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Presidenta Dilma Rousseff, ao lado do presidente chinês, Hu Jintao, comemorou os resultados da visita oficial à China. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Viagens internacionais

A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira (12/4), em entrevista coletiva concedida após jantar oferecido pelo presidente da China, Hu Jintao, em Pequim, que o governo brasileiro está consciente e alerta em relação à questão cambial e que está “tomando as medidas necessárias para que isso não se transforme num problema maior do que já é”. A presidenta admitiu, ainda, que o Brasil opera com taxas de juros mais elevadas que as do resto do mundo, mas que, ao longo de seu governo, irá perseguir uma taxa de juros compatível com as taxas internacionais.

“Eu não estou dizendo que vou derrubar os juros depois de amanhã; estou dizendo que num horizonte de quatro anos é possível sim, perfeitamente. Esse é o grande desafio que o Brasil vai ter que enfrentar pelo menos dessa vez”, frisou.

Vídeo da entrevista -- primeira parte

A presidenta ressaltou, ainda, que manteve durante o encontro com o presidente Hu Jintao a mesma manifestação na questão de direitos humanos que manteve com os Estados Unidos, na ocasião da visita do presidente Barack Obama ao Brasil, e completou:

“Todos os países têm problemas de direitos humanos. Nós sempre começamos a falar dos nossos – nós temos problemas de direitos humanos; todos os países têm. Nossa posição sobre direitos humanos nessa questão está expressa na nossa nota conjunta, assim como a posição em relação ao caso recente da nossa nota conjunta com os Estados Unidos”, disse.

Na nota conjunta Brasil e China, mencionada pela presidenta e divulgada hoje mais cedo pelo Ministério das Relações Exteriores, os dois países se comprometeram a fortalecer consultas bilaterais em matéria de direitos humanos, promover o intercâmbio de experiências e boas práticas e avaliar a criação de um mecanismo de cooperação dedicado aos temas sociais.

Vídeo da entrevista -- segunda parte

Segundo o Itamaraty, Brasil e China decidiram intensificar a cooperação na área social, em especial sobre políticas e programas de combate à pobreza e, neste sentido, decidiram criar o grupo de trabalho sobre temas sociais e combate à pobreza. O GT será liderado, do lado brasileiro, pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e outros órgãos competentes, e, do lado chinês, pelo Gabinete de Políticas de Combate à Pobreza do Conselho de Estado,

Balança comercial – Durante a entrevista, a presidenta Dilma Rousseff elogiou a disposição do presidente chinês em abrir mais espaço para produtos brasileiros manufaturados e disse também que Hu Jintao tem “uma consciência muito clara da questão relativa à necessidade de o Brasil e a China passarem para uma nova etapa de relacionamento”.

Vídeo da entrevista -- final

“O presidente Hu Jintao também se mostrou extremamente consciente da importância que tem, para a nossa parceria, [a inserção de] mecanismos mais amplos. Primeiro a questão do valor agregado, de a China abrir espaço para o Brasil no que se refere à valor agregado. E aí uma das coisas que nós temos que comemorar é o fato de que se definiu a ida ao Brasil de uma missão de compra – aquelas missões que você manda aos países para avaliar quais são as oportunidades de importação em setores manufatureiros – e fazer com que de fato o nosso relacionamento tenha maior densidade econômica”.

Segundo a presidenta, a missão, liderada pelo ministro de comércio da China, Chen Deming, chegará ao Brasil em maio de 2011.

Acordo na área de TI - Durante a entrevista, a presidente Dilma anunciou também um projeto de investimento na área de tecnologia da informação no Brasil pela Foxconn de US$ 12 bilhões em seis anos. O investimento – firmado durante audiência com o presidente da Foxconn, Terry Gou -- seria para a instalação da produção de telas usadas em equipamentos como celulares de terceira geração e iPads. A Foxconn é o maior fornecedor de produtos da Apple na China.

Dilma Rousseff destacou ainda temas como a pareceria sino-brasileira na geração de energia limpa, a presença, pela primeira vez, dos integrantes do BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) como membros não-permanentes no Conselho de Segurança das Nações Unidas e a expectativa para a reunião do bloco de países, que acontece na próxima quinta-feira (14/4), em Sanya, China.

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Viagens internacionais

Sob a liderança do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), com apoio do Ministério das Relações Exteriores (MRE), vem sendo organizada Missão Comercial a Hong Kong, China, de 7 a 12 de abril. Nesse último dia, os participantes dessa missão se integram à Missão Empresarial a Pequim, organizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo MRE, cumprindo programação da visita da presidenta Dilma Rousseff à China.

De acordo com o MDIC, ao todo, 24 empresas e 10 entidades empresariais integram a comitiva, que terá as presenças do secretário-executivo do ministério, Alessandro Teixeira, e do presidente da Apex-Brasil, Mauricio Borges. As empresas brasileiras representam os setores de alimentos (carnes, frutas, laticínios, café, mel e vinho) e moda (calçados, componentes para calçados e joias) e se reunirão com empresas chinesas e de cinco países do sudeste asiático (Indonésia, Malásia, Cingapura, Vietnã e Tailândia) para rodadas de negócios em Hong Kong.

As entidades empresariais que integram a missão terão encontros com representantes do governo chinês. Estão previstas também visitas técnicas a um supermercado, a um shopping center, ao porto de Hong Kong e ao Centro de Negócios da Apex-Brasil em Pequim. “Temos feito um investimento contínuo no mercado asiático para aproveitar o aumento de renda e o interesse crescente por produtos de qualidade e alto valor agregado”, diz Alessandro Teixeira, coordenador da Missão.

“Desenvolvemos estudos de inteligência comercial e competitiva, nos preparamos com conhecimento do mercado e da cultura de negócios e planejamos ações de forma estratégica, com foco na exportação de produtos com maior valor agregado. Nosso objetivo é realizar negócios e conhecer cada vez mais esse imenso mercado, que é hoje uma grande oportunidade para negócios”, afirma o presidente da Apex-Brasil, Mauricio Borges.

Apoio local ao exportador brasileiro na China

Desde maio de 2009, a Apex-Brasil mantém um Centro de Negócios (CN) em Pequim. A estrutura tem como objetivo orientar e apoiar o empresário brasileiro que pretende realizar negócios na China. O CN de Pequim trabalha para promover as exportações e a internacionalização de empresas brasileiras, com ênfase em: inteligência comercial e competitiva, com a elaboração de relatórios de percepção de mercado customizados; promoção de negócios por meio da realização de missões comerciais, feiras, rodadas de negócios e visitas técnicas; e apoio à instalação local, auxiliando a empresa brasileira a abrir uma unidade na China.

O CN de Pequim já atendeu 94 empresas brasileiras, prestando informações sobre como negociar com os chineses, detalhando as oportunidades do mercado, organizando participações em encontros de negócios com os empresários chineses e oferecendo a estrutura física do CN para as empresas brasileiras que desejam manter representante no local.

Além da estrutura do CN de Pequim, a Apex-Brasil vem realizando ações de forma sistêmica e constante no mercado chinês, com vistas a promover as exportações brasileiras para o país asiático. Em 2009, foram realizados seminários de sensibilização em 52 províncias chinesas, com objetivo de mostrar oportunidades de negócios no Brasil. A Apex-Brasil também coordenou a montagem do pavilhão brasileiro na Exposição Universal de 2010 (em Xangai), que recebeu mais de dois milhões de visitantes. Seminários de divulgação do café e dos calçados brasileiros também foram promovidos pela Agência na China.

Comércio Brasil-China

A China é hoje o principal parceiro comercial brasileiro. Em 2010, o Brasil exportou para os chineses US$ 30,785 bilhões e importou US$ 25,593 bilhões, resultando em superávit de US$ 5,192 bilhões. As vendas externas para a China, no ano passado, cresceram 46,57% em relação ao montante exportado em 2009 (US$ 21,003 bilhões).

Os principais produtos brasileiros comprados pelos chineses no primeiro bimestre de 2011 foram minérios de ferro não-aglomerados (US$ 2,115 bilhões), óleos brutos de petróleo (US$ 712 milhões), minérios de ferro aglomerados (US$ 319 milhões), pasta química de madeira (US$ 170 milhões), ferronióbio (US$ 82,731 milhões), outros grãos de soja triturados (US$ 52,941 milhões), frangos congelados (US$ 50,012 milhões), pasta química de madeira para dissolução (US$ 38,938 milhões), aviões/veículos aéreos mais pesados (US$ 32,439 milhões) e óleo de soja em estado bruto (US$ 27,134 milhões).

Comércio Brasil-Malásia

No primeiro bimestre de 2011, o Brasil exportou US$ 167,6 milhões para a Malásia e importou US$ 264,4 milhões. Em comparação com o mesmo período de 2010, as exportações cresceram 64,9% e as importações 11,3%. Os principais produtos comprados pelos malaios nos primeiros dois meses de 2001 foram: milho em grãos (US$ 67,723 milhões), açúcar de cana em bruto (US$ 31,719 milhões), minério de ferro e seus concentrados (US$ 28,318 milhões), óleo de soja em bruto (US$ 5,762 milhões), fumo em folhas (US$ 3,775 milhões), automóveis de passageiros (US$ 3,224 milhões) e tratores (US$ 3,219 milhões)

Comércio Brasil-Tailândia

As exportações do Brasil para a Tailândia, no primeiro bimestre de 2011, foram de US$ 203,6 milhões, 79,4% maiores do que as registradas no mesmo período de 2010. As importações cresceram 39,3%, passando de US$ 249,2 milhões para US$ 347,2 milhões. Os principais produtos vendidos para os tailandeses foram: semimanufaturados de ferro ou aço (US$ 83,609 milhões), farelos e resíduos da extração de óleo de soja (US$ 61,218 milhões), soja triturada (US$ 21,313 milhões), fio-máquina e barras de ferro ou aços (US$ 4,507 milhões) e instrumentos e aparelhos de medida de verificação (US$ 3 milhões).

Comércio Brasil-Indonésia

As exportações do Brasil para a Indonésia, no primeiro bimestre de 2011, dobraram em relação ao mesmo período de 2010, passando de US$ 103 milhões para US$ 206,2 milhões. As importações também cresceram, mas a um ritmo menor: 65,2%, passando de US$ 190,4 milhões para US$ 314,6 milhões. Os produtos mais vendidos para os indonésios foram: minério de ferro e seus concentrados (US$ 58,276 milhões), açúcar de cana em bruto (US$ 26,596 milhões), milho em grãos (US$ 25,653 milhões), máquinas e aparelhos para terraplenagem, perfuração etc. (US$ 13,991 milhões) e produtos semimanufaturados de ferro ou aços (US$ 13,581 milhões).

Comércio Brasil-Cingapura

No primeiro bimestre de 2011, as exportações do Brasil para Cingapura cresceram 8,7% na comparação com o mesmo período de 2010. As vendas passaram de US$ 246,4 milhões para US$ 267,8 milhões. No caminho inverso, as importações cresceram 29,1%. Nos dois primeiros meses de 2010, os cingapurianos venderam US$ 95,6 milhões para o Brasil. Em 2011, a soma das importações no primeiro bimestre foi de US$ 123,4 milhões. Os produtos mais vendidos para Cingapura foram: óleos combustíveis (US$ 121,054 milhões), ferro-ligas (US$ 55,669 milhões), carne de frango (US$ 20,631 milhões), carne suína (US$ 12,324 milhões), carne bovina (US$ 5,434 milhões), fio-máquina e barras de ferro ou aços (US$ 5,429 milhões) e pneumáticos (US$ 5,038 milhões).

Comércio Brasil-Vietnã

O Brasil exportou US$ 111,035 milhões para o Vietnã no primeiro bimestre de 2011. Esse volume é três vezes maior do que os US$ 36,2 milhões exportados no mesmo período de 2010. As importações do Vietnã também cresceram, passando de US$ 48,893 milhões nos dois primeiros meses de 2010 para US$ 93,432 milhões em janeiro e fevereiro de 2011. Os produtos brasileiros mais vendidos para o Vietnã foram: bagaços e outros resíduos sólidos da extração do óleo de soja (US$ 45,228 milhões), milho em grão, exceto para semeadura (US$ 30,676 milhões), fumo não manufaturado (US$ 4,187 milhões), outros couros/peles (US$ 3,727 milhões) e outras madeiras serradas/cortadas em folhas (US$ 3,266 milhões).

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Café com o presidente

O presidente Lula faz um balanço da viagem ao continente africano no programa de rádio “Café com o Presidente” dessa segunda-feira (12/7). A visita oficial a seis países (Cabo Verde, Guiné Equatorial, Quênia, Tanzânia, Zâmbia e África do Sul) foi classificada como sendo a oportunidade de saldar uma dívida histórica do Brasil para com a África. O presidente explicou que a Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária] vem desenvolvendo estudos para melhorar a qualidade do solo da savana africana, tornando-o um terreno fértil para produção de alimentos.

O Brasil tem dívida histórica com os africanos, e nós achamos que como essa dívida não pode ser paga com dinheiro, ela é paga com solidariedade, com gestos políticos e com ajuda.

Ouça abaixo a íntegra do programa Café com o Presidente.

Leia aqui a íntegra do programa.

Lula fez o percurso pelo continente com uma delegação de empresários brasileiros. Segundo ele, em diversas oportunidades foram realizados seminários que tiveram por objetivo incrementar o comércio bilateral. O presidente explicou que as áreas de interesse passam por energia elétrica, construção civil, além da exploração de minas de minério de ferro e plantio de cana de açucar. Lula informou que ao deixar a Presidência da República pretende promover troca de experiência com os países da América Latina, Caribe e África.

Eu tenho que aproveitar o acúmulo dos acertos que nós tivemos em política social no Brasil – e que são muitos – para que a gente possa trocar experiências com os países, por exemplo, da América Central, com os países da América do Sul, com os países do Caribe e com a África. Obviamente que nós queremos é que as pessoas conheçam o que nós estamos fazendo, para adaptar, em função da realidade deles, os programas do jeito que eles entenderem que devam colocar em prática. Eu não estou a fim de levar cartilha pronta para ninguém. Eu estou a fim de dizer: olha, no Brasil nós fizemos assim e “assado” e deu certo. Então, eu penso que o acúmulo de experiências que nós vamos ter ao deixar a Presidência da República do Brasil não pode ficar apenas para nós, brasileiros, sabermos. É preciso que a gente faça com que o mundo saiba que é possível a gente construir um outro mundo.


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