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O supercomputador Tupã montado na unidade do INPE no município de Cachoeira Paulista (SP) dará mais confiabilidade à previsão do tempo. Foto: INPE/Divulgação

A população brasileira precisa ter a cultura da prevenção dos riscos de desastres naturais. E o modelo ideal é aquele desenvolvido no Japão. Lá, todos são capacidados por meio de treinamento a enfrentar as mais diversas situações de catástrofes. A avaliação é do novo secretário de Políticas e Programas de Pesquisas e Desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia, Carlos Nobre, em entrevista ao Blog do Planalto. Ele informou que o supercomputador Tupã, que entra em operação este mês, na unidade do INPE [Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais], no município de Cachoeira Paulista (SP), é uma ferramenta importante no sistema nacional de prevenção e alerta de desastres naturais.

“O Brasil não é imune aos riscos de novas tragédias. Elas estão ocorrendo agora com mais frequência. Temos que começar com o plano. Não podemos esperar o próximo ano, as próximas chuvas”, disse.

O supercomputador Tupã, adquirido por meio de licitação internacional, é uma das peças fundamentais nesta engrenagem de previsão e alerta dos desastres naturais. Adquirido junto à Cray Inc., o equipamento passará a gerar previsões de tempo mais confiáveis, com mais dias de antecedência, e de melhor qualidade, ampliando o nível de detalhamento para cinco quilômetros na América do Sul e 20 quilômetros para todo o globo. Será possível prever ainda eventos extremos com boa confiabilidade, como chuvas intensas, granizo, geadas, nevoeiros, ventos fortes, ondas de calor, entre outros.

De acordo com o INPE, estas melhorias serão perceptíveis aos usuários das previsões quando a nova infraestrutura computacional de alto desempenho do CPTEC entrar em operação agora em janeiro. O novo supercomputador custou R$ 50 milhões, sendo R$ 35 milhões do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e R$ 15 milhões da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

Carlos Nobre afirmou ao Blog do Planalto que o Tupã é uma das pontas deste sistema. Outros equipamentos a se somaram neste contexto são o pluviômetro e o radar meteorológico. Ou seja, enquanto o computador produz informações matemáticas, o pluviômetro afere a quantidade de chuva numa determinada região e o radar produz detalhamento sobre a incidência das preciptações. Esta quantidade de dados permite ao sistema alertar estados e municípios que serão atingidos pelos desastres naturais.

Para cobrir o território nacional, segundo Nobre, serão necessários mais 700 pluviômetros. O secretário assegurou que a indústria nacional tem condições de atender a demanda por este equipamento. Com relação aos radares, o país já dispõe de 20 equipamentos e seriam adquiridos mais 15 unidades para fechar o cerco de visualização do país. Num primeiro instante, o foco deste monitoramento seria nas cerca de 800 áreas de risco de deslizamentos e inundações. De acordo com o ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, cinco milhões de pessoas moram nestas regiões.

“O mapeamento do risco vai dizer se pode ocorrer escorregamento de terra. Neste instante a informação é repassada para a Defesa Civil que, bem instrumentada, poderá fazer análise no local sobre os riscos de tragédia”, explicou o secretário.


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O batismo de um gigantesco navio-plataforma construído em estaleiro brasileiro ou a ampliação de um importante centro de pesquisas como o Cenpes, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), são frutos de uma mesma decisão: não considerar investimentos em educação, ciência e tecnologia como ‘gastos’. Injetar dinheiro público nessas áreas é um dever do Estado, porque melhora a vida da população, gera emprego e renda e promove o desenvolvimento industrial do País. O presidente Lula fez questão de frisar isso nesta quinta-feira (7/10) durante cerimônia que marcou a inauguração do Cenpes no campus do Fundão da UFRJ e após participar de reunião de balanço da comunidade científica e tecnológica.

“Hoje é mais um dia especial que eu vivo no exercício do mandato de presidente da República”, afirmou. “Vivemos uma fase em que estamos colhendo aquilo que foi plantado há algum tempo atrás. E como nós plantamos esperanças, nós estamos colhendo agora coisas muito importantes para o futuro do Brasil.”

Entre as decisões tomadas pelo governo que permitiram uma boa colheita neste final de 2010 estão o aumento do orçamento do Ministério da Educação de cerca de R$ 20 bilhões (em 2003) para mais R$ 70 bilhões (este ano) e o desafio feito ao Ministério de Ciência e Tecnologia de construir uma ampla proposta para o setor, que resultou no PAC da Ciência e Tecnologia, com mais de R$ 40 bilhões de investimentos previstos – e cada centavo, lembrou o presidente, foi devidamente encaminhado para projetos diversos, sob coordenação do ministro Sérgio Rezende e participação de cientistas e pesquisadores do Brasil inteiro (de universidades, Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e instituições privadas).

Ouça aqui a íntegra do discurso:

O presidente Lula também lembrou aos presentes que a ampliação do Cenpes também é fruto de importante decisão de governo, a de investir recursos no desenvolvimento da indústria petrolífera brasileira. Nada de importante plataformas e navios-sondas: mesmo pagando um pouco mais caro, a Petrobras foi orientada a contratar os equipamentos a indústrias nacionais.

Às vezes a empresa ganhava US$ 100 milhões ao comprar navio ou plataforma em Cingapura. A pergunta que a gente fazia era: compensa a Petrobras ganhar 100 milhões e a gente matar a engenharia da indústria petrolífera deste País ou matar a engenharia da indústria naval? Ganhar 100 milhões importando uma plataforma e ver milhares de trabalhadores desempregados neste País?

E nós tomamos a decisão: a Petrobras vai pagar um pouco mais caro para ter componente nacional, mas o povo brasileiro vai sorrir mais, vai trabalhar mais, vai ganhar mais e virar mais cidadão. Hoje tenho a convicção, se eu tiver que morrer agora, eu morreria tranquilo, porque valeu a pena a gente acreditar no fortalecimento da indústria nacional, na formação de mão de obra nacional e geração de emprego e renda neste País.

Em entrevista coletiva após a cerimônia, o presidente Lula afirmou que a ampliação do Cenpes “coloca a Petrobras como a empresa detentora do centro de pesquisa mais importante de todo o Hemisfério Sul”, o que o deixava muito orgulhoso.

Acho que este Centro coloca a Petrobras em uma situação vantajosa, na disputa tecnológica com outras concorrentes. Acho que o estado do Rio de Janeiro ganha, de forma extraordinária, com a consagração deste Centro aqui. E eu penso que nós estamos dizendo ao mundo que o Brasil não quer ser mais um país de terceira categoria, que o país não quer ser um país mais subdesenvolvido, que o país não quer ser apenas mais um país emergente, e que nós queremos ser um país altamente desenvolvido e queremos participar do bloco dos países mais ricos do mundo, se Deus quiser. E isso acontecerá, segundo o Banco Mundial, até 2016, se a gente continuar no ritmo que nós estamos agora. Então, eu estou feliz com tudo que está acontecendo.


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Graças à parceria entre o Ministério da Educação e a Associação Alberto Santos Dumont para Apoio à Pesquisa, que administra o Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmon e Lily Safra (IINN – ELS), o Brasil receberá um supercomputador (o Blue Gene) doado pelo governo da Suíça – o País passa a ter o computador mais veloz do Hemisfério Sul. A notícia será dada ao presidente Lula nesta terça-feira (31/8) em São Paulo pelo neurocientista Miguel Nicolelis, diretor científico do IINN, que receberá o aparelho desenvolvido pela IBM e capaz de simular as funções do cérebro, fazendo 24 trilhões de cálculos por segundo.

O supercomputador permitirá a análise de dados de atividade cerebral, de genomas e de modelos biológicos. A máquina também ajudará estudos em áreas do conhecimento como clima, geologia e genética, com simulações em matemática e física.

O IINN tem, em parceria com os ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia, um programa de educação científica que atende 1.400 estudantes da rede pública de ensino do Nordeste, em três centros: Natal e Macaíba, no Rio Grande do Norte, e em Serrinha, na Bahia. A ideia do instituto é descentralizar a pesquisa nacional, atualmente restrita ao Sudeste e ao Sul do País.

O instituto também opera um centro de saúde materno-infantil que atende cerca de 1.000 pacientes por mês da região metropolitana de Natal. Em pareceria com o MEC e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte, está construindo o “Campus do Cérebro”, primeiro campus universitário todo voltado para estudos de cérebro humano, onde será instalado o supercomputador. O projeto é complementado pela criação da “Cidade do Cérebro”, orçada em R$ 2,5 bilhões que visa criar o primeiro parque industrial de pesquisa e tecnologia totalmente voltado para a busca de terapias e curas para doenças neurológicas.

A primeira unidade do IINN, então chamado Centro de Estudo e Pesquisa Prof. César Timo-Iaria, foi inaugurada em 2005, em Natal. Dois anos depois, mudou seu nome para o atual, devido a uma significativa doação de Lily Safra, a maior da história da ciência brasileira. O instituto foi idealizado por Nicolelis, considerado um dos 20 maiores cientistas do mundo no começo da década passada pela revista Scientific American e um dos 100 brasileiros mais influentes de 2009 pela revista Época.

Nicolelis também faz parte da Academia Francesa de Ciência e foi o primeiro brasileiro a receber o prêmio Pioneiro do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos. Instituído em 2004, este é o mais prestigiado prêmio científico dado pelo governo americano por intermédio do Instituto Nacional de Saúde a pesquisadores biomédicos, como reconhecimento por suas abordagens inovadoras. O agraciado recebe um prêmio em dinheiro, no valor de US$ 2,5 milhões.


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bom dia, MinistroO Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional foi tema central do programa Bom Dia, Ministro desta quinta-feira (19/8). O ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, explicou que apesar de o Brasil ter demorado para entrar no setor de inovação tecnológica, nos últimos anos houve um grande avanço, colocando o país em destaque no cenário internacional.

Sérgio Rezende lembrou que pela primeira vez na história do país o governo federal tem um plano de ação – o PAC Ciência e Tecnologia – com foco na expansão do sistema de ciência e tecnologia no Brasil; inovação tecnológica nas empresas; pesquisa em áreas estratégicas e desenvolvimento social.

Quando criamos o PAC da Ciência e Tecnologia em 2007, a proposta era investir R$ 41 bilhões. Ao final de 2010, alcançaremos a meta, o que tem feito empresas a investirem mais, os estados a investirem mais e os municípios a investirem mais.

Para o ministro, o grande desafio é fazer com que a atividade de pesquisa e desenvolvimento possa fazer parte do processo produtivo das empresas:

Para isso, o PAC da Ciência, juntamente com a política de desenvolvimento produtivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e do BNDES, traz um conjunto de iniciativas para apoiar as empresas privadas a investirem em inovação. Essa é a chave para as empresas brasileiras se tornarem mais competitivas e ganharem mercado internacional.

Ouça aqui a íntegra do programa:

Sérgio Rezende também lembrou que uma das áreas estratégicas do MCT para pesquisa e desenvolvimento é a Amazônia, que tem sido foco de estudo do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério.

“O Inpa tem um programa permanente de monitoramento do desmatamento da Amazônia. Nos últimos anos, a taxa de desmatamento vem caindo. No ano passado, a área desmatada apurada total foi de 7,4 mil km², em uma redução, se comparado com o ano anterior, de 12,4 mil km². Neste ano, o Inpa está finalizando os seus levantamentos, nós estamos esperando ter uma redução maior ainda para chegar a 5 mil km². Naturalmente, nossa meta é desmatamento zero na Amazônia, mas estamos avançando rapidamente no controle do desmatamento predatório”, afirmou.


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Infográfico: Thiago Melo

Atingir o mais elevado nível de qualificação profissional é cada vez mais factível aos brasileiros. Com crescimento sustentável de 12% ao ano – e de cerca de 40% se considerarmos o período de 2003 a 2008 – o número e perfil dos brasileiros titulados doutores mudou, segundo aponta a pesquisa “Doutores 2010 – Estudos da demografia da base técnico-científica brasileira”, divulgada pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia.

Para Eduardo Viotti, professor-adjunto da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, e coordenador do estudo, apesar de os doutores serem minoria da população em qualquer país, são de importância estratégica, uma vez que compõem a parcela dos recursos humanos treinada especificamente para realizar pesquisa e desenvolvimento.

O número de doutores no Brasil passou de 2.830, em 1996, para 10.705, em 2008, equivalente a um aumento de 278% em 12 anos. A concentração de doutores ainda é maior na região Sudeste – 70,1% – entretanto, a região Nordeste é a que apresentou o maior aumento no quantitativo de titulados no período – 2487% – contra 198% no Sudeste.

As mulheres passaram a ser maioria entre os doutores. Em 1996, 44,2% eram mulheres e, em 2008, 51,5%. Viotti aponta ainda que o Brasil atingiu um volume em termos internacionais bastante representativo. No ano de 1987, o Brasil titulava apenas cerca de um trigésimo do número de doutores titulados nos Estados Unidos. Em 2008, o numero de titulados no Brasil já representava mais de um quinto dos que obtiveram o título nos Estados Unidos.

Clique aqui para ler a íntegra do estudo.

O presidente Lula destacou a importância dos dados apontados na pesquisa e classificou como uma vitória para o Brasil o expressivo aumento no número de doutores. “Um sonho que nós vamos atingir é fazer com que esses doutores possam trabalhar em empresas, para levarem o seu conhecimento para a questão da inovação”, defendeu Lula.


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Café com o presidente

O programa Café com o Presidente desta segunda-feira (21/6) teve como um dos assuntos a mobilização do governo federal para ajudar os estados nordestinos castigados pelas chuvas. O presidente Lula informou que, no sábado (19/6), os ministros Márcio Fortes (Cidades), Paulo Sérgio Passos (Transportes) e João Santana (Integração Nacional) estiveram em Pernambuco e Alagoas para avaliarem os estragos. Lula disse que conversou, no fim de semana, com os governadores Eduardo Campos (PE) e Teotônio Vilela (AL) e deve recebê-los em audiência hoje para definir detalhes da Medida Provisória (MP) que será editada como forma de liberação de recursos para os estados.

“A chuva foi muito pesada, tem muita gente desabrigada, tanto em Pernambuco quanto em Alagoas. Em Alagoas, ainda ontem o governador me avisou que tem mil pessoas desaparecidas, ou seja, que não têm paradeiro. Tem muitas cidades em que a água está cobrindo os telhados das casas.”

Ouça a íntegra do programa Café com o Presidente:

Leia aqui a íntegra do programa.


O primeiro tema do programa foi a inauguração, na última sexta-feira (18/6), da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), no Rio, empreendimento do ThyssenKrupp e Vale. Lula disse que há 20 anos não se construía um alto-forno no Brasil. Ele informou que amanhã (22/6), estará em Marabá (PA), para cerimônia de início da terraplanagem de uma siderúrgica.

Lula analisou também o desempenho da seleção brasileiro na Copa do Mundo 2010, na África do Sul. Segundo ele, o time teve controle do jogo contra Costa do Marfim, marcou os gols necessários e Luís Fabiano desencantou com um gol belíssimo. O presidente lamentou a expulsão do Kaká e classificou os resultados das duas partidas [Coreia do Norte e Costa do Marfim] como sendo satisfatórios.

“Se o Brasil continuar assim, fique certo de que o Brasil terá um lugar garantido na final.”


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O sucesso do PAC da Ciência e Tecnologia implementado no Brasil em 2007 se deve ao fato dele ter sido elaborado e estar sendo executado em parceria com cientistas e pesquisadores de todo o País -- ninguém melhor do que eles para montar os projetos prioritários e dar a destinação correta aos R$ 41 bilhões disponibilizados pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, afirmou o presidente Lula durante seu discurso na abertura da 4a. Conferência de Ciência, Tecnologia e Inovação, realizada nesta quarta-feira (26/5) em Brasília.

O presidente agradeceu as palavras elogiosas do secretário-geral da Conferência, Luiz Davidovich; do presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Marco Antônio Raupp; e presidente da Academia Brasileira de Ciências, Jacob Palis; e afirmou que é preciso provocar a sociedade brasileira a acreditar nela mesma. Quando isso acontece, os resultados são sempre positivos.

Para o ministro Sérgio Rezende, muito elogiado pelo presidente, o País está criando agora as bases para a próxima década. “Hoje há muito mais pessoas interessadas na ciência, na tecnologia, em campos que são importantes para o nosso desenvolvimento”, afirmou.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente Lula no evento:

Lula afirmou que pediu ao ministro Rezende que avisasse aos cientistas e pesquisadores brasileiros que o orçamento de 2011 será apresentado pelo governo até agosto deste ano e que nele será colocado um “pouquinho mais de dinheiro” para a ciência e tecnologia no País.

Ainda falta fazer muito, nós estamos apenas começando. Um começo excepcional, mas ainda falta muito. Deus queira que a gente tenha como consciência a seguinte idéia: quanto mais a gente fizer, mais vocês têm que reivindicar. Porque o dia que vocês pararem de reivindicar, não haverá motivação para que a gente trabalhe o tanto que estamos trabalhando. É assim que vejo a sociedade, é exatamente assim que vejo a relação entre Estado e sociedade, entre o governo e a sociedade.

(…) Ou seja, as pessoas conquistam uma coisa hoje, querem outra amanhã, e assim nós vamos fazendo com que haja uma evolução neste País. O dado concreto é que nós hoje temos um novo paradigma no País. Quem entrar tem que saber que não é o paradigma do zero, é o paradigma do cinco, do seis, do quatro, do oito, do nove e do 10.

CPI DA LUNETA

Em dado momento em seu discurso, o presidente Lula brincou com o ministro Sérgio Rezende, que o presenteou com uma da lunetas que foram compradas em 2009 -- ano internacional da astronomia -- para serem distribuídas em escolas públicas. Segundo Lula, a luneta não funciona -- e talvez justamente por isso tenha sido dada a ele de presente, porque caso contrário poderia gerar problemas:


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Selo do programa 7 anos em 7 minutosO Brasil segue a passos largos para um novo padrão de desenvolvimento científico e tecnológico graças a uma forte articulação do governo federal com estados, municípios, iniciativa privada, comunidade científica e sociedade civil, estabelecida principalmente a partir de 2007, com a criação do Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Ciência, o PAC da Ciência, que conta com recursos de R$ 41 bilhões. “O governo investe pesadamente na formação de recursos humanos e infraestrutura para pesquisa”, afirma Sergio Rezende, ministro da Ciência e Tecnologia, nosso convidado nesta edição do 7 anos em 7 Minutos que o Blog do Planalto publica nesta sexta-feira (2/4).

A ciência no Brasil é muito nova, sua consolidação ainda depende muito de recursos públicos. Por isso o governo federal e o MCT investem pesadamente na formação de recursos humanos e infraestrutura para pesquisa.

Rezende enumerou, no programa, alguns dos avanços obtidos nos últimos anos no setor de ciência: crescimento do número de bolsistas do CNPQ e da Capes de 80 mil (mestrado e doutorado) em 2000 para 143 mil em 2009; aumento do número de mestres doutores de 5 mil em 1987 para 50 mil em 2008; criação de 123 Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia; e maior volume da produção científica no País, com mais de 30 mil artigos científicos publicados em 2008, ultrapassando assim a média mundial.

O ministro lembrou ainda que universidades públicas e instituições de nível superior receberam um novo impulso com a ampliação do programa de infraestrutura para pesquisa -- o Proinfra. O programa recebeu R$ 360 milhões em 2009, seis vezes o total investido em 2002.

Entre as principais ações desenvolvidas estão investimentos do Ministério da Ciência e Tecnologia para a Amazônia Legal, que contou com quase R$ 1,4 bilhão para projetos de desenvolvimento científico e tecnológico, e o financiamento de pesquisas na área de biocombustíveis e microeletrônica.

Rezende faz questão ainda de destacar o sucesso da Olimpíada Brasileira de Matemática nas escolas públicas, criada há 5 anos e que hoje já é o maior evento do gênero do mundo -- este ano, teve a participação de 19 milhões de alunos de 44 mil escolas públicas de todo o País.


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O presidente Lula retorna ao Rio Grande do Sul, nesta sexta-feira (5/2), onde cumpre agenda de trabalho com inaugurações e vistorias de obras em Porto Alegre e São Peopoldo. Agora pela manhã, o presidente fará sobrevoo nas obras de saneamento e habitação que fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), na região metropolitana de Porto Alegre.

À tarde, no bairro Feitoria, município de São Leopoldo, Lula participa de cerimônia de inauguração da Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) e da entrega de 605 unidades habitacionais a moradores de cinco bairros desta cidade. Isso é parte do programa Minha Casa, Minha Vida. Segundo o Ministerio das Cidades, o investimento previsto no conjunto de obras é de R$ 104,67 milhões. Já ampliação do sistema de esgotamento sanitário nos bairros de Feitoria e Campestre receberam investimentos de R$ 7,9 milhões, sendo R$ 5,2 milhões de financiamento do Programa Saneamento Para Todos/FGTS e R$ 2,6 milhões de contrapartida da prefeitura municipal. Serão beneficiados diretamente 50 mil habitantes.

E seguida, Lula participa da cerimônia de inauguração do Centro Nacional em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec). Este centro tem como objetivo a realização de projetos e a fabricação e o desenvolvimento de circuitos integrados (chips). O governo federal investiu no empreendimento cerca de R$ 450 milhões. De acordo com o Ministério de Ciência e Tecnologia, o Ceitec – única empresa comercial no Brasil e na América Latina a realizar o processamento e a fundição de lâminas de silício visando à produção de chips – está sendo instalada num complexo de 14,6 mil metros quadrados, localizado numa área com cerca de 5,6 hectares. A meta é implantar um ecossistema microeletrônico, com o propósito de capacitar o País para o desenvolvimento e a produção de circuitos integrados.


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