem de dizer que nós queríamos ser donos de nossas decisões, é que conseguimos vencer alguns obstáculos que pareciam intransponíveis.”

Lula lembrou a todos que muitos queriam ver o Mercosul “na lata do lixo”, dando preferência à Alca, que seria a salvação da América do Sul por ter uma potência econômica como os Estados Unidos como referência. Foram poucos que tiveram coragem de levantar a voz contra a Alca na época, apontou Lula, denunciando que o acordo não beneficiaria o conjunto dos países sul-americanos.

O presidente brasileiro exaltou a relação política estabelecida entre os países do Mercosul, faltando apenas que se criem mecanismos de decisões para arbitrar as controvérsias. “Mas avançamos de forma extraordinária”, afirmou. Os números não mentem: em meio à crise econômica mundial, a América do Sul demonstra dinamismo econômico e social, com alto crescimento de suas economias e grande geração de emprego e renda.

“Chegamos ao fim de 2010 com taxas de crescimento especialmente altas para os países membros do Mercosul, que deverão variar, segundo a CEPAL, de 7,7% para o Brasil, até 9,7 % para o Paraguai.

A América Latina e Caribe crescerá 6% em seu conjunto, bem acima da média mundial, que deverá rondar os 3,6%. Estima-se que esse bom desempenho seja mantido nos próximos anos. Ao mesmo tempo, alcançamos nível de maturidade política que nos tem permitido avançar na consolidação da democracia em nossas sociedades. À integração regional — com o Mercosul no centro desse processo — devemos, em grande medida, nossa maior autonomia econômica em relação aos grandes centros capitalistas. Ela nos tem protegido da crise. Mas o bom desempenho econômico estará sempre sujeito às oscilações da conjuntura internacional. Mesmo que seja a face mais visível da integração, não será, necessariamente, a mais duradoura.”

Todas as conquistas do Mercosul só foram possíveis, disse Lula, porque há um “clima de entendimento, de confiança e de verdadeira fraternidade entre nós”. A solidariedade e a justiça social são importantes para que a prosperidade e a liberdade politica promovam novos tempos na região.

“É com esses valores que estamos construindo um novo Mercosul, o Mercosul dos Povos.”


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Em 1975, o então dirigente sindical Luiz Inácio Lula da Silva tentou entregar uma carta ao então presidente Ernesto Geisel, que visitava a fábrica da Ford em São Paulo (SP). Só conseguiu graças à intervenção do governador paulista à época, Paulo Egídio Martins, que o levou para perto de Geisel e o apresentou. A dificuldade para se aproximar de Geisel – ou de qualquer outro presidente brasileiro anos atrás – era uma tarefa praticamente impossível para sindicalistas, trabalhadores rurais, sem-terra ou estudantes. Esse tempo ficou para trás. Governo e sociedade civil aprenderam enfim que, trabalhando em parceria, todos tem a ganhar – principalmente o País. O presidente Lula é um dos primeiros a reconhecer, como o fez hoje em encontro promovido com movimentos sociais no Palácio do Planalto, em Brasília (DF):

Eu vim do meio de vocês, conheço de cor e salteado os problemas que vocês vivenciam todos os dias. (…) E é isso que eu penso que fez a diferença quando eu cheguei à Presidência da República. Vocês estão lembrados que eu dizia que um dos maiores legados que um presidente da República pode deixar ao deixar a Presidência é a mudança no relacionamento entre o estado e a sociedade, entre o governo e as instituições do movimento social. (…) Se criou a ideia de que a relação entre o estado e a sociedade é a relação entre o todo-poderoso estado e o dócil povo brasileiro. Nós não tratamos assim. Fizemos 73 conferências nacionais, envolvendo mais de 5 milhões de pessoas, e essas conferências decidiram parte dos acertos das políticas públicas que nós colocamos em prática no País.

Lula reafirmou sua crença no constante diálogo para fazer fluir a relação entre governo e sociedade. Se outros presidentes preferiram nunca se reunir com reitores de universidades, prefeitos, sindicalistas ou estudantes, para ele era uma questão de reconhecimento – e agradecimento. Afinal, “não era possível que nós, depois de recebermos o carinho de vocês nas eleicoes de 2002, que a gente não pudesse mostrar à sociedade brasileira que tinha um jeito diferente de um presidente da República se relacionar com o seu povo”.

O presidente lembrou, no entanto, que a luta está apenas começando. Que o governo Dilma, que assume a partir de janeiro de 2011, terá muito o que fazer pela frente e precisa continuar contando com o apoio e as reivindicações dos movimentos populares. Para coisa já conquistada, muitas outras passam a fazer parte do desejo de todos. “Assim caminha a humanidade”, disse Lula. “Vocês me ajudaram a construir um outro País, mesmo quando vocês fizeram críticas. Me fizeram enxergar caminhos que eu não estava enxergando.”

Ouça o áudio com a íntegra do discurso do presidente:


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Num ato que considerou de trabalho, e não de despedida, o presidente Lula prestou homenagem nesta quarta-feira (15/12), no Palácio do Planalto, a todos os que ajudaram a construir as ações do governo nos últimos oito anos, registrando em cartório tudo o que foi feito no período e disponibilizando os dados na internet -- você pode acessar aqui e aqui. Compareceram ao evento cerca de 700 pessoas, entre ex e atuais colaboradores do governo, políticos e ex-ministros como José Dirceu (Casa Civil), Marina Silva (Meio Ambiente) e Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), entre outros. O ex-ministro Luiz Gushiken (Secretaria de Comunicação da Presidência) não pode comparecer, mas enviou carta, que foi lida na cerimônia.

Esta prestação de contas é menos para engrandecer o que nós fizemos e mais dar uma fotografia à sociedade brasileira, para que ela vendo o que foi feito, ela perceba também o que não foi feito e o que precisa ser feito. Sobretudo a nossa querida presidente (Dilma Rousseff), que ao ler o subproduto do trabalho dela, muita coisa aqui teve a coordenação da companheira Dilma, ela possa lembrar de coisas que poderiam ter sido feitas e que esquecemos de fazer, e que ela pode fazer.

Lula afirmou que muitos perceberão ao ler o material disponibilizado ao público que a sua frase “nunca antes na história do Brasil” não é sem sentido, nem demonstra que ele e seu governo estão “descobrindo o Brasil”, apenas que o seu governo está fazendo o que outros não fizeram. O presidente disse ainda que, entre erros e acertos, o saldo é bem positivo: mais de 80% de aprovação do governo pela população. Lula fez questão de frisar que o sucesso só foi possível porque o povo brasileiro foi obedecido fielmente em suas necessidades, com políticas públicas que geraram emprego, renda, oportunidades e desenvolvimento em todas as regiões do País:

Nós viemos há oito anos com o compromisso de mudar o Brasil, de destravar este País imenso, que vivia de promessa de um futuro glorioso que nunca chegava. Nós viemos para combater a fome e a pobreza, mas também para enfrentar as causas da desigualdade e fazê-la diminuir cada vez mais. Para fazer o desenvolvimento do País inteiro, embora fazendo crescer mais as regiões que sempre haviam ficado historicamente para trás.

Lula homenageou o vice-presidente José Alencar, que não pode comparecer ao evento por estar internado em hospital em São Paulo, e brincou com o site Wikileaks, que ganhou as manchetes mundo afora pelo vazamento de mensagens da diplomacia americana:

Ouça aqui a íntegra do discurso:


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Os 20 anos do bloco econômico Mercosul e Estados Associados serão debatidos durante a X Cúpula Social que começa nesta terça-feira (14/12), no interior da Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu (PR). A cidade situada na fronteira com Argentina e Paraguai se preaparou para receber cerca de 700 integrantes de movimentos sociais que participarão do fórum. O presidente Lula e outros chefes de estado e governo da América do Sul também participarão do evento.

Confira aqui a programação do evento.

A X Cúpula é promovida pela Secretaria-Geral da Presidência da República, em parceria com redes e plataformas sociais sul-americanas e a Universidade Federal da Integração Latino-americana (Unila). Além das plenárias dos movimentos sociais, serão realizados o Seminário “20 Anos do Mercosul”, a Mesa Redonda “Universidade e Integração”, o lançamento do programa Amizade Sem Fronteiras: A Turma da Mônica no Mercosul, e o lançamento de uma edição especial, em espanhol, do livro “Formação Econômica do Brasil”, do economista Celso Furtado.

De acordo com a agenda divulgada pela organização do evento, estão confirmadas as presenças de intelectuais, políticos e líderes sociais de destaque na América do Sul, como Marilena Chauí (Universidade de São Paulo); Aldo Ferrer (Universidade de Buenos Aires); Marcos Costa Lima, presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs); Jorge Brovetto, ex-ministro da Educação do Uruguai; José Graziano, representante da América Latina junto à Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO); e Artur Henrique, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

A participação do presidente Lula acontecerá no encerramento do congresso, quinta-feira (16), às 19 horas, no antigo Cine Barrageiro, situado no Parque Tecnológico Itaipu. Participam também outros chefes de Estado da região.

As Cúpulas Sociais tiveram início na presidência pro tempore brasileira do Mercosul, em 2006. Desde então, nove edições foram realizadas nos Estados-Partes e, em virtude de sua crescente representatividade, as Cúpulas Sociais foram reconhecidas como evento oficial do Mercosul. Elas constituem um espaço institucional de participação da sociedade civil e ocorrem duas vezes ao ano, sempre durante as reuniões presidenciais do Bloco.

Quando são realizadas no Brasil, as Cúpulas Sociais têm o apoio da Secretaria-Geral da Presidência da República e do Ministério das Relações Exteriores. As organizações sociais que integram o Conselho Brasileiro do Mercosul Social e Participativo são responsáveis pelo programa e pela indicação das organizações sociais convidadas. Participam da X Cúpula Social do Mercosul redes e plataformas regionais de organizações sociais representativas do movimento sindical, trabalhadores rurais, juventude, mulheres, imigrantes, educação e academia, entre outros.


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O 26 de outubro de 2010 ficará para o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) como um dia histórico, em que uma de suas mais antigas reivindicações foi atendida pelo governo com a assinatura hoje pelo presidente Lula do decreto que estabelece critérios socioeconômicos dos atingidos por barragens em todo o Brasil. O cadastro vai permitir a identificação e qualificação da população atingida pela construção do empreendimento energético. Em cerimônia realizada no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), representantes estaduais e dirigentes nacionais do MAB comemoraram a novidade e afirmaram que seu lema “Águas para a vida e não para a morte” se fortaleceu:

O presidente Lula afirmou que estabelecer as condições para os atingidos por barragens serem ressarcidos pelos prejuízos do passado era uma antiga dívida do seu governo com o movimento, e que agora é preciso trabalhar para que os assuntos que afetam as populações locais sejam discutidos com antecedência, antes do processo de licitação até. Lula afirmou ainda que novas demandas devem surgir agora que uma das principais reivindicações do movimento foi atingida -- e é bom que seja assim:

É da natureza humana cada vez que a gente conquista uma coisa, a gente aprende que era possível conquistar outra, e cada vez que a gente vai conquistando a gente vai alargando o espaço de conquista da gente. Essas lutas ficam sendo praticamente infinitas, elas não terminam nunca, e é bom que seja assim porque aí você vai consolidando o processo democrático do País.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:


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O presidente respondeNa coluna O Presidente Responde desta semana, leitores do Espírito Santo e São Paulo perguntaram sobre a necessidade de reforma agrária no País, a possibilidade de se cursar MBA pelo ProUni e o apoio governamental a grupos de apoio a ex-dependentes químicos de drogas e álcool.

A questão sobre reforma agrária foi enviada pelo fotógrafo de São Mateus (ES), Ademilson Viana, que quer saber quando ela acontecerá “efetivamente no Brasil sem a necessidade de o Movimento Sem Terra ocupar terras”.

O presidente Lula afirmou ao leitor que a reforma agrária já está ocorrendo efetivamente no País. Nos últimos sete anos e meio, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) assentou 580 mil famílias em uma área de 47 milhões de hectares – um número que dá quase 60% de todos os assentados e 55% do total de terras destinadas à reforma agrária em 40 anos de existência da instituição. E com aumento do seu orçamento, foi possível atender 742 mil famílias assentadas com estradas, energia elétrica e abastecimento de água, além da construção e reforma de 382 mil moradias. Tudo isso, lembrou o presidente, sempre com base em diálogo com os movimentos sociais.

Esse processo tem como base o diálogo com os movimentos sociais, o que se traduz em redução das ocupações e das mortes decorrentes de conflitos agrários, que vêm caindo em torno de 30% ao ano nos últimos três anos, conforme dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e da Ouvidoria Nacional do Incra.

Leia aqui a íntegra da coluna.

O segurança Genivaldo Batista Lima, de São Paulo (SP), pergunta se será possível um dia cursar MBA pelo ProUni, para facilitar o ingresso das pessoas no mercado de trabalho. O presidente Lula lembrou ao leitor que o programa foi criado em 2004 especificamente para conceder bolsas a jovens carentes para cursos de graduação em faculdades particulares. E explicou porque o ProUni não contempla esse curso MBA:

O MBA (sigla em inglês para Mestrado em Administração de Empresas) é curso de mestrado em outros países, mas no Brasil é apenas de especialização. O ProUni não contempla esse curso por duas razões: por não ser de graduação e também porque ele não é submetido à avaliação sistemática do MEC. Para cursos de pós-graduação, Genivaldo, você e outros interessados podem conseguir bolsas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A Capes oferece bolsas para cursos de mestrado e doutorado nas instituições de ensino superior públicas inscritas nos programas de apoio à pós-graduação e de demanda social do Ministério da Educação.

O gerente de loja Valter Garcia Nogueira, de Santo André (SP), pede mais apoio dos governos federal, estaduais e municipais a ex-dependentes de drogas e álcool. Lula afirmou ao leitor que o governo federal “não só reconhece a importância dos grupos de apoio a ex-dependentes de álcool e drogas como apoia concretamente o trabalho que desenvolvem”, reiteirando que a articulação do governo com setores da sociedade “é fundamental quando se pensa em políticas públicas sobre drogas”.

O presidente citou diversos exemplos da atuação do governo, como a coordenação pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) e pelo Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) do projeto Fé na Prevenção, que oferece a líderes religiosos material teórico e cursos de capacitação para a prevenção no uso de drogas. Outro projeto citado pelo presidente Lula é o Curso de Formação em Terapia Comunitária, que prioriza a questão do uso de álcool e drogas, no qual as lideranças são preparadas para responder às questões apresentadas por dependentes e ex-dependentes.

Lançamos este ano o Plano de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas, visando à prevenção, tratamento e reinserção social, conjuntamente com estados, municípios e sociedade civil. Em parceria com municípios, oferecemos suporte financeiro para a oferta de vagas nas chamadas comunidades terapêuticas. É preciso saber também que algumas instituições, como é o caso dos Alcoólicos Anônimos, não aceitam, por uma questão de diretriz programática, qualquer ajuda financeira governamental.


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Presidente Lula conversa com o ministro Fernando Haddad (Educação) durante inauguração de sete campi de universidades federais no Rio Grande do Sul. Foto: Ricardo Stuckert/PR

A arte de governar é conhecer as necessidades do povo, chamar a sociedade para participar da consolidação das políticas públicas, e não ter preconceitos e nem medo de ouvir as demandas populares, afirmou o presidente Lula nesta sexta-feira (3/9), em Santa Maria (RS), na cerimônia de inauguração simultânea de prédios em 7 campi universitários federais no Grande do Sul.

Imaginem o absurdo do absurdo: eu sou um presidente do país e não recebo reitores, não recebo prefeitos, não recebo trabalhadores, não recebo estudantes, não recebo entidades. Então, o que eu estou fazendo na Presidência da República, para quem eu estou governando? Como é que a gente poderia consertar o país se a gente não chamasse a sociedade para ajudar a consertar o país?

Lula disse que se cada governante se preocupasse em atender as necessidades básicas da população, a realidade brasileira seria bem diferente:

A grande lição de vida, o grande legado que eu vou deixar e que pode servir de lição de vida para quem vier governar depois de mim é fazer o óbvio. Se cada um de nós fizesse o óbvio quando estamos no governo, nós não erraríamos e faríamos a revolução que estamos fazendo

Segundo o presidente, o contato direto com o povo é responsável pelo fortalecimento da democracia e o desenvolvimento do País. Lula citou como exemplo a abertura do Palácio do Planalto para representantes de segmentos sociais, que passaram a ter acesso ao governo para que suas demandas fossem ouvidas. Ele lembrou que muitos consideraram que o governo estava “avacalhando” o Palácio do Planalto ao levar até lá catadores de papel, moradores de rua, representantes dos sem-teto. Mas o Palácio, frisou Lula, não é espaço apenas para reis, rainhas, presidentes e banqueiros, mas também para estabelecer uma nova relação entre o governo e a sociedade.

O que nós estamos querendo é mudar o preconceito que levou este país a tantos anos de atraso, mudar a lógica perversa de que o Brasil deveria ser governado para 35% da população – o resto era o resto. Os preconceitos vão sendo derrubados para mostrar que é possível, através da democracia, a gente conquistar mais espaço.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

O evento em Santa Maria marcou a inauguração de sete campi de quatro universidades federais gaúchas: Santa Maria, Frederico Westphalen e Palmeira das Missões, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM); Dom Pedrito e Jaguarão, da Universidade Federal do Pampa (Unipampa); Carreiros, da Fundação Universidade Federal do Rio Grande (Furg); e o campus do Vale, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

No campus sede, em Santa Maria (UFSM), foram inaugurados o restaurante universitário, as obras de ampliação do Centro de Tecnologia – 14 salas de aula com capacidade total de 732 alunos e 5 laboratórios – e o Núcleo de Tecnologia dos Alimentos. Em funcionamento desde 1960, o campus oferece cerca de 2,9 mil vagas neste ano, em mais de 70 cursos.

No campus de Frederico Westphalen (UFSM) foram inauguradas as obras de um novo bloco com seis salas de aula e capacidade total para 384 alunos, quatro laboratórios e biblioteca, e o restaurante universitário. Já no campus de Palmeira das Missões (UFSM) foi inaugurado um novo bloco com seis salas de aula e capacidade para 384 alunos, quatro laboratórios e biblioteca.

No campus de Dom Pedrito (Unipampa), foram entregues sete novas salas de aula, dez laboratórios, uma biblioteca, além de salas administrativas e de professores. O campus oferece os cursos de Tecnologia em Agronegócios e Zootecnia e 100 vagas neste ano.

O evento marcou ainda a conclusão da construção do campus de Jaguarão (Unipampa), uma área de 5,6 mil m2, 20 salas de aula, um laboratório, um auditório para 130 pessoas, uma biblioteca e 28 salas para professores e setor administrativo. A unidade oferece os cursos de licenciatura em Letras, Pedagogia, História e Tecnologia em Gestão do Turismo, e oferece 250 vagas neste ano.

No campus Carreiros (Furg), foram entregues a primeira etapa do prédio do curso de Psicologia, o Centro de Microscopia Eletrônica, um pavilhão com 16 salas de aula e capacidade para 1.240 alunos, e o Laboratório de Estudos dos Oceanos e Clima. O campus está em atividade desde 1978 e oferece cerca de 1.770 vagas em 40 cursos. Na unidade do Vale (UFRGS) foram inauguradas as obras de ampliação do restaurante universitário e o novo prédio da Prefeitura Universitária. Em atividade desde 1970, o campus oferece 1.834 vagas em 33 cursos.


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O Brasil vai erradicar a desigualdade de gênero com troca de experiências e o incessante debate de alternativas, mudando assim a consciência e a prática desse equívoco, tanto nos governos como em toda a sociedade, afirmou o presidente Lula nesta quarta-feira (1/9) em discurso na abertura da Conferência “Gênero, Desenvolvimento e Poder”, realizado em Foz do Iguaçu (PR).

As conquistas das mulheres brasileiras até hoje representam um grande avanço para toda a sociedade, lembrou o presidente, mas ainda há muito caminho para ser trilhado. Uma lei não resolve tudo, mas “começa a resolver” – o que resolve, disse Lula é “o processo de maturidade de evolução política da consciência da sociedade”.

Lula afirmou estar honrado por ver tantas organizações reunidas em torno do programa Pro-Equidade de Gênero, da Secretaria de Políticas para as Mulheres – 72 empresas públicas e privadas, além de instituições governamentais, que juntas empregam quase 140 mil mulheres em todo o País. A partir desse programa, as mulheres estão mostrando, afirmou o presidente, que é possível fortalecer a igualdade de gênero, e estão sendo um grande exemplo para todo mundo:

Não é justo portanto que a mulher continue ganhando menos que o homem, realizando o mesmo trabalho tão bem ou melhor do que ele. Ou que continue a encontrar no dia a dia das empresas entraves muitas vezes injustificaveis à ascenção profissional.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

O presidente lembrou aos presentes que todas as conquistas das mulheres são possíveis graças ao novo momento da democracia brasileira, em que existe uma nova relação entre o Estado e a sociedade – no caso da igualdade de gênero, essa relação começou a ficar mais evidente com a criação da Secretaria de Políticas para as Mulheres, em 2003, uma antiga reivindicação dos movimentos sociais, “que encontraram espaços inéditos de participação na elaboração e no acompanhamento das políticas para o setor”.


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